Dino e Moraes querem exigência do diploma para jornalistas

Os ministros do STF, Flávio Dino e Alexandre de Moraes, defenderam nesta terça-feira, dia 18, a volta da discussão da dispensa do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. O posicionamento dos ministros ocorreu durante a sessão da 1ª turma do STF.

Flávio Dino afirmou que a decisão do Supremo que afastou a exigência de diploma tornou mais complexo o debate sobre as garantias asseguradas à imprensa, principalmente com o advento das redes sociais.

Já o ministro Alexandre de Moraes concordou com a necessidade de rediscutir sobre a possibilidade de uma regulamentação da atividade. Ele disse que as redes sociais permitem que pessoas se apresentem como jornalistas e invoquem a liberdade de imprensa mesmo quando utilizam seus canais para “ofender” terceiros ou “disseminar desinformação”.

O STF decidiu, em 2009, que não é necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para exercer a profissão. No julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário afastou, por 8 votos a 1, a exigência prevista no Decreto-Lei 972, de 1969.

A Corte entendeu que a norma não foi recepcionada pela Constituição de 1988 por representar uma restrição incompatível com as liberdades de expressão, informação e imprensa.

ELEIÇÕES: PL lidera registros de candidaturas e PT volta ao top 10

Do O Globo

As estatísticas do TSE apontam para uma redução de 29,7% no número de candidatos a cargos públicos na comparação com o último pleito federal, em 2022. Os postulantes caíram de 29.262, em 2022, para 20.530, na disputa deste ano.

O PL segue como o partido com maior número de candidaturas. Na sequencia vem o MDB, com 1.391 candidatos (6,78% do total), além de Novos e Republicanos, com 1.296 (6,31%) cada. O PT registou 1.095 candidaturas (5,33%) e voltou ao “top 10”, mesmo com menos registos de candidaturas em relação a 2022, quando teve 1.119 candidatos.

Advogados questionam competência de Dino para julgar governadores

A defesa do governador do Maranhão, Carlos Brandão, se manifestou nesta segunda-feira, dia 17, sobre as ações que tramitam no STF sob a relatoria dos ministros Flávio Dino e Alexandre Moraes, relacionadas ao governo.

Entre os aspectos apontados na nota, consta o questionamento sobre a competência do STF para julgar as “supostas práticas criminosas”. Os advogados classificaram as imputações como inconsistentes e anunciaram a adoção de medidas judiciais.  Para eles, o governador está sendo investigado fora do foro constitucionalmente competente. A defesa defende que cabe ao STJ processar e julgar governadores.

O ministro Flávio Dino afastou o presidente do Tribunal de Contas do Maranhão por 180 dias, Daniel Brandão, sobrinho do governador, por 180 dias. 

QUAEST: 45% dos brasileiros acreditam em interferência na eleição

Pesquisa Quaest apontam percentual de risco de a eleição de 2026 sofrer interferência estrangeira. A possibilidade é que 45% creditam na interferência, enquanto 48% não veem risco.

A interferência mais provável é em relação aos EUA de Donald Trump, 57% acreditam que a eventual interferência teria a direita como principal beneficiada. Apenas 22% mencionam a esquerda, 5% acham que ambos os lados seriam ajudados “da mesma forma” e 16% não sabem responder.

A campanha de Lula (PT) teme que os EUA coloquem em curso ações de interferência no processo. O Itamaraty chegou a recusar o pedido de visto de dois funcionários da diplomacia americana ligados ao trumpismo que queriam vir ao país.

A pesquisa ouviu 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro é BR-06773/2026.

TRE-MA define propaganda eleitoral na TV e Rádio na terça-feira, dia 18

A desembargadora Francisca Galiza, presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão, convoca partidos políticos, federações, coligações, emissoras de televisão e de rádio, para, no dia 18 de agosto, terça-feira,  às 14h30, no auditório Ernani Santos, sede do órgão, participarem da audiência pública de elaboração do plano de mídia relativo às eleições 2026.

Durante a audiência pública, serão definidos o uso da parcela do horário eleitoral gratuito, garantida a participação nos horários de maior e de menor audiência, relativamente à propaganda no rádio e na televisão de 1º turno, a ser veiculada no período de 28 de agosto a 1º de outubro de 2026, para os cargos de Governador/a, Senador/a, Deputado/a Federal e Deputado/a Estadual.

No mesmo dia e hora, serão realizados também o sorteio para a escolha da ordem de veiculação da respectiva propaganda (Lei n°. 9.504/97, art. 52 c/c o art. 55 da Resolução TSE  23.610/2019) e escolha das emissoras geradoras.

“Esse vídeo na praia é bem antigo, não era ministro do STF”, diz Dino

O ministro do STF, Flávio Dino, reagiu nas redes sociais neste domingo, dia 16, aos ataques que está sofrendo, após a repercussão das ações que tramitam no Supremo Tribunal Federal, relacionadas ao Maranhão.

A manifestação de Flávio Dino objetiva esclarecer sobre o suposto uso de um veículo na praia.

“Informo, mais uma vez, que esse VÍDEO em que apareço na praia – abrindo a porta de um carro – é BEM ANTIGO, quando NÃO ERA ministro do STF. E aquele carro mostrado é PARTICULAR. Basta ver a data no print: maio de 2023. Minha posse no STF foi em 2024.”, esclareceu Flávio Dino.

“Não aceito que queiram jogar a minha história na lama”, diz Brandão

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), voltou a se manifestar neste sábado, dia 14, após a retirada do sigilo d ação que tramita no STF sob a relatoria do ministro Flávio Dino, que envolve a família do governador. Ele reiterou que as acusações são falsas.

Em vídeo divulgado hoje nas redes sociais, Carlos Brandão diz que recebeu a acusação com indignação e a classificou “inadmissível”. Ele também destaca que as acusações e ações ocorreram após distanciamento político entre dois grupos do Maranhão.

PF realiza operação contra desvio de recursos públicos no Maranhão

A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, dia 13, a Operação Monte Sinai, que apura a atuação de organização criminosa suspeita de envolvimento em fraudes licitatórias, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro, ocultação de ativos e crimes contra a ordem tributária no Maranhão. 

A investigação, iniciada pela PF, contou com o apoio da Receita Federal do Brasil e da Controladoria-Geral da União, por meio de análises realizadas pelas instituições.

Ação cumpre nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, sendo três em São Luís e seis em municípios do interior do estado. Também foram autorizados o bloqueio e o sequestro de bens e valores, além da proibição de que empresas investigadas participem de licitações ou mantenham contratos com órgãos públicos.

Os elementos reunidos apontam para possíveis irregularidades na aplicação de recursos oriundos de emendas parlamentares federais, repassados por meio de convênios destinados à execução de obras de infraestrutura em municípios maranhenses.

Também são apurados indícios de utilização irregular de recursos provenientes de precatórios do Fundef/Fundeb em contratos de pavimentação e de infraestrutura, em possível desacordo com a destinação legal dessas verbas, vinculadas ao financiamento e ao desenvolvimento da educação pública.