Márcio Jerry protocola convocação para General explicar ‘espionagem’

 

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Deputado Federal Marcio Jerry (PCdoB-MA)

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA), protocolou nesta terça-feira (12), junto a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, requerimento convocando o General Augusto Heleno (Ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República), para esclarecer a denuncia de ‘espionagem’ publicada no Jornal O Estado de São Paulo, no último domingo (10).

De acordo com a publicação o governo federal através da Agência Brasileira de Informações (ABIN)  realizou ‘espionagem’ de atividades de membros da CNBB (Conferencia Nacional do Bispos do Brasil), em Belém, Manaus, Marabá e sudoeste de Boa Vista. Ainda segundo a denuncia o governo Bolsonaro vê a Igreja Católica como sua potencial opositora.

para o deputado Marcio Jerry a denuncia da atividade é gravíssima, por essa razão tomou a iniciativa de solicitar a convocação do general Augusto Heleno para prestar os esclarecimento à Câmara Federal. Difícil será ser aprovado, considerando o número de apoiadores do governo Bolsonaro no Congresso.

protocolo ABIN

Chico Mendes: há 30 anos calaram sua voz, mas não seu legado

 

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Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes

Aos 9 anos quando começou a fazer os primeiros talhos na seringueira, talvez o menino Chico não imaginasse que um dia seu nome estaria escrito no Livro dos Heróis da Pátria. Mas está lá!

Francisco Alves Mendes Filho, o Chico Mendes, foi o primeiro brasileiro a receber, em 1985, o Prêmio Internacional Global 500, concedido pela Organização das Nações Unidas como reconhecimento a sua defesa ao meio ambiente.

Nasceu dentro da floresta, em 15 de dezembro de 1944, no seringal Porto Rico, na cidade acreana de Xapuri.

Sua memória está em museus, bibliotecas. Virou estátua, filme, série, poesia, enredo de escola de samba, música: de Paul McCartney a Luís Gonzaga. Pois é… o Rei do Baião também homenageou filho do casal de nordestinos.

Angela Mendes, filha mais velha de Chico, fala do sonho do pai, que era ver a floresta em pé.

Inconformado com a exploração do trabalho dos seringueiros e da floresta entrou no movimento sindical.

Filiado ao Partido dos Trabalhadores, foi vereador. O trabalho no parlamento municipal, para ele, pouco podia contribuir com a luta pelo meio ambiente. Foi candidato a deputado estadual, mas não se elegeu.

Em defesa do meio ambiente, foi um dos organizadores de uma resistência pacífica que impedia o desmatamento: os empates.

Longe de ser unanimidade, virou alvo da sanha de alguns setores. O amigo Gumercindo Rodrigues destaca quem eram os inimigos de Chico Mendes.

Em 1987, o cineasta inglês Adrian Cowell lançou o documentário “Eu Quero Viver”, sobre Chico Mendes. A película deu os olhos do mundo para o ambientalista brasileiro e para Xapuri.

Em 22 de dezembro de 1988, foi assassinado dentro de casa a mando do fazendeiro Darly Alves. Trinta anos depois, há marcas de Chico Mendes por todo lado. Um legado que inclui a criação das reservas extrativistas após a sua morte. O ambientalista também dá nome ao órgão federal responsável pelo patrimônio natural brasileiro: o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Agencia Brasil