8 de Janeiro: sete deputados maranhenses apoiam PL da Anistia

Do G1

O requerimento para urgência do Projeto de Lei que anistia envolvidos nos altos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023, atingiu o número de assinaturas necessárias para iniciar a tramitação na Câmara Federal.

O requerimento proposto pelo líder do PL na Casa, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), chegou a 259 assinaturas.

Dos 18 parlamentares da bancada maranhense na Câmara Federal, assinam a lista de apoiadores: Allan Garcês (PP), Junior Lourenço (PL), Josivaldo JP (PSD), Pastor Gil (PL), Detinha (PL), Aluízio Mendes (Republicanos) e Josimar de Maranhãozinho.

 Veja a lista dos debutados que assinaram

Lula e União definem hoje nome para Ministério das Comunicações

Do O Globo

O presidente Lula deve bater o martelo nesta quinta-feira, dia 10, o nome para o Ministério das Comunicações, após reunião com integrantes do União Brasil. Em entrevista ontem, o presidente sinalizou que o deputado federal Pedro Lucas Fernandes (União-MA), será o escolhido.

Juscelino pede demissão e Pedro Lucas deverá as Comunicações

A ida de Pedro Lucas para as Comunicações está encaminhada e já havia sido avalizada por Lula. Em Honduras, Lula afirmou que discutirá hoje o assunto.

“…Da mesma forma que o União Brasil tem o direito de me indicar o sucessor para o Juscelino, que é do União Brasil. Eu já tenho o nome, eu conheço o Pedro Lucas. Eu vou voltar para o Brasil, amanhã de manhã (quinta) vou conversar com o União Brasil e, se for o caso, eu já discuto a nomeação dele (…) Isso não está dentro do processo de mudança no governo que eu vou fazendo no tempo que eu tiver interesse de fazer, não tenho data, não tenho prazo. Vou fazendo na hora que eu achar que tem que mudar as coisas, é assim. Não precipita (a reforma ministerial). Qualquer mudança no governo é uma decisão unilateral do presidente, a não ser que um partido que tenha um ministro e queira tirar um ministro. E tem direito de dizer que não quer mais o ministro e eu tenho direito de indicar outro desse mesmo partido. As coisas vão ser feitas com muita tranquilidade porque estamos vivendo bom momento na política, na economia, temos coisas importantes para serem votadas…”, afirmou Lula.

Ex-ministro Juscelino Filho volta para Câmara e Ivan Junior a suplência

Com o retorno à Câmara Federal do ex-ministro das Comunicações Juscelino Filho, após a da denuncia do PRG, quem volta a suplência é o deputado federal Ivan Junior (União-MA) que ficou no mandato durante dois meses como suplente.

Ivan assumiu o cargo no dia 1° de janeiro após o deputado federal Dr. Benjamin (União-MA), que era o suplente de Juscelino desde que ele assumiu o Ministério das Comunicações, ser empossado como prefeito de Açailândia, no interior do Maranhão.

Ele assumiu a suplência de Juscelino poucos meses após enfrentar outra derrota eleitoral. Ele se candidatou ao cargo de vereador em São Luís e conquistou 1.967 votos (0,34% dos votos válidos). Com o resultado, ele não conseguiu uma das 31 vagas da câmara da capital maranhense e, assim como em Brasília, se tornou suplente.

PF e MPF avaliam investigar deputado que pediu a morte de Lula

Advocacia-Geral da União (AGU) encaminhou notícia de fato à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitando que adotem providências, incluindo possível investigação criminal, em razão das declarações do deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES) durante sessão na Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados.

O parlamentar, ao comentar as investigações que desvendaram o plano de assassinato do presidente Lula, e do ministro do STF, Alexandre de Moraes, alegando a ausência de provas da existência de tal plano, o parlamentar proferiu as seguintes declarações.

“…Por mim, eu quero mais é que o Lula morra! Eu quero que ele vá para o quinto dos inferno (sic)! É um direito meu. Não vou dizer que vou matar o cara, mas eu quero que ele morra! Quero que ele vá para o quinto dos infernos porque nem o diabo quer o Lula. É por isso que ele está vivendo aí. Superou o câncer… tomara que tenha um ataque cardia (sic)…”.

A AGU informa que as declarações podem configurar, em tese, os crimes de incitação ao crime (art. 286 do Código Penal) e ameaça (art. 147 do Código Penal), merecendo apuração rigorosa pelos órgãos competentes.

Além de encaminhar a notícia de fato à PF e PGR, a AGU determinou a imediata instauração de procedimento administrativo interno para apurar o fato, ressaltando que as providências adotadas “visam à salvaguarda da integridade das instituições republicanas e do Estado Democrático de Direito”.

Na mesma sessão a Comissão de Segurança Pública aprovaram o Projeto de Lei n. 4012/23, que veda o uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do presidente da República e dos ministros de Estado.

Juscelino pede demissão e Pedro Lucas deverá as Comunicações

O ministro das Comunicações Juscelino Filho decidiu nesta terça-feira, dia 8, pedir demissão do cargo, após a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentar denúncia contra ele ao STF.

A vaga do ministério deve seguir com o União Brasil —no momento, o partido deve indicar Pedro Lucas Fernndes, líder da sigla na Câmara.

A PGR denunciou Juscelino Filho nesta terça-feira, dia 8, por suspeita de desvio de recursos através de emendas parlamentares no período em que era deputado federal. A acusação foi apresentada ao STF, que vai decidir se torna o ministro réu.

O caso agora passa será conduzido pelo ministro do STF, Flávio Dino, que intimará a defesa do ministro e dos demais acusados. Em seguida, Dino pode solicitar uma data à Primeira Turma do STF para julgar o recebimento da denúncia. Caso os ministros acolham a abertura da ação penal, Juscelino Filho se torna réu no processo.

Lula foi informado da denúncia durante cerimônia de abertura da 29ª Feira Internacional da Construção Civil e Arquitetura, em São Paulo. O presidente viajou hoje para Honduras onde participa da 9ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos.

O deputado Juscelino Filho emitiu nota sobre sua saída do Ministério.

Leia a íntegra das notas:

“Hoje tomei uma das decisões mais difíceis da minha trajetória pública. Solicitei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva meu desligamento do cargo de ministro das Comunicações. Não o fiz por falta de compromisso, muito pelo contrário. Saio por acreditar que, neste momento, o mais importante é proteger o projeto de país que ajudamos a construir e em que sigo acreditando.

Nos últimos dois anos e quatro meses, vivi a missão mais desafiadora — e, ao mesmo tempo, mais bonita — da minha vida pública: ajudar a conectar os brasileiros e unir o Brasil. Trabalhar por um país onde a inclusão digital não seja privilégio, mas direito. Levar internet onde antes só havia isolamento. Criar oportunidades onde só havia ausência do Estado.

Tive o apoio incondicional do presidente Lula. Um líder a quem admiro profundamente e que sempre me garantiu liberdade e respaldo para trabalhar com autonomia e coragem. Nunca tive apego ao cargo, mas sempre tive paixão pela possibilidade de transformar a vida das pessoas — especialmente das que mais precisam.

A decisão de sair agora também é um gesto de respeito ao governo e ao povo brasileiro. Preciso me dedicar à minha defesa, com serenidade e firmeza, porque sei que a verdade há de prevalecer. As acusações que me atingem são infundadas, e confio plenamente nas instituições do nosso país, especialmente no Supremo Tribunal Federal, para que isso fique claro. A justiça virá!

Retomarei meu mandato de deputado federal pelo Maranhão, de onde seguirei lutando pelo Brasil. Com o mesmo compromisso, a mesma energia e ainda mais fé.

Saio do Ministério com a cabeça erguida e o sentimento de dever cumprido. O Brasil está em outro patamar. Estamos levando banda larga a 138 mil escolas, destravamos o Fust – que estava parado há mais de duas décadas – para investimento de mais de R$ 3 bilhões em projetos de inclusão digital, entregamos mais de 56 mil computadores em comunidades carentes, estamos conectando a Amazônia com 12 mil km de fibra óptica submersa e deixamos pronta a TV 3.0, que vai revolucionar a televisão aberta no país.

É esse legado que deixo. E é com ele que sigo, de pé, lutando por justiça, pela democracia e pelo povo brasileiro.

Meu agradecimento a toda a minha equipe, ao presidente Lula, mais uma vez, ao meu partido União Brasil e, em especial, ao povo do Maranhão que me escolheu para ser seu representante na vida pública. Me orgulha muito ser maranhense e poder ter contribuído com meu Estado e meu País.

Juscelino Filho”.

“Se Goebbels fosse vivo e tivesse acesso ao X, estaríamos perdidos” diz Moraes

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, disse nesta segunda-feira, dia 7, à revista americana “The New Yorker”, que as plataformas responsáveis por redes sociais “querem controlar o mundo” e driblar jurisdições nacionais.

Moraes ao se referir especificamente à rede X, que pertence ao empresário Elon Musk, afirmou que se o alemão Joseph Goebbeles, ministro da propaganda do ditador Adolf Hitler, “tivesse acesso ao X, (…) os nazistas teriam conquistado o mundo”.

“Inicialmente, os algoritmos foram aprimorados com propósitos econômicos, para atrair consumidores. Depois as pessoas perceberam o quão fácil era redirecionar isto em prol do poder político. (…) Se Goebbels fosse vivo e tivesse acesso ao X, estaríamos perdidos. Os nazistas teriam conquistado o mundo (…) Elas (as redes sociais) não apenas influenciam as pessoas, mas também geram a maior parte de receita publicitária do mundo, o que lhes confere poderio financeiro para influenciar eleições. (As big techs) desejam criar uma nova Companhia das Índias Orientais e controlar o mundo. Elas não querem respeitar a jurisdição de nenhum país, porque, na verdade, elas buscam se tornar imunes às nações”, disse o ministro.

Alexandre de Moraes também afirmou que a extrema direita pratica um tipo de populismo “altamente inteligente e estruturado” que, em vez de se opor frontalmente ao sistema democrático, “alega que as instituições democráticas estão corrompidas”, numa tentativa de angariar apoio público. O ministro também argumentou que não só o Brasil, mas também os Estados Unidos “ainda não aprenderam como reagir” a isto.

8 DE JANEIRO: maioria dos brasileiros são contra anistia para envolvidos

Do O Globo

Pesquisa realizada pela Quaest mostra que a maioria dos brasileiros é contra a proposta de anistia aos envolvidos no 8 de janeiro. Os dados, apontam que 56% dos entrevistados acham que os presos devem continuar na cadeia.

O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 2.004 pessoas entre 27 e 31 de março, dias após o ex-presidente Jair Bolsonaro se tornar réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de estado. O nível de confiabilidade é de 95%, e a margem de erro, de 2 pontos.

Em relação à participação de Bolsonaro no planejamento aos ataques ao Congresso, ao STF e ao Palácio do Planalto, a pesquisa mostrou que 49% dos brasileiros acreditam que o ex-presidente participou da tentativa de golpe, enquanto 35% dizem que não. Não responderam 15% dos entrevistados; e 1% disse que não houve tentativa de golpe.

Pesquisa Quaest mostra que um a cada três eleitores de Bolsonaro são contra anistia — Foto: Editoria de arte

“o crime não está nos morros, mas no asfalto”, Flávio Dino é aplaudido

Da CNN Brasil

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi aplaudido por pessoas que acompanhavam a sessão de julgamento da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, quinta-feira, dia 3.

A reação ocorreu quando ele falou que “o crime não está nos morros, mas no asfalto”.

“O que tem de principal no crime organizado do Rio de Janeiro não está nos bairros populares, nos morros ou periferias. Na verdade, está no asfalto, tanto no que se refere ao financiamento do crime organizado e das milícias, quanto no que se refere à lavagem de dinheiro”, disse Dino.

O STF determinou que o governo do Rio elabore um plano para retomar territórios controlados por organizações criminosas e apresente dados mais transparentes sobre operações policiais com mortes. As informações deverão indicar qual força de segurança, civil ou militar, realizou o disparo letal e em qual operação ocorreu.