Pretos ganham 40,2% menos que Brancos por hora de trabalho

Do G1

Pretos ganham em média muito menos do que brancos por uma hora de trabalho: a hora de trabalho de uma pessoa preta valeu 40,2% menos que a de um branco no país entre abril e junho deste ano. No caso dos pardos, o valor foi 38,4% menor que o recebido pelos brancos.

Os dados são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações referentes ao segundo trimestre do ano.

Em média, a hora de trabalho do brasileiro vale R$ 15,23.

Por cor, os valores médios são:

  • Brancos ganham R$ 19,22;
  • Pretos, R$ 11,49;
  • E pardos, R$ 11,84.

Isso implica que pretos e pardos precisem trabalhar mais horas para conseguir ganhar, no fim do mês, o mesmo valor que brancos. Considerando o rendimento médio por hora, para chegar ao valor de R$ 1.212, equivalente ao salário mínimo:

  • Um trabalhador branco precisaria trabalhar 63 horas;
  • Já um preto levaria quase 105,5 horas.

“algum momento vamos ter cotas para negros”, diz juiz do TSE

Da Folha de SP

Para o juiz, Fábio Francisco Esteves, a criação de cota para candidaturas de negros no país será o próximo passo, porém a medida não representará o fim da desigualdade racial na política.

O magistrado é juiz auxiliar do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“..se quisermos corrigir a distorção que existe no parlamento, em algum momento vamos ter que reservar um percentual de candidaturas para negros, não de vagas no Congresso..”, diz o juiz.

Nas eleições de 2018 entre 517 eleitos e reeleitos para a Câmara Federal, juntos negros e pardos são apenas 124, ou aproximadamente 25% do total. A maioria da população brasileira é formada de negros.

Flávio Dino alerta para o que está acontecendo no Chile

 

flavio_dino_reuniao_bolsonaro.png134453
Governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução

“Quando o governo federal apresentou sua proposta de reforma da Previdência, frisei muitas vezes o desastre que seria o regime de capitalização. O motivo da crítica era a obscena desigualdade social, que seria aprofundada com a capitalização. As ruas do Chile mostram a verdade” alertou o governador Flávio Dino.

Autocrítica da esquerda é respeito ao eleitor e não autoflagelação

 

Fernando-Haddad
Fernando Haddad e Manuela D’Avila/Foto: Ricardo Stuckert

Por Fábio Góis

Os destroços que restaram da disputa entre a esquerda de Fernando Haddad (PT) e a extrema-direita de Jair Bolsonaro (PSL), o vencedor com 39,2% do eleitorado, deveriam servir para que o grupo derrotado fizesse, de uma vez por todas, a tão repetida autocritica pelos diversos erros cometidos no poder. Mas não como uma “autoflagelação” para o deleite dos vencedores, observa o cientista político Ricardo de João Braga, mas para melhorar e, em suma, por respeito aos eleitores.

“Autocrítica não consiste em autoflagelação pública para regozijo dos adversários, mas análise, diagnóstico e proposição de novas estratégias de ação, capazes de produzir melhores resultados em termos sociais, econômicos, políticos, etc. Uma reflexão racional não para saciar desejos emocionais de apoiadores ou adversários, mas para governar diferente e melhor no futuro, quando a oportunidade se apresentar”, observa Ricardo, doutor em Ciência Política e colaborador constante deste site.

“Autocrítica é o respeito pela razão e a autonomia do eleitor”, acrescenta o também economista e professor do mestrado profissional em Poder Legislativo da Câmara Federal.

As observações do cientista político estão acompanhadas de outras igualmente pertinentes no artigo “Ou a autocrítica, ou a farsa” que o Congresso em Foco publica com exclusividade nesta terça-feira (25) natalina. O texto é o primeiro de uma série de reflexões de Ricardo de João Braga e que este site publicará, nos próximos dias, como contribuição para o debate sobre os rumos do Brasil após a eleição que marcou a volta da direita – com fortes traços de militarismo – ao poder central.

Dificuldade para negros no mercado de trabalho tem nome: racismo

 

negros-empregos

Hoje, 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, tem objetivo também de lembrar a divida que há com as minorias, entre elas, o negro no Brasil. É possível apontar avanços, mas igualdade de direitos e oportunidades ainda é um grande desafio.

O Jornal Folha de SP, na sua edição de hoje, trás dados sobre quanto ainda teremos que percorrer para alcançar justiça social e fim às desigualdades no Brasil. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo ratifica a luta dos negros por oportunidades e contra o racismo no país.

De acordo com a matéria, a dificuldade para inserir negros no mercado de trabalho tem nome: indiferença à questão.