Bolsonaro coloca mandato até 2022 nas ‘mãos de Deus’: “se Deus quiser”

O presidente Bolsonaro disse a apoiadores na manhã desta quinta-feira, dia 21, disse que “se Deus quiser” seu mandato vai até 2022.

“Lamento.., se Deus quiser vou continuar meu mandato e em 22 o pessoal escolhe. Tem muita gente para escolha. Eu espero que os bons se candidatem, não deixa os mesmos vim ser candidato”, disse Bolsonaro na saída do Alvorada.

A fala de Bolsonaro ocorre em meio o aumento da pressão por impeachment, reforçado pelo colapso na saúde em Manaus e os reflexos negativos para o governo em relação a vacinação contra o Covid-19.

A declaração de Bolsonaro foi transmitido com cortes por um site bolsonarista. (Da Folha de SP)

Brasil atinge lamentável marca de mais de 200 mil mortes por Covid-19

Do G1

Em um momento crítico da pandemia e ainda sem vacinação, o Brasil passou a marca de 200 mil mortes por Covid-19 nesta quinta-feira (7), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde e divulgado em um boletim extra.

O total de óbitos registrados é de 200.011, com 7.921.803 casos confirmados.

A primeira morte pela doença no país aconteceu em fevereiro do ano passado. Nos meses seguintes, o número de óbitos subiu gradativamente, até que em junho foi atingido um estágio de platô com cerca de 1 mil mortes diárias.

“Estou fazendo isso para que as pessoas se vacinem assim que for possível”, diz Biden

Da Veja

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, de 78 anos, recebeu nesta segunda-feira, dia 21, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pelas farmacêuticas Pfizer-BioNTech.

“Estou fazendo isso para mostrar que as pessoas têm de estar preparadas para se vacinar assim que for possível”, afirmou Joe Biden.

Biden foi imunizado num hospital de Newark, em Delaware, estado onde reside, ao lado da mulher, Jill.

Emenda de Eliziane Gama à LDO garante vacina a todos os brasileiros

A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2021, aprovada esta semana, contou com emendas da senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), a que garante vacinas para todos os brasileiros contra a Covid- 19.

“Cada pessoa vacinada é um a mais estimulando a economia, um funcionário a mais com seu emprego garantido, um agente de público a mais prestando seus serviços de qualidade à população, seja na segurança pública, educação, saúde, e, principalmente, um membro de uma família que poderá voltar ao convívio e afeto de seus entes queridos. É obrigação do Estado garantir de forma indiscriminada a segurança e saúde de toda a população”, afirma a Eliziane.

A proposta do governo Bolsonaro previa imunizar pouco mais de 24 milhões de pessoas. A emenda da senadora aprovada contempla todos os 211 milhões de brasileiros. 

Governo muda discurso após tentar negar doença e sabotar vacinação

O tom do discurso do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 16, durante lançamento do Plano Nacional de Imunização, chamou mais atenção da imprensa e dos presentes que a ação do governo em relação a doença.

O mesmo presidente que desde o início da crise sanitária chegou classificar a pandemia de “histeria” e a doença de “gripizinha”, hoje na solenidade no Palácio do Planalto, disse que o coronavírus “afligiu a todos desde o início”.

“Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus, como ainda não sabemos. Irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal”, destacou Bolsonaro.

Ele ainda fez uma especie de ‘pedido de desculpas’, caso tenha havido algum excesso do governo durante a pandemia, segundo o presidente, foi no “afã de encontrar solução”.

“A grande força agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução”, acrescentou o presidente.

Para Dino ‘termo de responsabilidade’ para tomar vacina, não faz menor sentido

O governador Flávio Dino (PCdoB, questionou nas redes sociais nesta terça-feira, dia 14, o “termo de responsabilidade” que o governo Bolsonaro pretende adotar, para que o cidadão assine ao se vacinar contra Covid-19.

Para Dino, o governo dar entender que pretende transferir aos brasileiros a total responsabilidade em relação a vacina. O que, segundo ele, legalmente ‘não faz o menor sentido”.

“.. o Poder Público não teria responsabilidade ao disponibilizar e aplicar uma vacina? Juridicamente não faz o menor sentido..”, alertou Dino.

O presidente Bolsonaro anunciou na noite de ontem, segunda-feira, dia 14, que assinará duas medidas provisória: uma para compra de vacinas contra a Covid-19, a outra que determinará que, qualquer vacina adotada no Brasil, não será obrigatória e que será exigido aos que tomarem um “termo de responsabilidade”.

A medida criticada por especialistas, não foi adotado em nenhuma parte do mundo.

Maranhão aguarda Ministério da Saúde para executar plano de vacinação

O Maranhão está aguardando o cronograma do Ministério da Saúde para dar início à execução do plano de vacinação contra o coronavírus no estado.

“Existe um plano nacional de imunização, que é algo relevante e importante para o SUS. E agora há dez grupos de trabalho envolvendo secretários estaduais e municipais de saúde e o próprio Ministério da Saúde para a gente conseguir elaborar um plano de imunização para a Covid-19 (..) A gente ainda não tem prazo para saber quando chega ao país e ao nosso estado, mas é certo que vai haver uma coordenação nacional por parte do Ministério da Saúde, para que faça isso de maneira igual por todo o país assim que chegar (..) O Maranhão, juntamente com outros estados, vai estar nesse mesmo cronograma inicial do Ministério da Saúde”, diz o secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula. 

O Ministério da Saúde ainda não definiu qual vacina vai ser adquirida. Existe um compromisso inicial com a AstraZeneca, mas o Brasil também pode comprar outro tipo vacina. 

Etapas

Serão quatro etapas iniciais de imunização. A primeira vai envolver trabalhadores da saúde, idosos de 75 anos ou mais, pessoas com mais de 60 anos que estejam em instituições de longa permanência, como asilos, e a população indígena.

Na segunda fase, serão as pessoas de 60 a 74 anos. Na terceira, pessoas com comorbidades. Na quarta, professores e profissionais do sistema de segurança. 

“Da primeira à quarta fase, sai das pessoas mais frágeis para aquelas pessoas que trabalham no ambiente mais propenso à disseminação do vírus. Isso não quer dizer que, se você não estiver nestes quatro grupos, não vai ser imunizado. A imunização inicial vai ser para essas pessoas. O que a gente planeja é que, ao longo do ano de 2021, a gente possa imunizar o maior número de brasileiros”, acrescentou Carlos Lula.

“..Tem que deixar de ser um país de maricas, pô..”, Bolsonaro sobre medo da Covid-19

O presidente Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, dia 10, que é preciso enfrentar o coronavírus de “peito aberto” e que o Brasil tem de deixar de ser “um país de maricas”.

A Covid-19 já matou mais de 162 mil e infectou 5,67 milhões de pessoas.

“Tudo agora é pandemia. Lamento os mortos, lamento. Todos nós vamos morrer um dia, aqui todo mundo vai morrer um dia… Não adianta fugir disso, da realidade. Tem que deixar de ser um país de maricas, pô”, disse o presidente, em cerimônia no Palácio do Planalto, para acrescentar em seguida: “Olha que prato cheio para a imprensa, prato cheio para a urubuzada que está ali atrás”, destacou Jair Bolsonaro.

A fala do presidente Bolsonaro foi durante o lançamento da retomada do Turismo, segundo ele, “superdimensionada” a pandemia e criticou quem amedrontou o povo com a possibilidade de uma segunda onda da doença.

O presidente pediu ajuda para arrumar o Brasil e destacou que o auxílio emergencial –ajuda paga durante a pandemia– acaba em dezembro. (Com informação da Reuters)