Desembargador Ney Belo cassa prisão preventiva de Milton Ribeiro

O desembargador do TRF-1 em Brasília, Ney Belo, sem entra no mérito da investigação, cassou a decisão liminar nesta quinta-feira, dia 23, que determinou a prisão preventiva do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ocorrida ontem pela Polícia Federal, no âmbito da operação “Acesso Pago”, com base no suposto esquema de corrupção no MEC.

O desembargador também estendeu a decisão aos demais alvos da operação, entre eles, os pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura.

O mérito da Habeas Corpus do ex-ministro será analisado pela 3ª turma Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

PF prende, Milton Ribeiro, ex-ministro da Educação de Bolsonaro

Da Folha de SP

O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro e o pastor Gilmar Santos, foram presos nesta quarta-feira, dia 22, pela Polícia Federal. A prisão do ministro é preventiva ocorrida na cidade de Santos em São Paulo.

São alvos da operação o ex-ministro de Bolsonaro e pastores evangélicos suspeitos de envolvimento na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

A operação é chamada de “Acesso Pago” e investiga o trafico de influência e corrupção no FNDE.

Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.

Prefeito do Maranhão confirma pedido de propina em ouro

Três prefeitos confirmaram denúncias de corrupção na gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação (MEC), em oitiva nesta terça-feira (5) na Comissão de Educação (CE) do Senado.

Eles afirmaram ter recebido de dois pastores evangélicos Arilton Moura e Gilmar Santos pedido de propina para facilitar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

Confirmaram as denúncias de corrupção os prefeitos Gilberto Braga, de Luís Domingues (MA); José Manoel de Souza, de Boa Esperança do Sul (SP); e Kelton Pinheiro, de Bonfinópolis (GO). Calvet Filho, prefeito de Rosário (MA), e Hélder Aragão, Anajatuba (MA), negaram ter recebido pedidos de propina.

Segundo prefeito Gilberto Braga (PSDB), de Luís Domingues (MA), seu encontro teria ocorrido no dia 7 de abril de 2021, em Brasília, na presença de 20 a 30 prefeitos. Moura teria abordado Braga diretamente para saber quais demandas ele teria para o MEC e, “sem pedir segredo”, requereu R$ 15 mil e 1 kg de ouro para protocolar os pedidos.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento convidando os prefeitos, qualificou o esquema de corrupção de “chinfrim”, “cínico”, “nojento” e “vulgar”. Ele louvou a “coragem” dos prefeitos que vieram a público relatar as conversas que tiveram com os pastores. (Informações Uol e Agencia Senado).

Ministro da Educação diz priorizar pastores a pedido do presidente

O Jornal Folha de SP, destaca nesta terça-feira, dia 22, que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, confirmou em encontro que o governo Bolsonaro prioriza liberação de verbas através do MEC com prefeituras, que tem como intermediários na negociação os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.

“..Foi um pedido especial que o presidente da república fez para mim sobre a questão do pastor Gilmar”, diz Milton Ribeiro.

O pastor Gilmar Silva dos Santos, que nasceu em São Luís (MA), lidera a Igreja Ministério Cristo Para todos, em Goiânia (GO), ligada a Assembleia de Deus.

Segundo a publicação, em 2021 o Maranhão teve 96 municípios contemplados com 276 empenhos atendidos pelo FNDE. Num total de R$ 684 milhões, em obras ou aquisição de equipamentos.

Aqui áudio do ministro Milton Ribeiro

“vamos separar o joio do trigo”, Flávio Dino sobre polêmicas envolvendo religiosos e religião

O governador do Maranhão, Flávio Dino, voltou nesta sábado (29), participar do debate de temas polêmicos nacionais nas redes sociais.

Como a questão religiosa no país tem se mantido nos últimos dias no centro da polêmica e debate, em função de escândalos e acusações de crimes envolvendo padres e pastores evangélicos, o governador chamou atenção para necessidade imperativa de “separar o joio do trigo”.

“Sobre graves denúncias nos últimos dias, vamos separar o joio do trigo. A imensa maioria de agentes religiosos cumpre seus ofícios sacerdotais com seriedade e compromisso social. Quanto a criminosos, vendilhões do templo, deturpadores da mensagem cristã, todos devem ser punidos”, destacou Flávio Dino.