“pessoa certa, no lugar certo”, Cármen Lúcia na despedida de Alexandre de Moraes do TSE

O ministro, Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, se despediu nesta quarta-feira, dia 29, do TSE. A ministra Cármen Lúcia, assume o comando da Corte Eleitoral, na próxima segunda-feira, dia 3, e conduzirá as eleições municipais 2024.

A ministra Cármen Lúcia, no seu pronunciou classificou a passagem do ministro Alexandre de Moraes, à frente do TSE como a “pessoa certa, no lugar certo, na hora certa”, nos últimos dois anos à frente da Justiça Eleitoral.

“O Brasil passou em alguns momentos muitos recentes e sob a presidência de Vossa Excelência neste TSE, um momento de grave comprometimento da sociedade no sentido do conflito que se impôs e que se estabeleceu contra o TSE (…) E a atuação de Vossa Excelência naquele momento especificamente era essencial, era impreterível que houvesse atuação tal como aconteceu e não seria diferente de se esperar de Vossa Excelência.”
ministra Cármen Lúcia, próxima presidente do TSE

SAIDINHA: 79% dos deputados pré-candidatos em 2024 votaram contra

Do O Globo

A maior parte dos deputados federais e pré-candidatos nas eleições de 2024, ajudaram derrubada do veto de Lula, sobre às “saidinhas dos presos”. Dos 79 que devem disputar prefeituras, 62% (49) foram contrários ao veto do presidente.

Nas votações, partidos da base de apoio de Lula, que contam ministérios como Republicanos, União Brasil, MDB e PSB se posicionaram contra o veto ou não estavam no Congresso Nacional.

Treze deputados ainda se ausentaram da sessão, fazendo com que apenas 20,2% (16) dos pré-candidatos estivessem alinhados aos interesses do governo federal.

Veja como votou cada pré-candidato

Observação: o voto “Não” é pela derrubada do veto e o voto “Sim” é pela manutenção do veto.

Como votaram os pré-candidatos

ParlamentarPartidoUFMunicípio da pré-candidaturaComo votou
Abilio BruniniPLMTCuiabáNão
Adail FilhoRepublicanosAMCoariAusente
Alex ManenteCidadaniaSPSão BernardoNão
Adriana AccorsiPTGOGoiâniaSim
Alberto MourãoMDBSPPraia GrandeNão
Alencar SantanaPTSPGuarulhosSim
Alex ManenteCidadaniaSPSão Bernardo do CampoSim
Alexandre RamagemPLRJRio de JaneiroNão
Aliel MachadoPVPRPonta GrossaAusente
Amom MandelCidadaniaAMManausNão
Ana Paula LimaPTSCBlumenauSim
André FernandesPLCEFortalezaNão
Antonio AndradeRepublicanosTOPorto NacionalNão
Antonio DoidoMDBPAAnanindeuaNão
Any OrtizCidadaniaRSPorto AlegreNão
Beto PereiraPSDBMSCampo GrandeNão
Beto RichaPSDBPRCuritibaNão
Bruno GanemPodemosSPIndaiatubaNão
Camila JaraPTMSCampo GrandeSim
Capitão Alberto NetoPLAMManausNão
Capitão AldenPLBAFeira de SantanaNão
Capitão AugustoPLSPBauruNão
Carlos ChiodiniMDBSCItajaíNão
Carlos JordyPLRJNiteróiLicença
Carol DartoraPTPRCuritibaSim
Clarissa TercioPPPEJaboatão dos GuararapesNão
Coronel ChrisóstomoPLROPorto VelhoNão
Coronel UlyssesUnião BrasilACRio BrancoNão
DandaraPTMGUberlândiaSim
Daniel TrceziakPSDBRSPelotasNão
Delegada IoneAvanteMGJuiz de ForaNão
Delegado Éder MauroPLPABelémNão
Denise PessôaPTRSCaxias do SulAusente
Dimas GadelhaPTRJSão GonçaloAusente
Duarte Gonçalves Jr.RepublicanosMGOuro PretoNão
Duarte JrPSBMASão LuísNão
Duda SalabertPDTMGBelo HorizonteSim
Fernando MáximoUnião BrasilROPorto VelhoNão
Fernando RodolfoPLPECaruraruNão
Filipe BarrosPLPRLondrinaNão
General GirãoPLRSNatalNão
Geraldo MendesUnião BrasilPRSão José dos PinhaisNão
Geraldo ResendePSDBMSDouradosSim
Gerlen DinizPPACSena MadureiraNão
Guilherme BoulosPsolSPSão PauloSim
Gustavo GayerPLGOGoiâniaNão
Josivaldo JPPSDMAImperatrizNão
Junio AmaralPLMGContagemNão
Katarina FeitozaPSDSEAracajuNão
Kim KataguiriUnião BrasilSPSão PauloNão
Leonardo MonteiroPTMGGovernador ValadaresAusente
Luciano DucciPSBPRCuritibaAusente
Luísa CanzianiPSDPRLondrinaNão
Marcelo QueirozPPRJRio de JaneiroNão
Marco BrasilPPPRLondrinaNão
Maria do RosárioPTRSPorto AlegreNão
Max LemosPDTRJQueimadosNão
Natália BonavidesPTRNNatalSim
NicolettiUnião BrasilRRBoa VistaNão
Otoni de PaulaMDBRJRio de JaneiroAusente
Paulinho FreireUnião BrasilRNNatalNão
Pedro AiharaPRDMGBelo HorizonteNão
Professor AlcidesPLGOAparecida de GoiâniaNão
Rafael BritoMDBALMaceióAusente
Ricardo AyresRepublicanosTOPalmasAusente
Rogério CorreiaPTMGBelo HorizonteSim
Romero RodriguesPodemosPBCampina GrandeAusente
Rosana VallePLSPSantosNão
Ruy CarneiroPodemosPBJoão PessoaAusente
Saulo PedrosoPSDSPAtibaiaNão
Tabata AmaralPSBSPSão PauloNão
Talíria PetronePsolRJNiteróiSim
Tarcísio MottaPsolRJRio de JaneiroSim
Túlio GadelhaRedePERecifeSim
Ulisses GuimarãesMDBMGPoços de CaldasNão
Waldenor PereiraPTBAVitória da ConquistaAusente
Yandra MouraUnião BrasilSEAracajuNão
Zé NetoPTBAFeira de SantanaAusente
Zeca DirceuPTPRCuritibaSim

Fonte: Câmara dos Deputados

Com 317 votos Congresso decide não criminalizar fake news nas eleições

O Congresso por 317 votos a 139, com 4 abstenções manteve nesta terça-feira, dia 28, o veto do ex-presidente Bolsonaro (PL) à Lei de Segurança Nacional.

Entre os pontos mantidos, estão o que criminalizava comunicação mentirosa (fake news), e ainda, a punição de militares por crimes contra o Estado de Direito.

A bancada do Maranhão na Câmara votou: 8 (SIM), 8 (NÃO) e 2 (AUSENTES).

Altineu CôrtesPPMASim
Cleber VerdeMDBMANão
DetinhaPLMAAusente
Dr. Allan GarcêsPPMASim
Dr. BenjamimUnião BrasilMASim
Dr. Remy SoaresPPMASim
Duarte Jr.PSBMANão
Fábio MacedoPodemosMANão
Hildo RochaMDBMANão
Josimar MaranhãozinhoPLMASim
Josivaldo JPPSDMASim
Junior LourençoPLMANão
Márcio HonaiserPDTMANão
Márcio JerryPCdoBMANão
Marreca FilhoPRDMAAusente
Pastor GilPLMASim
Pedro Lucas FernandesUnião BrasilMASim
Rubens Pereira JúniorPTMANão

CÂMERAS CORPORAIS: governo lança hoje no país para atuação policial

O governo federal por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, lança, nesta terça-feira, dia 28, Projetos para Atuação Polícial em todo país. A medida seguem diretriz de integração do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). 

Será assinado a portaria que estabelece as diretrizes nacionais de uso das câmeras corporais e o documento que instala o projeto Escuta Susp, voltado à promoção da saúde mental dos profissionais de segurança pública de todo o país. 

É estabelecido três formas de acionamento das câmeras:

acionamento automático: a gravação é ininterrupta durante todo o turno do policial (modelo preferencial, segundo a portaria) ou é programada para responder a determinadas ações, sinais específicos ou geolocalização;

acionamento remoto: feito por meio do sistema, após decisão da autoridade competente;

acionamento pelo próprio policial: a fim de preservar sua intimidade durante as pausas e intervalos no trabalho.

Estudos mostram que as câmeras reduzem o uso de força e as reclamações de conduta do policial entre 25% a 61%. Também a subnotificação de casos de violência doméstica. A tecnologia já está consolidada em diversos países, como Estados Unidos e Inglaterra.

Câmeras corporais

A medida dá início a uma novo momento na segurança pública, além de alinhamento com os padrões internacionais.  

No início de maio, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) colocou em operação a fase final do projeto. Os testes estão sendo realizados em: São José (SC), Uberlândia (MG), Cascavel (PR), Sorriso (MT) e Araguaína (TO). 

Os testes das câmeras corporais pela Força Nacional começaram em janeiro e terminaram no último dia 6 de maio. Ao todo, 150 agentes participaram dos treinamentos.  

Câmaras corporais nos estados

O estado da Bahia foi o primeiro a firmar parceria com para o uso das câmeras corporais, no último dia 7 de maio, com o acompanhamento da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJSP.

Além da Bahia, estão adotando os projetos Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina e estão em processo de implementação em Minas Gerais, Rondônia e Roraima.  

A implementação e a ampliação dos projetos de câmeras serão, inclusive, levadas em consideração para o repasse dos recursos dos fundos Nacional de Segurança Pública e Penitenciário Nacional. 

Escuta Susp

O projeto Escuta Susp fornecerá assistência psicológica especializada às polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e institutos oficiais de perícia criminal.  

Nesta terça-feira, dia 28, o agenda para atendimento psicológico on-line será aberta no Distrito Federal, Minas Gerais, Sergipe e Rio Grande do Norte. Nos demais estados, as consultas começam em janeiro de 2025.   

De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do MJSP, desde 2015, foram informados 821 suicídios de policiais, sendo 2023 o pior da série histórica, com 133. 

A Pesquisa Nacional de Qualidade de Vida dos Profissionais da Segurança Pública, lançada no ano passado, indicou que depressão, síndrome de Burnout, falta de engajamento e de motivação são as queixas mais frequentes entre os agentes de segurança. 

Dino prorroga cotas raciais em concursos até Congresso votar lei

O ministro do STF, Flávio Dino, prorrogou a validade do modelo atual de cotas raciais para concursos públicos. A decisão vale até que o Congresso conclua votação sobre o tema e o governo sancione novas regras.

O prazo se encerrará em 10 de julho deste ano. O ministro analisou pedido do Psol e da Rede Sustentabilidade. As legendas solicitaram a manutenção da política de cotas.

“O Senado Federal reconheceu que a ação afirmativa iniciada pela Lei n° 12.990, de 09 de junho de 2014, ainda não atingiu seu objetivo, necessitando ser continuada. Entretanto, verifico que remanesce exíguo prazo até o encerramento da vigência da Lei nº 12.990/2014, o que pode implicar violação do princípio da segurança jurídica , bem como ao concernente à vedação de retrocesso social”, disse Flávio Dino.

O Congresso Nacional começou a discutir um novo projeto para atualizar as regras sobre o tema. O texto amplia a reserva de vagas de 20% para 30%.

Senador Mourão diz que seria ‘desvio de função’ estar no RS

O senador Hamilton Mourão (RP), eleito pelo Rio Grande do Sul, estado que enfrenta a maior tragédia climática da sua história, em entrevista nesta sexta-feira, dia 24, à Rádio Gaúcha, ao ser questionado por que não apareceu no estado durante a tragédia, deu uma resposta no mínimo infeliz.

“..sou um homem de 70 ano e não posso entrar na água. Seria também desvio de função..”, disse Hamilton Mourão.

Eleito em 2022, o senador Hamilton Mourão, está no seu primeiro mandato após passagem pela vice-presidência da república de Jair Bolsonaro.

STF proíbe perguntas sobre vida sexual de mulheres vítimas de violência

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, dia 23, por unanimidade, que é inconstitucional questionar a vida sexual ou o modo de vida da vítima na apuração e no julgamento de crimes de violência contra mulheres.

Caso isso ocorra, o processo deve ser anulado. O entendimento é de que perguntas desse tipo perpetuam a discriminação e a violência de gênero e vitimiza duplamente a mulher, especialmente as que sofreram agressões sexuais.

“Essas práticas, que não têm base legal nem constitucional, foram construídas em um discurso que distingue mulheres entre as que ‘merecem e não merecem’ ser estupradas (…) “Atribuem culpa à mulher que já teria uma vida sexual anterior ‘promíscua’, ou ao tipo de vestimenta que adotava, dizendo: ‘foi ela que quis’, ‘ela estava em um bar sozinha’, ‘ela estava com a roupa tal ou qual’”, destacou a ministra Carmem Lúcia.

De acordo com a decisão, o juiz responsável que não impedir essa prática durante a investigação pode ser responsabilizado administrativa e penalmente. O magistrado também não pode levar em conta a vida sexual da vítima no momento em que fixar a pena do agressor.

O Plenário também ampliou o entendimento para alcançar todos os crimes envolvendo violência contra a mulher, e não somente casos de agressões sexuais.

Com a decisão, ficou definido:

STF extingue condenação contra ex-ministro José Dirceu

Do UOL

O ex-ministro e liderança do PT, José Dirceu, teve sua condenação por corrupção passiva e lavagem de dinheiro extinta, nesta terça-feira, dia 21, pela 2ª turma do STF (Supremo Tribunal Federal), com placar de 3 votos a 2.

O julgamento de José Dirceu foi iniciado em 2021 e concluído hoje. A discussão foi pautada no tempo de prescrição.

Votaram pela manutenção da condenação: Edson Fachin (relator) e Cármen Lúcia (quando ainda integrava a 2ª Turma). Ricardo Lewandowski (quando ainda era ministro) abriu divergência e hoje foi seguido por Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques.

O petista foi sentenciado em 2016 por corrupção no âmbito da Operação Lava Jato. A defesa de Dirceu alega que a acusação contra ele já teria prescrito na época da condenação.