Se reuniram nesta segunda-feira (16), os presidentes Dias Toffoli (STF), Davi Alcolumbre (Senado) e Rodrigo Maia (Câmara Federal) para avaliarem a crise mundial da Pandemia do Novo Coronavírus.
“Estou com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, o presidente do STF, Dias Toffoli, e o presidente da Câmara, para tratar sobre as ações de enfrentamento ao Covid-19 no Brasil para os próximos dias. Outras autoridades também participam do encontro”, disse Davi Alcolumbre no twitter.
O ministro da Saúde, Henrique Mandetta, também participou e só deixou o local após o término, mesmo sendo convocado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro, no meio da reunião, segundo a Revista Crusoé.
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), decretou nesta segunda-feira (16), a suspensão de grandes eventos no estado por causa da Pandemia do Novo Coronavírus. A pesar do Maranhão ainda não registrar nenhum caso, vem adotando uma série de medidas, para enfrentar o vírus.
“Além de cuidar de ampliar nossa rede hospitalar, editei agora decreto com algumas medidas restritivas visando à prevenção contra o Coronavírus. Peço a compreensão de todos. Outras medidas poderão ser adotadas, à luz da evolução do problema sanitário” informou Flávio Dino nas redes sociais.
A preocupação do governador e do mundo com o Covid-19, não é a mesma do presidente Jair Bolsonaro, que deverá fazer hoje um novo exame para saber se não está contaminado. Hoje ele voltou minimizar a gravidade da Pandemia do Novo Coronavírus, ao dizer que o problema “não é isso tudo que dizem”.
Governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB)/Foto: Reprodução
O governador Flávio Dino (PCdoB), comentou nas redes sociais neste domingo (15), uma nota na coluna Painel, do Jornal Folha de SP, publicada hoje, sobre a reunião do Fórum dos Governadores da Amazônia Legal, realizada esta semana em Belém, em que participou e também vários empresários.
Na sua fala durante o evento, Flávio Dino, comentou a atuação do governo Bolsonaro em relação as crises que o país está enfrentando, e fez uma analogia da atual situação do Brasil com o ‘Titanic’. De acordo com ele, “quando o ‘capitão’ não sabe o que fazer a união da ‘tripulação’ pode salvar o navio”.
247 – Em editorial intitulado “As falsas crises, e a verdadeira”, o jornal O Estado de S.Paulo afirma que atualmente “já é possível dizer que a grande crise que o Brasil enfrenta não é a economia travada ou a ameaça epidêmica do coronavírus; a verdadeira crise do País é não ter governo justamente quando ele é mais necessário”.
“A crise do coronavírus é concreta, não uma ‘fantasia’ criada pela ‘grande mídia’, como disse o presidente Jair Bolsonaro. Preocupa sobremaneira que o governo brasileiro, a julgar pelas declarações inconsequentes do presidente, esteja propenso a considerar a pandemia como sendo apenas uma ‘pequena crise’. Isso é ‘brincar com fogo’, como comentou o biólogo Fernando Reinach em sua coluna no Estado”, diz o jornal paulista.
De acordo com o texto, “é assim que Bolsonaro encara crises verdadeiras: menospreza seus riscos e as considera criações da imprensa”. “Infelizmente, esse tem sido o padrão de comportamento do presidente Bolsonaro ante os inúmeros desafios que se lhe apresentam desde que tomou posse, e nada indica que será diferente até o final do mandato, especialmente à medida que fica mais clara a sua incapacidade de governar, qualquer que sejam as circunstâncias”.
Morreu na madrugada deste sábado (14) em Teresópolis (RJ) o ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência Gustavo Bebianno. Ele tinha 56 anos e sofreu um infarto fulminante por volta das 4 horas. Recém-filiado ao PSDB, Bebianno era pré-candidato do partido à prefeitura do Rio e trabalhava pelo projeto presidencial de João Doria.
O advogado presidiu o PSL durante a campanha de Jair Bolsonaro ao Planalto em 2018. Considerado homem de confiança do presidente, foi o primeiro grande aliado com quem Bolsonaro rompeu após assumir o mandato. Sua permanência no cargo não chegou a dois meses. Foi demitido por influência do vereador carioca Carlos Bolsonaro (PSC), filho do presidente. Carlos via no então ministro o maior obstáculo para controlar a comunicação do pai e acusava o ex-presidente do partido de tramar contra Bolsonaro.
Bebianno deixou o governo e, desde então, havia se tornado forte crítico de Bolsonaro. Em 29 de outubro do ano passado, o ex-ministro deu entrevista ao Congresso em Foco que gerou grande repercussão. Entre outras coisas, disse que Bolsonaro deixou o poder subir à cabeça, abandonou suas promessas de campanha para proteger e favorecer os filhos, cercou-se de “loucos” e faz uma gestão marcada pelo autoritarismo, pelo “desarranjo mental”, pela irresponsabilidade e pelo “desgoverno”.
O ex-ministro afirmou, na ocasião, acreditar que o desfecho da passagem de Bolsonaro pelo Palácio do Planalto será mais uma página triste da história política brasileira: ou ele renunciará, ou sofrerá impeachment ou, na hipótese mais grave, tentará uma ruptura institucional, um golpe de Estado.
“Não acredito que ele conseguiria consolidar uma ruptura institucional, mas tudo indica que ele vai tentar. É muito preocupante. Uma simples tentativa pode gerar muito derramamento de sangue. O Brasil não precisa disso. É um risco real”, disse. Segundo ele, o presidente dificilmente teria o apoio das Forças Armadas para levar o plano adiante por não gozar da confiança dos militares.
Durante a reunião do 20º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, através da Carta de Belém, os líderes dos estados da região solicitam ao Governo Federal recursos emergências para ações de prevenção e tratamento do coronavírus (Covid-19).
“Ante o cenário de emergência sanitária, manifestamos nossa preocupação com advento do coronavírus (Covid-19), com suas potenciais consequências para a saúde da população. Frisamos a necessidade de ampliar a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde e pleiteamos do Governo Federal o imediato aporte dos recursos para o custeio das ações emergenciais, a habilitação e imediata instalação adicional de 1000 leitos de UTI para reforço da rede de cuidados intensivos”, destaca tópico da Carta.
Os governadores querem o Governo Federal ainda protagonista na implementação da regularização fundiária na região, a retomada do uso dos recursos do Fundo Amazônia, bem como a um de combate a incêndios florestais.
Os governadores defendem segurança jurídica para receber pagamento de créditos de carbono e a criação de uma rede de infraestrutura e logística de transporte que integre a região, para ajudar o país a sair da crise.
“Destaco a preocupação de uma agenda anti-crise pelos governadores, uma agenda de investimentos, para ajudar o Brasil a gerar oportunidades de trabalho, oportunidades para as nossas empresas. Amazônia unida, Brasil forte”, garantiu o governador Flávio Dino.