Para Flávio Dino povo de Alcântara não pode ser sacrificado para agradar o Tio Sam

 

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Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Revista Forum – A ampliação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, pode reascender tensões vividas há mais de 30 anos, quando famílias de comunidades quilombolas inteiras foram removidas. O presidente Jair Bolsonaro, que já disse que quilombolas não servem nem para procriar, viaja aos Estados Unidos neste domingo (17) para assinar um acordo permitindo que os norte-americanos lancem satélites, foguetes e mísseis a partir da base espacial brasileira.

“É normal que haja Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (ACT), em razão da proteção jurídica à propriedade intelectual. Contudo, o acordo não pode ser abusivo e conter cláusulas que violem a soberania nacional”, defendeu o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), em entrevista à Fórum.” Também não concordo com nenhuma ampliação de área da Base ou com remoção de mais pessoas”.

Há mais 30 anos, cerca de 300 famílias de 25 localidades de Alcântara sofreram remoções compulsórias para a instalação do CLA. Dino falou da necessidade de rediscutir um plano de desenvolvimento para o Programa Aeroespacial Brasileiro.

“A exploração comercial não pode ser monopólio de um país, ou seja, a Base deve estar à disposição de todos os países que queiram usar e tenham condições para tanto. É vital a meu entender que se criem as condições para a retomada do Programa Espacial Brasileiro”, pontuou.

Apesar de ceder a base de lançamentos aos EUA, o Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) prevê que o local continue sob jurisdição brasileira.

“Alcântara já suportou muitos ônus com o projeto. É hora dos bônus, ou seja, caso se consume a exploração comercial é essencial que haja contrapartidas sociais em favor da cidade e da região”, defendeu o governador.

Bolsonaro embarca neste domingo (17) para os Estados Unidos e na terça-feira (19) deve discutir na Casa Branca a situação política da Venezuela.

Empresários não cumprem acordo e população é prejudicada em São Luís

 

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Empresáros não cumprem acordo com rodoviários e São Luis amanhece sem ônibus/Foto: Reprodução

Empresários e Rodoviários não se entendem e a população de São Luís volta ser prejudicada com paralisação de ônibus na manhã desta terça-feira (26), em São Luís. Milhares de usuários na capital maranhense estão buscando outras alternativas para chegarem ao trabalho, assim como cumprir outras obrigações.

O movimento ocorre nas principais empresas do transporte coletivo da capital, entre elas: 1001, Primor, Taguatur, Ratrans e Ratrans.

De acordo com o Sindicato dos Rodoviários, em dezembro de 2018, o TRT (Tribunal Regional do Trabalhoh) intermediou um um cordo entre as partes para garantir direitos dos trabalhadores que não foi cumprido pelos patrões. Por essa essa razão os funcionários das empresas que não estão circulando com apoio do Sindicato, cruzaram os braços.

Motoristas e cobradores do transporte coletivo atribuem a paralisação a incapacidade da Justiça do Trabalho, Prefeitura e Empresários em encontrarem uma solução para situação. Segundo eles, os ônibus só voltarão circular após o acordo ser cumprido.

Vereadores marcam presença em audiência sobre Plano Diretor de SL

 

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Vereadores Raimundo Penha (PDT), Osmar Filho (PDT), Presidente da Câmara Municipal, e Aquiles Andrade da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico

A Prefeitura de São Luís iniciou na última terça-feira (15), a etapa de realizações de audiências públicas que está discutindo a revisão do Plano Diretor da capital maranhense. Realizada no auditório da Faculdade Pitágoras, no turú, é a primeira das nove que acontecerão nos próximos dias. Participam membros do executivo e legislativo municipal e principalmente a população.

O objetivo é debater a reordenação de políticas voltadas para áreas urbanas e rural da cidade, além de garantir acessibilidade, mobilidade, uso racional do uso e
ocupação do solo, habitação, meio ambiente, saneamento básico, entre
outras questões que envolvem o planejamento estratégico do município.

Após a realização das audiências públicas e a formulação do documento com o resultado será encaminhado à Câmara Municipal, onde será objeto de discussão e votação no plenário da Câmara Municipal.

“Na nossa avaliação a cidade precisa avançar e no momento em que o
prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) encaminhar está matéria para o
Legislativo, a gente saberá contribuir para avançar nessa questão. Assim
que esse documento chegar na Câmara, com certeza, daremos total
celeridade ao assunto”, destacou o vereador Osmar Filho, presidente da Câmara.

Vários vereadores participaram da audiência, entre Raimundo Penha (PDT),
Francisco Chaguinhas (PP), Ricardo Diniz (PRTB), Honorato Fernandes (PT), Babara Soeiro (PSC), Estevão Aragão (PSDB) e Joãozinho Freitas
(PTB).