Datafolha: Lula melhorou, e Bolsonaro piorou a imagem do país no exterior

 

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Foto: Reprodução

A pesquisa Datafolha, publicada neste domingo (8), mostra que, para 39% da população, a imagem do Brasil no exterior piorou um ano depois que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência. Outros 25% dizem que o prestígio do país ficou igual e 31% afirmam que ele melhorou.

No fim do primeiro ano do mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em dezembro de 2003, 53% achavam que seu governo tinha contribuído para melhorar a imagem do país no mundo e somente 7% diziam que ela tinha piorado, segundo o Datafolha.

Os números do instituto indicam que Bolsonaro chega ao fim do primeiro ano no cargo com avaliação pior do que a recebida por alguns de seus antecessores no mesmo período do mandato.

Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era aprovado por 41% da população no fim do primeiro ano, Lula alcançou 42% e Dilma Rousseff (PT) tinha 59% de aprovação a essa altura.

Somente Michel Temer (MDB) e Itamar Franco chegaram ao fim do primeiro ano com reprovação maior do que a de Bolsonaro agora. Um ano após o impeachment de Dilma, o ex-presidente Temer era reprovado por 61%.

A percepção do entrevistados pelo Datafolha é bem próxima à realidade. Pesquisa da Imagem Corporativa, publicada em maio, feita no primeiro trimestre com 1.822 reportagens de grandes veículos de imprensa de onze países revelam que 73% delas eram negativas, seja pelo acidente em Brumadinho, pelo presidente desconectado das pautas do século XXI ou ainda pela economia em retração.

O melhor momento deu-se há dez anos, no governo Lula, quando 83% das reportagens retratavam o país de forma positiva. (Revista Fórum)

Risco de volta da ditadura militar no Brasil é real para 40% dos brasileiros

 

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Bolsonaro: elogios à ditadura militar desde a época de deputado (Marcos Corrêa/PR)

A possibilidade dos militares voltarem a governar o Brasil é uma realidade para 40% brasileiros, segundo pesquisa VEJA/FSB publicada na edição desta semana. Outros 28% acreditam que essa possibilidade é pequena — e só 26% estão razoavelmente tranquilos nesse aspecto.

O levantamento também mostra que a grande maioria – 77% – acredita que a democracia é sempre, ou na maior parte das vezes, o melhor sistema de governo.

Apenas 10% apontaram a ditadura como uma alternativa ideal.  A pesquisa foi feita em meio a seguidas referências do presidente Jair Bolsonaro à ditadura militar que governou o país entre 1964 e 1985. (Revista Veja)

“Em vez de fuzis e tiros contra jovens;.. educação, música e esperança..”, Flávio Dino

 

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“Em vez de fuzis e tiros contra jovens, acredito em educação, música, esperança. Hoje entregamos 4.000 instrumentos musicais para municípios e escolas”, provocou Flávio Dino.

Não é novidade que o governo do maranhão tem mantido uma postura de contraponto em relação às medidas do governo Bolsonaro. Nesta quinta-feira (5), o governador Flávio Dino ao participar da entrega de 4.000 instrumentos musicais para várias escolas municipais no estado, aproveitou para dar mais uma alfinetada em Jair Bolsonaro.

Aprovado texto base do ‘Pacote Anticrime’ com sabor de derrota para Moro e Bolsonaro

 

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presidente Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro/Foto: Reprodução

A Câmara Federal aprovou o texto base do ‘pacote anticrime’ na noite desta quarta-feira (4), com 408 votos a favor, 9 contra e 2 abstenções. Apesar da aprovação de certa forma tranquila, o ministro Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro foram considerados derrotados com resultado.

Ficaram de fora o excludente de ilicitude, uma espécie de licença para matar, e a prisão após condenação em segunda instância, e o acordo ‘Plea Bargain’. As medidas eram bandeiras principais de Sérgio Moro.

Dos 18 parlamentares da bancada maranhense 10 participaram da votação e todos votara a favor. Foram eles: Dr. Gonçalo (Avante), Jucelino Filho (DEM), Marreca Filho (Patriota), Márcio Jerry (PCdoB), Gil Cutrim (PDT), Gildenemyr (PL), Eduardo Braid (PMN) , André Fufuca (PP), Gastão Vieira (Pros), Bira do Pindaré (PSB), Edilázio Junior (PSD), Pedro Lucas Fernandes (PTB).

‘Ninguém te ama como eu’: Bolsonaro admite que se enganou com Trump

 

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Presidentes Donald Trump (EUA) e Jair Bolsonaro (Brasil)/Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro na noite de ontem, segunda-feira (2), na TV Record, de propriedade do parceiro e bispo, Edir Macedo, deu entender que se enganou com o Donald Trump, após se entregar de ‘corpo e alma’ ao presidente norte-americano, numa relação de subserviência constrangedora do seu governo com o EUA.

Mais cedo Bolsonaro disse que “qualquer coisa”, telefonaria para Trump, para resolver.

“Caso não tenha sucesso, me enganei sobre Trump”, disparou Bolsonaro.

O motivo da declaração de Bolsonaro foi descobrir que Trump nunca foi parceiro e amigo dele como pensava e sonhava. Ontem o presidente estadunidense, anunciou nas redes sociais aumento das tarifas de todo aço e alumínio importado do Brasil e da Argentina como retaliação à desvalorização “maciça” de suas moedas frente ao dólar.

Trump retalia Brasil e mostra que relação com EUA não é como Bolsonaro pensava

 

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Foto: Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro parece ter se empolgado e acreditado na parceria incondicional entre seu governo com o de Donald Trump, presidente dos EUA. O governo brasileiro chegou a se desentender até com outros nações, apenas para provar ao Tio Sam, que estava à sua disposição.

Nesta segunda-feira (2), o presidente norte-americano Donald Trump, mostrou no twitter que a reciprocidade em relação à política externa entre os dois países não é exatamente como pensavam Bolsonaro e Paulo Guedes. Ele anunciou aumento das tarifas de todo aço e alumínio importado do Brasil e da Argentina como retaliação à desvalorização “maciça” de suas moedas frente ao dólar.

“Brasil e Argentina têm provocado uma desvalorização maciça de suas moedas. O que não é bom para os nossos agricultores. Portanto, com efeito imediato, restaurarei as tarifas em todo aço e alumínio enviado para os EUA a partir desses países. O Federal Reserve também deve agir para que os países, dos quais existem muitos, não aproveitem mais nosso dólar forte, desvalorizando ainda mais suas moedas. Isso torna muito difícil para nossos fabricantes e agricultores exportar seus produtos de maneira justa”, tuitou Trump.

(Revista Fórum)

Governo Bolsonaro acaba com Seguro Obrigatório DPVAT

 

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O presidente da República, Jair Bolsonaro (Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro assinou nesta segunda-feira (11), a medida provisória (MP) que acaba com o seguro obrigatório DPVAT, utilizado por vítimas de acidentes de trânsito.

A medida entrará em vigor a partir de janeiro de 2020, ao justificá-la o governo disse que a decisão não representará desamparo às vítimas de acidentes, uma vez que “há atendimento gratuito e universal na rede pública, por meio do SUS”.

“Para os segurados do INSS, também há a cobertura do auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, auxílio-acidente e de pensão por morte. E mesmo para aqueles que não são segurados do INSS, o governo federal também já oferece o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que garante o pagamento de um salário mínimo mensal para pessoas que não possuam meios de prover sua subsistência ou de tê-la provida por sua família, nos termos da legislação respectiva”, diz a nota do governo.

Com o fim do seguro o governo pretende embolsar R$ 4,7 bilhões. O valor contabilizado no DPVAT é de aproximadamente R$ 8,9 bilhões. O valor estimado para cobrir as obrigações efetivas até 2025, prazo da MP para encerrar o seguro, é de aproximadamente R$ 4,2 bilhões. O valor restante, cerca de R$ 4,7 bilhões, será destinado à Conta Única do Tesouro Nacional.