Vídeo do momento que médico teria estuprado paciente no RJ

O médico anestesista, Giovanni Quintella Bezerra, 32 anos, foi preso nesta segunda-feira, dia 11, após ser denunciado por estupro mostrado em vídeo praticando o crime.

Ele foi gravado no momento que participava do parto da vítima.

O caso ocorreu no Hospital da Mulher em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Vídeo mostra o instante em que ele coloca o pênis na boca da mulher.

Secretários enquadram Wellington do Curso, que humilhou médico Cubano

 

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Dep. Wellington do Curso e os Secretários de Estado: Carlos Lula (Saúde), Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esportes)

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito de São Luís, Wellington do Curso (PSDB-MA), que passou ser visto como capaz de fazer qualquer coisa para aparecer, finalmente conseguiu, e dá pior maneira.

O vídeo em que o deputado humilha e constrange um médico cubano em São Luís, causou reações negativas para ele nesta quarta-feira (13) nas redes sociais.

O médico contratado pelo governo do Maranhão, através de edital, para trabalhar no enfrentamento da Covid-19 foi abordado por Wellington do Curso quando estava em uma unidade de saúde da capital maranhense.

Vários cidadãos revoltados com o vídeo não economizaram nos adjetivos pejorativos contra o parlamentar, entre eles, os secretários de estado: Carlos Lula (Saúde), Felipe Camarão (Educação) e Rogério Cafeteira (Esportes).

“Oposição sem agenda não ajuda em nada. Parlamentar sem foco não passa de alguém tentando se promover a todo custo. O Deputado da “polêmica” não está preocupado com a saúde da população, muito menos com o atendimento às vítimas do COVID 19 (..) Quero dizer ao Senhor que trate comigo sobre eventuais dúvidas acerca da legalidade dos atos da Secretaria. Você tem meu celular pessoal e sabe o endereço da SES. Tenha a honradez de tratar comigo e nunca, nunca humilhe qualquer profissional no seu local de trabalho (..) Muito nos honram os médicos, brasileiros e estrangeiros, que aceitaram a convocação de nossos editais. Vivemos uma Pandemia, deveríamos rejeitar ajuda? Não, Deputado, não rejeitarei. Até a sua ajuda eu aceito de bom grado. Mas se apenas quiser atrapalhar, fique em casa (..) Atitudes como a sua apenas fazem a sociedade desprezar cada vez mais a política e os políticos. Respeite os maranhenses e deixe de tumultuar o atendimento em nossas unidades de saúde”, Carlos Lula, Secretário de Saúde.

“É um deputado insignificante, mas o ato praticado contra um médico que está salvando vidas foi tão horroroso que vou ter que repudiar o sujeito que tem como grande destaque do mandato ter ido de bicicleta uma vez para a AL. Nunca fez NADA pelo Maranhão e ainda faliu seu curso”, Felipe Camarão, Secretário de Educação.

“Médicos cubanos foram muito bem recebidos na Itália, Espanha e outros países da América do Sul pela atitude solidária. Aqui em São Luís o deputado Wellington resolve agredir médicos que ajudam a salvar vidas de maranhenses. “Síndrome de abstinência de picadeiro” desse deputado”, Rogério Cafeteira, Secretário de Esportes.

Nota do Governo do Maranhão

Sobre a acusação feita pelo deputado estadual Wellington do Curso de que no Maranhão médicos cubanos foram contratados pelo Governo do Estado de forma ilegal, conforme vídeo divulgado nas redes sociais e em grupos de aplicativos de mensagens, a Secretaria de Estado dos Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop) emite a seguinte nota:

Os médicos cubanos foram contratados conforme regras estabelecidas no Decreto Nº 35.762 de 27 de abril de 2020 editado pelo governador Flávio Dino, e posterior Edital de Convocação que chamou para comparecer perante a Secretaria de Estado de Saúde (SES) inicialmente 40 profissionais médicos selecionados em processo seletivo simplificado. Todos os médicos cubanos ou de qualquer outra nacionalidade, inclusive brasileiros, no caso em questão, fizeram parte do Programa Mais Médicos ou foram intercambistas de acordo com a Lei Nº 12.871. Ou seja, já preenchiam os requisitos para exercer a profissão no Estado Brasileiro antes mesmo da contratação pelo Governo do Maranhão, nesta situação de pandemia.

Ao se deslocar até uma unidade de saúde (UPA da Vila Luisão) e lá constranger um profissional da saúde, no exercício de seu trabalho, o deputado Wellington do Curso, ofende a dignidade da pessoa humana e sua condição de estrangeiro, visto que existem outros meios para a realização da denúncia, em caso de discordância da contratação dos médicos ou de qualquer outro profissional. É lamentável que, principalmente neste momento de grande crise sanitária, o deputado se utilize do cargo para constranger e humilhar profissionais de saúde, colocando em risco a sua saúde e a de outras pessoas e produzindo mais uma notícia falsa.

Programa Mais Médicos e Cubanos, segundo Yglésio Moyses

A polêmica envolvendo o Programa Mais Médicos e a saída dos Cubanos acabou dividindo opiniões, também entre médicos no Maranhão. Um dos que usaram as redes redes sócias para se posicionar foi o médico Yglésio Moyses, ex-diretor do Socorrão I, e deputado estadual eleito, nas últimas eleições no Maranhão

Por Yglésio Moyses

Mais Médicos é o programa onde houve o maior contraponto possível entre uma sociedade que buscar assistir as pessoas na sua integralidade, em que, mesmo com a pobreza extrema do país, consegue ter uma expectativa de vida de mais de 80 anos e analfabetismo ZERO.

O “rival” do contraponto? Um colosso  continental de PIB de 2 trilhões de dólares, onde crianças ainda morrem de diarréia no Sertão e na Amazônia, onde 28% da população é analfabeta funcional, mas mesmo assim a nossa sociedade é “mais avançada” e nossa medicina curativa, tantas vezes arrogante, é capaz de delimitar quem é ou não médico, mas não ataca a proliferação de faculdades de fim de semana, das Vassouras da vida, não ataca a falta de comprometimento social de uma geração crescente de profissionais que viraram vendedores de cosméticos e de tratamentos picaretas no Instagram, pra encher os bolsos cultivando esperanças em gente mentalmente atordoada com a opressão estética dos tempos modernos.

Graças a Deus que tínhamos os cubanos pra fazer o “serviço sujo”, nas palavras de alguns colegas. Agora, espera-se que a galera do plantão do Instagram mexa a bundinha e se digne a trabalhar em Belágua, em Água Doce do Maranhão, em tantos outros rincões onde, apesar da estrutura péssima, existem seres humanos que precisam de cuidado, de conforto e do efeito placebo que um bom atendimento médico, cubano ou não , é capaz de gerar em vítimas acima de tudo, da desesperança.

Bolsonaro deu um triplo carpado no abismo:

1) revalidar o diploma: o currículo cubano não tem as mesmas habilidades, a medicina é outra lá, mas não deixa de ser Medicina, porque a finalidade é CURAR.

2) pagar o salário integral: os médicos cubanos de modo geral, tem sentimento de nacionalismo e não são formados pra andarem de Audi, Land Rover ou Toyota Hilux. Essas pessoas pensam diferente porque as aspirações são diferentes.

3) repassar individualmente o salário: acho válido, desde que fosse pactuado um percentil justo do convênio pra seguir fazendo formação médica e não 100%. Programas de Estado não são CLT. Eles precisam de verba, Cuba é uma Ilha de Miséria.

Dilma falhou na gênese do projeto, mas Bolsonaro foi um completo irresponsável ao adotar essa comunicação belicosa pela arma social mais dura que temos hoje : o Twitter. Espero que esse erro de gestão seja contornado, e que ele seja reconhecido como o Presidente Ballubet du Rouet. Pra quem não lembra, Ballubet era o cavalo do jóquei Rodrigo Pessoa, que ao atravessar os obstáculos, sempre refugava!

Sigo torcendo a favor do Bolsonaro, não tem como desejar o mal ao país, mas essa do Mais Médicos foi extremamente irresponsável, como tantas outras decisões do nosso Trump versão Error4003.