Bolsonaro ofereceu outro ‘cala boca’ a Bebiano; foi uma embaixada

 

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Bebianno e Bolsonaro, quando ainda eram grandes aliados/Foto: Fátima Meira / Futura Press

Nesta segunda-feira (18), no Plenário do Senado Federal, o senador Randolfe Rodrigues anunciou que a exemplo do que já havia feito o senador Cajurú, está requerendo a presença de Gustavo Bebiano, para que ele explique o imbróglio envolvendo o presidente Bolsonaro e seu governo.

Segundo publicação de O Globo, numa última tentativa de minimizar a crise e manter Bebiano mais longe do Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro ofereceu a Bebiano a embaixada de Roma, na Itália.

A proposta teria sido apresentada no final de semana a Gustavo Bebiano, por Onix Lorenzoni ministro-chefe da Casa Civil, após conversa com Bolsonaro no Palácio da Alvorada, que de pronto foi recusado por Bebiano.

Esta não foi a primeira proposta feita ao agora ex-ministro da Secretaria Geral de Governo, após a crise que se instalou no governo Bolsonaro, iniciada por Carlos Bolsonaro e Bebiano, que o presidente acabou tomando partido do filho.

Bolsonaro já tinha oferecido a Bebiano uma diretoria na Hidrelétrica de Itaipu, que também foi recusado por Bebiano. Segundo ele, não aceitou a proposta não apoiou Bolsonaro “para ganhar dinheiro” e “nem precisa de emprego”.

Filho de Bolsonaro precisa de ajuda psicológica

 

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Carlos Bolsonaro/Foto: Reprodução

Por Roberto Dimenstain

Uma  nota publicada hoje por Lauro Jardim, do O Globo,  reforçou minha suspeita de que Carlos Bolsonaro precisa  de ajuda psicológica.

É visível um distúrbio que dificulta sua convivência com a realidade.

Ele tinha ambição de inspirar um serviço secreto  paralelo de espionagem. Já existe um serviço secreto chamado Abin.

O paralelo seria montado com com delegados e agentes da PF de sua confiança. Desfecho do projeto, segundo o colunista do O Globo.

O general Augusto Heleno, que, aliás, comanda a Abin, vetou a maluquice.

Um filho de presidente, sem cargo, querer montar um serviço secreto revela uma anomalia de quem vive em estado de paranóia, criando uma realidade paralela.

Essa nota do Lauro Jardim é apenas um detalhe das minhas suspeitas sobre o desequilíbrio emocional de Carlos Bolsonaro. Quem montou a guerra contra Gustavo Bebianno – e não é de agora – foi Carlos.

Chegou a ponto de colocar um espião no Palácio do Planalto: o primo mais conhecido como “Leo Índio”. O jovem circula por lá com crachá amarelo, mas sem cargo.

Uma das razões secretas para o atrito de Bolsonaro com Bebianno foi a opinião de Carlos de que seu secretário-geral vazava informações sobre a família aos jornalistas da Globo.

Daí as reportagens sobre Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro.

Na condição de porta-voz do pai – o que já é uma anomalia – ele chamou Bebianno de  mentiroso. O que além de descabido um filho de presidente agir como se fosse autoridade, produz um crime: ele vazou uma gravação secreta.

Não é só. Ele acha que Bebianno tem relações especiais com o site Antagonista que, segundo como publicou Carlos, estaria pronto para fazer negócios com dinheiro público. Bolsonaro passou a ver as notas do Antagonista com sinais da traição de seu secretário-geral.

Como sabemos, o presidente também tem surtos paranóicos: daí não andar de avião particular, com medo de sabotagem.

A forma como Carlos transformou a Globo em inimiga – e aí juntando de Bebiano ao general Mourão – reforça ainda mais a suspeita de transtorno mental. Chamou as Organizações Globo de chantagista por causa de dinheiro público. Mais: acusou-a de torcer pela morte do pai.

Lembremos que Carlos comentou, num post, que pessoas próximas estariam interessadas na morte de seu pai. Era um recado a Mourão e Bebianno, passando pelas Organizações Globo.

Daí que estou falando sério ao dizer que Carlos Bolsonaro precisa de ajuda psicológica urgente. Antes que cause mais danos ao seu pai e ao seu governo. Logo, ao país.

Gustavo Bebiano chama Jair Bolsonaro de Paranoico e Desleal

 

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Gustavo Bebiano de malas prontas para deixar o governo, e Jair Bolsonaro que decidiu da razão ao filho/Foto: Reprodução

BRASIL 247 – O coordenador da campanha presidencial de Jair Bolsonaro, que está deixando a Secretaria de Governo, mandou um recado claro ao chefe. “Uma pessoa leal, sempre será leal. Já o desleal, coitado, viverá sempre esperando o mundo desabar na sua cabeça”, postou Bebianno, que está sendo demitido, com apenas 45 dias de administração.

“A lealdade é um gesto bonito das boas amizades. Só consegue ser amigo quem aprende a ser leal”, apontou ainda em suas redes sociais.

O texto é atribuído ao escritor brasileiro Edgard Abbehusen e foi publicado por Bebianno no Instagram, segundo aponta reportagem do portal Uol.

“Saímos de qualquer lugar com a cabeça erguida ao carregar no coração a lealdade. É ela quem conduz os passos das pessoas que jamais irão se perder do caminho”, aponta ainda o texto. Bebianno chefiava interinamente o PSL quando da campanha eleitoral de 2018, sobre a qual recaem denúncias de uso de candidatos laranjas.

Crise: Jair Bolsonaro não atende apelos e Bebiano deixará o governo

 

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Carlos Bolsonaro vence Gustavo Bibiano que vai deixar o governo/Foto: Reprodução

BRASÍLIA —  O secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebiano,vai deixar o governo. Em conversa com o presidente Jair Bolsonaro nesta sexta-feira (15),  Bebianno foi convidado a ocupar a diretoria de uma estatal, mas não aceitou e, por isso, ficou decidido que vai sair do governo, segundo relato de auxiliares do presidente.

A permanência de Bebianno no governo tinha sido costurada pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, mas Bolsonaro não ficou satisfeito. Queria rebaixar o auxiliar de posto, o que não foi aceito por Bebianno. O ministro teria dito que a oferta era uma demonstração de “ingratidão”.

Segundo esses auxiliares, o presidente e seu ministro até teriam combinado uma nova conversa na segunda-feira, mas a divulgação pela imprensa da intenção de Bolsonaro de exonerá-lo teria acelerado o processo.

Ao longo da semana, Bebianno tentou ser recebido por Bolsonaro diversas vezes, mas vinha sendo ignorado. Nesta tarde, o presidente, finalmente, resolveu atendê-lo. Em um primeiro momento, a conversa teve a participação do vice-presidente Hamilton Mourão, de Onyx e de Augusto Heleno, chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

Ao final, o ministro e o presidente se reuniram sozinhos em um diálogo ríspido, com ataques de ambos os lados.

Envolto numa crise provocada pelo vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que trabalha pela demissão do desafeto no governo, o ministro passou os últimos dias tentando se segurar no cargo. Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro.

Informações do O Globo

Bolsonaro é refém dos ‘garotos’

 

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Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro/Foto: Reprodução

Por Gilvandro Filho

O presidente Jair Bolsonaro é hoje refém dos próprios filhos. Não dá um passo que não seja após ouvi-los. Pretere os seus auxiliares mais diretos em troca do palpite de um dos três. Tem em Flávio, Carlos e Eduardo uma espécie de tríade divina que tudo pode e que pensa ter nas mãos os destinos do Brasil e dos brasileiros. E não é assim. Ou não pode ser assim.

A crise da hora envolvendo o filho do meio Carlos Bolsonaro e o ex-presidente do PSL e atual ministro Gustavo Bebiano é algo impensável que nem o mais crítico observador imaginaria acontecer.

Carlos não tem nenhum mandato federal, é vereador do Rio e deveria estar cuidando de sua castigada cidade – Flávio é senador e Eduardo, deputado federal -, mas é o filho mais ouvido pelo presidente, estando sempre ao lado do pai, desde a solenidade de posse ao acompanhamento na internação de no Hospital Albert Einstein, onde Bolsonaro se submeteu a uma cirurgia abdominal. Controla das redes sociais e a comunicação do presidente. Tudo de maneira informal, já que o governo possui um porta-voz nomeado e no exercício da função.

A situação é surreal. Um filho do presidente da República, sem qualquer importância funcional formal dentro do governo, chega e chama um ministro de Estado de mentiroso. O que faz o pai-presidente? Dá uma enquadrada no filho boquirroto? Tenta demonstrar que o governo não é o que parece? Nada disso. A reação de Bolsonaro-pai é deixar o seu ministro pendurado no pincel ao dizer praticamente a mesma coisa que disse o filho pseudo porta-voz.

Não que Bebiano seja isento de responsabilidade pelo rastilho de pólvora que se arma e precocemente começa a explodir a credibilidade do presidente, do governo e do partido. Ele foi o presidente do PSL antes de Luciano Bivar e tem tanta culpa quanto o sucessor na proliferação do imenso laranjal em que se transformou a legenda. Praticamente todo dia, a imprensa traz uma laranja nova, adubada com centenas de milhões de reais do fundo partidário e que responderam com as menores mais caras votações da História. Mas, daí pegar Bebiano e deixar ele torrar no forno armado por Carlos Bolsonaro, já são outros quinhentos.

A crise toma fôlego a cada lance desse episódio bizarro. A ponto de o presidente da Câmara dos Deputados chegar e jogar azeite na panela fervente. Sem usar de meias-palavras, Rodrigo Maia acusou Bolsonaro de se esconder atrás do filho para demitir um ministro. Mais claro, impossível.

Para um presidente da República, ouvir que não tem coragem de afastar um ministro e precisa, para tal, de um biombo familiar, convenhamos, é algo inédito na República. Não há notícia de um governo que, com 45 dias de vida, esteja tão enrolado, em boa parte, por causa da parentada do chefe do Executivo. E de um chefe de Executivo que não consegue conter a parentada intrometida.

O Brasil não é a casa dos Bolsonaro. Alguém, no entanto, precisa dizer isto ao presidente. Mas não é o bastante. E é bom o próprio presidente ter ouvidos e sensibilidade para entender, aceitar e efetivamente mudar a situação. A pena para essa surdez pode ser dura demais. Para o presidente e para o país.

Nessa crise envolvendo Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebiano, assistir ao noticiário do governo na televisão tem sido constrangedor. Parece um bando de desnorteados tentando disfarçar a gravidade, tanto do escândalo envolvendo o PSL quanto do agravamento da crise de relacionamento que isto provocou.

O quadro é muito ruim. A ingerência dos “garotos” em tudo e sobre todos deixa o País parado, após dois meses e meio de governo. O resultado é uma horda de aliados magoados e desrespeitados. É uma base parlamentar dividida e atônita. A maioria, vale lembrar, não simpatiza com Carlos Bolsonaro e fecha com Bebiano. Como é o caso, também, do vice-presidente Hamilton Mourão e até do ministro Chefe da Casa Civil, Onix Lorenzoni.

Resta saber se essa “unanimidade” afetará Bolsonaro e o fará se decidir entre ser o presidente ou o pai superprotetor. O segundo caso vence com folga, até agora.

Crise no Planato: “Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado”

 

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Gustavo Bebiano, Jair Bolsonaro e Carlos Bolsonaro/Foto: Exame

Em conversas com interlocutores, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, tem demonstrado forte mágoa com todo o episódio de fritura a que está sendo submetido pelo presidente Jair Bolsonaro e seu filho, o vereador Carlos Bolsora.

“Não se dá um tiro na nuca do seu próprio soldado. É preciso ter um mínimo de consideração com quem esteve ao lado dele o tempo todo”, desabafou Bebiano em uma conversa com interlocutores.

Segundo esses relatos, Bebianno está impressionado com o fato de o presidente dar muito apoio aos argumentos do filho nesse episódio, e deixá-lo de lado no caso.

“Não vou sair escorraçado pela porta dos fundos”, relatou o ministro a colegas, em uma demonstração de que, se Bolsonaro quiser demiti-lo, terá que assumir o desgaste público de ter que mandar o auxiliar embora com pouco mais de um mês de governo.

Segundo ele, se Bolsonaro quisesse tirá-lo do cargo, deveria ter construído uma saída elegante, sem o desgaste na mídia. Ele ressaltou que não pretende pedir demissão.

A esses interlocutores, Bebianno disse que manteve sim contato com o presidente durante o período de internação de Bolsonaro, e que isso está registrado não só nas mensagens enviadas em seu celular, mas também nas mensagens recebidas por ele.

Ele também demonstra surpresa por ter tratamento diferenciado quando caso semelhante foi registrado em Minas Gerais, envolvendo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio.

Gustavo Bebianno foi um dos coordenadores da campanha eleitoral do presidente. Elepresidiu o PSL, partido de Bolsonaro, no ano passado e durante toda a campanha. Deixou o posto depois de ter sido nomeado ministro da Secretaria de Governo.

No último domingo, reportagem do jornal “Folha de S.Paulo” informou que Bebiano liberou R$ 400 mil do fundo partidário, para uma candidata “laranja” de Pernambuco, que concorreu a uma vaga de deputada federal e recebeu 274 votos. A “Folha” também noticiou caso semelhante envolvendo o ministro do Turismo.

O ministro também ressalta a interlocutores que o PSL nacional não cuida de candidaturas estaduais, mas que mesmo assim acha estranho a hipótese de o atual presidente da sigla, Luciano Bivar, ter feito algo de irregular.

Lembrou para um colega que quando assumiu o partido, no início do ano passado, havia acúmulo de verbas do fundo partidário, no caixa do PSL Mulher e na convenção do partido e que, por isso, acha improvável que Bivar quisesse desviar dinheiro do partido. Ele alega ainda que Bivar tem boa condição financeira.

Informações G1