A coerência de Mourão na ‘esquizofrenia de ditadores maus e bons’

 

MOURÃO
Vice-Presidente Hamilton Mourão/Foto: Reprodução

A senadora Eliziane Gama (PPS-MA), elogiou a postura do vice-presidente brasileiro Hamilton Mourão em meio recrudescimento da pressão em relação à crise na Venezuela.

Para a senadora, contrária ao regime adotado e defendido por Nicolás Maduro, as declarações de Mourão demonstra equilíbrio e coerência ao se posicionar contra intervenção no país vizinho e favorável a uma saída politicamente negociada.

“Em meio ao que está acontecendo, surge na verdade uma voz coerente, que é a voz do vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, taxativamente contrário a uma intervenção militar na Venezuela. Agir a partir de conveniências ou interesses, sabe-se lá quais são, a gente nunca sabe qual o retorno, qual a repercussão, qual o resultado que isso pode ter ao final de tudo” afirma a senadora.

Eliziane questiona o que estaria por trás das reais intenções de Jair Bolsonaro e Donald Trump. Isto porque enquanto ambos demonizam Maduro, o presidente dos Estados Unidos elogia o ditador Norte-Coreano, Kim Jong-un, e o presidente do Brasil faz o mesmo com o ditador Paraguaio Alfredo Stroessner.

“Uma coisa é fato: ditador é ditador em qualquer lugar do mundo. O Kim, o Stroessner e o Maduro são igualmente ditadores” disse a senadora maranhense Eliziane Gama.

Alcolumbre aplica mais uma derrota no ex-presidente José Sarney

 

renan sarney
José Sarney(MDB-MA) trabalhou forte nos bastidores para eleger Renan Calheiros (MDB-AL) que perdeu para Alcolumbre (DEM-AP)/Foto: Reprodução

É cedo para dizer se a vitória do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), na tumultuada e disputada eleição no Senado Federal no último sábado (02), representa mudança de fato. Mas, teve um aspecto politico e simbólico importante ao pretender barrar a hegemonia do MDB de José Sarney e Renan Calheiros na ‘Câmara Alta’, dentro da estrutura de poder no país.

Desde a redemocratização das 20 eleições ocorridas no Senado, o MDB ganhou 17 delas. Os dois políticos nordestinos José Sarney e Renan Calheiros rotulados como representantes da “velha política” são recordistas de mandatos na Presidência do Senado.

Porém a chegada de Davi Alcolumbre na presidência, de certa forma não representa alternância no comando da casa, uma vez que o DEM antes PFL é o único partido que esteve e volta à presidência além do MDB, nos últimos 34 anos.

Mas, o resultado da eleição no Senado de modo particular representou mais uma derrota para o ex-presidente José Sarney, que se empenhou pessoalmente na campanha de Renan Calheiros. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, foi eleito em 2014  após derrotar o ex-senador Gilvan Borges (MDB-AP), candidato do grupo político de José Sarney no Amapá.

Maia e Renan lideram pesquisas para presidir Câmara e Senado

 

TEMERMAIA
Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Renan Calheiros (MDB-AL)

A mais recente pesquisa do Painel do Poder,  Rodrigo Maia(DEM-RJ) e Rena Calheiros (MDB-AL) são os que apresentam melhor desempenho para as presidências da Câmara e Senado, respectivamente. Maia tentar se reeleger e Renan está buscando presidir o senado pela quarta vez. A pesquisa ouviu deputados e senadores eleitos e reeleitos.

Para 30% dos entrevistados, Maia será reconduzido por mais dois anos à presidência da Câmara, cargo que ocupa desde 14 de julho de 2016. Um dos líderes da bancada evangélica, João Campos (PRB-GO) é a segunda maior aposta, com 8,33% das menções. Atual primeiro vice-presidente da Casa, Fábio Ramalho (MDB-MG) aparece empatado em terceiro lugar com a deputada Renata Abreu (Podemos-SP), ambos com 6,67% das citações. Arthur Lira (PP-AL) vem em seguida, com 3,33%. Capitão Augusto (PR-SP), da bancada da bala, e o calouro Kim Kataguiri (DEM-SP), que terá 23 anos ao ser empossado, figuram com 1,67%. Outros nomes somaram 30%. Não souberam ou não responderam, 11,66%.

No Senado, Renan é apontado como o próximo presidente por 25% dos entrevistados do Painel do Poder. Para 11,67%, o cargo será ocupado pela atual líder do MDB, Simone Tebet (MS). Já 8,33% confiam que o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), que tem o apoio de um grupo de parlamentares autodeclarados independentes, comandará a Casa pelos próximos dois anos. Mara Gabrilli (PSDB-SP), com 3,33%, e Eduardo Braga (MDB-AM), com 1,67%, completam a lista dos mais lembrados. Outros 35% acreditam em algum outro nome, e 15% não responderam ou disseram que não sabiam.

“Auxílio-Mudança” só no Senado custa cerca de R$ 4 milhões

 

O senador Paulo Paim (PT-RS) protocolou nesta quarta-feira (5) um projeto de lei que acaba com o chamado “auxílio-mudança”. A verba indenizatória é paga a todos os congressistas no início e no fim do mandato e, segundo o decreto que a regulamente, serve para “compensar as despesas com mudança e transporte” para ou de Brasília.

Leia a íntegra do projeto.

A ajuda de custos tem o mesmo valor do salário dos deputados e senadores. O benefício foi criado como forma de acabar com o 14º e 15º salários pagos aos congressistas.

O petista lembra que os parlamentares já têm o direito a um apartamento funcional mobiliado e ajuda de custos com hospedagem e passagens aéreas. O senador afirma que o direito ao apartamento também “é discutível”.

O senador acredita que o fato de, dos 54 senadores eleitos, 46 estarem no primeiro mandato na Casa, aumenta as chances de aprovação da medida.

R$ 101.289,00 na conta

O número acima representa quanto os oito senadores reeleitos devem receber no início do ano que vem. O valor representa o salário e as duas ajudas de custo. Assim como Paulo Paim, estão na lista dos reeleitos:

– Ciro Nogueira (PP-PI)

– Eduardo Braga (MDB-AM)

– Humberto Costa (PT-PE)

– Jader Barbalho (MDB-PA)

– Petecão (PSD-AC)

– Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

– Renan Calheiros (MDB-AL).

Ao todo, 54 senadores receberão o benefício, dois terços da composição da Casa. De acordo com o Senado, a ajuda de custo a ser paga em 2019 soma R$ 3.646.404,00. Metade (R$ 1.823.202,00) para os 54 congressistas em início de mandato (o que inclui os reeleitos) e metade aos que estão deixando o posto.

Os valores serão pagos com recursos ordinários do Tesouro Nacional e devem estar previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem. O orçamento de 2019 ainda está em tramitação no Congresso.

Porém, três dos oito senadores reeleitos informaram que vão abdicar do benefício. Paulo Paim, Randolfe Rodrigues e Eduardo Braga. Já Humberto Costa e Petecão confirmaram que vão receber a ajuda de custos normalmente, como previsto em lei.

Com informações do Congresso em Foco

Gleisi Hoffmann e Ana Amélia agitam Senado com forte bate-boca

 

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Senadoras Gleisi Hoffmann (PT) e Ana Amelia (PP)/ Foto: Folha Política

Não convide as senadoras Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Ana Amélia (PP-RS), para confraternização de fim de ano. Elas voltaram travar inicialmente um intenso debate que se transformou em bate-boca, nesta quarta-feira (28), no Plenário do Senado Federal.

A petista estava na tribuna defendendo o ex-presidente Lula, quando a senadora Ana Amélia, ao pedir um aparte prontamente negado, foi iniciado uma forte troca de acusações. A sessão estava sendo presidida pelo senador Cidinho Santos (PR-MT), que parecia não saber o que fazer diante da fúria das duas experientes parlamentares.

Adversárias declaradas, não é a primeira vez que protagonizam esse tipo de situação no Senado Federal. Porém, a partir de 2019, elas terão que buscar outro espaço para continuarem confrontando as diferenças pessoais e políticas.

Gleisi Hoffmann (Presidente Nacional do PT) não concorreu à reeleição ao Senado,  disputou e conquistou uma das vagas na Câmara Federal. Já Ana Amélia, concorreu como vice na chapa derrotada de Geraldo Alckmim, e ficará sem mandato. Não há oficialmente informações o que fará, mas há quem diga que ainda espera espaço no governo Bolsonaro, cujo voto e apoio declarou no segundo turno.

 

Relação entre governo Bosolnaro e Congresso começou mal

Sabem a máxima “a primeira impressão é que fica”, principalmente quanto é ruim? Foi exatamente essa a descrita pelo Presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB-CE), em relação seu encontro com Paulo Guedes, futuro Ministro da Fazenda no governo Bolsonaro.  A conversa indigesta foi acompanhada por vários senadores e aconteceu momentos antes do inicio da solenidade de celebração dos 30 anos da Constituição de 1988, ocorrida em Brasilia na última terça-feira (6).

Paulo Guedes é chamado de “Posto Ipiranga” pela influencia junto ao presidente eleito Jair Bolsonaro, tanto que já está sendo tratado como super Ministro. Senadores que acompanharam a conversa classificaram a postura de Paulo Guedes de “horrorosa” .

eunicio e guedes
Eunício Oliveira (Presidente do Senado) e Paulo Guedes (Super Ministro da Fazenda do futuro governo)

“Esse povo que vem aí não é da política; é da rede social”, disse Eunício após a conversa.

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