Pretos ganham 40,2% menos que Brancos por hora de trabalho

Do G1

Pretos ganham em média muito menos do que brancos por uma hora de trabalho: a hora de trabalho de uma pessoa preta valeu 40,2% menos que a de um branco no país entre abril e junho deste ano. No caso dos pardos, o valor foi 38,4% menor que o recebido pelos brancos.

Os dados são da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada em agosto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com informações referentes ao segundo trimestre do ano.

Em média, a hora de trabalho do brasileiro vale R$ 15,23.

Por cor, os valores médios são:

  • Brancos ganham R$ 19,22;
  • Pretos, R$ 11,49;
  • E pardos, R$ 11,84.

Isso implica que pretos e pardos precisem trabalhar mais horas para conseguir ganhar, no fim do mês, o mesmo valor que brancos. Considerando o rendimento médio por hora, para chegar ao valor de R$ 1.212, equivalente ao salário mínimo:

  • Um trabalhador branco precisaria trabalhar 63 horas;
  • Já um preto levaria quase 105,5 horas.

“excelente tema da redação do ENEM”, destaca Felipe Camarão

O vice-governador eleito do Maranhão, Felipe Camarão (PT), nesta segunda-feira, dia 14, classificou como ‘excelente’ o teme da redação do Enem 2022: “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”. Felipe Camarão é professor e comandou a SEDUC (Secretaria de Estado da Educação) durante o governo Flávio Dino.

“Sobre o excelente tema da redação do ENEM de ontem, começando pelo básico: segundo a lei brasileira, o que são povos tradicionais? Os povos tradicionais são reconhecidos desde 2007 pelo Decreto 6.040, que instituiu a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos Povos e Comunidades Tradicionais (PNPCT). A criação dessa política se deu em um contexto de busca de reconhecimento e preservação de outras formas de organização social por parte do Estado. os Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) são definidos como: “grupos culturalmente diferenciados e que se reconhecem como tais, que possuem formas próprias de organização social, que ocupam e usam territórios e recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa, ancestral e econômica, utilizando conhecimentos, inovações e práticas gerados e transmitidos pela tradição”. Quase 700 mil famílias brasileiras se declaram como povo ou comunidade tradicional e merecem o apoio, a proteção e todas a políticas públicas estatais para sua salvaguarda.”, disse Camarão.

O tema da redação foi bastante elogiado e está sendo considerado muito necessário, principalmente pelo modo como o seguimento dos ‘povos tradicionais’ foram tratados em relação a politicas públicas e garantias dos seus direitos, durante o atual governo Bolsonaro.

“Hoje, ele tem uma soma, que sou eu”, Janja sobre papel no governo

A socióloga e futura primeira-dama do Brasil, Rosangela da Silva, a Janja, durante entrevista ao programa Fantástico da TV Globo, domingo, dia 13, reconheceu que houve machismo e ciúmes entorno do petista a ela.

“Houve machismo porque talvez a figura do Lula por si só se bastasse e agora tem uma mulher do lado dele, não que complemente, mas que soma com ele algumas coisas” (…) Hoje acho importante que quem olhe para ele também me veja. Isso não acontecia antes. Só se olhava para ele. Hoje, ele tem um complemento, uma soma, que sou eu. Não é porque eu estou do lado dele. É porque eu sou essa pessoa propositiva, que não fica sentada, que vai e faz”, disse Janja.

A jornalista Eliana Cantanhede, comentarista da GloboNews, na última sexta-feira, dia 11, em tom de critica e supostamente concordância com os incomodados com a influência de Janja no governo, disse que há um “incômodo com espaço” da esposa do presidente no futuro governo. A fala da jornalista foi muito criticada e caracterizada como ‘machista’.

“..Não tem que dar palpite e nem ter voz. Não deveria preparar a posse e sim se limitar ao seu papel ao quarto do casal..”, disse Eliane Cantanhede.

Questionada sobre seu papel no governo, a futura primeira-dama do país, destacou que pretende atuar na articulação com a sociedade civil. Ela também falou sobre alguns compromisso que tem, entre eles, o combate a ‘violência contra mulher’.

COP27: agenda de Lula no evento internacional da ONU

Da Revista Forum

O presidente eleito Lula viajará ao Egito nesta segunda-feira, dia 14,para participar 27ª conferência do clima da Organização das Nações Unidas, a COP 27. 

O primeiro compromisso do futuro mandatário será quarta-feira (16), quando participará do evento “Carta da Amazônia – uma agenda comum para a transição climática”, junto com os governadores Antônio Waldez Góes da Silva, do Amapá, Gladson de Lima Cameli, do Acre, Mauro Mendes, do Mato Grosso, Helder Barbalho, do Pará, Wanderlei Barbosa , do Tocantins, e Marcos Rocha, de Rondônia.

No mesmo dia, às 17h15 (horário do Egito), Lula fará um pronunciamento na Blue Zone, que é a área da Organização das Nações Unidas (ONU). 

Já na quinta-feira (17) o presidente eleito terá um encontro com representantes da sociedade civil brasileira, com integrantes do Fórum Internacional dos Povos Indígenas e Fórum dos Povos Sobre Mudanças Climáticas

Para além das agendas confirmas, Lula deve ainda se reunir, durante a COP, com chefes e ex-chefes de Estado e representantes de governos.

O petista já recebeu ao menos 10 convites para reuniões bilaterais, entre eles da China, Estados Unidos e Alemanha, além de inúmeras outras autoridades, como o presidente do Banco Mundial, David Malpass, e o parlamentar britânico Alok Sharma, que presidiu a última COP, realizada em Glasgow, na Escócia, em 2021.

Na sexta-feira (18), Lula seguirá para Portugal, onde terá encontros com o presidente Marcelo Rebelo e com o primeiro-ministro António Costa

Lula dar entrada no Sírio Libanês para realizar bateria de exames

O presidente eleito Lula (PT), deu entrada no hospital Sírio Libanês, em São Paulo, neste sábado, dia 12, para exames de rotina.

De acordo com a assessoria de Lula os exames são importantes antes da viagem para Egito, na segunda-feira, dia 14, onde o presidente eleito participará da 27ª Conferência do Clima das Nações Unidas (ONU), a COP 27.

O cardiologista, Dr. Roberto Kalil Filhos, médico de Lula faz parte da equipe de transição na área de saúde do novo governo. (Com informações do Metrópoles)

“é hora de encerrar o indevido cerco a quartéis”, defende Flávio Dino

O senador eleito no Maranhão, Flávio Dino (PSB), nesta sexta-feira, dia 11, defendeu o encerramento do “cerco em quartéis”, com base na nota das Forças Armadas divulgada hoje, sobre os atos bolsonaristas em várias cidades brasileiras, inconformados com a vitória de Lula.

Flávio Dino que coordena as equipes das áreas de Justiça e Segurança na transição do governa Bolsonaro para a nova gestão Lula, também classificou a nota assinada pelo Exército, Aeronáutica e Marinha de ‘atípica’, mas disse ser positivo o aspecto da nota que trata da utilização de ‘instrumentos legais do estado democrático de direito’ para enfrentar abusos.

“Embora notas políticas das Forças Armadas sejam atípicas, destaco o ponto positivo na tal nota: “A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito”. Logo, é hora de encerrar o indevido cerco a quartéis.”, disse Flávio Dino.

O conteúdo da nota assinada pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica ratificam “compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil”. Também citam as manifestações de apoiadores de Jair Bolsonaro.

Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.


A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.


Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.


Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.


A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.


Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.


A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.


Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.


Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.


Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS
Comandante da Marinha


General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES
Comandante do Exército


Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR
Comandante da Aeronáutica

Computadores do Planalto foram apagadas logo após a vitória de Lula

De acordo o Site Metrópoles, logo após o segundo turno das eleições funcionários da área de informática do Palácio do Planalto foram informados que o sistema antivírus da rede da Presidência da República “detectou uma ameaça” e que, por isso, os computadores teriam que ser formatados – ou seja, teriam seu conteúdo todo apagado.

O aviso foi recebido com estranheza por alguns destinatários, especialmente por ter sido disparado dias depois da derrota eleitoral de Jair Bolsonaro.

No texto disparado para os funcionários do setor de informática, a orientação era para formatar os equipamentos e, em seguida, reinstalar o sistema operacional padrão das máquinas.

As equipes foram convocadas a chegar mais cedo no dia 3 de novembro, a quinta-feira seguinte à eleição, para atuarem em uma força-tarefa destinada a “amenizar” a situação.

“É preciso ter sensibilidade”, Brandão sobre o ‘mercado’ e a fala de Lula

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), nesta sexta-feira, dia 11, opinou sobre a reação do mercado à fala do presidente Lula, esta semana em Brasília, quando defendeu o aumento dos gastos públicos para combater a pobreza.

Carlos Brandão entende ser imperativo compreensão e sensibilidade nesse momento de esforço da ‘equipe de transição’ do governo Lula.

“Depois de tanto tempo sem aumento real do salário mínimo, o esforço da equipe de transição do governo federal para manter o auxílio de R$ 600 é a coisa certa a se fazer. O caminho do desenvolvimento passa tanto pelo equilíbrio econômico e fiscal quanto pelo combate à fome (…) É preciso ter sensibilidade. É claro que o bom governante precisa ter a máxima atenção ao equilíbrio das contas públicas, com responsabilidade e transparência. Mas deve também ser capaz de se sensibilizar e de priorizar o combate à fome.”, destacou o governador.

Durantes agenda política em Brasília esta semana, o presidente Lula em discurso no Centro Cultural do Banco do Brasil, local utilizado pela sua equipe de transição do governo, ele criticou o teto de gastos ao defender prioridade às demandas sociais e combate a pobreza e desigualdades no Brasil, o que desagradou o ‘mercado’.

“Por que as pessoas são levadas a sofrerem por conta de garantir a tal da estabilidade fiscal desse País? Por que toda hora as pessoas falam que é preciso cortar gastos, que é preciso fazer superávit, que é preciso fazer teto de gastos? Por que as mesmas pessoas que discutem teto de gastos com seriedade não discutem a questão social neste País?”, destacou Lula.

De acordo com o Blog da Andréia de Sadi, após a reação do mercado à fala de Lula, petistas e aliados do presidente eleito passaram defender a importância de área econômica do novo governo ter quadros diferentes nos principais postos.