Jaques Wagner não será candidato ao governo da Bahia

Da Revista Fórum

Em reunião do diretório estadual do PT na Bahia, na segunda-feira (28), o senador Jacques Wagner (PT-BA), comunicou que não será candidato ao governo. 

“A retirada da minha candidatura não implica na retirada da candidatura do PT. Quem decidirá se terá candidatura ou não, não sou eu, será o partido”, declarou Wagner. 

Com a desistência de Jaques Wagner o caminho ficou aberto para Otto Alencar (PSD).

Eleições 2022: PSB e PT voltam se reunir nesta quinta-feira dia 10

Dirigentes do PSB e PT voltam se reunirem nesta quinta-feira, dia 10, na pauta filiação de Geraldo Alckmin e Federação. Os partidos estão com a união praticamente fechada para as Eleições 2022.

O encontro acontecerá com o aval importante de 19 deputados federais do PSB, que em carta aos membros do partido eles se posicionam em favor da candidatura de Lula e da federação entre PSB, PT, PCdoB e PV.

Aos Membros do Diretório Nacional do PSB
Aos Filiados do Partido Socialista Brasileiro

A unidade política preconizada neste documento, apoiado por ampla maioria da Bancada, com o claro objetivo de que o princípio que deva prevalecer na Federação é o do equilíbrio, perpassa por oito pontos:

I. Candidatura única do nosso campo político, representada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, embasada nos princípios democráticos e republicanos e amplo lastro social, de diálogo franco com as forças políticas democráticas, para retomar a economia, a estabilidade política, o compromisso social com os brasileiros e enfrentar a dor desumana e inaceitável da fome e da pobreza, através da geração de
empregos, fortalecimento dos serviços públicos e distribuição de renda;

II. Construção de Programa de Governo que assegure a democracia; promova políticas de combate ao desemprego e a fome, e garanta políticas públicas de educação, saúde, assistência social, segurança pública e de preservação ambiental sustentável.

III. Constituição de Federação de Partidos tendo como núcleo central o PSB, o PT, o PCdoB e o PV, podendo ser integrada por outros partidos que queiram dela participar e estejam de acordo com o programa por ela defendido.

IV. Que a Assembleia de Direção da Federação seja equilibrada e incorpore o peso do número de prefeitos e vereadores de cada partido. O PSB não quer ser maior do que é, mas também não pode ter o seu tamanho reduzido;

V. Que se estabeleça a figura das candidaturas natas aos prefeitos dos partidos que compõe a federação e que tiverem o direito de disputar a sua reeleição;

VI. Que na definição das vagas para as candidaturas a deputados federais e estaduais seja considerada também a proporcionalidade de cada partido nos estados (não apenas na proporcionalidade nacional que pode distorcer a realidade dos estados);

VII. Para impedir qualquer tipo de hegemonismo nas decisões internas e a fim de promover o consenso como método fundamental de resolução em caso de divergências, que seja instituído o poder de veto aos partidos minoritários.

A federação dos partidos progressistas é a base da unidade das forças democráticas para vencermos as eleições de 2022, que será plebiscitária acerca da Constituição de 1988; para eleger maior número de parlamentares alinhados com o seu Programa de Governo e dar garantias para a governabilidade, fator essencial de sustentação do futuro governo no ambiente de ameaça à democracia como esse que o País atravessa.

Por oportuno, reafirmamos a nossa confiança na condução política do presidente Carlos Siqueira que saberá transpor eventuais diferenças internas de posicionamento, conduzindo o PSB a uma condição que acentue sua influência no atual cenário político do país.

Brasília, 08 de Fevereiro de 2022.

Alessandro Molon; Aliel Machado; Bira do Pindaré; Camilo Capiberibe; Cássio Andrade; Danilo Cabral; Denis Bezerra; Elias Vaz; Felipe Carreras; Gervásio Maia; Gonzaga Patriota; Júlio Delgado; Lídice da Mata; Marcelo Freixo; Marcelo Nilo; Mauro Nazif; Milton Coelho; Rafael Mota; Vilson da Fetaemg

Direção nacional do PT defende chapa Lula e Alckmin

Com o titulo ‘Resistência, Travessia e Esperança’, a direção nacional do PT, se posiciona sobre aliança que poderá viabilizar chapa de Lula e Geraldo Alckmin.

O ex-tucano deverá se filiar ao PSB, que está próximo de formar uma federação com PT para as eleições 2022.

“Cresce a consciência nacional de que só Lula pode liderar um processo de reconstrução do país. E, consciente do seu papelele já cumpre a missão, edificando pontes com aqueles que já estiveram do outro lado, mas, por nutrir valores democráticos, podem e devem estar juntos neste processo de retomada democrática do país”, diz o trecho da carta.

Resistência, Travessia e Esperança

São tempos difíceis os que vive o Brasil. O governo Bolsonaro trouxe uma crise sem precedentes na história e uma retomada só é possível quando ele chegar ao fim, o que faz de 2022 um momento histórico. Como se estivéssemos em uma contagem regressiva, para o ano terminar junto com o obscurantismo que as eleições podem derrotar. Essa perspectiva fez a esperança voltar ao país e um sentimento novo toma conta dos que defendem a democracia, a justiça social e a solidariedade.

Bom mesmo seria fechar os olhos e acordar em 2023. Mas, até lá, existe uma longa travessia. Temos um ano de muita luta pela frente e a dedicação de cada um será determinante para a construção de um novo tempo. O negacionismo oficial com a pandemia continua matando, impera um desemprego e fome sem precedentes, políticas públicas e a proteção social são desmanteladas, direitos dos trabalhadores retirados, se aprofunda a destruição do meio ambiente, permeia uma degradação das instituições e dos valores humanistas e democráticos. Portanto, é preciso agregar ao nosso dicionário a palavra resistência.

 Vivemos tempos de resistência, travessia e esperança. E estas consignas ilustram o nome do seminário organizado pelo Partido dos Trabalhadores, a Fundação Perseu Abramo, o Instituto Lula e as bancadas petistas no Senado e na Câmara dos Deputados e que acontece nos dias 31 de janeiro e 01 de fevereiro. Ele foi concebido para buscar uma melhor compreensão do cenário em que estamos inseridos, para assim construir com a oposição e os setores democráticos a luta contra o processo de destruição de conquistas obtidas ao longo de décadas, ou de séculos. Entender que o momento exige pactos sobre valores necessários para de novo unir o Brasil. Baseado no amor para vencer o ódio, na solidariedade para superar a discórdia, na cooperação ao invés do individualismo e no compromisso profundo com a supressão das desigualdades históricas que alicerçam a nossa nação. 

 Um encontro construído por quem traz na bagagem o legado dos governos democráticos e populares, que nos credencia a liderar saídas para um Brasil em crise, amparadas no Estado soberano que garante direitos e distribui renda e oportunidades para todos. Fundamentado no fortalecimento da dinâmica interna da economia brasileira, na ampliação dos mecanismos de proteção social e na reativação dos investimentos públicos.

 Cresce a consciência nacional de que só Lula pode liderar um processo de reconstrução do país. E, consciente do seu papelele já cumpre a missão, edificando pontes com aqueles que já estiveram do outro lado, mas, por nutrir valores democráticos, podem e devem estar juntos neste processo de retomada democrática do país.

 A esperança que Lula desperta vem do esperançar, que Paulo Freire conjugou como se levantar, não desistir, reconstruir. Esses verbos são partes da própria vida do presidente e da imensa maioria dos brasileiros, que, apesar de todas as adversidades, não desistem dos seus sonhos.

 O desafio que temos é bem maior que conceber programas para uma pré-candidatura, que já se transformou num amplo movimento de brasileiros e brasileiras que querem sair do desalento e que têm em Lula sua única esperança. Representa a disputa estratégica pelo futuro, concebida em torno de um projeto de desenvolvimento inclusivo e sustentável para que o Brasil, consciente do seu tamanho, do seu potencial e da grandeza da sua gente, volte a ser uma referência de nação soberana e justa com seu povo.

 Gleisi Hoffmann – presidenta nacional do PT

Aloizio Mercadante – presidente de Fundação Perseu Abramo

Marcio Pochmann – presidente do Instituto Lula

Reginaldo Lopes – líder do PT na Câmara dos Deputados

Paulo Rocha – líder do PT no Senado

Eleições 2022: PT, PSB, PCdoB e PV voltam discutir Federação

Da Carta Capital

PT, PSB, PCdoB e PV voltaram a discutir nesta semana em Brasília o processo de federação entre os quatro partidos. Apesar de considerarem positiva a reunião não avançou em aspectos cruciais para sua consolidada que são escolhas entre PT e PSB em estados-chaves.

“Foi uma boa reunião, em que iniciamos a discussão do estatuto da federação, com grande grau de convergência. Continuaremos na próxima segunda feira as conversações”, disse a presidenta do PT, deputada Gleisi Hoffmann.

Um dos principais objetivos do encontro foi avançar no estatuto da federação. Como envolve partidos de diferentes tamanhos, discutiu-se um mecanismo para evitar que uma força imponha, isoladamente, uma determinação.

Também foi debatido a composição de uma assembleia da federação. Ela seria formada por 50 membros, divididos de acordo com o peso de cada sigla na Câmara: 27 do PT, 14 do PSB, 5 do PCdoB e 4 do PV.

Flávio Dino se reúne com Lula, Dilma e Gleisi Hoffmann

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), se reuniu nesta segunda-feira, dia 24, em São Paulo, com o ex-presidente Lula e a deputada federal, Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT.

Lula e Dino destacaram nas suas redes sociais o encontro como positivo. Porém, não deram maiores detalhes sobre o que trataram, mas deverá ser conhecido em breve.

“Conversa boa esta tarde com o governador do Maranhão @FlavioDino e a presidenta do Partido dos Trabalhadores @gleisi sobre os desafios do Brasil”, destacou Lula no twitter.

“Boa reunião nesta segunda-feira com o presidente @LulaOficial, com a presidenta @dilmabr e com a deputada @gleisi, presidenta nacional do PT. Conversamos sobre ações administrativas que estamos executando no Maranhão e sobre cenários políticos”, comemorou Flávio Dino.

O encontro de Lula e Dino ocorre a uma semana da reunião do dia 31 de janeiro, quando Flávio Dino e os partidos da base do seu governo voltarão tratar da sucessão estadual. A agenda coloca um ingrediente a mais no debate político local.

Dino deverá ratificar o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), como seu candidato ao governo.

A informação de bastidores é que até o inicio de fevereiro Brandão assinará a ficha de filiação no PSB, partido comandado por Flávio Dino no Maranhão, que deixará o governo dia 31 de março, para se dedicar à sua candidatura ao Senado Federal.

STF deverá manter federações partidárias, mas discutirá prazo

Do Uol

Os partido PT, PSB, PCdoB e PV pediram ontem ao TSE mais prazo para formalização das federações.

“Tivemos uma reunião com o PSB que foi boa, estabelecemos um calendário de reuniões para a construção da federação, mas o problema é o tempo (..) Política não é imposição, é conversa e convencimento. Isso leva tempo”, destacou a presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR).

O ministro Roberto Barroso, em dezembro, deu até 1° de março, para registro da federações.

Segundo a mudança nas eleições aprovada pelo Congresso Nacional, dois ou mais partidos podem se unir por quatro anos, como se fossem uma só legenda.

No dia 3 de fevereiro o STF julgará o questionamento à regra feito pelo PTB.

“Temos palanque no MA a oferecer”, diz PSB após reunião com o PT

Em reunião nesta quinta-feira, dia 20, em Brasília dirigentes do PT e PSB voltaram a debater aliança nas Eleições 2022. Apesar do entendimento em vários estados, em relação a São Paulo o impasse continua.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, destacou nas redes sociais o resultado do entendimento na Bahia, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Maranhão e Alagoas.

Quanto ao Maranhão, Carlos Siqueira, ratificou que o PSB terá candidato.

Participaram da reunião a presidente do PT, Gleisi Hoffmann; o presidente do PSB, Carlos Siqueira; o governador de Pernambuco e vice-presidente do PSB, Paulo Câmara; o deputado Paulo Teixeira, secretário-geral do PT; e do ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB).

Moro confessa que ‘Lava Jato combateu o PT com eficácia’

Da Folha SP

O pré-candidato à presidência da república, Sérgio Moro (Podemos), ex-juiz da Lava Jato e ministro do governo Bolsonaro, em entrevista nesta quarta-feira, dia 29, à Radio Capital FM, de Mato Grosso, confessou que ‘a Lava Jato combateu o PT de forma efetiva e eficaz’.

“..Tem gente que combateu o PT na história de uma maneira muito mais efetiva, muito mais eficaz. A Lava Jato..”, disse Moro.

Moro ao perceber o que havia dito recuou e tentou mudar sua declaração dizendo que a Lava Jato apenas descobriu os ‘esquemas de corrupção’.

Em junho deste ano o STF julgou e tornou Moro suspeito e parcial ao julgar Lula, quando atuou como juiz da Lava Jato contra o petista. Com isso, foram anuladas ações dos casos tríplex, sítio de Atibaia e Instituto Lula.