Ministros Marco Aurélio e Alexandre de Moraes do STF (Supremo Tribunal Federal)/Foto: Reprodução
A atmosfera pesada que vivemos nas ruas do país e nos Poderes Legislativo e Executivo parece não ser diferente no Judiciário.
Mesmo sendo virtual a sessão do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta quarta-feira (13), o clima esquentou entre os ministros Marco Aurélio e Alexandre de Moraes.
A discussão aconteceu durante o julgamento sobre a flexibilização da Lei de Responsabilidade Fiscal durante a pandemia de coronavírus.
Eles decidiam se ação deveria ser extinta, em razão do Orçamento de Guerra, que separou as despesas do governo federal para o combate à pandemia. (Fórum)
A avaliação negativa do governo Bolsonaro saltou de 31% para 43,4%, no período de janeiro a maio de 2020. É o que revela a Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (12). A diferença é de 12,4 pontos. A avaliação positiva caiu de 34,5% para 32%.
O estudo foi contratado pela Confederação Nacional dos Transportes, que ouviu 2.002 pessoas por telefone, entre 7 e 10 de maio, em 494 municípios de 25 estados. A marge de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou menos.
Flávio Dino: “Bolsonaro quer se desviar, mas tem que tratar do coronavírus. Ele é sócio do coronavírus” — Foto: Silvia Zamboni/Valor
O governador do Maranhão, Flávio Dino, aumentou sua exposição nacional em meio a pandemia da Covid-19, ratificando sua condição de uma das principais vozes capazes de explicar a crise e complexidade da atual conjuntura política brasileira, agravada pela crise sanitária.
Em live realizada esta semana pelo Jornal Valor Econômico, Flávio Dino, mostrou-se mais uma vez lucidez e preocupação com os rumos que o Brasil está tomando e as prováveis consequências a curto, médio e longo prazo. Para ele, a situação poderia ser diferente se o presidente Bolsonaro não insistisse em ‘sabotar o país’, com seus rompantes autoritários.
“Bolsonaro é filho do ethos autoritário. Se puder, dará um golpe. Ele não se conforma com o fato de não exercer um poder absolutista. Outro dia declarou: a Constituição sou eu. Ele resiste a todo tipo de decisão do Congresso, sobretudo do Supremo. Então se ele puder, ele atravessa aquela praça ali [dos Três Poderes]. Um dos filhos disse que bastaria um cabo e um soldado para fechar o Supremo. Eles têm esse impulso autoritário. Ele pensa que exerce algum tipo de liderança bonapartista, de perfil autoritário.”, disse Flávio Dino.
Considerado um dos potenciais nomes para disputa presidencial em 2022, foi o primeiro governador a adotar no Brasil o ‘lockdown’, medida considera extrema contra o coronavírus, atraindo mais atenção da grande mídia para suas ações no estado e dando a ele oportunidade de intensificar suas bem fundamentadas críticas ao governo Bolsonaro. Leia mais aqui
O Atlas Político divulgou nesta segunda-feira (27), no jornal El País, mais uma pesquisa com foco na crise envolvendo saída de Sérgio Moro do governo Bolsonaro.
O levantamento aponta que 54% das pessoas ouvidas defendem o impeachment de Jair Bolsonaro.
A rejeição de Bolsonaro é de 64,4% – diante de 30% de aprovação.
O governo Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 49%. Outros 28% acham o governo regular e 21% classificam como ótimo ou bom.
A XP Investimentos realizou uma pesquisa entre as 18h de quinta-(23) e as 18h de sexta(24), com amostra de 800 entrevistas e margem de erro de 3,5 pontos percentuais.
A primeira pergunta foi a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro.
A aprovação foi de 31% e a desaprovação, de 42%.
Outros 24% dos entrevistados avaliaram o governo de forma regular e 3% disseram não saber ou não responderam.
Entre 13 e 15 de abril, as pesquisas mostravam aprovação era de 30% e reprovação de 40%; Entre 20 e 22 de abril, a aprovação era de 31% e a reprovação, 42%.
Sobre a saída de Sérgio Moro do governo e, depois de ocorrida, sobre a saída, 77%
disseram ter conhecimento enquanto 22% disseram não saber.
1% disse não saber ou não responderam.
Sobre a decisão de Moro sobre sua saída se o presidente interferisse na chefia da Polícia Federal:
44% aprovaram, 42% desaprovaram e 14% disseram não saber ou não responderam.
Sobre o impacto da saída de Moro do governo para o país.
67% acham que o impacto é negativo, enquanto 10% acreditam que será positivo e 6% que não terá impacto para o país.
Sobre a expectativa com o resto do mandato do governo Bolsonaro:
49% disseram que o restante do mandato será ruim ou péssimo após a saída de Moro, enquanto 18% acreditam que será bom e ótimo, 25% que será regular. 9% não sabem.(Revista Forum)
Pedido de demissão do ex-ministro Sérgio Moro nesta sexta-feira (24), causou perplexidade pelos detalhes da crise envolvendo a crise na Polícia Federal. O ex-juiz elencou uma serie de denuncias gravíssimas contra o governo Bolsonaro, deixando a possibilidade de desdobramentos significativas.
Os jornais da grande mídia cravam nesta sexta (24) que Sergio Moro já avisou a aliados que anunciará a demissão do cargo de Ministro da Justiça às 11h.
Na Folha, consta que Moro comunicou Bolsonaro pela manhã que “não ficaria no governo com a saída do diretor-geral [da Polícia Federal, Maurício Valeixo], escolhido por Moro para comandar a PF.”
CNN Brasil afirma que ouviu de 3 fontes que Moro já tomou a decisão, porém, haveria movimentações de setores do Planalto tentando apagar o incêndio para evitar o desembarque do ministro.
Também há informações de que Bolsonaro exonerou Valeixo justamente para provocar a saída de Moro. Uma outra corrente acredita que o presidente interviu no comando da Polícia Federal para blindar a família de investigações. (Jornal GGN )