Viagem de Jair Bolsonaro aos EUA frustra negociadores brasileiros

 

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Da Agência Reuters.

Esperada como o grande avanço na relação Brasil-Estados Unidos, a viagem presidencial deixou um gosto de frustração para os negociadores brasileiros, que saíram de Washington com poucos avanços nas áreas comercial e agrícola, de acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters.

“Se é para avançar desse jeito, melhor até que fique como está’, disse à Reuters uma das fontes envolvida diretamente na tentativa de abrir o mercado americano para novos produtos agrícolas brasileiros.

O Brasil leva para casa o acordo de salvaguardas para uso da base de Alcântara pelos Estados Unidos e outros na área de segurança pública e inteligência, mas não conseguiu nada além de promessas vagas nas áreas que interessavam –uma solução para a questão da exportação de carne in natura e um apoio sem condições à entrada do país na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por exemplo.

Ao final da visita, ao lado de Bolsonaro, Trump declarou apoio ao pleito brasileiro mas, na declaração conjunta, o apoio está condicionado ao Brasil abdicar de estar na lista de países com tratamento especial e diferenciado da Organização Mundial do Comércio (OMC). Mais cedo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia afirmado que o apoio à entrada na OCDE não podia depender de uma troca.

“Quem está preocupado com uma parceria estratégica somos nós, não eles. Eles estão preocupados com o varejo”, reclamou um dos negociadores brasileiros.

(…)

Brasil assina acordo e libera a Base de Alcântara para EUA

 

bolsonaro e trump
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Os governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST), que permite o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão. O ato foi realizado nesta segunda-feira (18), em Washington (EUA).

Na prática, o acordo indica que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense, embora o território continue sob jurisdição brasileira.

A medida foi formalizada durante solenidade na Câmara Americana de Comércio. Pelo Brasil, assinaram os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). Jair Bolsonaro acompanhou a assinatura.

Para entrar em vigência, o acordo precisa necessariamente da aprovação do Congresso Nacional.

Acordos

Os acordos assinados entre Brasil e Estados Unidos nesta segunda foram:

Acordo sobre salvaguardas tecnológicas relacionadas à participação dos Estados Unidos em lançamentos a partir do centro espacial de Alcântara e seu guia operacional;

Ajuste complementar entre a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos e a Agência Espacial Brasileira (AEB) para cooperação na tarefa de pesquisa de observações de previsão de cintilação;

Carta de intenções entre a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid) e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil.

(Revista Forum)

Candidata diz que Ministro do Turismo a chamou para ser laranja

 

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Na edição desta quinta-feira (7) a Folha de S.Paulo, informa que Zuleide Oliveira, candidata a deputada estadual pelo PSL em Minas Gerais disse que o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, a chamou pessoalmente para ser laranja do partido nas eleições 2018, com o compromisso de que ela devolvesse à legenda parte do dinheiro público do fundo eleitoral.

“Eu não entendia de nada, eles que fizeram tudo [para registrar a candidatura], eu não tirei uma certidão minha, eles tiraram por lá, eu só enviei meu documento e eles fizeram tudo. Acredito, sim, que fui mais uma candidata-laranja, porque assinei toda a documentação que era necessária e não tive conhecimento de nada que eu estava fazendo (…) Fui usada, a minha candidatura foi usada para fazer parte de uma lavagem de dinheiro do partido”, afirmou Zuleide.

Zueleide fez uma denúncia ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais em 19 de setembro, mas obteve apenas uma resposta protocolar da Justiça Eleitoral.

Leia a reportagem na íntegra.

Com informações da Folha SP e Forum

Campanha ‘contra o carnaval’ tem repercussão internacional negativa para Bolsonaro

 

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O polêmico post do presidente Jair Bolsonaro, que publicou um vídeo no twitter na terça-feira (5) com cenas obscenas, gravado durante o carnaval alcançou e ainda repercuti internacionalmente.

A publicação teve objetivo de “expor a verdade para a população” sobre o que estaria se tornando a folia no país. O presidente só não imaginou que o post lhe traria tamanho desgaste e críticas, inclusive a possibilidade de enfrentar um processo de impeachment.

O jornal americano “The New York Times”, logo na abertura da matéria, diz sobre o texto: “Faremos todos os esforços para mantê-lo digno”.

“O artigo que você está prestes a ler é sobre um vídeo com conteúdo sexual, o presidente da quarta maior democracia do mundo e as guerras culturais que agitam o Brasil”, afirma.

O jornal britânico “Mirror” enfatizou que o vídeo é impróprio para menores de idade e “muito obsceno”, enquanto o “Independent” destacou a pergunta que Bolsonaro postou nesta quarta-feira, sobre o significado de ” golden shower “. A expressão faz referência à prática sexual que aparece nas imagens e está entre os assuntos mais comentados do Twitter nesta quarta-feira.

O também britânico “The Guardian” disse que o presidente foi “ridicularizado” após a publicação. Segundo o jornal, Bolsonaro “provocou indignação, nojo e ridicularização depois de twitar um vídeo pornográfico em uma aparente tentativa de revidar as críticas ao seu governo durante o carnaval deste ano”.

Outro portal de notícias a abordar o assunto foi o americano “Insider”. No título, o site afirmou que “o presidente do Brasil declarou guerra ao carnaval”. O “Insider” também falou sobre manifestações de foliões contra o governo realizadas em blocos no período de festa nacional.

A agência de notícias “Reuters” informou que “Bolsonaro provocou choque e indignação” com o tweet. O veículo ressaltou também que o presidente causou ainda mais polêmica ao publicar hoje pela manhã a pergunta “O que é golden shower?”, que é justamente a prática sexual que o vídeo mostra.

O Twitter incluiu um alerta de “conteúdo sensível” no post, devido ao seu caráter pornográfico, para que o internauta concorde em acessá-lo. Os vídeos postados na rede social podem ser vistos automaticamente, dependendo do que retratam . “Nós não podemos te mostrar tudo!”, diz o aviso do Twitter. “Ocultamos automaticamente vídeos com possível conteúdo sensível ou impróprio”.

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Filipe Martins, saiu em defesa de Bolsonaro e de suas publicações. Ele comparou a postura do presidente a de Theodore Roosevelt (presidente dos Estados Unidos entre 1933 e 1945).

“Roosevelt dizia que a Presidência da República é um ‘bully pulpit’, uma posição pública que permite falar com clareza e com força sobre qualquer problema. Foi o que o Presidente @jairbolsonaro fez ao expor o estado de degeneração que tomou nossas ruas nos últimos dias”, escreveu Martins.

(Informações O Globo)

Fechamento da fronteira pela Venezuela ‘não é ato de agressão’

 

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General Hamilton Mourão (Vice-Presidente do Brasil) sobre fechamento da fronteira e pretensões de Trump em atacar a Venezuela/Foto: Reprodução

247 – Na contramão do discurso beligerante do governo Trump e de seu próprio governo, o vice-presidente Hamilton Mourão diz que o fechamento da fronteira pelo governo venezuelano é uma atitude que não representa qualquer agressão: “O fechamento da fronteira para nós não significa um ato de agressão. A Venezuela tem liberdade para fazer o que quiser”. Mourão defende em que “a questão da Venezuela tem que ser resolvida pelos venezuelanos”, em oposição aberta ao bolsonarismo sob o comando de Trump, que pretendem intervir no país vizinho.

As afirmações foram feitas numa entrevista à agência France Press (AFP), nesta quinta-feira (21). O vice-presidente brasileiro adotou um discurso moderado e conciliador: “Vejo essa reação [o fechamento da fronteira] simplesmente para impedir que ocorra esse processo de ajuda humanitária”. Para ele, a retórica agressiva dos americanos terá muita dificuldade de se transformar numa ação militar: “A ameaça está mais no campo da retórica do que na ação. Seria muito prematuro e fora de propósito os EUA realizarem uma intervenção militar dentro da Venezuela”.

As declarações de Mourão devem criar ainda mais arestas entre ele e o bolsonarismo, pois o governo está agindo freneticamente nos últimos dias em busca de uma confrontação com o governo Nicolás Maduro. Na entrevista ele descartou a possibilidade de Eduardo Bolsonaro ter alguma relevância na política externa brasileira: “O deputado federal Eduardo Bolsonaro foi aos Estados Unidos em um primeiro momento e estabeleceu alguns canais de comunicação. Mas obviamente esses canais informais, vamos dizer assim, acabaram sendo substituídos pelos canais normais da diplomacia”.

E, de maneira taxativa, ele descartou qualquer influência futura dos filhos de Bolsonaro no governo daqui para frente: “Agora vai chegar o momento em que cada um vai entender o tamanho da cadeira dele. A cadeira de deputado federal é uma, a cadeira de senador é outra e a cadeira de vereador é outra”.

Se Mourão tem uma mensagem de paz para a América Latina e a Venezuela, sua entrevista pode ser lida como mais uma declaração de guerra pelo clã Bolsonaro.

A íntegra da entrevista pode ser lida aqui.

Exoneração de Gustavo Bebianno não apagou ‘incêndio’ no governo

 

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A esperada exoneração de Gustavo Bebianno, ocorrida na noite desta segunda-feira (18), não encerrou a mais recente crise no governo Bolsonaro, que começou tendo como pano de fundo o ‘laranjal do PSL’, partido do presidente.

As reações de setores da imprensa e classe política, inclusive os ligados ao governo, é que o incêndio continua e com possibilidade de intensificar, mesmo com esforço dos ‘bombeiros’ no Palácio do Planalto e Congresso Nacional.

A expectativa é que as baixas no governo não pare com Bebianno, caso a questão do ‘laranjal do PSL’ avance. Nesse contexto, a situação do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, é considerada delicadíssima. O próprio Bebianno reclamou do tratamento que recebeu do presidente, comparado ao dado a Marcelo Álvaro.

O vídeo do presidente divulgado após o anúncio da saída oficial de Bebianno do governo, acabou causando mais questionamentos e desconfiança sobre os reais motivos da exoneração. Jair Bolsonaro pareceu mais interessado e preocupado em acalmar Bebianno e salvar seu governo. Resta saber de quê?..

Pelo menos dois requerimentos para comparecimento do ex-ministro da Secretaria Geral do Governo, Gustavo Bebianno, no Senado Federal, ambos com mesmo objetivo já foram encaminhados. Os autores são Randoffe Rodrigues e Jorge Kajurú.

Os senadores  querem que o ex-presidente do PSL e coordenador da campanha de Jair Bolsonaro, esclareça declarações consideradas graves dadas durante o acirramento da crise e que repercutiram na imprensa. Na Câmara Federal, esta semana a crise deverá ser um dos principais destaques.

Nas redes sociais parlamentares alertaram para a gravidade da crise. Entre eles representantes da bancada maranhense. “O ex-ministro Bebianno deve explicações ao Brasil sobre o laranjal do PSL e as fake news da campanha do Bolsonaro. Vamos cobrar isso na Câmara dos Deputados”, disse o Marcio Jerry (PCdoB).

“Em pronunciamento, o presidente Bolsonaro reconhece a seriedade do Ministro que ele acaba de exonerar. Deu pra entender? Se o cara é sério não deveria continuar no cargo? Por que não revelou o motivo da exoneração?”, destacou Bira do Pindaré (PSB), sobre os critérios para participar do governo Bolsonaro.