O desembargador do TRF-1 em Brasília, Ney Belo, sem entra no mérito da investigação, cassou a decisão liminar nesta quinta-feira, dia 23, que determinou a prisão preventiva do ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro, ocorrida ontem pela Polícia Federal, no âmbito da operação “Acesso Pago”, com base no suposto esquema de corrupção no MEC.
O desembargador também estendeu a decisão aos demais alvos da operação, entre eles, os pastores evangélicos Gilmar Santos e Arilton Moura.
O mérito da Habeas Corpus do ex-ministro será analisado pela 3ª turma Tribunal Regional Federal da 1ª Região.
O ex-ministro da Educação, Milton Ribeiro e o pastor Gilmar Santos, foram presos nesta quarta-feira, dia 22, pela Polícia Federal. A prisão do ministro é preventiva ocorrida na cidade de Santos em São Paulo.
Com base em documentos, depoimentos e Relatório Final da Investigação Preliminar Sumária da @CGUonline , reunidos em inquérito policial, foram identificados possíveis indícios de prática criminosa para a liberação das verbas públicas.
São alvos da operação o ex-ministro de Bolsonaro e pastores evangélicos suspeitos de envolvimento na liberação de verbas do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
A operação é chamada de “Acesso Pago” e investiga o trafico de influência e corrupção no FNDE.
Estão sendo cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões em Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal.
👉 Março de 2022: "Eu boto minha cara no fogo pelo Milton", diz Bolsonaro
👉 Junho de 2022: "Se a PF prendeu, é porque tem um motivo", diz Bolsonaro ao saber da prisão de Milton Ribeiro, suspeito de corrupção. pic.twitter.com/Mp31fhLqwT
Três prefeitos confirmaram denúncias de corrupção na gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação (MEC), em oitiva nesta terça-feira (5) na Comissão de Educação (CE) do Senado.
Eles afirmaram ter recebido de dois pastores evangélicos Arilton Moura e Gilmar Santos pedido de propina para facilitar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Confirmaram as denúncias de corrupção os prefeitos Gilberto Braga, de Luís Domingues (MA); José Manoel de Souza, de Boa Esperança do Sul (SP); e Kelton Pinheiro, de Bonfinópolis (GO). Calvet Filho, prefeito de Rosário (MA), e Hélder Aragão, Anajatuba (MA), negaram ter recebido pedidos de propina.
Segundo prefeito Gilberto Braga (PSDB), de Luís Domingues (MA), seu encontro teria ocorrido no dia 7 de abril de 2021, em Brasília, na presença de 20 a 30 prefeitos. Moura teria abordado Braga diretamente para saber quais demandas ele teria para o MEC e, “sem pedir segredo”, requereu R$ 15 mil e 1 kg de ouro para protocolar os pedidos.
O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor do requerimento convidando os prefeitos, qualificou o esquema de corrupção de “chinfrim”, “cínico”, “nojento” e “vulgar”. Ele louvou a “coragem” dos prefeitos que vieram a público relatar as conversas que tiveram com os pastores. (Informações Uole Agencia Senado).
O Jornal Folha de SP, destaca nesta terça-feira, dia 22, que o ministro da Educação, Milton Ribeiro, confirmou em encontro que o governo Bolsonaro prioriza liberação de verbas através do MEC com prefeituras, que tem como intermediários na negociação os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura.
“..Foi um pedido especial que o presidente da república fez para mim sobre a questão do pastor Gilmar”, diz Milton Ribeiro.
O pastor Gilmar Silva dos Santos, que nasceu em São Luís (MA), lidera a Igreja Ministério Cristo Para todos, em Goiânia (GO), ligada a Assembleia de Deus.
Segundo a publicação, em 2021 o Maranhão teve 96 municípios contemplados com 276 empenhos atendidos pelo FNDE. Num total de R$ 684 milhões, em obras ou aquisição de equipamentos.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, voltou nesta sábado (29), participar do debate de temas polêmicos nacionais nas redes sociais.
Como a questão religiosa no país tem se mantido nos últimos dias no centro da polêmica e debate, em função de escândalos e acusações de crimes envolvendo padres e pastores evangélicos, o governador chamou atenção para necessidade imperativa de “separar o joio do trigo”.
“Sobre graves denúncias nos últimos dias, vamos separar o joio do trigo. A imensa maioria de agentes religiosos cumpre seus ofícios sacerdotais com seriedade e compromisso social. Quanto a criminosos, vendilhões do templo, deturpadores da mensagem cristã, todos devem ser punidos”, destacou Flávio Dino.