Adriano Sarney não quer que ministros de Bolsonaro falem com Marcio Jerry

 

marcio e adriano
Marcio Jerry e Adriano Sarney

A agenda do governo do Maranhão com ministros do governo Bolsonaro, nesta quarta-feira (9), em Brasília, incomodou de tal forma o deputado Adriano Sarney (PV), que apesar de jovem, o herdeiro do grupo Sarney revelou uma visão política pequena, retrograda e arrogante que surpreendeu até outros membros da oposição no estado.

O ambiente harmonioso da reunião afetou tanto Adriano Sarney, que este se achou no direito de praticamente repreender o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Tarcísio Freitas (Infra-Estrutura), pela sinalização positiva à agenda apresentada pelo governo do Maranhão e parlamentares maranhense ao governo federal, que participaram do encontro, inclusive vários de oposição ao governo Flávio Dino.

Mas, o motivo maior do destempero de Adriano Sarney, foi a presença do deputado eleito Marcio Jerry, este ainda respondendo pela Secap( Secretaria de Comunicação e Articulação Política do Estado).

adriano sarney

Também no twitter, Marcio Jerry, reagiu à provocação do neto do ex-presidente José Sarney:

“O neto de Sarney reclamou sobretudo da minha presença na audiência com o ministro Tarcísio Freitas. Muita petulância de Adriano Sarney querer patrulhar um Ministro de Estado”, completou.

“Quanto a mim, Adriano Sarney, irei a todos os ministérios em que houver um interesse do Maranhão a ser defendido. Tenho para isso a delegação democrática do povo maranhense através de 134.223 votos”, finalizou Jerry, mandando o recado para o neto de Sarney.

Participaram da reunião além do governador em exercício Carlos Brandão os deputados eleitos Marcio Jerry (PCdoB), Eduardo Braid (PMN)), Bira do Pindaré (PSB) e também reeleitos como Hildo Rocha (MDB), Aluízio Mendes (PODE) além do deputado Pedro Fernandes, que é detentor de mandato até o final desta legislatura.

Bolsonaro e a requalificação dos governos passados

 

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Foto: Roberto Stuckert Filho

Ricardo de João Braga *

Em alguns momentos da história os movimentos políticos têm um encontro marcado com a realidade, em encruzilhadas onde desembocam economia, política e políticas públicas. Por debaixo das camadas de retórica partidária e eleitoral e de sentimentos e afeições populares, movem-se as placas tectônicas que sustentam movimentos e ideologias.

Diante da vitória eleitoral de Jair Bolsonaro e o perfil que se antecipa para seu governo – ultraliberal na área econômica e tradicionalista na moral e costumes – entendo que os governos FHC e Lula-Dilma, entre 1995 e 2016, representam uma linha de continuidade em seus traços principais, oscilando em torno do centro do espectro político.

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