O presidente Bolsonaro e o ministro Henrique Mandetta (Saúde), se reunirão nesta quarta-feira (8). A expectativa é grande para o resultado do encontro, que segundo informações, participarão apenas os dois.
Nesta semana uma especie de ‘operação de guerra’ impediu a demissão de Mandetta por divergência com Bolsonaro na condução da crise do Covid-19.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, que nos últimos dias sofreu ataques de Carlos Bolsonaro e o general Augusto Heleno aliados próximos e influentes do governo, sugeriu nas redes sociais algumas questões que chamou de ‘agenda séria’ para reunião de hoje do Presidente e o ministro da Saúde.
O governador Flávio Dino atribuiu nesta segunda-feira (6), ao presidente Bolsonaro, a desobediência de setores do comercio ao isolamento social. Para o governador do Maranhão, que intensificou as fiscalizações no estado, disse que deverá anunciar um novo decreto nos próximos dias.
“Bolsonaro é o responsável pela desobediência e por esses atos absurdos contra o cumprimento de óbvias regras sanitárias, recomendadas pelos profissionais de saúde. E segue indiferente aos mortos, doentes e suas famílias. Páginas tristes que serão lembradas para sempre”, destacou Flávio Dino no twitter.
Ações educativas estão sendo realizadas no Maranhão desde a decretação do isolamento social da Covid-19. Com a insensibilidade e desobediência de vários comerciantes, o governo anunciou a intensificação das ações e que multará quem não cumprir as determinações das autoridades. o governador Flávio Dino disse que continuará adotando as orientações dos profissionais da área da saúde.
“Aqui no Maranhão, os médicos decidem sobre quais remédios os doentes de coronavírus devem tomar. Portanto, é mais um delírio politizar o debate sobre cloroquina. É tema técnico, não ideológico” acrescentou Flávio Dino.
O deputado Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, reagiu nesta sexta-feira (3), à crítica de Carlos Bolsonaro, filho e uma das vozes mais influentes do presidente Bolsonaro, que criticou e fez insinuações à reunião esta semana em que participaram o vice-presidente Mourão e o governador Flávio Dino (PCdoB-MA).
“O filhinho de papai @jairbolsonaro, @CarlosBolsonaro, resolve criticar o vice presidente @GeneralMourao por este dialogar sobre os problemas da amazônia e do Brasil com o governador do Maranhão, @FlavioDino. É cada coisa que essa famiglia apronta…”, reagiu Márcio Jerry no twitter.
Carlos Bolsonaro não gostou da repercussão esta semana, após reunião entre os governadores da Amazônia e o vice-presidente Mourão, em que Flávio Dino também participou. Após o encontro o governador do Maranhão elogiou a postura de Mourão e disse que se o general tivesse na presidência, o Brasil chegaria em melhores condições em 2012.
“O que leva o vice-presidente da república se reunir com o maior opositor SOCIALISTA do governo, que se mostra diariamente com atitudes totalmente na contramão de seu Presidente?”, provocou Carlos Bolsonaro,
De acordo com a Pesquisa XP, divulgada nesta sexta-feira (3), a parte da população que classificam o trabalho dos governadores como “bom” saltou de 26% em março para 44% em abril. Desde que iniciou em outubro de 2019, é a primeira vez que a atuação positiva dos governadores supera a negativa e a regular.
O crescimento da avaliação positiva dos governadores está relacionada com opinião de 80% dos entrevistados que aprovam isolamento social, que consideram a melhor forma de se prevenir contaminação do novo coronavírus.
Declaradamente contrário à medida, o presidente Jair Bolsonaro, teve avaliação do seu governo muito ruim. O número dos que consideram o governo ‘ruim ou péssimo’, subiu para 42%, em março era 36%.
Estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FespSP), obtido em primeira mão pelo Valor, mostra que robôs foram responsáveis por mais da metade das publicações favoráveis ao presidente Jair Bolsonaro no Twitter. Por meio de ferramentas de ciência de dados, as professoras Rose Marie Santini, da UFRJ, e Isabela Kalil, da Fesp, demonstram que robôs responderam por 55% dos 1,2 milhão de posts que usaram a expressão #BolsonaroDay para homenagear o presidente em 15 de março, dia de atos de rua pró-governo.
A pesquisa identificou a ação de 23,5 mil usuários não humanos a favor do presidente em um universo total de 66 mil usuários que publicaram a “hashtag” naquele dia. É um exército de “bots” e ciborgues criados, cultivados e programados para fazer bombar o assunto que for conveniente para quem os comanda, no exato momento escolhido para o ataque.
A essa tropa somam-se 1,7 mil contas que publicaram sobre #BolsonaroDay e, horas depois, foram apagadas do Twitter. O comportamento, segundo as pesquisadoras, é típico de bots. Antes de sumir, o grupo foi responsável por 22 mil tuítes a favor de Bolsonaro.
As informações foram processadas no software com inteligência artificial “Gotcha”. O classificador de bots foi desenvolvido nos últimos dois anos pelo Laboratório de Microssociologia e Estudo de Redes (NetLab) da UFRJ, com apoio da startup Twist System. A parceria com o Núcleo de Etnografia Urbana (NEU) da Fesp consistiu em treinar, ao longo de um ano, o algoritmo para funcionar com base em um banco de dados de temas relacionados à política brasileira.
Os grupos são coordenados por Marie, no Rio, e Isabela, em São Paulo, e reúnem 12 pesquisadores.
O “Gotcha”, referência ao termo em inglês para “te peguei”, tem funções semelhantes ao americano “Botometer”. A ferramenta da Universidade de Indiana é usada para identificar a participação de robôs em redes sociais para conteúdos em língua inglesa. Foi com o processamento do “Botometer” que um estudo da Universidade de Oxford apontou que, em 2016,18% do conteúdo das eleições americanas e 32% dos posts sobre Brexit vieram de bots. Esses momentos são referências internacionais da manipulação das redes por robôs – superados agora de longe pelos 55% de tuítes pró-Bolsonaro.
“Um uso massivo de robôs não quer dizer necessariamente que aquela campanha nas redes sociais está fraca e precisou sser inflada”, explica a doutora em Antropologia Social e autora do estudo Isabela Kalil. “O bot não vota nem adoece de covid-19, por exemplo, mas influencia a forma como os humanos votam e se previnem ou não diante de uma pandemia.”
Os atos de 15 de março aconteceram nos primeiros dias da eclosão do coronavírus no Brasil. Na época, a recomendação das autoridades de Saúde já era para que se evitasse aglomerações. Depois de convocar as manifestações via WhatsApp, Bolsonaro tinha desestimulado as pessoas a irem às ruas em live no Facebook. No domingo, os atos aconteceram com público pequeno.
A surpresa foi a aparição do presidente no meio da concentração de gente em Brasília. Ele apertou a mãos de apoiadores e tirou selfies. Bolsonaro tinha voltado dos Estados Unidos dias antes, em uma comitiva em que vinte pessoas vieram contaminadas com coronavírus. O presidente diz que seu teste para a doença deu negativo.
Se, nas ruas, a movimentação foi reduzida nesse dia, nas redes ela explodiu. #BolsonaroDay entrou nos Trending Topics mundiais do Twitter, ou seja, foi um dos dez assuntos mais falados no globo. “Como as redes sociais foram criadas para a interação entre pessoas, há um subtexto de que o que está no Twitter é a voz do povo”, analisa Marie Santini, pós-doutora em Ciência da Informação e autora da pesquisa. “Mas as redes sociais são passíveis de muita manipulação.” (Valor Econômico)
O presidente Bolsonaro continua estrategicamente protelando a liberação da Renda Básica de Emergência de R$ 600, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada ontem à noite, quarta-feira (2), com vetos. É o que acredita Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, que nesta quinta-feira (3), disse nas redes sociais que a demora tem método, e teria como objetivo provocar o caos para justificar os militares nas ruas.
“É absurda a lentidão de Bolsonaro no que se refere ao pagamento da Renda Básica criada pelos senadores e deputados federais. Aparentemente, deseja o caos para “ter razão” e tentar convencer os militares a irem para as ruas. Isso explica os vídeos que ele insiste em postar”, disse Flávio Dino em tom de alerta.
Hoje o presidente Bolsonaro disse que o pagamento será efetuado na próxima semana, mais não deu nenhuma data. No inicio da semana o ministro Paulo Gudes (Economia), durante coletiva informou que o pagamento deverá ser dia 15, mas o prazo é considero muito longo.
O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defende liberação do recurso no próximo dia 10 os trabalhadores mais afetados pela crise do coronavírus, principalmente os informais.
Governadores Nordeste e cientistas do comitê científico de enfrentamento ao coronavírus, coordenado por Miguel Nicolelis e Sérgio Rezende, se reuniram na quarta-feira (1) e definiram primeiras ações.
Os governos atuarão unidos politicamente na busca de soluções econômicas, mas também na atuação de suas fundações de amparo à pesquisa e universidades.
O Consórcio Nordeste disponibilizará esta semana um aplicativo que estará articulado a um registro eletrônico de saúde, passível de ser conectado a qualquer tempo e qualquer outro sistema e solução de informação. A ferramenta permitirá a hierarquização dos usuários por prioridade de risco.
O atendimento e registro das informações serão remotos, o monitoramento e acompanhamento dos cidadãos permitirá que se aprenda com o comportamento da pandemia e das pessoas para desenvolver ações ainda mais efetivas de combate à pandemia do coronavírus.
A ferramenta será oferecida assim que Google Store e Apple Store liberarem o acesso. O aplicativo poderá ser encontrado com o nome Monitora Covid-19.
Também será estimulado a produção de máscaras caseiras e sua utilização cotidiana. O comitê cientifico também recomendou a ampliação de testagem dos profissionais de saúde e adotem protocolo unificado de proteção, mesmo considerando a dificuldade de compra de insumos, materiais e equipamentos. Para isso, o próprio comitê fará sugestões nos próximos dias. (Brasil de Fato)