‘..atividade essencial que Bolsonaro deveria se preocupar era de presidente..”, disse Dino

 

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De acordo com a Coluna Painel  do Jornal Folha de SP, vários governadores disseram na noite desta segunda-feira (11), que vão ignorar a decretação do presidente Jair Bolsonaro tornando academias e salões de beleza atividades essenciais.

Entres os governador ouvidos está, Flávio Dino, que tem travado um embate particular com Bolsonaro, declarou que nada mudará por enquanto no Maranhão com o decreto de Bolsonaro.

“Bolsonaro deveria estar preocupado com a atividade realmente essencial que cabe a ele cuidar, a de presidente da República, e passar a exercê-la com seriedade”, disse Dino.

O governador do Ceará, Camilo Santana, foi um dos primeiros à se pronunciarem contrários à adoção do decreto do presidente. Nas redes sociais foi enfático ao garantir que no Ceará continua prevalecendo o decreto do governador.

“.. apesar do presidente decretar salões de beleza, barbearias e academias atividades essenciais, esse ato NADA altera o decreto em vigor no Ceará, e devem permanecer fechados..”, destacou Camilo Santana.

Outros governadores como João Dória (São Paulo), Helder Barbalho (Belém) e Renato Casa Grande (Espirito Santo) também se posicionaram no mesmo sentido de alterar as medidas adotadas em seus respectivos estados em relação o decreto do presidente Bolsonaro.

“[Bolsonaro] é filho do ethos autoritário. Se puder, dará um golpe”, diz Flávio Dino

 

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Flávio Dino: “Bolsonaro quer se desviar, mas tem que tratar do coronavírus. Ele é sócio do coronavírus” — Foto: Silvia Zamboni/Valor

O governador do Maranhão, Flávio Dino, aumentou sua exposição nacional em meio a pandemia da Covid-19, ratificando sua condição de uma das principais vozes capazes de explicar a crise e complexidade da atual conjuntura política brasileira, agravada pela crise sanitária.

Em live realizada esta semana pelo Jornal Valor Econômico, Flávio Dino, mostrou-se mais uma vez lucidez e preocupação com os rumos que o Brasil está tomando e as prováveis consequências a curto, médio e longo prazo. Para ele, a situação poderia ser diferente se o presidente Bolsonaro não insistisse em ‘sabotar o país’, com seus rompantes autoritários.

“Bolsonaro é filho do ethos autoritário. Se puder, dará um golpe. Ele não se conforma com o fato de não exercer um poder absolutista. Outro dia declarou: a Constituição sou eu. Ele resiste a todo tipo de decisão do Congresso, sobretudo do Supremo. Então se ele puder, ele atravessa aquela praça ali [dos Três Poderes]. Um dos filhos disse que bastaria um cabo e um soldado para fechar o Supremo. Eles têm esse impulso autoritário. Ele pensa que exerce algum tipo de liderança bonapartista, de perfil autoritário.”, disse Flávio Dino.

Considerado um dos potenciais nomes para disputa presidencial em 2022, foi o primeiro governador a adotar no Brasil o ‘lockdown’, medida considera extrema contra o coronavírus, atraindo mais atenção da grande mídia para suas ações no estado e dando a ele oportunidade de intensificar suas bem fundamentadas críticas ao governo Bolsonaro. Leia mais aqui

Dino diz que governar exige equilíbrio, e Bolsonaro está com ‘sérios problemas’

 

IMG_20200406_142307O governador do Maranhão voltou demonstrar preocupação nesta terça-feira (5), com as atitudes e condições pessoais e políticas do presidente Bolsonaro em  governar o país, que nesta manhã atacou novamente profissionais de imprensa no ‘cercadinho’ do Palácio do Planalto a ponto de mandar os jornalistas ‘calarem a boca’.

“Um presidente da República que se omite diante de agressões físicas a jornalistas, perpetradas diante dos seus olhos, e manda jornalistas “calar a boca”, está com sérios problemas pessoais, políticos e jurídicos. Governar exige equilíbrio, bom senso e respeito às leis”, destacou Flávio Dino.

 

Diretor da PF muda superintendente no Rio, como queria Bolsonaro

 

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Presidente Jair Bolsonaro e o delegado Rolando Alexandre de Sousa.novo diretor-geral da PF/Foto: Reprodução

Em depoimento à Polícia Federal no sábado, Sergio Moro falou várias vezes sobre o interesse de Jair Bolsonaro em trocar o superintendente da PF no Rio de Janeiro.

A posição era principal preocupação do presidente da República. Numa das mensagens a Moro, Bolsonaro enfático: “Quero o Rio.”

O novo diretor-geral da PF, Rolando Alexandre de Souza, após tomar posse hoje numa cerimônia convocada e realizada às pressas, já mudou o superintendente no Rio, que foi convidado para cargo na PF em Brasília. (O Antagonista)

Pesquisa XP aponta queda de 11 pontos de Bolsonaro em uma semana

 

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Foto: Reprodução

Jair Bolsonaro caiu 11 pontos em uma semana, segundo a pesquisa da XP.

Seu desempenho é considerado ruim ou péssimo por 49% dos brasileiros – 7 pontos a mais do que na semana passada.

Ele é considerado ótimo ou bom por 27% – 4 pontos a menos.

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(O Antagonista)

Sérgio Moro pode ter várias horas de conversas gravadas com Bolsonaro

 

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Foto: Reprodução

O ex-ministro da Justiça preparou um dossiê com o histórico de 15 meses de conversas no Whatsapp para provar as denúncias de interferência de Jair Bolsonaro no comando da Polícia Federal.

O documento será entregue na manhã deste sábado (2) no julgamento que o ex-juiz da Lava Jato fará à própria PF.

Segundo a coluna de Guilherme Amado, na revista Época, Moro teria gravado em seu whatsapp áudios, conversas, links e imagens trocadas com Bolsonaro e organizou o acervo de forma voluntária para ser entregue durante seu depoimento, que acontece na sede da PF em Curitiba.

Augusto Aras, que se irritou com entrevista de Moro à Veja e assumiu a defesa de Bolsonaro, escalou três procuradores para acompanhar a oitiva: João Paulo Lordelo Guimarães Tavares, Antonio Morimoto e Hebert Reis Mesquita. (Revista Fórum)

Nelson Teich vai ao Congresso após declaração polêmica e cruel de Bolsonaro

 

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Foto: Reprodução

Um dia após o Brasil superar a China, em número mortos pelo novo coronavírus e o presidente dá a sua pior declaração durante a Pandemia, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich enfrenta nesta quarta-feira, 29, o Congresso Nacional.

O ministro será interrogado e questionado pelos senadores sobre ações que estão sendo adotadas para enfrentar a crise sanitária e o socorro aos estados, o Distrito Federal e os municípios no combate à covid-19.

Nelson Teich terá que apresentar resultados e ações objetivas no Congresso, sob pena de de sua presença na sabatina aumentar os problemas do governo, principalmente após o presidente Bolsonaro, ao ser questionado pelas mortes por coronavírus, responder:  “E daí? Lamento. Quer que faça o que? Sou Messias, mas não faço milagre”. 

Ontem o Brasil bateu recorde mortes diárias pela covid-19, 474, o país passou a China em número de vítimas fatais, 5.017.

Atlas Político aponta que 54% querem impeachment de Bolsonaro

 

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Foto: Reprodução

O Atlas Político divulgou nesta segunda-feira (27), no jornal El País, mais uma pesquisa com foco na crise envolvendo saída de Sérgio Moro do governo Bolsonaro.

O levantamento aponta que 54% das pessoas ouvidas defendem o impeachment de Jair Bolsonaro.

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A rejeição de Bolsonaro é de 64,4% – diante de 30% de aprovação.

O governo Bolsonaro é avaliado como ruim ou péssimo por 49%. Outros 28% acham o governo regular e 21% classificam como ótimo ou bom.