Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo identificou o cenário de uma das cenas mais simbólicas da ditadura militar no Brasil.
Uma equipe de historiadores, arqueólogos e arquitetos encontrou a sala onde foi montada a farsa da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975, no DOI-Codi, centro de repressão que funcionava na região central de São Paulo.
O local exato da encenação era um enigma que durava mais de 50 anos.
A descoberta foi possível após a análise de estruturas do prédio, como paredes, piso e teto, e o cruzamento dessas informações com registros históricos e imagens da época.
O presidente Jair Bolsonaro será pressionado nesta segunda-feira, dia 13, quando o Comitê da ONU sobre Desaparecimentos Forçados iniciar a primeira avaliação feita sobre a situação no Brasil.
O exame cobrará respostas do governo sobre a violência policial, sobre as milícias e a atitude do estado em relação aos desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985), dois aspectos que Bolsonaro abriu polêmicas por defender posturas que violam o direito internacional.
A reunião contará com representantes sociedade civil brasileira e com autoridades do Itamaraty e do Ministério dos Direitos Humanos, Família e Mulher.
A senadora Elizeane Gama (Cidadania-MA), usou sua conta no twitter nesta segunda-feira (29), para repudiar as declarações de Jair Bolsonaro ao presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) Felipe Santa Cruz.
“..qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele..”, disse Bolsonaro.
Eliziane Gama disse que Bolsonaro ultrapassou todos os limites. Ela classificou a declaração do presidente de ‘barbarida’, ‘cruel’ e ‘inaceitável’.
Para a senadora do Maranhão, estado que recentemente foi apontado por Bolsoanro, como um dos principais a serem retaliado da região Nordeste, o presidente devia respeitar o cargo que ocupa e enfrentar problemas como o desemprego que cresce a cada dia no país.
247 – O presidente Jair Bolsonaro atacou o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, pela atuação na investigação do caso de Adélio Bispo, autor do ferimento a faca que sofreu no período eleitoral, e disse que, “se a OAB quiser”, pode explicar como “o pai dele desapareceu no período militar”.
“Por que a OAB impediu que a Polícia Federal entrasse no telefone de um dos caríssimos advogados? Qual a intenção da OAB? Quem é essa OAB? Um dia, se o presidente da OAB quiser saber como é que o pai dele desapareceu no período militar, conto pra ele. Ele não vai querer ouvir a verdade. Conto pra ele. Não é minha versão. É que a minha vivência me fez chegar nas conclusões naquele momento. O pai dele integrou a Ação Popular, o grupo mais sanguinário e violento da guerrilha lá de Pernambuco e veio desaparecer no Rio de Janeiro”, afirmou Bolsonaro.
O presidente da OAB é filho de Fernando Augusto Santa Cruz de Oliveira, desaparecido após ter sido preso no Rio de Janeiro por agentes da ditadura, em fevereiro de 1974. Segundo a Comissão da Verdade, que investiga os crimes da ditadura, não há registros de que Fernando tenha participado de luta armada contra o regime, ao contrário do que disse Bolsonaro.