O governador do Maranhão, Flávio Dino, em ofício ao presidente Bolsonaro nesta segunda-feira (27), sugeriu que ele convoque governadores, empresas e trabalhadores para junto enfrentarem o aumento do desemprego no país.
Encaminho agora um ofício ao presidente da República propondo que ele reúna os governadores, entidades empresariais e de trabalhadores, visando a um Pacto Nacional pelo Emprego. Hoje o secretário de Política Econômica do Governo Federal anunciou que o desemprego vai aumentar.
A iniciativa de Flávio Dino aconteceu após entrevista públicada na Folha de SP com o secretário de Política Econômica do governo Bolsonaro sobre aumento do desemprego no Brasil.
Jair Bolsonaro voltou a se encontrar com apoiadores na frente do Palácio do Planalto neste sábado, 18 de abril (Foto: Sergio LIMA / AFP)
Um grupo de 152 bispos, arcebispos e bispos eméritos do Brasil divulgou neste domingo 26 uma nota de repúdio ao presidente Jair Bolsonaro e à maneira que seu governo atua durante a pandemia do novo coronavírus.
Chamada de “Carta ao Povo de Deus, o grupo diz que o Brasil atravessa um dos momentos mais difíceis de sua história, vivendo uma “tempestade perfeita” e cita os erros cometidos pelo governo federal.
“Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço”, dizem os líderes católicos.
O governo foi alertado, em maio de 2020, de que o Brasil poderia ter falta de medicamentos usados nas UTIs em pacientes com covid-19 —doença causada pelo novo coronavírus.
Mesmo assim, decidiu investir na compra de cloroquina e hidroxicloroquina (fármacos que não têm eficácia comprovada contra a doença) e, agora, tem mais de 4 milhões de comprimidos em estoque.
As informações estão em atas de reuniões do COE (Comitê de Operações de Emergência).
O comitê é formado por especializados em emergências de saúde pública. Entre os orgãos no COE estão o Ministério da Saúde, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Instituto Evandro Chagas. (O Estado de S. Paulo)
De acordo a Folha de SP, as equipes de imprensa que participaram nesta terça-feira (7), da coletiva no Palácio da Alvorada onde o presidente Bolsonaro anunciou que está com Covid-19, foram afastados e só retornarão às atividades após isolamento e exames.
Os veículos convidados para coletiva foram a CNN Brasil, Record e EBC. No final da entrevista o presidente tirou a máscara que estava usando. Mesmo com máscara, especialistas orientam distância miníma de 1,5 m.
” Espera um pouco que vou me afastar aqui para vocês verem minha cara. Estou bem, tranquilo, graças a deus“, disse Bolsonaro no final da entrevista.
A EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) através de nota informou que todos os profissionais que participara da transmissão foram afastados logo após o término. Eles retornarão oportunamente de acordo com exames que serão submetidos.
A CNN Brasil disse que o repórter Leandro Magalhães e o cinegrafista Carlos Alberto de Sousa ficarão isolados sete dias e retornarão após apresentarem resultados negativos para Covid-19.
A TV Record também afastou por sete dias o repórter Thiago Nolasco e todos os outros profissionais que tiveram contato com pessoas contaminadas, também retorno vai depender dos resultados dos exames.
Deputado, Mércio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal/Foto: Reprodução
O deputa Márcio Jerry, vice líder do PCdoB na Câmara Federal, após o próprio presidente Jair Bolsonaro confirmar que testou positivo para Covid-19, desejou que ele seja curado do coronavírus e de outros “vírus”.
“Que o Bolsonaro seja curado da Covid-19.., mas também do vírus da intolerância, ódio, falta de empatia, irresponsabilidade e negligência com a saúde de milhões de brasileiros” disse Márcio Jerry no twitter.
Que o Bolsonaro seja curado da Covid-19, é o que sinceramente desejo. Como sinceramente desejo que seja curado também dos vírus da intolerância, do ódio, da falta absoluta de empatia; dos vírus da irresponsabilidade, da negligência com a saúde de milhões de brasileiros.
vereador Carlos Bolsonaro e o presidente Bolsonaro/Foto: Reprodução
O vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos mais influentes e ativos defensores do presidente e seu governo cobrou os líderes dos outros poderes solidariedade ao presidente Jair Bolsonaro.
Após Bolsonaro informar que estava com suspeitas de covid-19, e que teria realizado um exame, milhares de pessoas passaram desejar sua ‘morte’ nas redes sociais.
“.. pessoas pedindo a morte do chefe do Executivo neste momento deveria ser motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros poderes..”, disse Carlos Bolsonaro.
A imensa quantidade de pessoas pedindo a morte do chefe do Executivo neste momento deveria ser motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros poderes, mas o que vemos novamente é a seletividade da indignação e ninguém chama os tais “desumanos” de robôs. Não terão êxito!
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) July 7, 2020
O presidente Bolsonaro, 65 anos, disse ao repórter Leandro Magalhães da CNN Brasil, nesta segunda-feira (6), que está com 38 graus de febre e sintomas de Covid-19.
Ele é do grupo de risco e já fez um teste no Hospital das Forças Armadas em Brasília, que deverá sair até 12h desta terça-feira (7). Bolsonaro suspendeu agendas.
O padre da cidade de Artur Nogueira, no interior de São Paulo, que, durante a missa, chamou Jair Bolsonaro de “bandido” e disse que quem votou nele deveria se confessar (assista aqui) divulgou uma extensa nota sobre o episódio.
Edson Adélio Tagliaferro afirmou que sua fala no vídeo que viralizou está “descontextualizada” e contou como estava se sentindo naquele dia:
“É bom que saibam reconhecer no padre um ser humano que também sofre as incoerências da vida, tem suas lutas interiores e desafios exteriores a enfrentar. Naquele dia específico, eu tive uma conversa acalorada com uma apoiadora do presidente da República. Isso talvez tenha sido decisivo para o ocorrido.” (O Antagonista)