Lula confirma disputa para o 4º mandato para presidente

O presidente Lula confirmou sua candidatura a reeleição em 2026, durante agenda que está cumprindo na Indonésia. A declaração foi para imprensa diante do presidente da Indonésia, Prabowo Subianto. Ele disse está com a mesma energia de quando tinha 30 anos.

“Eu quero lhe dizer que eu vou completar 80 anos, mas pode ter certeza que eu estou com a mesma energia de quando eu tinha 30 anos de idade. E vou disputar um quarto mandato no Brasil”afirmou Lula.

“Não falta uma, faltam muitas”, Sarney sobre ‘novas lideranças políticas’

Do O Globo

O ex-presidente José Sarney (MDB) criticou, o que classificou de “falta de lideranças” na política brasileira, se opôs ao mecanismo da reeleição presidencial e classificou como “inadmissível” o uso de emendas parlamentares para a “promoção pessoal” de lideranças.

As críticas foram feitas no evento “40 anos de Democracia no Brasil”, realizado na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).

Sarney, que assumiu a presidência em 1985 após 21 anos de ditadura militar no Brasil, afirmou que a Constituição impede retrocessos políticos no país apesar da “lamentável” polarização política vivida nos últimos anos.

“Não subsiste de maneira nenhuma que o país possa aceitar uma casa dividida. A população não aceita. Nós queremos união e, ao mesmo tempo, a solução dos nossos problemas de uma maneira consensual, não através do ódio — disse em coletiva de imprensa”.

Questionado sobre lideranças políticas, disse que “faltam muitas”. Ele também criticou o mecanismo da reeleição.

“Não falta uma, faltam muitas (…) No segundo mandato, sem objetivo nenhum, ele faz um mandato pior do que o primeiro”, disse Sarney.

O ex-presidente se esquivou de responder sobre falta de coragem dos partidos de direita de se opor ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e tentar cacifar um nome fora do núcleo criado pelo ex-deputado.

“É a vitória de quem venceu com o próprio suor”, destaca Iracema Vale 

Proclamada reeleição à Presidência da Assembleia Legislativa do Maranhão, para o 2º biênio 2025-2026, a deputada Iracema Vale (PSB) se pronunciou na tribuna do Plenário Nagib Haickel.

Iracema Vale é reeleita presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão

Iracema Vale agradece reeleição e reafirma compromisso com gestão compartilhada

Ela destacou sua trajetória à frente do Parlamento Estadual e creditou sua vitória ao reconhecimento de seus pares ao trabalho que vem executando na Casa. Na ocasião, a parlamentar agradeceu aos deputados que a apoiaram e ressaltou que continuará atuando sempre pautada no trabalho responsável, ético e transparente.

“Esta é a vitória de uma pessoa que não tem parentes políticos na conjuntura do estado. É a vitória de quem venceu com o suor do próprio rosto e com o esforço das lideranças que acreditam e confiam no nosso trabalho. É uma vitória dos amigos leais que temos na Assembleia Legislativa do Maranhão, assim como também é um reflexo da aprovação do trabalho que realizamos à frente da Presidência desta Casa”, disse Iracema Vale.

A eleição da nova Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão para o 2º biênio da 20ª legislatura (2025-2026) aconteceu nesta quarta-feira por escrutínio secreto, em dois turnos de votação.

Lira e bancada maranhense na Câmara se reúnem em Brasília

Os deputados federais eleitos e reeleitos do Maranhão, se reuniram nesta quinta-feira, dia 19, com o deputado Arthur Lira (PP-AL), Presidente da Câmara Federal, na sua residência oficial em Brasília.

A deputada, Maria do Rosário (PT-RS), que deve fazer a parte da chapa de Arthur Lira à reeleição.

O deputado, Arthur Lira, intensificou articulação e encontros com parlamentares e bancadas estaduais, para garantir sua recondução no comando da Câmara. Até o momento ele não tem concorrente.

Flávio Dino é reeleito no Consorcio da Amazônia que comandará até março

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), foi reeleito à presidência do Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal.

O mandato do governador Flávio Dino vai até 31 de março, quando deixará o governo para concorrer ao Senado, após essa data, assume a presidência do Consórcio o governador Waldez Góes, do Amapá.

No ano de 2021, primeiro ano do governador Flávio Dino à frente do Consórcio, os estados da Amazônia Legal estreitaram os laços com a comunidade internacional e lançaram o Plano de Recuperação Verde (PRV), que busca financiamento de ações capazes de combater o desmatamento ilegal, reduzir emissões de gases de efeito estufa e promover o  desenvolvimento sustentável e a bioeconomia da região. 

“Tenho muito otimismo de que as sementes plantadas neste Consórcio irão, em breve, frutificar. Temos tratativas com a Coalizão Leaf (fundo internacional de financiamento de ações verde), com um encaminhamento correto, e um diálogo franco com a comunidade internacional. Creio que muito em breve os nossos sonhos vão se materializar”, destacou Flávio Dino.

A entidade é formada pelos nove estados amazônicos: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. 

Maioria no STF se posiciona contra reeleição de Maia e Alcolumbre

O STF barrou a possibilidade de reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), respectivamente na Câmara e Senado Federal.

Se posicionaram a favor da reeleição: Gilmar Mendes, Alexandre de Morais, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Foram contra: Marco Aurélio, Roberto Barroso, Luis Fux, Rosa Weber e Edson Fachin.

O ministro Nunes se posicionou parcialmente autorizando apenas a reeleição de Davi Alcolumbre no Senado.

STF atropelar Constituição choca tanto quanto nossa indignação seletiva

* Leonardo Sakamoto

Óbvio que permitir a reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre (DEM) ao comando da Câmara dos e do Senado dentro de uma mesma legislatura é casuísmo e passa por cima do que está na Constituição Federal. O que surpreende não é o Supremo Tribunal Federal vir a tomar tal decisão, mas muita gente boa ficar surpresa apenas com ela.

Quando a Constituição é atropelada “por uma boa causa” (na opinião de quem atropela, claro), não raro, minimiza-se. Alguém grita “levanta e deixa de frescura”, diz que é pelo bem do país ou no máximo entrega um band-aid para estancar a hemorragia. Afinal, ela tem 32 anos, aguenta o tranco – devem pensar. Em outros casos de atropelamento, porém, trombeteia-se o apocalipse zumbi.

Há quem, sistematicamente e coerentemente, critique quando a Justiça passa por cima da lei escrita. Mas também há quem reclame apenas quando isso vai contra aquilo que acha certo, usando como justificativa que o caso é grave e que estamos à beira de um colapso.

A verdade é que o colapso já chegou. Apenas nos indignamos seletivamente diante dele. Talvez para não reconhecermos que o colapso se tornou aquilo que chamamos de cotidiano.

Por exemplo, em abril, o STF atropelou o texto constitucional ao permitir redução de salários e jornada de trabalho sem passar por acordo coletivo com sindicatos para quem ganha até R$ 3.135 ou mais que R$ 12.202,12, chancelando uma Medida Provisória de Jair Bolsonaro. Que poder de negociação tem um trabalhador pobre sozinho? Muitos patrões disseram que a medida ajudava a agilizar a proteção de empregos, mas muitos trabalhadores discordaram e afirmaram que ela os jogava na cova dos leões.

Vale voltar um pouco nessa história. O processo de impeachment esgarçou instituições para se consumar e passou por cima de muita coisa. Para seus artífices, era preciso retirar Dilma Rousseff, e, diante disso, tudo era possível – de entregar a condução do processo a um notório gangster que transformou a Câmara dos Deputados em seu playground particular e hoje está preso, sendo lembrado por seus tuítes mediúnicos, até aceitar uma acusação frágil, baseada naquilo que todos os governos fizeram antes dela.

Que seu governo estava ruim na economia e vivia em guerra com povos indígenas em nome de um conceito predatório de desenvolvimento, isso é inegável. Mas a partir do momento que você joga fora as regras que construímos legalmente para viver em mínima harmonia, diante de suas necessidades particulares e imediatas ou da opinião de seu grupo, isso abre uma ferida. Que não se fecha facilmente. E infecciona. E depois, quando você menos espera, te engole.

A indignação seletiva e sua prima, a seletividade judicial, não nasceram com o impeachment. Fazem parte das estruturas que mantém as coisas como são, beneficiando um grupo pequeno diante do grosso da população. Mas ele piorou tudo. E ajudou a produzir mutações.

O processo de derretimento das instituições e do respeito da sociedade a elas não pode ser freado do dia para a noite após iniciado. Demanda nova pactuação política e social, aliada a muito suor em articulações para a construção de consensos.

Sabíamos, em 2016, que a reação em cadeia nos levaria inexoravelmente para o buraco. Leia-se por “buraco” a eleição, por vias democráticas, de uma figura antidemocrática em 2018, cavalgando o discurso de que traria soluções (autoritárias) para uma população cansada do clima de “vale tudo” e de “ninguém é de ninguém”.

Eleito, Bolsonaro aprofundou o processo de esgarçamento, engolindo instituições de monitoramento e controle para servirem às suas necessidades. Receita Federal, Coaf, Polícia Federal, Procuradoria-Geral da República, Incra, Ibama, ICMBio, Funai. Trava uma guerra com o próprio Supremo, que tem segurado a peteca, muitas vezes de forma torta.

Da planície, seguidores do presidente sentem-se empoderados com o atropelo de regras e fazem sua própria lei. Armados de balas e de ignorância, ameaçam, matam, desmatam, atemorizam a população.

A corte, por sua ação e inação, por dar pesos diferentes a crimes semelhantes dependendo do réu, por se calar quando precisávamos que reafirmasse a Constituição e por passar por cima dela quando bem quis, também é responsável pelo esgarçamento institucional que vivemos.

Parte da sociedade, que incentivou isso, também. Discurso e prática deveriam ter sido outros há muito. Infelizmente, o tempo para prevenir passou e, agora, o jeito vai ser remediar o que for possível. Se, é claro, formos capazes de defender a Constituição, mesmo quando ela vai de encontro aos nossos desejos e interesses.

Entidades são contra reeleição de Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre

Do Congresso em Foco

Mais de 20 entidades da sociedade civil divulgaram nesta quarta-feira, dia 2, contra a reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado. Uma ADI que questiona a possibilidade está na pauta do STF para ser julgado ainda está semana.

Nas eleições do Congresso Nacional, a Constituição tem que valer

2 de Dezembro de 2020
São Paulo, 02 de dezembro de 2020

Acompanhamos com atenção o julgamento que terá início nesta sexta-feira (4/12), no Supremo Tribunal Federal, a respeito da possibilidade de reeleição das Mesas Diretoras na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Movida pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6.524 questiona a constitucionalidade da recondução dos presidentes das duas casas.

A Constituição Federal não poderia ser mais clara quanto à impossibilidade de reeleição em uma mesma legislatura. Em seu artigo 57, parágrafo 4º, preconiza: Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 1º de fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das respectivas Mesas, para mandato de 2 (dois) anos, vedada a recondução para o mesmo cargo na eleição imediatamente subsequente.

Debates acerca de dispositivos constitucionais são usuais e, em grande medida, enriquecedores ao caminhar de uma sociedade democrática. Entretanto, neste caso, as margens a interpretações são extremamente estreitas, quiçá inexistentes, pois a interdição à reeleição às presidências do Congresso Nacional está explícita em nossa Carta Magna. Qualquer decisão que venha a contradizer um enunciado tão claro assume o risco de chancelar uma afronta a preceitos chave do pacto que rege os Poderes da República e o regime democrático brasileiro.

Por essa razão, as organizações subscritas expressam sua preocupação frente à possibilidade de violação constitucional no âmbito da decisão sobre a ADI 6.524 e, portanto, reclamam aos ministros do Supremo Tribunal Federal, guardiões da nossa Lei Maior, que assegurem seu cumprimento de forma categórica.

A sociedade civil brasileira não hesita em defender o STF frente aos ataques infundados e irresponsáveis que a corte vem sofrendo nos últimos anos. Porém, a defesa e o fortalecimento da democracia no Brasil pressupõem o respeito absoluto à Constituição Federal de 1988. Não há subterfúgios ou conjuntura política que tornem justificável o descumprimento de determinações constitucionais claras e inequívocas. O precedente que uma decisão como essa pode abrir é extremamente grave, sobretudo no atual contexto de tantas ameaças às instituições e ao Estado Democrático de Direito no Brasil. O respeito
à Constituição não permite concessões.

Assinam:

Associação Brasileira de Imprensa – ABI
Abong – Associação Brasileira de ONGs
Associação Cidade Escola Aprendiz
Associação da Parada LGBT de São Paulo
Conectas Direitos Humanos
Delibera Brasil
Fundação Avina
Fundação Tide Setubal
Girl Up Brasil
IDEAS – Assessoria Popular
INESC – Instituto de Estudos Socioeconômico
Instituto de Defesa do Direito de Defesa – IDDD
Instituto Ethos – Empresas e Responsabilidade Social
Instituto Igarapé
Instituto Nossa Ilhéus
Instituto Sou da Paz
Instituto Update
Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político
Política Viva
Projeto Saúde e Alegria
Rede Brasileira de Conselhos – RBdC
TETO Brasil
Transparência Brasil
Transparência Capixaba
Transparência Eleitoral Brasil
Ocupa Política
Virada Política

(Do Congresso em Foco)