O Congresso Nacional na noite desta terça-feira (24), derrubou 18 vetos e manteve 15 do projeto de Abuso de Autoridade. O resultado da sessão conjunta da Câmara e Senado foi mais uma derrota aplicada ao presidente Jair Bolsonaro e o ministro Sérgio Moro.
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) comemorou a derrota do governo Bolsonaro e disse que o resultado da votação no Congresso em relação ao projeto tem como objetivo evitar o ‘abuso de autoridades’.
“A lei é para todos ! Inclusive para quem tem a responsabilidade de aplicar a lei. Decisão do Congresso Nacional hoje derrubando vetos do Bolsonaro se baseia exatamente em garantir que não haja ABUSO DE AUTORIDADE” comemora Márcio Jerry.
Chamado de “peça de manobra” pelo presidente Bolsonaro em discurso na ONU nesta terça-feira (24), em Nova York, o líder indígena Raoni foi lançado recentemente à disputa pelo Prêmio Nobel da Paz de 2020 por entidades indigenistas e ambientalistas.
Aos 89 anos, o cacique kaiapó Raoni Metuktire é um dos principais porta-vozes da causa indígena em todo o mundo. A irritação de Bolsonaro com Raoni se deu em razão de encontros esse dele com o presidente da França, Emmanuel Macron, e o Papa Francisco.
Com décadas de militância em defesa da preservação da floresta amazônica e dos povos indígenas, Raoni ganhou notoriedade internacional em 1987, quando se encontrou em São Paulo com o cantor inglês Sting. (Congresso em Foco).
O ex-deputado federal Chico Alencar foi um dos vários políticos que elogiaram a participação do governador Flávio Dino (PCdoB), no programa Roda Viva da TV Cultura, na noite de segunda-feira (23).
No twitter Chico Alencar fez uma espécie de comparação entre os governadores Flávio Dino (Maranhão), Wilson Witizel (Rio de Janeiro) e Sérgio Moro (ministro da Justiça), ex-juízes federais que trocaram a toga pela política.
A participação e desempenho de Flávio Dino no programa obteve grande repercussão nos meios políticos e redes sociais reforçando seu nome como alternativa para o pleito de 2022.
Jornal GGN – O primeiro discurso de Jair Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas despertou “pena do Brasil” no repórter Tom Phillips, correspondente do jornal The Guardian. No Twitter, ele escreveu que nem nos seus “piores pesadelos” os diplomatas brasileiros poderiam imaginar que o discurso seria tão “arrogante, cheio de bile e desastroso para o lugar do Brasil no mundo”.
Em artigo no The Guardian, Phillips acrescentou que a expectativa da comunidade internacional era de que Bolsonaro pudesse pelo menos adotar um “tom mais conciliatório” nesta primeira aparição na ONU. Mas foi só o presidente abrir a boca para que todos ficassem “desapontados”.
Bolsonaro abriu o discurso afirmando que estava apresentando ao mundo um “novo Brasil”. “Não é um Brasil do qual o mundo vai gostar muito”, disparou Phillips.
“Em seu discurso de 33 minutos – aparentemente escrito por alguns de seus conselheiros mais duros e falcões – Bolsonaro ofereceu um snapshot [resumo rápido] da administração introvertida, obcecada por conspiração e profundamente arrogante que agora governa a quarta maior democracia do mundo”, descreveu o repórter.
“Bolsonaro começou com um ataque Trumpiano aos males do socialismo que, segundo ele, quase dominou o Brasil sob o governo de centro-esquerda de seu inimigo Luiz Inácio Lula da Silva. Em seguida, ele atacou a França sob Emmanuel Macron e as ‘mentiras’ da mídia que supostamente faz ‘sensacionalismo’ sobre as queimadas em curso na Amazônia, que ele falsamente descreveu como uma região ‘praticamente intocada’”, acrescentou o jornalista.
“Para o deleite de seus apoiadores pentecostais da linha-dura, ele [Bolsonaro] se opôs aos progressistas politicamente corretos e ímpios” ao discursar sobre ideologia nas escolas e a “perversão” das crianças a partir da confusão sobre identidade de gênero, que deve definida pelo sexo biológico, na visão bolsonarista.
Segundo Phillips, foi com “muitos olhando perplexos” que Bolsonaro encerrou o discurso “com sua citação favorita da Bíblia: ‘Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará’.”
“Os aplausos abafados não deixaram dúvidas de que muitos delegados mal podem esperar para se libertar do líder do Brasil.”
O deputado Othelino Neto, presidente da Assembleia Legislativa, realiza terça-feira (24), abertura da campanha “Alema em Movimento no Combate à Depressão e ao Suicídio”. A campanha é idealizada pela Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional da Alema.
Realizada até sexta-feira (27), com uma programação diversificada visando conscientizar e alertar os servidores e a população sobre esse grave problema de saúde que afeta milhares de pessoas em todo o mundo.
“O Departamento Médico da Assembleia Legislativa tem uma função estratégica e prioritária, que é a de cuidar bem dos nossos servidores, de nossos aposentados e de seus dependentes. Isso acaba sendo uma junção de forças, para que possamos trabalhar de forma a alcançarmos grandes resultados em nossa tarefa de elaborar e aprovar leis. E essa meta vem sendo cumprida a contento”, afirmou Othelino Neto.
Após a abertura oficial, será proferida, às 10h, palestra sobre o tema “Suicídio: epidemiologia, manejo e prevenção”, com a participação de dirigentes do Hospital Nina Rodrigues, seguida da apresentação dos serviços oferecidos pela instituição.
À tarde, a partir das 14h, haverá oficinas com terapias manuais, e jogos. Desta forma, o público terá acesso a sessões de acupuntura, massoterapia, auriculoterapia, ventosaterapia e outras.
Na quarta-feira (25), às 9h, a psicóloga Louise Boueres e a pediatra Patrícia Rose proferirão palestra sobre o tema “Incidência de depressão e suicídio na adolescência”. Às 10h, haverá Mesa Redonda Multidisciplinar sobre o tema “Depressão e suicídio: diagnóstico, sinais de alerta e o que fazer”, com a participação do psicólogo Carlos Augusto Fernandes Machado.
Na quinta-feira (26), às 9h, será ministrada por dirigentes do Hospital Nina Rodrigues palestra sobre os temas “A Sociedade Contemporânea em Busca pela Felicidade” e “O impacto das tecnologias e redes sociais nas questões emocionais”.
De acordo com a programação definida pela Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional da Assembleia Legislativa, a campanha “Alema em Movimento no Combate ao Suicídio” foi concebida para que, durante as manhãs dos dias do evento, ocorram palestras e mesas redondas, no Plenarinho, com o objetivo de informar sobre o assunto, como forma de compartilhar experiências, concedendo espaço de fala aos participantes.
Durante a campanha, que conta também com o apoio da Escola do Legislativo e do Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão (Gedema), serão realizados atendimentos nas especialidades de cardiologia, geriatria, atendimento clínico, nutrição e psiquiatria, com apoio do Hospital São Luís, concomitantemente aos atendimentos de rotina da Diretoria de Saúde e Medicina Ocupacional.
No último dia do evento, na sexta-feira (27), o público será direcionado à Praça do Rangedor, para realizar uma caminhada e, posteriormente, participar de uma aula de dança.
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), lamentou nesta segunda-feira (23), a morte da garota Àgatha Félix, 8 anos, morta pela no Complexo do Alemão, mas criticou o que ele chamou de ‘uso político’ do caso e culpou usuários de drogas e crime organizado pela morte da garota.
“É indecente usar um caixão como palanque. Não podemos permitir que partidos de oposição venham a utilizar mortes de inocentes para palanque eleitoral e obstruir votações importantes no Congresso Nacional. O pacote anti-crime é essencial”, disse Witzel.
Também nesta segunda-feira partidos políticos ingressaram no Tribunal Superior de Justiça com uma ‘notícia–crime’ contra o governador Wilson Witzel. Os partidos querem o fim da política de segurança implantada no Rio de Janeiro que já vitimou várias pessoas que não tinham envolvimento em crimes.
Nota assinada pelo PT, PSB, PDT PCdoB e PSOL
“Partidos de oposição entram na com queixa-crime contyra Witzel”
A letalidade observada nas operações militares comandadas pelo atual governador do Estado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel tem despertado preocupação e revolta da sociedade civil em nível nacional e internacional.
A truculência em operações policiais era uma das pautas defendidas por Witzel quando ainda aspirava como candidato nas últimas eleições estaduais, adotada desde janeiro como política de governo.
A morte da pequena Aghata Vitória Salles Felix, de 8 anos de idade, com um tiro de fuzil nas costas, no complexo do Alemão, na última sexta-feira (21) somente reforçou nossa certeza de que é preciso parar essa política de extermínio da população pobre e das periferias do estado do Rio de Janeiro. Ághata foi a quinta criança morta em ações policiais neste ano.
Nesse sentido, os partidos de oposição, no compromisso com a democracia, com uma política de segurança pública responsável, com a defesa dos direitos da população vulnerável e com a vida das crianças, apresentam uma notícia crime ao Superior Tribunal de Justiça contra o governador do Estado do Rio de Janeiro Wilson Witzel, para que responda pelos crimes que vem sendo praticados pela polícia militar do estado que governa, que ocorrem sob seu aval, estímulo e fomento.
A ação será protocolada nesta segunda-feira. Esperam os partidos que haja uma resposta do Poder Judiciário para fazer cessar essa guerra aberta, cuja vítima é a sociedade.
CARLOS LUPI – Presidente do PDT
CARLOS SIQUEIRA – Presidente do PSB
GLEISI HOFFMANN – Presidenta do PT
JULIANO MEDEIROS – Presidente do PSOL
LUCIANA SANTOS – Presidenta do PCdoB”
O governo Bolsonaro saiu em defesa do excludente de ilicitude, que está no projeto anticrime que tramita no Congresso, após a repercussão da morte menina Àgatha Félix, 8 anos, ocorrido no final de semana no Rio de Janeiro.
O ministro da Justiça, Sergio Moro, e o presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, Felipe Francischini (PSL-PR), no domingo foram às redes sociais defenderem a proposta. O objetivo é evitar que o assassinado da garota sofra mudanças.
‘Lamentável e trágica a morte da menina Agatha. Já me manifestei oficialmente. Os fatos têm que ser apurados. Não há nenhuma relação possível do fato com a proposta de legítima defesa constante no projeto anticrime. Deputado @FFrancischini_ tem razão e agradeço pelo apoio’ disse Sérgio Moro no twitter.
Pelo texto, o juiz poderá reduzir a pena pela metade ou não aplicá-la se o agente de segurança argumentar que este excesso decorreu “de escusável medo, surpresa ou violenta emoção”.