Nomeado para Fundação Palmares é criticado até pelo próprio irmão

 

wadico-palamres
Wadico com o pai, o escritor Oswaldo de Camargo, e o irmão, Sergio Nascimento (Montagem)

O músico e produtor cultural Oswaldo de Camargo Filho, o Wadico Camargo, foi às redes sociais protestar contra a nomeação do irmão, Sergio Nascimento de Camargo, para a presidência da Fundação Palmares, entidade criada para defender e fomentar a cultura e manifestações afro-brasileiras.

“Tenho vergonha de ser irmão desse capitão do mato. Sérgio Nascimento de Camargo, hoje nomeado presidente da Fundação PALMARES”, disse Wadico, no Facebook.

O produtor cultural, que é filho do escritor Oswaldo de Camargo, ainda divulgou um abaixo-assinado em suas redes “pela troca do presidente da Fundação Palmares, Sergio Nascimento”. Ativista do movimento negro, Wadico é idealizador do grupo “A Rede do Samba”.

Filho de colhedores de café analfabetos, o poeta, contista, romancista, pesquisador e jornalista Oswaldo de Camargo, pai de Sérgio e Wadico, aos 83 anos é coordenador de literatura do Museu Afro Brasil.

“Minha militância é na literatura”, disse em entrevista ao site da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Para ele, “o negro não é só vítima do preconceito, também é vítima da indiferença”.

Nomeado presidente da Fundação Palmares, Sérgio Nascimento é um contraponto na família. Ele é contra o dia da Consciência Negra, já disse que a escravidão foi boa porque negros viveriam em condições melhores no Brasil do que no continente africano.

“Merece estátua, medalha e retrato em cédula o primeiro branco que meter um preto militante na cadeia por crime de racismo”, escreveu o novo presidente da Fundação Palmares.

Para Nascimento, artistas como Gilberto Gil, Leci Brandão, Mano Brown, Emicida são todos “parasitas da raça negra no Brasil”. Em uma postagem nas redes sociais, Sérgio disse que a Fundação agora seguirá os preceitos bolsonaristas. (Revista Fórum)

Deputado federal é acusado de racismo após destruir placas sobre Consciência Negra

 

Deputados de oposição na Câmara Federal querem que o deputado Coronel Tadeu (PSL-SP), seja levado ao Conselho de Ética para ser punido, após quebrar placas da exposição da Casa em referência ao Dia da Consciência Negra. A data é comemorada oficialmente nesta quarta (20), quando será protocolado o requerimento dos opositores.

A senadora maranhense Eliziane Gama  no twitter lamentou e repudiou a atitude do Coronel Tadeu. Para ela, esse tipo de atitude e inadmissível principalmente pelo um representante do povo.

Quão absurdo é um ato de um parlamentar, de um “representante” do povo que se presta a, no mês da consciência negra em uma exposição artística sobre racismo, atacar violentamente uma das peças da exposição? Este ato abjeto merece repúdio de todos os brasileiros.

Considerada uma atitude racista, uma provável punição deverá ser decidida pela Comissão de Ética. Em protesto parlamentares de vários partidos deixaram o plenário da Câmara.

Outro parlamentar maranhense que se pronunciou em protesto a atitude classificada de racista do Cel. Tadeu, através das redes sociais foi o deputado Bira do Pindaré (PSB).

“O deputado Coronel Tadeu, numa atitude inaceitável, rasgou um cartaz alusivo à violência contra a população negra. A peça integra exposição oficial da Câmara, chamada “Trajetórias Negras”, que homenageia personalidades negras do Brasil. Vamos ao Conselho de Ética. Racismo NÃO!”, reagiu Bira do Pindaré.

 

Dificuldade para negros no mercado de trabalho tem nome: racismo

 

negros-empregos

Hoje, 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, tem objetivo também de lembrar a divida que há com as minorias, entre elas, o negro no Brasil. É possível apontar avanços, mas igualdade de direitos e oportunidades ainda é um grande desafio.

O Jornal Folha de SP, na sua edição de hoje, trás dados sobre quanto ainda teremos que percorrer para alcançar justiça social e fim às desigualdades no Brasil. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo ratifica a luta dos negros por oportunidades e contra o racismo no país.

De acordo com a matéria, a dificuldade para inserir negros no mercado de trabalho tem nome: indiferença à questão.