Milton Ribeiro sai do governo em 1º de abril, ‘dia da mentira’

Segundo publicação do Blog o Antagonista, desta segunda-feira, dia 28, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, deixará a pasta na próxima quinta-feira, dia 1º de abril, conhecido como o ‘dia da mentira’.

Milton Ribeiro está no centro de mais um escândalo do governo Bolsonaro envolvendo pastores evangélicos e prefeitos com recurso do FNDE. O caso foi revelado pela Folha de São Paulo, semana passada.

O presidente Jair Bolsonaro chegou a dizer na sua live da última quinta-feira, dia 24, que colocaria a ‘cara no fogo’, por Milton Ribeiro.

No lugar de Milton Ribeiro no MEC, assumirá Garigham Amarante, diretor de Ações Educacionais do FNDE e apadrinhado de Valdemar Costa Neto.

Por que Raul Seixas é um dos grandes músicos do Brasil e provoca inveja

Por Julinho Bittencourt

Mito é o Raul Seixas, muito mais do que qualquer outro. Vinte e tantos anos após sua morte, tal qual um beatle tupiniquim, nosso Raulzito ainda faz tremer estruturas. Ele não tem fãs, tem seguidores. E não é à toa. Suas canções, como as de todo grande artista, contam sobre o seu tempo e voam para além.

Não adianta puristas da nossa música, como declarou recentemente o músico Ed Motta, quererem exigir dele, como bem disse Belchior, “uma canção como se deve, correta, branca, suave, muito limpa, muito leve”. Raul é de outra extirpe, veio da Bahia pra fazer rock em São Paulo, na contramão de tudo e todos. E acabou lindamente gravado por Maria Bethânia, com a sua lendária versão para “Gitá”, dele e do então parceiro Paulo Coelho.

A canção, que faz alusão ao Bhagavad Gita, texto sagrado do hinduísmo, caiu como uma bomba vendendo de saída cerca e 600 mil compactos simples – o single da época – e emplacando a trilha de inúmeras novelas. Nela, a maneira de compor de Raul se completa com exatidão: melodia simples, poderosa e bonita, direta, com um texto rico e vibrante.

E assim fez o autor sucessivamente. E pra quem quiser insinuar que o artista viveu na aba do hoje escritor mais famoso do Brasil, basta lembrar, por exemplo “Ouro de Tolo”. A canção, um dos mais contundentes retratos da classe média brasileira, traz a letra do próprio, com melodia que mistura com graça e talento a toada nordestina com o Rock and Roll:  

Eu é que não me sento
No trono de um apartamento
Com a boca escancarada, cheia de dentes
Esperando a morte chegar

Três acordes e muito assunto

“Ah, só tem três acordes, a melodia é pobre”. Onde, quando e por quem o rock e seus derivados necessitaram de mais acordes para a sua sobrevivência? Poderia perder o tempo do leitor com inúmeros exemplos de canções de poucos acordes e muita história pra contar. Que Paul McCartney e Jorge Ben Jor não me deixem mentir.

A canção popular prescinde de sabedoria musical erudita. Não que ela não seja bem-vinda, Tom Jobim e Edu Lobo que o digam, mas não é necessária. A história da canção mundo afora é uma prova irrefutável disso. O requinte exigido por puristas traz uma série de regras que a canção do maranhense João do Vale, por exemplo, desmente a todo momento.

Raul construiu a sua obra com intuição e garra. Fez seu voo rasante sobre a nossa história, em plenos anos de chumbo, contando histórias verdadeiras de maneira cortante. Poucos tiveram seu talento e sabedoria. Se autoproclamou o Maluco Beleza e sugeriu com fina ironia aos privatistas de então que o país fosse definitivamente alugado.

Poucos artistas do Brasil – e talvez até do mundo – tiveram tamanha destreza para produzir canções que se eternizaram com tão pouco. Poucos acordes, poucas notas, breves palavras e uma imensidão de efeitos que tocam as pessoas em um primeiro sopro.

Além de toda essa discussão, deixo registrado. Coisa feia criticar assim um colega de profissão, não? Sobretudo um que não está mais aqui pra se defender.

Salve Raul Seixas, viva o compositor popular brasileiro. E quem achar que pode mais que mostre suas armas, enquanto Raulzito pousa em sua sopa.

* Julinho Bittencourt: Jornalista, editor de Cultura da Fórum, cantor, compositor e violeiro com vários discos gravados, torcedor do Peixe, autor de peças e trilhas de teatro, ateu e devoto de São Gonçalo – o santo violeiro.

Márcio Jerry diz que da base, o povo escolheu Duarte pra enfrentar Braide

O deputado, Márcio Jerry, presidente estadual do PCdoB, disse na noite desta quarta-feira, dia 18, que o apoio a Duarte Jr. seria igual a qualquer um da base que fosse “escolhido pelo povo para enfrentar Braide”.

“O apoio do PCdoB ao Duarte no 2º turno seria igualmente ao Neto, ao Rubens, ao Bira, ao Jeisael e ao Yglesio, todos de partidos da base do gov Flávio Dino. Mas quem o povo escolheu para enfrentar o Braide, de oposição ao gov Flávio Dino, foi o Duarte. E com Duarte venceremos !”, Márcio Jerry sobre apoio a Duarte Jr.

O esclarecimento de Márcio Jerry se dá em meio a polêmica e repercussão de apoios a Eduardo Braide no 2º turno da eleições em São Luís, de partidos e membros da base do governo.

“Não me arrependo, zero”, diz jogadora de vôlei Carol Solberg

A jogadora de vôlei de praia Carol Solberg, que gritou “Fora Bolsonaro” na TV, não se arrependeu do que fez.

Ela disse para O Globo:

“Não me arrependo, zero, nem um pouco. Foi totalmente espontâneo, um grito mesmo, uma coisa que está entalada há muito tempo, por conta das coisas que estão acontecendo no nosso país. Está no peito, na garganta… e sinto que nós atletas temos a obrigação de usar a nossa voz. E o momento em que estou em quadra é o momento que tenho voz. Como cidadã me sinto na obrigação de me manifestar e exercer a minha cidadania mesmo.”

Ela esclareceu também que não é patrocinada pelo Banco do Brasil:

“Amo o que eu faço, amo jogar vôlei, mas ser punida por me manifestar? Me sinto totalmente no meu direito de fazer isso. Teve outra história no vôlei, do Wallace, que não sofreu punição. Sei que isso pode acontecer, mas acho errado. Estou esperando as coisas acontecerem para falar sobre punição. Porque não tenho ideia do que vai acontecer.”

Wallace, ao contrário de Carol Solberg, manifestou apoio a Jair Bolsonaro, e foi defendido por seus eleitores nas redes sociais.

A propósito dos ataques nas redes sociais, ela comentou:

“Claro que tem os ‘haters’, esses bolsonaristas, mas nem estou vendo. Não tenho Twitter, então… No Instagram recebo muita coisa e optei em nem ver. A verdade é que as pessoas que importam, que são bacanas, que eu dou valor, estão comigo e me deram a maior força. Um monte de gente com medo… é o fim da picada. Sei que os atletas precisam de patrocínio para viver e eu também. Mas não podemos ter medo. Essa regra que o COI também tem é absurda e deveria ter caído há tempos. Cada voz faz diferença e acredito que a gente tem de usá-la. O Pantanal queimando, 140 mil mortes por Covid, o desgoverno do jeito que está e eu que vou ser punida?”

(Informação: O Antagonista)

Em nota PCdoB se posicionamento após polêmica do ‘perdão das dívidas de Igrejas’

Em nota assinada pela líder do PCdoB na Câmara Federal, Perpétua Almeida, o partido se posicionou sobre a polêmica em relação ao ‘perdão às dividas’ das Igrejas, após a forte cobrança nas redes sociais.

O projeto está à espera da sanção do presidente Jair Bolsonaro, e poderá livrar igrejas de dívidas que totalizam R$ 1 bilhão.

Leia a nota abaixo:

No dia 15/7, foi votado o PL 1581/2020, que viabiliza recursos para estados, DF e municípios de dívidas em precatórios, destinando-os para o combate à Covid-19.

O PCdoB acompanhou o voto do relator pela rejeição de todas as emendas. Uma delas, no entanto, foi destacada, a emenda nº 1, motivo de grande polêmica.

A bancada do PCdoB orientou o voto sim à emenda considerando que:

1. A Constituição Federal (Art. 150, inciso VI, alínea b) determina ser vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios instituir impostos sobre templos de qualquer culto;

2. A emenda sob análise retirava dos templos de qualquer culto a caracterização de contribuinte, para evitar a tributação sobre atividades acessórias, como as atividades sociais prestadas por essas instituições;

3. O texto aprovado não trata da tributação ou de perdão de dívidas de pessoas físicas relacionadas a essas igrejas. Nem perdoa fraudes porventura existentes. Regula a imunidade já garantida pela Constituição, e alcança todas as denominações religiosas. Foi neste entendimento que foram consideradas nulas as autuações feitas em descumprimento ao texto da Constituição.

Para o PCdoB, a ação fiscal do Estado deve estar dirigida ao combate à fraude e ser direcionada prioritariamente aos grandes sonegadores, às pessoas físicas detentoras de grande patrimônio e não mirar ações sociais realizadas por instituições religiosas.

Em tempo, reafirmamos que quaisquer desvios ou abusos cometidos, inclusive por instituições e líderes religiosos, devem ser apuradas e punidas de acordo com mecanismos legais já existentes.

Lembramos ainda que foi o Partido Comunista, através do então deputado Jorge Amado, que garantiu a liberdade de culto religioso no Brasil, na Constituição de 1946, como um direito fundamental dos brasileiros.

É da essência da democracia a divergência e o debate de opiniões, mas devem ser repudiada as tentativas de confundir ou distorcer os fatos com objetivos de ganhos políticos.

Brasília, 8 de setembro de 2020
Bancada do PCdoB
Deputada Perpétua Almeida – líder da bancada

“vamos separar o joio do trigo”, Flávio Dino sobre polêmicas envolvendo religiosos e religião

O governador do Maranhão, Flávio Dino, voltou nesta sábado (29), participar do debate de temas polêmicos nacionais nas redes sociais.

Como a questão religiosa no país tem se mantido nos últimos dias no centro da polêmica e debate, em função de escândalos e acusações de crimes envolvendo padres e pastores evangélicos, o governador chamou atenção para necessidade imperativa de “separar o joio do trigo”.

“Sobre graves denúncias nos últimos dias, vamos separar o joio do trigo. A imensa maioria de agentes religiosos cumpre seus ofícios sacerdotais com seriedade e compromisso social. Quanto a criminosos, vendilhões do templo, deturpadores da mensagem cristã, todos devem ser punidos”, destacou Flávio Dino.