‘..quem matou e mandou matar Marielle..?’ Dino sobre morte de miliciano na Bahia

 

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Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), também comentou neste domingo (9), a morte de Adriano da Nóbrega ocorrida na madrugada de hoje durante troca de tiros com a polícia na Bahia.

Para Flávio Dino a morte de Adriano da Nóbrega, considerado peça chave para esclarecimento da morte de Marielle Franco, torna imperativo o esclarecimento do assassinato da vereadora do Rio, também para melhor compreensão da atual conjuntura política e social no Brasil.

“A pergunta fundamental mais uma vez se impõe: quem matou Marielle? Quem mandou matar Marielle ? As respostas são fundamentais para entender a atual conjuntura brasileira, marcada por violências e agressões” destacou Dino no twitter.

Segundo o Ministério Público no Rio de Janeiro, Adriano era miliciano e ligado a Flávio Bolsonaro e Fabrício Queiroz. Ele tava foragido desde o inicio de 2019, no inicio deste ano o ministro Sérgio Moro(Justiça e Segurança) ao divulgar uma lista com os criminosos mais procurados do país deixou de fora o nome de Adriano da Nóbrega. O ministro foi muito cobrado e criticado pela ausência do nome.

Caso Marielle: nova linha de investigação leva a Carlos Bolsonaro

 

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Marielle Franco e Carlos Bolsonaro/Foto: Reprodução

Informações divulgadas no inicio da noite desta quarta-feira (20), pelo jornalista e comentarista político da CBN, Kennedy Alencar, a Polícia Civil do Rio de janeiro tem uma nova linha de investigação que leva ao vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, um dos mais influentes no governo do pai.

De acordo com Kennedy Alencar, o vereador Carlos Bolsonaro mantinha uma relação hostil com a também vereadora Marielle Franco, e ainda, era próximo de Ronnie Lessa, acusado de executar a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes.

Ouça o comentário de Kennedy Alencar

Caso Marielle: Porteiro do áudio apresentado pelos Bolsonaro, não é o mesmo do depoimento

 

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Domingos Peixoto | Agência O Globo

A Coluna Radar do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, nesta segunda-feira (4) provocou mais dúvidas sobre o mistério nos áudios da secretária eletrônica do Condomínio Vivendas da Barra, onde o presidente Jair Bolsonaro reside na casa 58.

A coluna informa que a polícia sabe que o áudio obtido pela família do presidente é de outro porteiro, não do que disse que Élcio Queiroz, suspeito de participar da morte de Marielle Franco, anunciou que iria para casa 58, a de Jair Bolsonaro.

O porteiro que prestou os dois depoimentos em outubro — e disse ter ouvido o o.k. do “seu Jair” quando Élcio Queiroz quis entrar no condomínio — ainda está de férias.

Semana passada o Jornal Nacional revelou que o porteiro em depoimento disse que um dos acusados de executar Marielle Franco teve acesso ao condomínio, antes  do crime, autorizado por alguém na casa do presidente.

Após a divulgação e repercussão da reportagem Carlos Bolsonaro e o presidente Jair Bolsonaro informaram que ao verificarem a secretaria eletrônica, o porteiro teria dito que Élcio Queiroz foi autorizado a entrar no Vivendas da Barra pelo morador Ronie Lessa morador da Casa 65, apontado como um dos assassinos da vereadora.

Bolsonaro pode ter mandado destruir celular e obstruído investigação

 

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Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

247 – “Em janeiro, um mês depois de o caso Fabrício Queiroz/Flávio Bolsonaro espoucar, Jair Bolsonaro mandou um emissário de confiança dar a seguinte instrução ao ex-faz-tudo da família: que Queiroz jogasse o aparelho de celular fora e comprasse uma nova linha. E assim foi feito”, informa o jornalista Lauro Jardim, em sua coluna no Globo.

Ontem, Bolsonaro confesso ter obstruído as investigações sobre o assassinato de Marielle Franco.

Jair Bolsonaro afirmou a um grupo de jornalistas que interferiu diretamente nas investigacões sobre a morte da ex-vereadora Marielle Franco, ao pegar a gravação na portaria de seu condomínio para que não fosse adulterada. Recentemente, um dos suspeitos de assassinar Marielle Franco, Élcio Queiroz, teve entrada liberada na casa de Jair Bolsonaro na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, depois de dizer que iria na casa 58 – a de Jair Bolsonaro – e não a de Ronnie Lessa, outro suspeito do assassinato.

“Nós pegamos, antes que fosse adulterada, ou tentasse adulterar, pegamos toda a memória da secretária eletrônica que é guardada há mais de ano. A voz não é a minha”, declarou Bolsonaro, numa confissão que revela sua interferência direta no caso.

“Se fizer jornalismo, a Globo conseguirá ressuscitar a denúncia…”

 

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Foto: Reprodução

Por Luís Nassif

No impeachment de Fernando Collor, a peça chave foi o motorista Eriberto. Ele apareceu em uma reportagem da IstoÉ. Em seguida foi escondido por um jornalista em seu sítio, porque sabia-se que era personagem chave. Foi central no impeachment.

Os Organizações Globo cometeram seu segundo grande erro de cobertura, fruto do descuido com a própria força. O primeiro, foi a tentativa de derrubar Michel Temer no episódio JBS. O segundo, agora, em cima de uma cobertura descuidada. Fiaram-se no inquérito que lhes foi vazado parcialmente. E não cuidaram sequer de checar os fatos com o próprio porteiro, e demais porteiros e moradores do condomínio de Bolsonaro.

É o vício do jornalismo prato pronto, herdado da Lava Jato, que transformou a imprensa em mera publicadora de releases. Agora, é tratar de ressuscitar o morto, o jornalismo.

Tem-se um ponto central de raciocínio.

  1. Na visita de Élcio Queiroz ao condomínio, o porteiro colocou o número da casa de Bolsonaro na planilha antes de acontecer o assassinato de Marielle.
  2. Há duas explicações para o cochilo de ter confundido as casas de Bolsonaro e de Ronnie Lessa, o suposto assassino. Ou as reuniões foram programadas em conjunto. Ou havia um mesmo grupos de pessoas que visitava ambas as casas.

O caminho correto da reportagem deveria ter sido a de ouvir não apenas o porteiro, mas outros porteiros e moradores do prédio.

Aí, saberiam dos seguintes fatos, que me foram passados por fonte fidedigna, com acesso ao condomínio.

  1. O condomínio abriu mão de interfones, por ser caro e por problemas de instalação. Optou-se por telefonar ou para o celular ou para o telefone fixo de cada proprietário.
  2. No caso de Bolsonaro, as ligações são para o próprio celular de Bolsonaro. E é ele quem atende. O que significa que a versão do porteiro não era descabida. Ou seja, o fato de estar em Brasilia não o impedia de atender o telefone.
  3. Carlos Bolsonaro, o Carluxo, também recebe os recados pelo celular. Em geral, fica pouco no condomínio, pois prefere permanece em seu apartamento na zona sul. Mas porteiros ouvidos por moradores sustentam que, naquele dia, ele estava no condomínio.
  4. O porteiro do depoimento está de férias. Mas moradores do condomínio foram, por conta própria, conversar com os demais porteiros. E eles garantiram que a ligação foi feita para Bolsonaro mesmo.

O sistema eletrônico diz que a ligação foi para Ronnie Lessa. Tem que se buscar as razões para esse desencontro. O porteiro pode ter ligado para Bolsonaro, que lhe disse para ligar diretamente para Ronnie Lessa, por exemplo. O próprio Elcio Queiroz pode ter corrigido o porteiro.

Agora, uma reportagem mal feita colocou porteiro e porteiros à mercê de Sérgio Moro e Augusto Aras, que se transformaram no grande braço de Jair Bolsonaro

Há tempo de se tentar salvar a reportagem.

“Só quem pode federalizar um processo é o STJ”, Flávio Dino sobre PF ouvir porteiro

 

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Governador do Maranhão, Flávio Dino/Foto: Reprodução

O governador e ex-juiz federal Flávio Dino (PCdoB-MA), evocou mais uma vez a Constituição Federal nesta quarta-feira (30), através de sua conta no twttir para informar ao presidente Jair Bolsonaro, que apenas o STJ pode federalizar um processo.

‘Conforme a Constituição Federal, só quem pode federalizar um processo é o STJ. Está no artigo 109, parágrafo 5º, da Constituição. No mesmo preceito, há os requisitos necessários. Portanto, não é uma questão de mera discricionariedade’, disse Flávio Dino.

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Presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança)/Foto: Reprodução

Abalado pela repercussão da reportagem da Globo, em que é citado como suspeito de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco, o presidente Bolsonaro disse que acionou o ministro Sérgio Moro (Justiça e Segurança), para que o porteiro do prédio onde reside no Rio de Janeiro, seja ouvido novamente agora pela Polícia Federal.

Com base na iniciativa de Bolsonaro o governador Flávio Dino destacou a importância e grandeza da Constituição como instrumento imperativo da democracia. Para Dino, arroubos autoritários não se sobrepõe a Constituição Federal.

‘A Constituição é maior do que a lei da selva. Não há rugido prepotente que possa se sobrepor ao respeito às regras do jogo democrático’, enfatizou Flávio Dino.

O presidente Bolsonaro disse que não lembra do vizinho Ronnie Lessa

 

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Presidente Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução

De acordo com a Folha de SP, o presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (13),  chamou alguns jornalistas para um café da manhã e disse não se lembrar de Ronnie Lessa, cuja casa fica na mesma rua da sua, em condomínio na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Ao ser indagado se conhecia o sargento reformado da polícia militar do Rio, Ronnie Lessa, apontado como executor da vereadora Marielle Franco, respondeu: “Não lembro desse cara. Meu condomínio tem 150 casas”.

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Flávio Dino sugere ‘seguir o dinheiro’ para elucidar totalmente caso Marielle

 

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Foto: Reprodução

Motivados pela repercussão da ‘Operação Lume’ no Rio de janeiro, realizada na manhã desta terça-feira (12), políticos utilizaram as redes sociais para se pronunciaram e cobrarem também a revelação e prisões dos mandantes do crime que vitimou a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, na sua conta no twitter utilizando uma expressão em english “follow the money” que significa (siga o dinheiro), sugeriu o procedimento para esclarecer de forma completa o caso Marielle.

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A senadora Eliziane Gama (PPS-MA), também nas redes sociais, além de cobrar a prisão dos mandantes lembrou o aspecto simbólico do crime e lamentou o fato do caso está relacionado a política. “Um ano após o assassinato brutal da vereadora Marielle e do motorista Anderson ainda não chegamos aos mandantes desse crime que retrata a triste realidade dos mais de 4 mil assassinatos de mulheres no Brasil e com um agravante nesse caso de apontar para um crime político.”, ponderou a senadora.

Outro politico maranhense que cobrou o esclarecimento da morte de Marielle Franco, foi o deputado Márcio Jerry (PCdoB), para ele a total elucidação do caso com a prisão de todos culpados tem que ocorrer logo. “A prisão dos executores de Marielle e Anderson, um ano depois, é obviamente muito importante, mas longe ainda de encerrar o caso. Questão é quem mandou matar. Esclarecer completamente o caso e exigência da hora.” disse o parlamentar.

Na manhã desta terça-feira (12), a ‘Operação Lume’ realizada pela Polícia Civil e Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, prendeu o policial aposentado Ronnie Lessa (que teria sido o autor dos disparos) e o ex-PM Élcio Queiroz (que teria conduzido o veículo utilizado na execução).

A polícia parece não ter dúvidas da participação dos suspeitos presos hoje. Segundo o delegado que comanda as investigações, esta é apenas a primeira fase do trabalho que deverá levar ao esclarecimento total do caso.