Carlos Brandão participa de posse de ministros do governo Lula

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), continua em Brasília onde participou no domingo dia 1º, da posse do presidente Lula (PT), ainda na capita federal nesta segunda-feira, dia 2, o governador participou da posse de vários ministros, entre eles, do ex-governador Flávio Dino (PSB), Ministro da Justiça e Segurança Pública, seu aliado político no Maranhão.

“Não poderia deixar de cumprimentar o amigo e ministro da Justiça, Flávio Dino. Depois de nossa caminhada juntos à frente do governo do Maranhão, ainda temos muito o que fazer pelo Maranhão. Sucesso e vamos em frente!”, destacou Brandão.

Carlos Brandão teve encontros com vários ministros, o objetivo foi para além da participação nas solenidades de posse, o governo Maranhão vai trabalhar em sintonia com o governo Lula.

Bom encontro ainda com o ministro de Cidades, Jader Filho, e os novos presidentes do TCU, Bruno Dantas, e da Petrobras, Jean Paul Prates. É uma satisfação ver tantos nomes afinados com nosso governo. Vamos firmar grandes parcerias em prol do Maranhão (…) Participei da transmissão de cargo do nosso novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a quem desejo um excelente trabalho nesta pasta de suma importância na reconstrução da nossa democracia. Uma nova página no fortalecimento da economia com inclusão social (…) Também fomos à transmissão de cargo do novo ministro da Educação, Camilo Santana, com quem tenho uma boa relação que tornará possível o diálogo para fortalecer a educação no Maranhão. Desejo sucesso em seu trabalho à frente do MEC! (…) Mais um nordestino em Brasília. Participei também da transmissão de cargo do novo ministro da Casa Civil, Rui Costa. Feliz em saber que nossa boa relação será igualmente fundamental para fazer grandes parcerias em prol do nosso estado. Bom trabalho ao novo ministro!”, disse Carlos Brandão nas redes sociais.

O governador Carlos Brandão participou das cerimônias de transmissão de cargos dos ministros Flávio Dino, Justiça e Segurança; Fernando Haddad, Fazenda;  Camilo Santana, Educação; Juscelino Filho, Comunicação; Rui Costa, Casa Civil; Nísia Trindade, Saúde; Alexandre Padilha, Relações Institucionais, Alexandre Padilha; José Múcio, Defesa; Luciana Santos, Ciência, Tecnologia e Inovação; Esther Dweck, Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Wellington Dias, Estado do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome;  Márcio França, Portos e Aeroportos; Márcio Macedo, Secretaria-Geral; e Jorge Messias, Advocacia-Geral da União.

Haddad bota bloco na rua e Dino diz que retira nome se Lula for liberado em 2022

247 – O ex-prefeito Fernando Haddad antecipou, quinta-feira, dia 4, que aceitou ser candidato a presidente em 2022, diante do impasse sobre os direitos políticos do ex-presidente Lula.

“Ele me chamou para uma conversa no último sábado e disse que não temos mais tempo para esperar (..) Ele me pediu para colocar o bloco na rua e eu aceitei”, afirmou Haddad.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), cujo o nome tem figurado como um dos possíveis nomes da esquerda para disputa presidencial em 2022, disse ao site que se forem devolvidos os direitos políticos de Lula, ele retira seu nome da sucessão presidencial em nome da unidade democrática. 

Para Flávio Dino a esquerda terá sucesso nas Eleições de 2020 e 2022

 

“Temos a eleição de 2020, e acredito que vamos vencer. Teremos…, muitas vitórias de prefeituras, vamos trabalhar para isso. E vamos vencer a eleição presidencial em 2022, tenho certeza disso”, afirmou Dino a Haddad.

Flávio Dino, Haddad, Boulos e Requião pedem afastamento de Moro e Dallagnol de suas funções

 

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Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), os ex-candidatos à Presidência da República em 20018, Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (PSOL) e o ex-senador Roberto Requião (MDB), assinaram uma nota divulgada nesta segunda-feira (29), onde defendem a Liberdade de Imprensa e o afastamento de suas funções o ministro Sérgio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Nota em defesa da liberdade de imprensa e pelo afastamento de Moro e Dallagnol

Em face dos graves acontecimentos que marcaram os últimos dias no Brasil, vimos a público para

1-Manifestar a nossa defesa firme e enfática das liberdades de imprensa e de expressão, das quais é consectário o direito ao sigilo da fonte, conforme dispõe a nossa Constituição Federal. Assim sendo, são absurdas as ameaças contra o jornalista Glenn Greenwald, seja por palavras do presidente da República ou por atos ilegais, a exemplo da Portaria 666, do Ministério da Justiça. Do mesmo modo, estamos solidários à jornalista Manuela D’Avila, que não praticou nenhum ato ilegal, tanto é que colocou seu telefone à disposição para perícia, pois nada tem a esconder.

2-Registrar que apoiamos todas as investigações contra atos de invasão à privacidade. Contudo, desejamos que todo esse estranho episódio seja elucidado tecnicamente e nos termos da lei, sem interferências indevidas, como a praticada pelo ministro Sérgio Moro. Este agente público insiste em acumular funções que não lhe pertencem. Em Curitiba, comandava acusações que ele próprio julgaria em seguida. Agora, no ministério, embora seja parte diretamente interessada e suspeita, demonstra ter o comando das investigações, inclusive revelando atos sigilosos em telefonemas a autoridades da República.

3-Postular que haja o imediato afastamento do ministro Sérgio Moro, pelos motivos já indicados. Em qualquer outro país democrático do mundo isso já teria ocorrido, pois está evidente que Moro não se comporta de acordo com a legalidade, insistindo em espantosos abusos de poder. Do mesmo modo, a Lava Jato em Curitiba não pode prosseguir com a atuação do procurador Deltan Dallagnol, à vista do escandaloso acervo de atos ilícitos, a exemplo do comércio de palestras secretas e do conluio ilegal com o então juiz Moro.

4-Sustentar que é descabida qualquer “queima de arquivo” neste momento. Estamos diante de fatos gravíssimos, que merecem apuração até mesmo junto ao Supremo Tribunal Federal e ao Congresso Nacional, neste último caso por intermédio de Comissão Parlamentar de Inquérito. A República exige transparência e igualdade de todos perante a lei. Altas autoridades que estão defendendo a “queima de arquivo” parecem ter algo a temer. Por isso mesmo, nada podem opinar ou decidir sobre isso. A lei tem que ser para todos, de verdade.

5-Sublinhar que somos a favor da continuidade de todos os processos contra atos de corrupção ou contra atuação de hackers, e que todos os culpados sejam punidos. Mas que tudo seja feito em estrita obediência à Constituição e às leis. Neste sentido, reiteramos a defesa da liberdade imediata do ex-presidente Lula, que não teve direito a um julgamento justo, sendo vítima de um processo nulo. A nulidade decorre da parcialidade do então juiz Moro, já que os diálogos revelados pela imprensa mostram que ele comandava a acusação e hostilizava os advogados de defesa, o que se configura uma grave ilegalidade.

6-Por fim, lembramos que quando os governantes dão mostras de autoritarismo, esse exemplo contamina toda a sociedade e estimula violências, como a praticada contra os indígenas wajãpis, no Amapá, com o assassinato de uma liderança após a invasão do seu território. Cobramos do Governo Federal, especialmente do Ministério da Justiça, providências imediatas para garantia da terra dos wajãpis e punição dos assassinos.

Chega de “vale-tudo”, ilegalidades e abusos. Não queremos mais justiça seletiva e parcial. Queremos justiça para todos”.