STF decide que Bolsa Família pode ficar fora do Teto de Gastos

Do Metrópoles

O ministro do STF, Gilmar Mendes, autorizou no domingo, dia 18, a retirada de recursos para pagamento de benefícios de renda mínima do teto de gastos. A decisão facilitará, portanto, que o governo eleito de Lula (PT) pague o Bolsa Família de R$ 600.

Gilmar acatou pedido da Rede Sustentabilidade. Na ação, o partido argumenta que o valor se enquadra no “mínimo existencial” defendido pela Constituição para o povo brasileiro. O ministro fixou que o pagamento do benefício pode ser garantido por meio de abertura de crédito extraordinário.

“Grande vitória! O ministro Gilmar Mendes acabou de acatar um pedido da Rede Sustentabilidade para tirar do teto de gastos programas de combate à pobreza e à extrema pobreza. Uma vitória contra a fome e a favor da dignidade de TODOS os brasileiros!”, comemorou o senador Randolfe Rodrigues.

A decisão chega em um momento de dificuldades do governo eleito para aprovar a PEC da transição. Além da verba para o pagamento do auxílio, a proposta também pretende recompor o orçamento de diferentes ministérios, fora do teto de gastos.

Senado aprova com folga a PEC da Transição, agora é com a Câmara

A PEC da Transição foi aprovada com folga no Senado Federal na noite de quarta-feira, dia 7, no dois turnos. No primeiro com 64 votos SIM e 16 NÂO, em segundo turno com 64 SIM e 13 NÂO. Eram necessários 49 votos a favor, o resultado representou vitória de Lula. Agora é com a Câmara dos Deputados.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões por dois anos para bancar os R$ 600 do Bolsa Família e o complemento de R$ 150 por criança abaixo de seis anos.

Os aliados do presidente eleito Lula comemoram muito o resultado da votação no Senado. A PEC da Transição será analisada na Câmara dos Deputados, onde deverá ser analisada de modo rápido também.

45.146 beneficiários do Bolsa Família estão fora do Auxilio Brasil no MA

Criado pelo governo Bolsonaro, o Auxílio Brasil que substituiu o Bolsa Família, que está sendo pago desde quarta-feira, dia 17, excluiu no Maranhão cerca de 45.146 famílias beneficiadas até outubro.

O beneficio está sendo destinado a famílias com renda per capita de até R$ 100,00 reais, consideradas em situação de extrema pobreza e famílias com renda per capita entre R$ 100,01 reais e R$ 200,00 reais, consideradas em situação de pobreza.

No Maranhão, 971.425 famílias receberam o auxilio Bolsa Família em Outubro. Na lista enviada pelo Governo Federal para o pagamento do auxílio Brasil, este número caiu para 926.278 famílias, ou seja, 45.146 focaram de fora da relação enviada pelo Governo Federal. 

“Por questão de prudência, atualizem o cadastro das suas famílias. Se tem filho de zero a 21 anos, atualize os dados desses possíveis beneficiários no CadÚnico. Quanto a gestão municipal, oriento que seja feito todo o processo de entrevista das famílias, como a identificação do pertencimento de povos tradicionais, para garantir a qualidade do cadastro, tirando a população em vulnerabilidade da invisibilidade”, disse Ana Gabriela, ressaltando que o Estado aguarda informações do Governo Federal sobre as famílias que não migraram do Programa Bolsa Família para o Auxílio Família. 

O Auxilio Brasil será pago para 14,6 milhões de pessoas, que estão classificadas em três modalidades, variando o valor do benefício por família: 

• Primeira Infância: crianças de 0 a 36 meses receberão R$ 130,00 reais;

• Composição Familiar: 3 a 21 anos (que esteja na educação básica) e gestantes receberão R$ 65,00 reais;

• Superação da Extrema Pobreza: valor será calculado caso a caso para garantir que nenhuma família fique abaixo da linha de extrema pobreza, tendo como valor mínimo R$ 25,00 reais por pessoa;

Como receber

Para receber o Auxílio Brasil, o cartão e a senha utilizados nos saques do Bolsa Família até outubro de 2021 continuam os mesmos e podem ser utilizados normalmente. A sequência de pagamentos também é similar ao cronograma do Bolsa Família, os benefícios serão liberados de acordo com o último dígito do NIS do beneficiário.

Confira o calendário de novembro:
NIS final 1 – dia 17
NIS final 2 – dia 18
NIS final 3 – dia 19
NIS final 4 – dia 22
NIS final 5 – dia 23
NIS final 6 – dia 24
NIS final 7 – dia 25
NIS final 8 – dia 26
NIS final 9 – dia 29
NIS final 0 – dia 30

Calendário de dezembro: 
NIS final 1 – dia 10
NIS final 2 – dia 13
NIS final 3 – dia 14
NIS final 4 – dia 55
NIS final 5 – dia 16
NIS final 6 – dia 17
NIS final 7 – dia 20
NIS final 8 – dia 21
NIS final 9 – dia 22
NIS final 0 – dia 23

“O povo precisa. Ele tem que dar”, Lula sobre Auxílio Brasil de R$ 400

O ex-presidente, Lula, líder nas pesquisas para presidente em 2022, defendeu nesta quarta-feira, dia 20, em entrevista à Rádio A Tarde de Salvador, o Auxílio Brasil de R$ 400 do governo Bolsonaro.

“..Tô vendo o Bolsonaro dizer agora que vai dar R$ 400 de auxílio. Tem gente dizendo que é auxílio eleitoral, que não podemos aceitar. Não penso assim. O PT defende um auxílio de R$ 600 desde o ano passado. O povo precisa. Ele tem que dar. Se vai tirar proveito disso, problema dele..”, disse Lula.

O Auxílio Brasil que Bolsonaro quer criar substituirá o Bolsa Família que tem 20 anos. De caráter temporário, com prazo até dezembro de 2022, a forma como está sendo criado é visto com objetivo eleitoral em 2022.

Márcio Jerry e Eliziane protestam contra retirada de R$ 83,9 milhões do Bolsa Família

 

O presidente Jair Bolsonaro retirou cerca de R$ 83,9 milhões, que seriam destinados ao Bolsa Família e beneficiariam cerca de 70 mil famílias, agora serão utilizados para bancar propaganda do governo.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), classificou de inacreditável a medida do governo Bolsonaro, “retirar R$ 83,9 milhões do Bolsa Família para gastar com propaganda”, questionou a senadora. O benefico atenderia famílias da Região Nordeste.

Já o deputado federal, Márcio Jerry, resaltou que o governo Bolsonaro faz questão de demonstrar todos os dias seu desprezo pelo povo.

A medida de certa forma não surpreendeu, uma vez que tem sido recorrente reclamações de falta de atenção do governo Bolsonaro, com o Nordeste. O presidente Bolsonaro perdeu a disputa eleitoral de 2018, nos nove estados da Região. Após assumir a presidência declarou ‘guerra’ aos governadores.

MPF quer saber porque apenas 3% de famílias do Nordeste incluídas no Bolsa Família

 

23/07/2019 Cerimônia de Inauguração do aeroporto Glauber Roch
Foto: Reprodução

O Ministério Público Federal encaminhou ofício ao governo Bolsonaro, solicitando explicações sobre do Ministério da Cidadania que incluiu apenas 3% das famílias da Região Nordeste no Bolsa Família em 2020.

“Embora pareça inconcebível que o Governo Federal esteja deliberadamente preterindo a Região Nordeste em um programa de transferência de renda destinado a erradicar a pobreza, essa hipótese não pode ser prontamente descartada”, afirma ofício assinado pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC) e pela Procuradoria da Bahia.

Segundo levantamento realizado pelo Estado de S. Paulo, somente 3% das famílias inseridas no programa este ano fazem parte da região Nordeste – a que apresenta os maiores índices de extrema pobreza. A região vista como de difícil capilaridade para o bolsonarismo.

Os números ficam ainda mais gritantes quando é levada em conta a quantidade de pessoas na fila do programa. Apenas 0,23% das famílias nordestinas registradas no Cadastro Único do Governo Federal (porta de entrada pro programa) foram chamadas este ano.

Por outro lado, o Sul e o Sudeste – onde Bolsonaro concentra sua base eleitoral – foram os maiores beneficiados, com 75% dos novos ingressantes.

“O Estado é obrigado a atender todas as famílias em situação de pobreza e extrema pobreza com o Bolsa Família, desenvolvendo ações para ampliar o cadastro, especialmente para alcançar locais mais pobres e de difícil acesso, concedendo os benefícios e garantindo recursos para seu pagamento”, diz ainda o MPF.

(Informações do Estado de S. Paulo)