Morre a prefeita de Cajari, Maria Felix, 51 anos

O vereador, Osmar Filho (PDT), presidente da Câmara Municipal de São Luís, através das redes sociais informou na madrugada desta sexta-feira, dia 22, o falecimento de sua mãe, Maria Felix, 51 anos, prefeita do município de Cajari.

“..Obrigado por tudo, mãe ! Que o nosso Deus a receba em paz na sua morada eterna e que Ele nos dê o conforto nesse momento de muita dor..”, destacou Osmar Filho.

A orfandade dos pivetes, dos alcoólatras e dos amigos

Do blog do jornalista Zema Ribeiro

Filho de Durval Cunha Santos e Josefina Medeiros, Jonaval Medeiros da Cunha Santos nasceu em Codó/MA, em 10 de novembro de 1952 e faleceu hoje (20), vitimado por insuficiência respiratória em decorrência de um edema pulmonar, em São Luís, cidade que adotou e por que foi adotado desde antes de seu primeiro aniversário. Era irmão da cantora Didã.

Jornalista, entre poemas e contos publicou livros sob os pseudônimos Cunha Santos Filho e J. M. Cunha Santos: “Meu calendário em pedaços” (1978), “A madrugada dos alcoólatras” (s/d), “Pesadelo” (1993), “Paquito, o anjo doido” (s/d) e “Vozes do hospício” (2008), para citar alguns.

Neste último, dedicou-me o soneto “Motel”, um dos poucos poemas que sei dizer de cabeça, originalmente publicado n“A madrugada dos alcoólatras”, que recitei em muitas noites, em sua companhia ou fazendo sua fama ir além de sua presença: “O mênstruo da aurora em tom vermelho/ repete-me abatido na vidraça/ minha imagem em dó, ré, mi, coalha no espelho/ o sol, lavando o rosto, vê e passa/ É a manhã, rebento do meu sono, afoito/ me mudo para a lâmpada que acesa/ crava minha sombra sobre a mesa/ caneta e eu, poema, eterno coito/ Saudades dela em mim como estrias/ na pele – e como é duro removê-las/ devassos, nós dormimos quando é dia/ porque às noites, como cães lassos de orgia,/ se ela faz suruba com as estrelas/ eu vivo em coito anal com a poesia”.

Dividi muitas mesas e noites com Cunha Santos e pouparei os poucos mas fiéis leitores de histórias que poderiam soar apologia ao alcoolismo. Ele tinha consciência de sua condição e afirmava na terceira capa de “A madrugada dos alcoólatras” que o livro “não tem outra pretensão que não a de tentar descrever, através da poesia, pelo menos uma parte do sofrimento de que são acometidos todos eles”.

Recordo com especial carinho uma noite de sexta-feira que pariu o sábado em que amanhecemos tomando café numa padaria na Rua de São Pantaleão, próximo de onde ele então morava, e dali, com a mesma roupa de ontem, seguimos para assistir uma palestra do brilhante Agostinho Ramalho Marques Neto, que fora seu professor no curso (não concluído) de Direito, na Universidade Federal do Maranhão.

Na orelha de “Odisseia dos pivetes”, o jornalista e ex-deputado Luiz Pedro, falecido em junho passado, escreveu: “Cunha é um dos Santos de minha devoção”. Não exagerava. Além de poeta, foi um dos maiores cronistas políticos que o Maranhão conheceu.

Figura extremamente humana, era capaz de passar a noite distribuindo esmolas a quantos pedintes encostassem na mesa, deixando a conta na pendura – o fiado nas quitandas e bares ou a cumplicidade dos “colegas de copo e de cruz” invariavelmente garantiam-lhe a solidariedade.

Era um homem de esquerda, o que ninguém podia negar, combativo com a arma que tinha: a palavra. Se para muitos poetas e jornalistas o espectro ideológico deve ser omitido em nome de uma inalcançável, portanto falsa, imparcialidade, Cunha Santos nunca deixou de dizer de que lado estava, fosse escrevendo poemas em livros, fosse escrevendo textos em jornais. Combateu com igual fervor, entre a juventude e a melhor idade, a ditadura militar de 1964 e o governo genocida de Jair Bolsonaro – no que também irmanamo-nos: se uma CPI tem medo de dar às coisas o nome que as coisas têm, nós não.

Ia às lágrimas com facilidade, fosse por um poema, uma música, a situação do país, “comovido como o diabo”, como cravou outro poeta de sua predileção, exatamente como o personagem que dá título a um de seus poemas mais conhecidos, “As lágrimas de Seu Nelson”: Seu Nelson chorava todas as manhãs/ não porque estivesse velho ou triste/ não porque lhe deprimisse estar no mundo/ Seu Nelson chorava todas as tardes/ não porque sentisse dor ou soubesse de saudades/ não porque lhe deprimisse não ter muito aonde ir/ Seu Nelson chorava todas as noites/ não porque fosse criança ou tivesse medo do escuro/ não porque lhe restasse na vida um único e antigo amor/ Seu Nelson chorava todas as manhãs/ porque tinha certeza de que jamais/ haveria outra manhã igual àquela/ Seu Nelson chorava todas as tardes/ porque cedo ou tarde todas as tardes acabam/ Seu Nelson chorava todas as noites/ porque sabia que as estrelas/ se repetiriam em outras noites,/ naquela noite nunca mais/ e que sua madrugada só duraria/ até a hora de chorar mais uma vez”.

Talvez Seu Nelson e todos nós choremos por sabermos, agora, que nunca mais Cunha Santos escreverá outro poema, outra crônica. Resta a nós a saudade e relê-lo.

Jornalista e escritor, Cunha Santos, morre aos 69 em São Luís

Apresentando fortes dores no peito e cansaço, Cunha Santos, deu entrada na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Vinhais, na noite de ontem, onde faleceu na manhã desta quarta-feira, dia 20, após duas parada cardíacas.

Cunha Santos, 69 anos, um dos maiores nomes do jornalismo maranhense com atuação importante e reconhecida na área, também era escritor.

Revitalização do Conjunto Ipem Bequimão inicia na segunda, dia 18

Revitalização do Conjunto Residencial Impem Bequimão, em São Luís, começa segunda-feira, dia 18. O trabalho será realizado pela Secid, pasta do governo comandada por Márcio Jerry.

“..a reforma será nos 58 blocos que integram o Conjunto Ipem Bequimão. Tudo será requalificado para que as famílias possam viver em lugares mais dignos..”, garantiu Márcio Jerry. 

A intervenção será nos 58 blocos, nas áreas comuns internas e externas, pintura e reforma da quadra poliesportiva e entorno.

‘Não terá aumento de passagem de ônibus!’, Braide para empresários 

O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), nesta sexta-feira, dia 15, tranquilizou os usuários do transpor coletivo na capital, ao informar que ” não terá aumento de passagens de ônibus em São Luís!”.

Empresários do setor terão que se resolverem com os rodoviários, sem que o passageiro seja penalizado com aumento da passagem, como tem ocorrido a vários anos em São Luís.

Braide se posicionou através das suas redes sociais para dizer que “..o momento é de melhorar o serviço..”..

O posicionamento do prefeito é péssimo para os empresários do setor, que alegam prejuízos, e esperavam as negociações com os rodoviários, a oportunidade de forçarem o novo aumento das passagens.

Os rodoviários estão com um indicativo de greve por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira, dia 22, aprovado em Assembleia Geral da Categoria.

Eles estão reivindicando principalmemte aumento salarial de 13%; inclusão de mais um dependente no Plano de Saúde, carga horaria de trabalho de 6h.

Mercado do Portinho terá área revitalizada de 12.314,70m²

O Entreposto Pesqueiro-Mercado de Mariscos (Portinho) terá área total 12.314,70m² revitalizada, com investimento de R$ 17.029.279,00.

A obra executada pela Agência Executiva Metropolitana e a Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), o prazo de conclusão da obra é de 10 meses.

A obra inclui drenagem; fundações e superestrutura em concreto armado; pavimentação; vedações, pisos e revestimentos; cobertura em estrutura metálica; instalações hidráulicas, sanitárias e elétricas; reservatório de água; sistema de combate a incêndio; para-raios; pintura; paisagismo e estacionamento, além de espaço para administração e banheiros.

Serão beneficiados 112 feirantes, sendo 80 marisqueiros; 12 vendedores de hortaliças; seis tratadores e 12 no ramo de lanchonetes. 

Mulheres se destacam na construção do Shoping da Rua Grande em SL

Área dominado ainda pelos homens, a Construção Civil no Maranhão, começa mostrar a presença cada vez maior das mulheres.

O Shopping Rua Grande, primeiro cultural do Maranhão, localizado no antigo prédio da Secretaria de Estado da Educação, no cruzamento da Rua Grande com Rua do Passeio, está sendo concluído também com as mãos delicadas e fortes das mulheres.

A revitalização do local integra as ações do programa Adote um Casarão, do Governo do Estado. 

A participação das mulheres que trabalham na obra foi viabilizada pela ong Ela na Obra. Há dois anos, a instituição qualifica mulheres para atuarem no setor, considerado um mercado predominante masculino.

 

A ong oferece os cursos de Pedreira, Eletricista, Pintora, Gesseira e Técnica de Limpeza, entre outros. Aqui mais informações

Hortomercado do Vinhais recebe nome de indicado por Othelino

Com indicação do deputado Othelino Neto (PCdoB), e atendido pelo governador Flávio Dino (PSB), o tradicional mercado do bairro Vinhais agora se chama “Hortomercado Cristino José Gonçalves Nascimento”.

“É um ato de justiça ao feirante, que era um cidadão admirado por sua força de vontade e dedicação à atividade. Fico feliz e agradeço ao governador pela sensibilidade em atender à solicitação”, disse. 

O homenageado foi um dos fundadores da Cooperativa dos Feirantes do Vinhais, criada em 1996. Ele foi presidente da cooperativa até 2019, ano de seu falecimento. 

O Hortomercado do Vinhais abastece mais de seis bairros da capital, atendendo a milhares de famílias