O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também usou as redes sociais para comentar a indicação de ‘Democracia em Vertigem’ ao Oscar 2020 pela Academia de Artes dos Estados Unidos da America. A escolha do documentário brasileiro revoltou e está incomodando muito bolsonaristas, antipetistas e anti-esquerdistas.
Há um detalhe engraçado na indicação ao Oscar do filme “Democracia em Vertigem”. O prêmio é outorgado por uma entidade dos ESTADOS UNIDOS, país venerado pela extrema-direita com continências e submissões diversas’ destacou Flávio Dino no twitter.
Desde o inicio do processo de impeachment até sua conclusão em 31 de agosto de 2016, o governador Flávio Dino adotou uma postura publicamente contrária e se tornou uma das principais vozes contra a destituição da ex-presidente Dilma Rousseff e suas consequências ao país.
Petra Costa, responsável pelo filme “Democracia em Vertigem”, indicado nesta segunda-feira (13) ao Oscar de melhor documentário, foi às redes sociais para agradecer pela indicação e reafirmar a importância da obra para o momento político atual.
“Numa época em que a extrema direita está se espalhando como uma epidemia, esperamos que esse filme possa nos ajudar a entender como é crucial proteger nossas democracias. Está se tornando cada vez mais evidente o quanto o pessoal é político para tantos ao redor do mundo, e acredito que é por meio de histórias, linguagem e documentários que as civilizações começam a se curar”, disse Petra Costa.
O filme narra os bastidores do golpe que levou a ex-presidenta Dilma Rousseff ao impeachment, a prisão de Lula e a ascensão de Sergio Moro e Jair Bolsonaro. Lançado mundialmente em 19 de junho de 2019, o documentário emocionou diversos espectadores e gerou a ira de bolsonaristas, que atacaram a Netflix, onde o filme está hospedado. (Revista Fórum)
Diante da escalada da tensão no Oriente Médio, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil pediu que os norte-americanos que vivem no Brasil tomem medidas adicionais de segurança. A embaixada argumenta que o conflito com o Irã pode causar riscos a quem vive no exterior e recomenda, entre outras coisas, que esses cidadãos tenham cuidado caso precisem visitar algum ponto turístico no Brasil.
Abaixa a íntegra da mensagem de segurança publicada pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil:
“Embaixada dos Estados Unidos em Brasília, Brasil Alerta de Segurança – Missão dos Estados Unidos no Brasil 7 de janeiro, 2020
Local: Brasil
Evento:Aumento das tensões no Oriente Médio
Há uma crescente tensão no Oriente Médio que pode resultar em riscos à segurança dos cidadãos dos EUA no exterior.
A Embaixada continuará analisando a situação de segurança e fornecerá informações adicionais conforme necessário.
Medias à serem tomadas:
• Mantenha a discrição. • Esteja alerta sobre seu entorno. • Fique alerta em locais frequentados por turistas. • Reveja seus planos de segurança pessoal. • Tenha documentos de viagem atualizados e facilmente acessíveis.
Assistência:
Embaixada dos Estados Unidos em Brasília SES – Av. das Nações, Quadra 801, Lote 03 70403-900 – Brasília, DF Telefone: (61) 3312-7000 Para emergências após o horário de expediente: (61) 3312-7400 Email: BrasiliaACS@state.gov
Escritório Diplomático dos Estados Unidos em Belo Horizonte Avenida do Contorno, 4520 / 2º Andar – Funcionários Belo Horizonte, MG – 30110-028 Telefone: +55 (31) 3338-4000 Email: BrasiliaACS@state.gov
Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife Rua Goncalves Maia, 163 Bairro Boa Vista Recife, PE – 50.070-060 Telefone: (81) 3416-3050 Para emergências após o horário de expediente: (81) 99916-9470 or (81) 3416-3060 Email: RecifeACS@state.gov
Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro Av. Presidente Wilson, 147 Castelo Rio de Janeiro, RJ — 20030-020 Entrada pela Rua Santa Luzia Telefone: (21) 3823-2000 Para emergências após o horário de expediente: (21) 3823-2029 Email: ACSRio@state.gov
Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo Rua Henri Dunant, 500, Chácara Santo Antonio, São Paulo, SP — 04709-110 Telefone: (11) 3250-5000 Para emergências após o horário de expediente: (11) 3250-5373 Email: SaoPauloACS@state.gov
Consulado Geral dos Estados Unidos em Porto Alegre Av. Assis Brasil 1889 Passo d’Areia, Porto Alegre RS Telefone: (51) 3345-6000 Para emergências após o horário de expediente: (51) 3345-6000 Email: PortoalegreACS@state.gov Para mais informações: • Consulte o site de viagens do Departamento de Estado para ver os Avisos aos viajantes ao exterior, as advertências de viagem, os alertas de viagem e informações específicas sobre o Brasil. • Inscreva-se no Programa Inteligente de Registro de Viajantes (STEP)para receber mensagens sobre segurança e facilitar sua localização em caso de emergência. • Ligue 1-888-407-4747 gratuitamente nos Estados Unidos e Canadá ou 1-202-501-4444 de outros países das 8h:00 às 20h00. Horário da Costa Leste, segunda a sexta-feira (exceto feriados federais nos EUA).”
Duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas foram atingidas por mais de uma dúzia de mísseis nesta terça (7), informou o Pentágono. A base aérea de Ain Al-Asad, no oeste do país, é uma delas, e a outra está em Erbil, na região curda do Iraque.
A Guarda Revolucionária do Irã assumiu a responsabilidade pelos lançamentos dos mísseis, mas inicialmente reconheceu ter atingido apenas a base de Al-Asad.
A rede de televisão americana CNN informou que há vítimas iraquianas, segundo forças de segurança do Iraque, mas não há informações sobre quantas são ou se elas foram mortas ou feridas. Autoridades americanas informaram à rede que não relatos de vítimas americanas.
Um porta-voz das forças armadas da Noruega disse à Associated Press que cerca de 70 soldados noruegueses estavam na base de Al-Asad, mas afirmou que não houve relatos de feridos. (Informações G1)
A Folha de S. Paulo e O Globo neste domingo (22), ambos publicaram editoriais criticando duramente o governo Bolsonaro. A Folha de SP, por exemplo, aponta o presidente inimigo da Amazônia e do meio ambiente. O jornal O Globo destaca a destruição causada por Bolsonaro na Cultura.
“O governo Jair Bolsonaro tinha meros 25 dias no poder quando se deflagrou a maior tragédia ambiental do Brasil. Barragem da mineradora Vale se liquefez em Brumadinho (MG) e levantou um tsunami de rejeitos que matou 270 pessoas. Bolsonaro e equipe fizeram mais que prostrar-se, entretanto. Capitanearam os esforços para afrouxar as normas do licenciamento, sob pretexto de desburocratizá-las (coisa de que por certo necessitam). Só não se consumou retrocesso completo porque o Congresso chamou para si a negociação e exerceu um poder moderador”, diz a Folha.
“É preciso destruir, desmontar as cadeias de produção artística e cultural, apagar qualquer marca, qualquer registro do passado. O mesmo desejo autoritário de reescrever a História observado em diversas épocas no mundo em vários países.., Bolsonaro tem o mesmo DNA da ditadura, mas seu ataque institucional à cultura e a artistas, na democracia, ultrapassa limites até mesmo respeitados naqueles tempos.., Há uma lógica destrutiva nos movimentos bolsonaristas contra a arte e a cultura, seja em palavras e atos. Talvez em busca de repercussão nas redes sociais, a favor ou contra, não se mede o alcance de declarações e de ações estapafúrdias. Na agressão gratuita à atriz Fernanda Montenegro pelo diretor da Funarte Roberto Alvim — ‘sórdida’, ‘mentirosa’ — ou no acionamento da embaixada brasileira em Montevidéu para retirar um filme sobre Chico Buarque do 8º Festival de Cinema do Brasil, na capital uruguaia. Não teve sucesso, mas a iniciativa não pode ser esquecida”, diz O Globo.
O debate público no Brasil está muito pobre. A miséria política e intelectual do país cresceu demais nos últimos tempos.
Abraham Weintraub voltou a mentir a respeito de cultivo de drogas nas universidades federais. O ministro da Educação é a síntese dessa miséria intelectual e política. Foi leviano ao depor nesta quarta-feira na Comissão de Educação da Câmara. Levou informações falsas ao Congresso.
As universidades não têm envolvimento com plantio de maconha. Pode ter havido um caso ou outro de alguém que plantou um pé de maconha num terreno público.
É uma irresponsabilidade um ministro da Educação agir dessa forma em relação às universidades federais. Ele é um inimigo do ensino. É um semeador da ignorância e do ódio. Atua como ponta de lança dessa estratégia de guerra cultural do bolsonarismo, difundindo bobagens e mentiras.
O ministro foi ao Congresso Nacional fazer um papelão. É um cidadão que não tem condição de comandar a Educação. Fala mal e porcamente o português. Pensa mal. Espalha fake news. Repetindo: ocupa o Ministério da Educação uma pessoa que não tem gabarito para a função.
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É um perigo para a democracia
O ministro da Justiça, Sergio Moro, é outro que deveria tomar aulas de português. Assim como Abraham Weintraub, Moro usa mal as vírgulas em particular e o idioma de modo geral. Mas vamos deixar isso de lado _apesar de não pegar bem para quem tem formação de magistrado falar e escrever com tantos erros de português.
O importante é analisar um tuíte de Moro a respeito das críticas do presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz. Entre as queixas de Santa Cruz, está a de não ser recebido em audiência no Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segue o tuíte como Moro o escreveu (nem é dos piores): “Tenho grande respeito pela OAB, por sua história, e pela advocacia. Reclama o Presidente da OAB que não é recebido no MJSP. Terei prazer em recebê-lo tão logo abandone a postura de militante político-partidário e as ofensas ao PR e a seus eleitores”.
Segundo Santa Cruz, os apoiadores de Bolsonaro teriam desvio de caráter.
É inacreditável que um ministro de Estado imponha condições de abandono de suposta atitude de “militante político-partidário” para receber o presidente da OAB. A manifestação é de um autoritarismo enorme.
É aquela coisa: a ideologia está sempre nos outros, a militância está sempre nos outros. Moro não é um ideólogo de direita autoritário, não é um militante de um projeto regressivo para o Brasil.
O ministro da Justiça também costuma dar aula de jornalismo a respeito de reportagens e artigos de análise e opinião que o desagradam. Exibe visão medíocre sobre o exercício da função pública, como se o cargo fosse propriedade privada dele. Ele tem de receber, sim, o presidente da OAB, por mais que fique contrariado com críticas.
Moro está ministro, mas não tem compreensão da função pública. Demonstra visão estreita do cargo e propaga um mantra autoritário contra os críticos. Se há uma discordância, rapidamente a resposta de Bolsonaro, de ministros e da milícia digital é a de uma militância partidária, uma militância jornalística, uma militância eleitoral, uma militância partidária na advocacia e por aí vai…
Isso é loucura, porque a militância está sempre nos outros, a ideologia está sempre nos outros. Moro é o senhor da razão. Trata-se de estratégia para minar a credibilidade das instituições e dos críticos a fim de impor medidas autoritárias paulatinamente, normalizando absurdos.
Ele é autoritário. Não tolera críticas. Tem pensamento regressivo na área de segurança pública. Manifesta frequentemente visão atrasada a respeito do projeto para o Brasil. No entanto, goza de imagem muito boa na opinião pública, fruto do trabalho como cavaleiro do combate à corrupção, de paladino da Lava Jato. Essa boa imagem tem repercussão no cenário político e nos destinos do país.
Circula nas redes sociais, por exemplo, uma foto de Moro com dois homens que levaram uma suposta obra de arte com a imagem do ministro feita com cartuchos de bala. E o ministro da Justiça acha bom exibir isso. Faz até pose com mão na cintura.
Claro que esse episódio transmite uma mensagem errada para a política de segurança pública. O responsável por essa política pública deveria tomar mais cuidado. A mensagem estimula a violência.
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Elite irresponsável
Nesta quarta, o presidente da República falou de novo um monte de bobagens, inclusive recorrendo a informações erradas para opinar sobre a escolha do ministro da Defesa da Argentina. Bolsonaro não tem que se meter nesse assunto, ainda mais tão desinformado.
Apesar de inadequado, seria interessante que outros mandatários comentassem o nível do ministério do Bolsonaro. É um nível muito baixo. Com raras exceções, ministros não conhecem execução orçamentária. Até um estudo do governo concluiu que o programa Verde Amarelo não vale a pena, pois tem custo maior do que o benefício que pode gerar ao empregar jovens.
Mas essa equipe econômica do ministro Paulo Guedes é elogiada pelos empresários e o mercado financeiro. Essa elite deveria ter mais responsabilidade. Os empresários e o mercado financeiro precisam ter mais espírito crítico em relação ao que está acontecendo no país.
A reforma da Previdência só foi aprovada por causa do Centrão, de Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e de Davi Alcolumbre, presidente do Senado. Não foi mérito de Guedes nem de Bolsonaro. Isso é um fato. Quem acompanha o poder em Brasília vê que a agenda econômica está nas mãos do Congresso.
Esse é um governo ruim, mas empresários e o mercado financeiro fingem não ver em nome de seus interesses. Estão se lixando para o país e o povo. Esse é o governo real que o Brasil tem. E os problemas reais que o país precisa resolver estão em segundo plano, passando ao largo do debate público.
Ontem, a Justiça revogou decisão de Bolsonaro de tirar os radares das rodovias federais. Há alto índice de mortes nas estradas. Claro que foi uma ideia absurda de Bolsonaro. Ainda bem que algum sistema de freios e contrapesos funciona.
A Justiça, o STF, o Congresso e a imprensa reagem. Ainda é possível fazer críticas no rádio, na TV, na internet e nos jornais. Muito bom.
A voracidade regressiva do governo Bolsonaro e o projeto de barbárie proposto ao país são imensos e demandam reação democrática e firme.
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Caindo da borda da Terra
Anunciada nesta quarta, a escolha da ativista sueca Greta Thunberg como personalidade do ano pela revista “Time” foi uma infeliz coincidência para o presidente Jair Bolsonaro, que a atacou de modo infantil e descortês nos últimos dias.
Greta ganha protagonismo por defender uma causa boa, a do meio ambiente. Bolsonaro ganha protagonismo por não prezar o meio ambiente. Ao contrário da sueca, o brasileiro termina o ano com uma péssima imagem internacional, o que prejudica a credibilidade do Brasil no exterior. O país perdeu importância no mundo em 2019 e deixou de ser respeitado como potência ambiental.
Bolsonaro tem atitudes que não estão à altura do cargo. Nesta quarta, criticou a imprensa brasileira por dar destaque às falas de Greta Thunberg na COP-25 na Espanha, dizendo que a sueca fazia um “showzinho” e voltando a chamá-la de “pirralha”.
Há uma visão autoritária do presidente sobre o papel da imprensa. Esse negacionismo ambiental, mentindo a respeito do desmatamento e das queimadas na Amazônia, envia uma mensagem errada doméstica e internacionalmente.
Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, defendem posições que contrariam todos os dados científicos sobre mudança climática. Ambos negam o evidente aumento da destruição ambiental no Brasil.
Bolsonaro, seus filhos políticos e seus apoiadores estão caindo da borda da Terra com esse terraplanismo ambiental. E o mundo inteiro assiste de camarote.