Divulgados dezenas de áudios que circulavam em grupo de militares de alta patente que, de acordo com a Polícia Federal, preparavam uma trama golpista após o segundo turno das eleições de 2022.
Segundo a PF, Mario Fernandes, general da reserva e ex-número 2 da Secretaria-Geral da Presidência, foi o articulador do plano, que envolvia uma conspiração para matar o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O presidente Lula (PT), comentou pela primeira vez publicamente, nesta quarta-feira, dia 22, a investigação da policia federal que descobriu uma suposta trama para assassiná-lo.
A fala do presidente da república aconteceu durante uma solenidade em Brasília, onde ainda estava, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também seria morto.
A Polícia Federal encerrou nesta quinta-feira, dia 21, investigação que apurou a existência de uma organização criminosa que atuou de forma coordenada, em 2022, na tentativa de manutenção do então presidente da República no poder.
O relatório final foi encaminhado ao STF com o indiciamento de 37 pessoas, entre elas, Jair Bolsonaro, pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
1) Ailton Gonçalves Moraes Barros; 2) Alexandre Castilho Bitencourt da Silva; 3) Alexandre Rodrigues Ramagem; 4) Almir Garnier Santos; 5) Amauri Feres Saad; 6) Anderson Gustavo Torres; 7) Anderson Lima de Moura; 8) Angelo Martins Denicoli; 9) Augusto Heleno Ribeiro Pereira; 10) Bernardo Romão Correa Netto; 11) Carlos Cesar Moretzsohn Rocha; 12) Carlos Giovani Delevati Pasini; 13) Cleverson Ney Magalhães; 14) Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira; 15) Fabrício Moreira de Bastos; 16) Filipe Garcia Martins; 17) Fernando Cerimedo; 18) Giancarlo Gomes Rodrigues; 19) Guilherme Marques de Almeida; 20) Hélio Ferreira Lima; 21) Jair Messias Bolsonaro; 22) José Eduardo de Oliveira e Silva; 23) Laercio Vergilio; 24) Marcelo Bormevet; 25) Marcelo Costa Câmara; 26) Mario Fernandes; 27) Mauro Cesar Barbosa Cid; 28) Nilton Diniz Rodrigues; 29) Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho; 30) Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira; 31) Rafael Martins de Oliveira; 32) Ronald Ferreira de Araujo Junior; 33) Sergio Ricardo Cavaliere de Medeiros; 34) Tércio Arnaud Tomaz; 35) Valdemar Costa Neto; 36) Walter Souza Braga Netto; e 37) Wladimir Matos Soares.
A Procuradoria-Geral da República irá avaliar os indícios levantados pela PF para decidir se denuncia ou não o ex-presidente por golpe de Estado (4 a 12 anos de prisão), abolição violenta do Estado democrático de Direito (4 a 8 anos) e integrar organização criminosa (3 a 8 anos).
A investigação foi enviada ao STF dois dias da prisão de quatro militares e um policial federal suspeitos de planejarem os assassinatos de Lula, Alckmin e do ministro do STF, Alexandre de Moraes.
A Polícia Federal investiga se o ministro do STF, Flávio Dino, também era alvo do plano de militares para assassinar autoridades e dar um golpe no Brasil, impedindo a posse de Lula (PT).
Dino seria o “Juca” citado em um documento que detalhava o plano criminoso. A PF busca agora comprovar a suspeita de que o magistrado seria o quarto alvo da criminosa operação.
O texto dava apelido a três alvos.
O primeiro deles, Jeca, já foi identificado pela PF como sendo Lula.
O segundo alvo, apelidado de “Joca”, foi identificado como Alckmin, o vice de Lula.
O terceiro, que a PF desconfia ser Flávio Dino, ganhou o apelido de “Juca”. Ele foi tratado como “iminência parda do 01 [Lula] e das lideranças do futuro governo”.
A operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira, dia 19, apresenta, com riqueza de detalhes, como os militares das Forças Especiais utilizaram técnicas avançadas do treinamento militar para tentar executar ações como a captura e o assassinato do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes.
Chegaram a colocar em prática um dos planos, posicionando militares perto da casa do ministro, mas cancelaram de última hora a ação.
A PF diz que seis militares das Forças Especiais atuaram na tentativa de assassinato de Moraes no dia 15 de dezembro de 2022 e que um dos líderes era o tenente-coronel Rafael Martins. Nessa data, todos combinaram posicionamentos específicos em Brasília. Usaram veículos alugados para tentar não deixar rastro. Havia militares próximos ao STF e outros em uma localidade a poucos quilômetros da residência do ministro.
A Polícia Federal deflagrou a ‘Operação Contra Golpe’, nesta terça-feira, dia 19, que investiga suposto plano de execução de presidente Lula, o vice-presidente Geraldoi Alckimin e o ministro do STF, Alexandre de Moraes.
O objetivo seria impedir a posse do governo legitimamente eleito em 2022 e restringir o livre exercício do Poder Judiciário.
As investigações apontam que a organização criminosa se utilizou de elevado nível de conhecimento técnico-militar para planejar, coordenar e executar ações ilícitas nos meses de novembro e dezembro de 2022.
Os investigados são, em sua maioria, militares com formação em Forças Especiais (FE).
Entre essas ações, foi identificada a existência de um detalhado planejamento operacional, denominado “Punhal Verde e Amarelo”, que seria executado no dia 15 de dezembro de 2022, voltado ao homicídio dos candidatos à Presidência e Vice-Presidência da República eleitos.
Ainda estavam nos planos a prisão e execução de um ministro do Supremo Tribunal Federal, que vinha sendo monitorado continuamente, caso o Golpe de Estado fosse consumado.
O Brasil teve grandes primeiras-damas e outras nem tanto. Mas todas tinham um comportamento exemplar em público.
Primeiras-damas brilhantes como Sara Kubistchek e Ruth Cardoso deram grandes contribuições ao Brasil.
Dona Sara criou a Rede de Hospitais Sara que atende milhares de pessoas em todo Brasil.
Ruth Cardoso criou o programa Capacitação Solidária, formando milhares de pessoas para várias atividades através de Associações Comunitárias. Criou, também, o vale gás. Tais programas foram estuprado pelo PT que os transformou, com a desculpa de distribuição de renda, no Bolsa Família.
Mas o brasileiro nunca tinha ouvido, em público, num evento de repercussão internacional uma primeira-dama mandar, quem quer que seja, “ir se foder”. E foi isso que fez a digníssimo primeira-dama Janja da Silva ao discursar no G-20 Social, realizado no Rio de Janeiro. “FUCK YOU, ELO. MUSK”, gritou a senhora Janja para delírio de uma platéia de maioria imbecil.
O braseiro sabe que algumas primeiras-damas fizeram pior que isso, nas alcovas palacianas. Mas em público é a primeira vez.
Não se trata de hipocrisia, falso moralismo, mas só uma questão de postura de uma “autoridade”, em público. É a tal “liturgia do cargo”.
O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quinta-feira, di 14, durante sessão plenária Corte que o atentado ocorrido ontem, quarta-feira, dia 13, na Praça do Três Poderes, quando um homem atirou um artefato explosivo em direção ao STF e depois detonou um segundo que causou sua morte imediata, reforça a necessidade de responsabilização de todos que atentem contra a democracia.
Barroso reiterou que o Tribunal continuará a cumprir com sua função de guardião da Constituição e a simbolizar os ideais democráticos do povo brasileiro e a luta permanente pela preservação da liberdade, da igualdade e da dignidade de todas as pessoas.
Também se posicionaram sobre o fato os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cármen Lúcia, André Mendonça, Fláavio Dino e Paulo Gonet (PGR).
“Muito embora o extremismo e a intolerância tenham atingido o paroxismo em 8 de janeiro de 2023, a ideologia rasteira que inspirou a tentativa de golpe de Estado não surgiu subitamente”, afirmou. “O discurso de ódio, o fanatismo político e a indústria de desinformação foram largamente estimulados pelo governo anterior”, destacou Gilmar Mendes.
“No mundo todo, alguém que coloca na cintura artefatos para explodir pessoas é considerado terrorista (…) Essas pessoas não são só negacionistas na área da saúde; são negacionistas do Estado Democrático de Direito, e devem e serão responsabilizadas”, disse Alexandre de Moraes.
“Tenho orgulho de, quando presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça, ter aprovado a criação da Polícia Judicial, transformando a nossa Assessoria de Segurança em polícia, diante de tudo que acontecia e daquilo com que hoje vamos nos deparando”, ressaltou Dias Toffoli.
“Nesta véspera do dia em que se comemora a República, o que pretendemos é que, cada vez mais, a sociedade brasileira seja democraticamente republicana, para que a luz do melhor direito impere, e não os atos que vimos acontecer ontem”, ressaltou Cármen Lúcia.
Não é o poder da força, mas o poder dos argumentos e das boas razões que deve nortear a prática da democracia e da liberdade em seu contexto mais amplo”, disse André Mendonça.
“que leva a ódios especialmente concentrados” e cria “uma mitologia negativa no discurso político no Brasil, que é a lenda das decisões monocráticas” (…) A decisão de apenas um ministro não decide os rumos do Tribunal, porque todos os ministros, concordando ou discordando, participam das decisões do colegiado”, afirmou Flávio Dino.
“Está claro que o desrespeito às instituições continua a ter sinistros desdobramentos, demonstrando a importância do esforço que vem sendo desenvolvido pela PGR e pelo STF na apuração de responsabilidades e punição por atos violentos de propósito antidemocrático”, destacou Paulo Gonet.