Flávio Dino alerta para trama contra governadores em meio a crise

 

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Foto: Reprodução

O governo Bolsonaro ao que parece decidiu partir para cima dos governadores que não ‘rezam na cartilha’ do Palácio do Palanalto. Em busca de sobrevivência política em meio ao combate à pandemia do novo coronavírus no Brasil, o governo poderá travar uma batalha política de retaliação contra os governadores. O alerta foi dado na manhã deste sabado (11), pelo governador do Maranhão, Flávio Dino, seguramente um dos principais alvos caso a retaliação se confirme.

“Nos bastidores estão tramando retaliações contra os governos estaduais, em face das medidas sanitárias adotadas pelos Estados e também por conta de antipatias pessoais. São irresponsáveis. Não pensam na saúde, na segurança, nas penitenciárias”, alerta Flávio Dino.

No meio da ‘guerra política’ e revanchista do governo Bolsonaro contra os governadores estão as medidas de prevenção contra a pandemia adotadas que contrária os interesses do Palácio do Planalto, até o ministra da Saúde, Henrique Mandetta, é considerado empecilho para os interesses políticos do presidente Bolsonaro e seus aliados.

Para Flávio Dino, o governo bolsonaro tenta colocar na conta dos governadores a responsabilidade de problemas econômicos no país, quando o próprio governo é que tem todas condições de minimizar os impactos da crise sanitária e econômica.

“Nenhum estado quer “farra fiscal”. Há um problema econômico objetivo. E os instrumentos de combate estão concentrados na esfera FEDERAL: bancos, fundos, emissão de moeda e de títulos, condições de crédito para Estados etc. Isso explica o que estamos defendendo na Câmara”, acrescentou o governador.

O governo Bolsonaro sabe do desgaste politico e suas consequências eleitorais em 2022, com a crise econômica acentuada em meio a crise sanitária, então tenta a sobrevivência política. É real a possibilidade do governo Bolsonaro sair da crise menor que entrou.

“Melhor ter responsabilidade do que irresponsabilidade”, Flávio Dino para Bolsonaro

 

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O presidente Bolsonaro ontem, quinta-feira (9), durante sua live semanal usou a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, para tentar jogar novamente a população contra governadores e prefeitos.

Disse que recorrerá, mas que há algo positivo, segundo ele, a decisão responsabiliza os gestores estaduais e municipais pelo que acontecer. O governador do Maranhão, Flávio Dino, reagiu de modo claro e objetivo nas redes sociais sobre o que pensa de Bolsonaro em relação ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

“Melhor ter responsabilidade do que irresponsabilidade”, Flávio Dino para Bolsonaro.

O presidente Bolsonaro é contra as medidas de prevenção adotadas pelos governadores, prefeitos com base em determinações e orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), Ministério da Saúde, Infectologistas e maioria dos profissionais de Saúde.

Covid-19: óbitos no Maranhão chegam a 16, e contaminação continua crescendo

 

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“Terminamos o dia com 20 novos casos. Lamentavelmente chegamos a 16 óbitos confirmados de Covid-19. Que Deus possa confortar cada uma das famílias”, informou Carlos Lula secretário de Estado da Saúde .

Entre os 217 municípios maranhenses até agora foram confirmados casos em 12: São Luís (243), São José de Ribamar (22), Imperatriz (4), Açailândia (1), Timon (2), Santa Inês (1), São Benedito do Rio Preto (1), Raposa (2), Urbanos Santos (1), Cajapió (1), Colinas (1) e Paço do Lumiar (10).

Onyx Lorenzoni e Osmar Terra são flagrados detonando Mandetta

 

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Foto: Reprodução

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra foram flagrados conspirando contra o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (9). Onix é do mesmo partido de Mandetta e o deputado federal Osmar Terra, está de olho no ministério da Saúde.

A conversa foi ouvida pelo analista Caio Junqueira da CNN Brasil , após ter telefonado na manhã de hoje para Terra. O deputado atendeu ao telefonema, nada falou e não desligou, o que possibilitou que o diálogo de pouco mais de 14 minutos fosse ouvido.

Abaixo o trecho que eles falam sobre Mandetta:

Onyx: “Eu acho que esse contraponto que tu tá fazendo…”

Terra: “É complicado mexer no governo por que ele tá…”

Onyx: “Ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo.”

Terra: “E ele (Mandetta) se acha.”

Onyx: “Eu acho que (Bolsonaro) deveria ter arcado (com as consequências de uma demissão)…”

Terra: “O ideal era o Mandetta se adaptar ao discurso do Bolsonaro.”

Onyx: “Uma coisa como o discurso da quarentena permite tudo. Se eu estivesse na cadeira (de Bolsonaro)… O que aconteceu na reunião eu não teria segurado, eu teria cortado a cabeça dele…”

Terra: “Você viu a fala dele depois?”

Onyx: “Ali para mim foi a pá de cal. Eu já não falo com ele (Mandetta) há dois meses. Aí acho que é xadrez. Se ele sai vai acabar indo para a secretaria do Doria [João Doria, governador de São Paulo].”

Terra: “Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser.”

(Informações: CNN Brasil)

Para Frente Nacional de Prefeitos Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade

 

FNP

Do Poder 360

A FNP (Frente Nacional de Prefeitos) criticou o pronunciamento em rede nacional de TV e Rádio nesta 5ª feira (8.abr.2020). Para a instituição, o presidente tentou fugir de sua responsabilidade jogando as decisões de fechar cidades para governos e prefeituras.

Eles argumentam, entretanto, que procuraram o governo federal duas vezes para orientações em relação ao tema e não tiveram resposta.

“O presidente apesar de dizer que respeita a autonomia dos governadores e prefeitos, distancia-se e opõe-se quando afirma que “muitas medidas de forma restritiva, ou não, são de responsabilidade exclusiva dos mesmos”, escreve em ofício.

A instituição, que reúne cidades com mais de 80 mil habitantes, também questiona o trecho do discurso em que Bolsonaro afirma que as medidas restritivas seriam tomadas sem consulta ao governo federal.

“Essas declarações, além de lamentáveis, porque tentam eximir o presidente de suas atribuições de chefe de Estado, autoridade que tem como dever zelar pela harmonia da federação, também não são verdadeiras”, disseram.

No documento divulgado nesta 5ª feira (8.abr), os prefeitos afirmam ter procurado o governo para receberem orientações no enfrentamento à pandemia em 27 de março. Como não tiveram resposta, voltaram a questionar o Executivo em 30 de março. Também não teriam sido atendidos.

“Diante disso, prefeitas e prefeitos das cidades com mais de 80 mil habitantes, que reúnem 61% da população e produzem 75% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, reafirmam que continuarão trabalhando incansavelmente para prestar o melhor atendimento possível à população e também continuarão reforçando as medidas de isolamento social, como forma de não causar um colapso no Sistema Único de Saúde”, encerram o comunicado.

Integra do oficio da FNP

Flávio Dino prorroga restrição no comércio em toda Ilha de São Luís

 

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O governador Flávio Dino, durante live no facebook na manhã desta quinta-feira (9), anunciou a prorrogação da suspensão do comércio por mais uma semana nos municípios que estão inseridos na ilha: São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Raposa.

O motivo das medidas preventivas e de isolamento na ilha se dá em razão do crescimento de caos de contaminação nessa região. Segundo o mais recente boletim da Secretaria de Saúde divulgado na manhã de hoje, o resultado no Estado: 1.627 (suspeitos); 273 (confirmados); 1.928 (descartados) e 12 (óbitos).

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De acordo com o governador no próximo sábado (11), editará um decreto com as normas a serem adotadas em relação ao comércio nas outras regiões do Estado. Ele também destacou que nas próximas semanas a curva de contaminação será ainda ascendente, por isso, a necessidade de manter as medidas de prevenção.

Flávio Dino também destacou que está à espera de posição do Ministério da Saúde, para determinar flexibilização ou adequação das medidas no estado em relação ao comércio e sociedade. Ele ressaltou que as medidas adotas até o momento no Maranhão são moderados.

Ministro do STF impede Bolsonaro de acabar com Isolamento Social nos Estados

 

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Ministro do STF Alexandre de Moraes/Foto: Reprodução

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes acolheu um pedido da Ordem dos Advogados do Brasil para que o presidente Jair Bolsonaro seja impedido de acabar com o isolamento social nos estados e municípios.

“Não compete ao Poder Executivo federal afastar, unilateralmente, as decisões dos governos estaduais, distrital e municipais que, no exercício de suas competências constitucionais, adotaram ou venham a adotar, no âmbito de seus respectivos territórios, importantes medidas restritivas como a imposição de distanciamento/isolamento social, quarentena, suspensão de atividades de ensino, restrições de comércio, atividades culturais e à circulação de pessoas, entre outros mecanismos reconhecidamente eficazes para a redução do número de infectados e de óbitos, como demonstram a recomendação da OMS (Organização Mundial de Saúde) e vários estudos técnicos científicos”, diz Moraes na decisão.

O presidente tem dito que pode decretar o fim das medidas de isolamento, revogando o que foi estipulado por governadores e prefeitos. (Congresso em Foco)

A aqui a íntegra da decisão

Covid-19: Brasil tem 133 mortes e 2.210 casos confirmados em 24 horas

 

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Cemitério da Vila Formosa, em São Paulo, covas à espera dos mortos pela covid-19 na pandemia de coronavírus Imagem: Nelson Almeida/AFP

Do Uol

O Ministério da Saúde anunciou hoje que subiu para 800 o número de mortes pelo novo coronavírus no Brasil — 133 óbitos confirmados nas últimas 24 horas. Até ontem, eram 667 mortes.

No total, são 15.927 casos oficiais no país até agora — aumento de 2.210 diagnósticos no país em um único dia —, segundo o Ministério.

A taxa de letalidade — que compara os casos já confirmados no Brasil com a incidência de mortes — é de 5%. O Ministério da Saúde ainda não divulga dados oficiais sobre o número de pessoas que se curaram da covid-19.

No total, as mortes relacionadas ao vírus em cada estado são: Acre (2); Alagoas (2), Amapá (2); Amazonas (30); Bahia (15); Ceará (43); Distrito Federal (12); Espírito Santo (6); Goiás (7); Maranhão (11); Mato Grosso (1); Mato Grosso do Sul (2); Minas Gerais (14); Pará (6); Paraná (17); Paraíba (4); Pernambuco (46); Piauí (5); Rio Grande do Norte (11); Rio Grande do Sul (9); Rio de Janeiro (106); Rondônia (1); Roraima (1); Santa Catarina (15); São Paulo (428); Sergipe (4).

O único estado que ainda não contabiliza nenhuma morte relacionada ao coronavírus é o Tocantins.

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, publicou ontem, ao lado de especialistas, um relatório que indica que é esperado um aumento do número de casos de covid-19 no Brasil para os próximos meses, tendo como pico entre abril e maio.

Mortos

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