ONU cobrará governo Bolsonaro sobre milícia, Ditadura e polícia

Do Uol 

O presidente Jair Bolsonaro será pressionado nesta segunda-feira, dia 13, quando o Comitê da ONU sobre Desaparecimentos Forçados iniciar a primeira avaliação feita sobre a situação no Brasil.

O exame cobrará respostas do governo sobre a violência policial, sobre as milícias e a atitude do estado em relação aos desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985), dois aspectos que Bolsonaro abriu polêmicas por defender posturas que violam o direito internacional.

A reunião contará com representantes sociedade civil brasileira e com autoridades do Itamaraty e do Ministério dos Direitos Humanos, Família e Mulher.

CPI diz que Bolsonaro defende vacina com ‘atraso fatal e doloroso’

A cúpula da CPI do Covid-19 no Senado Federal, que apura as responsabilidades no enfrentamento à pandemia no Brasil, reagiu na noite desta quarta-feira, dia 2, ao pronunciamento em rede nacional do presidente Bolsonaro, que iniciou defendendo a vacinação contra a Covid-19.

A fala do presidente em cadeia de TV e Rádio foi acompanhada de um forte ‘panelaço’ várias capitais.

Através de uma nota assinada por vários membros da CPI, entre eles, os senadores Omar Aziz (Presidente), Randolfe Rodrigues (Vice-Presidente) e Renan Calheiros (Relator), destaca que postura de Bolsonaro em relação à pandemia chega com ‘atraso fatal e doloroso’.

“O Brasil esperava esse tom em 24 de março de 2020, quando inaugurou-se o negacionismo minimizando a doença, qualificando-a de gripezinha”, diz trecho da nota.

Flávio Dino e lideranças do PDT elogiaram fala de Lula que animou oposição a Bolsonaro

247 – Dirigentes do PDT elogiaram a fala de Lula. Apontado como um dos pré-candidatos à Presidência da República da esquerda, o governador Flávio Dino (PC do B-MA) elogiou publicamente o discurso do petista.

Ao Painel, Dino foi além: 

“Se Lula puder ser candidato, defendo a sua candidatura como o melhor caminho para chegarmos a um novo contrato social. Ele faria uma espécie de transição política entre o horror bolsonarista e um outro momento, inclusive com projeção de novas lideranças (…) Lula trouxe uma bandeira que acho central para nos diferenciarmos do bolsonarismo. Bolsonaro se alimenta de divisões e confrontações permanentes. Lula hoje apontou outro caminho: o do diálogo em busca de um novo contrato social. Desde 2013 o Brasil vive rupturas e sobressaltos em série. O resultado não é bom e, na minha avaliação, vai piorar. Bolsonaro não tem como oferecer estabilidade política e segurança jurídica, atributos essenciais para que a economia volte a crescer de modo sustentável”, destacou Dino.

Como mostrou a coluna Mônica Bergamo, apesar de Lula hoje não poder se candidatar, já que foi condenado e está sem seus direitos políticos, a iniciativa está sendo interpretada como uma mensagem de que, caso a situação seja revertida na Justiça, ele concorrerá, sim, à Presidência da República em 2022.

“Forte, firme, oportuno pronunciamento do presidente Rodrigo Maia”, disse Márcio Jerry

 

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Deputado Federal, Márcio Jerry. vice-líder do PCdoB na Câmara/Foto: Reprodução

O deputado federal Márcio Jerry, classificou de ‘forte, firme e oportuno’ o pronunciamento do presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, na abertura da sessão nesta terça-feira (26). A fala foi vista como uma convocação em defesa da democracia.

“Forte, firme, oportuno pronunciamento do presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, de alerta para o momento grave e de conclamação à defesa da unidade em torno da democracia e do efetivo combate à pandemia do coronavírus”, destacou Márcio Jerry.

O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), em clara preocupação com os rumos que o país está tomando defendeu o dialogo, independência entre os Poderes da República e a paz.

“O Parlamento cumpre as decisões do STF mesmo quando discorda (..) Conservamos respeito pelo Judiciário e preservamos a harmonia entre os Poderes, que compreendemos como um pilar fundamental da democracia (..) Tenho procurado ser prudente e observar as normas, o que não pode ser confundido com medo. É preciso coragem para construir a paz. A voz dessa casa de leis deve traduzir a voz do povo brasileiro”, disse Rodrigo Maia.

Para Frente Nacional de Prefeitos Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade

 

FNP

Do Poder 360

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) criticou o pronunciamento em rede nacional de TV e Rádio nesta 5ª feira (8.abr.2020). Para a instituição, o presidente tentou fugir de sua responsabilidade jogando as decisões de fechar cidades para governos e prefeituras.

Eles argumentam, entretanto, que procuraram o governo federal duas vezes para orientações em relação ao tema e não tiveram resposta.

“O presidente apesar de dizer que respeita a autonomia dos governadores e prefeitos, distancia-se e opõe-se quando afirma que “muitas medidas de forma restritiva, ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, escreve em ofício.

A instituição, que reúne cidades com mais de 80 mil habitantes, também questiona o trecho do discurso em que Bolsonaro afirma que as medidas restritivas seriam tomadas sem consulta ao governo federal.

“Essas declarações, além de lamentáveis, porque tentam eximir o presidente de suas atribuições de chefe de Estado, autoridade que tem como dever zelar pela harmonia da federação, também não são verdadeiras”, disseram.

No documento divulgado nesta 5ª feira (8.abr), os prefeitos afirmam ter procurado o governo para receberem orientações no enfrentamento à pandemia em 27 de março. Como não tiveram resposta, voltaram a questionar o Executivo em 30 de março. Também não teriam sido atendidos.

“Diante disso, prefeitas e prefeitos das cidades com mais de 80 mil habitantes, que reúnem 61% da população e produzem 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reafirmam que continuarão trabalhando incansavelmente para prestar o melhor atendimento possível à população e também continuarão reforçando as medidas de isolamento social, como forma de não causar um colapso no Sistema Único de Saúde”, encerram o comunicado.

Integra do oficio da FNP

FAMEM se posiciona sobre pronunciamento de Jair Bolsonaro

 

famem coronavírus
Federação dos Municípios do Estado do Maranhão/Foto: Reprodução

O pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro na noite desta terça-feira, 24, foi estarrecedor. Como chefe da Nação e co-responsável pelo destino de milhões de brasileiros, Bolsonaro expressou sua insensibilidade com a gravidade da ameaça que ronda o mundo e aflige a todos indistintamente. Além de afrontar a ciência, o presidente demonstrou um egoísmo desmesurado.

Membros da realeza e os mais vulneráveis entre os cidadãos estão sendo alvejados pelo novo coronavírus na pandemia que deslocou o eixo da Terra neste século, mexendo nas relações econômicas, pessoais e até mesmo na esperança do homem no porvir.

Vários pontos de insensatez pontilharam o discurso do presidente. O mais contundente deste é a discordância da recomendação legitimada entre autoridades transnacionais da saúde que orbitam na Organização Mundial de Saúde sobre o isolamento social. A eficácia da medida está sendo evidenciada pelos países em que o avanço da Covid-19 está dentro da racionalidade e controle.

O presidente precisa se conscientizar do seu papel de chefe de estado, correspondendo à autoridade que lhe conferiram os tantos votos que o elegeram em um processo democrático que reconhecemos como legítimo.

Nós, como prefeitos que lidamos diretamente com os cidadãos cotidianamente sabemos das carências nutricionais e do estágio da saúde pública deste país, combalida pelo sub financiamento e sobrecarga nas costas das administrações municipais. Funcionamos como esteio desta sociedade de carências, muitas vezes cumprindo além do papel institucional que nos compete na esfera administrativa. Somos verdadeiros atletas sociais, sempre dispostos a vencer desafios em prol dos munícipes.

Ao presidente Jair Bolsonaro reivindicamos que este cumpra sua função constitucional no estado de direito democrático e contenha seus arroubos pessoais extravagantes.  Como cidadãos de fé, temos plena consciência do destino final. Porém, estaremos sempre imbuídos da construção de um presente melhor como garantia do amanhã.

Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM)