Em entrevista ao jornal ‘O Povo’ o ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT), classificou Jair Bolsonaro de ‘arrogante e despreparado’, pela atitude do presidente em relação ao resultado das eleições na Argentina.
Para Ciro Gomes, o presidente Bolsonaro fez muito mal ao tentar se entrometer e criticar argentinos pelo resultado das eleições na Argentina, ao dizer que os argentinos ‘escolheram mal’ e que ‘não vai cumprimentar’ Fernandes pela vitória.
Ciro lembrou o presidente que a Argentina é o maior comprador de produtos industrializados do Brasil no mundo.
“É básico nas relações internacionais não se intrometer na vida de outras nações. Só para esse idiota saber: a Argentina é o maior comprador de produtos industrias brasileiros, no mundo. É o mais importante parceiro comercial do Brasil no Mercosul”.
Ministro do STF, Celso de Mello, e o Presidente da República, Jair Bolsonaro/Foto: Reprodução
O decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Celso de Mello, reagiu de forma contundente e dura nesta segunda-feira (28), em entrevista na Folha de SP, em relação ao vídeo postado na conta de Jair Bolsonar no twitter, que mostra um leão sendo atacado por hienas, entre elas, o STF.
“O atrevimento presidencial parece não encontrar limites na compostura que um Chefe de Estado deve demonstrar no exercício de suas altas funções, pois o vídeo que equipara, ofensivamente, o Supremo Tribunal Federal a uma “hiena” culmina, de modo absurdo e grosseiro, por falsamente identificar a Suprema Corte como um de seus opositores”, disse Celso de Mello.
Para Celso de Melo, a postura de Bolsonaro como presidente “parece não encontrar limites” em relação aos poderes.
“Esse comportamento revelado no vídeo em questão, além de caracterizar absoluta falta de ‘gravitas’ e de apropriada estatura presidencial, também constitui a expressão odiosa (e profundamente lamentável) de quem desconhece o dogma da separação de poderes e, o que é mais grave, de quem teme um Poder Judiciário independente e consciente de que ninguém, nem mesmo o Presidente da República, está acima da autoridade da Constituição e das leis da República”, avaliou ainda o ministro do STF.
Sérgio Moro, Ministro da Justiça e Segurança Pública/Foto: Reproduçãi
Por Jóse Cássio ao DCM
Sergio Moro é um morto vivo no ministério da Justiça.
E Bolsonaro, para salvar a pele de Flávio, juntou-se a Dias Toffoli – além de ter indicado o Procurador Geral da República, Augusto Aras, o presidente do STF está costurando um nome para suceder o decano Celso de Mello no Supremo.
Esses são apenas dois dos inúmeros motivos que levaram o Delegado Waldir (PSL-GO) a romper com o presidente.
Às 19h desta segunda, 28, encerra o prazo para as justificativas dos 19 deputados do partido que foram notificados por infidelidade. Além de ataques pessoais a colegas, a tropa bolsonarista do PSL infringiu o código de ética ao cobrar transparência administrativa.
“Bolsonaro nunca cobrou transparência dos diversos partidos pelos quais passou”, diz Delegado Waldir. “Especialmente quando assumiu o PSL e deu carta branca para o Gustavo Bebianno”.
O caso Sérgio Moro acabou sendo a gota d´água que azedou a relação entre Waldir e Bolsonaro.
O deputado conta que Moro chegou a ser demitido verbalmente após uma discussão ríspida quando Bolsonaro pensou na possibilidade de retirar do cargo o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, aliado do ministro.
“Moro virou um escravo”, diz o ex-líder do PSL. “Ele não deixa o ministério porque não tem para onde ir, sequer teria renda para se sustentar, já que abandonou a magistratura. A dúvida é saber quanto tempo ele vai aguentar”.
Bolsonaro, segundo Delegado Waldir, abdicou da luta contra a corrupção.
Controla a PF, não ajuda a aprovar o pacote anticrime, retirou o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Justiça e, surpresa maior, é contra a prisão após a 2ª instância.
“Ele está preocupado com questões pessoais, como proteger os filhos”, diz Waldir.
“Por esse motivo a composição com a presidência do Supremo. Está fazendo tudo diferente do que dizia, então esse é o motivo da insatisfação de muitos e, especialmente o meu caso, já que nunca abri mão da minha independência”.
O governo dos EUA recusou endossar a tentativa do Brasil de ingressar na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), postura contrária a qui vinha anunciação a meses.
O secretário de Estado, Michael Pompeo, rejeitou pedido para discutir mais ampliações do clube dos países mais ricos, de acordo com uma cópia de uma carta enviada ao secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, em 28 de agosto.
Ele acrescentou que Washington apoiou apenas as ofertas de membros da Argentina e da Romênia.
Em março, o presidente Donald Trump disse em entrevista coletiva conjunta com o presidente brasileiro Jair Bolsonaro na Casa Branca, que apoiou o Brasil na adesão ao grupo de 36 membros. Em julho, o secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, reiterou o apoio de Washington ao Brasil durante uma visita a São Paulo. (Revista Fórum)
Os membros da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal estão sabatinando nesta quarta-feira (25), o procurador indicado por Bolsonaro para substituir Raquel Dodge na Presidência da Procuradoria Geral da República.
Após a sabatina encaminharão o parecer para deliberação no plenário. Para ser aprovado Aras necessita na CCJ (maioria simples); no Plenário necessita de pelo menos 41 votos.
Chamado de “peça de manobra” pelo presidente Bolsonaro em discurso na ONU nesta terça-feira (24), em Nova York, o líder indígena Raoni foi lançado recentemente à disputa pelo Prêmio Nobel da Paz de 2020 por entidades indigenistas e ambientalistas.
Aos 89 anos, o cacique kaiapó Raoni Metuktire é um dos principais porta-vozes da causa indígena em todo o mundo. A irritação de Bolsonaro com Raoni se deu em razão de encontros esse dele com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o Papa Francisco.
Com décadas de militância em defesa da preservação da floresta amazônica e dos povos indígenas, Raoni ganhou notoriedade internacional em 1987, quando se encontrou em São Paulo com o cantor inglês Sting. (Congresso em Foco).
General Guilherme Teophilo e Sérgio Moro/Foto: Reprodução
A saída do ministro da Justiça, Sérgio Moro, é dada como certa por vários setores da imprensa brasileira e nos bastidores do Planalto. Já teria até substituo no Ministério da Justiça, o general Guilherme Teophilo filiado ao PSDB, Secretário Nacional de Segurança Pública.
Uma longa reportagem nesta quinta-feira (2), da Revista Épocadetalha os motivos da queda do ex-juiz federal alçado a condição de super-ministro no governo Bolsonaro.
Moro que já vem sofrendo um processo de fritura, segundo o colunista Guilherme Amado, da Época, a gota d’água será a demissão de Maurício Valeixo da direção-geral da Polícia Federal (PF), que poderá ter como substituto alguém não indicado pelo Ministério.