Presidente do Senado sobre Moro: ‘se fosse parlamentar estava Cassado ou Preso’

 

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Davi Alcolumbre (DEM-AP), Presidente do Senado Federal/Foto: Reprodução

Definitivamente o ex-juiz Sérgio Moro já não conta com o prestígio de antes das publicações do The Intercept Brasil, sobre a relação suspeita entre ele e os procuradores da Lava jato, que sugere ‘promiscuidade’ entre julgador e acusador no âmbito da Lava Jato.

Na noite de ontem, segunda-feira (24), o presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM-AP), disse ao Site Poder 360 que se comprovados o teor das mensagens é ‘grave’ e revela um sério ‘problema ético’ do então juiz Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Do ponto de vista ético, sim [ultrapassou]. Se aquilo for tudo verdade… esse que é o problema. Aquilo é verdade? Vai comprovar? Aquela conversa não era para ter sido naquele nível entre o acusador e o procurador. Se isso for verdade, eu acho que vai ter um impacto grande, não em relação a Operação porque ninguém contesta nada disso e não vai contestar nunca. (…) Se isso fosse deputado ou senador, tava no conselho de ética, tava cassado ou tava preso”. Em caso de congressistas, disse que talvez mesmo sem comprovação poderia haver punição.

#VazaJato: The Intercept Brasil denuncia blindagem de Moro a FHC

 

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Foto: Reprodução

The Intercept Brasil velou na noite desta terça-feira (18), mais diálogos da série de publicações da #Vaza Jato. A conversa entre Deltan Dallagnol e o então juiz Sergio Moro mostram as investigações protegendo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). 

Também no Telegram, a conversa teria acontecido em 2017. Moro questionou a gravidade das suspeitas sobre FHC, em seguida diz não querer “melindrar alguém cujo apoio é importante”.

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Segundo o The Intercept, o diálogo teria ocorrido um dia após à veiculação de uma reportagem no Jornal Nacional sobre suspeitas contra o ex-presidente. Naquele momento a Lava jato já estava sendo criticada por direcionar as investigações apenas contra o PT.

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Dallagnol não aparece para falar de acordo bilionário e deputados querem instalar CPI

 

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Cadeira reservada para Dallagnol ficou vazia durante o debate na Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público; à mesa, o deputado Rogério Correia – Foto: Gabriel Paiva

Convidado pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara Federal, nesta quinta-feira (11), parar esclarecer o acordo que envolveria R$ 2,5 bilhões da Petrobras a uma fundação privada e administrada pela Lava Jato no Paraná, o procurador Deltan Dallagnol não compareceu.

Diante da ausência do procurador os membros da Comissão defenderam a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar essa e outras movimentações da Força-Tarefa do Ministério Público Federal (MPF).

Informações Revista Fórum