Políticos maranhenses festejam medalha de ‘fadinha’ em Tóquio

Bolsonaro e Centrão estão com ‘casamento’ marcado, mas ‘lua de mel pode melar’

Do Gustavo Uribe, da CNN

Sem agenda oficial definida no Nordeste, porém com previsão de inicio para o final deste mês de julho, o ex-presidente Lula (PT) deverá se reunir com lideranças do Centrão na região.

Os encontros deverão ocorre mesmo depois do presidente Bolsonaro abrir seu coração e o governo para o PP e declarar ‘amor eterno’ ao bloco político no Congresso.

“..Não vai ser um casamento pela internet. Eu conheço o Ciro. Integrei, mais da metade do meu tempo de parlamentar, o PP..”, disse Bolsonaro.

Na Bahia, Lula deve se encontrar com o vice-governador, João Leão (PP), há possibilidade da participação de integrantes da bancada estadual e federal.

Já em Pernambuco, o encontro deverá reunir deputados estaduais e federais. Havia inicialmente a possibilidade de viabilizar um encontro de Lula e Ciro Nogueira no Piauí, mas com o convite de Bolsonaro ao presidente do PP para ocupar a Casa Civil, a costura foi abandonada.

Dino classifica ‘ameaça a Eleição’ de gravíssima; Braga Netto e Arthur Lira negam

O governador do Maranhão Flávio Dino (PSB), na manhã desta quinta-feira, dia 22, cobrou posicionamento imediato do Ministério da Defesa, em relação a publicação do Jornal O Estado de S. Paulo, sobre a suposta ameaça atribuída ao general Braga Neto (ministro Chefe da Defesa) do governo Bolsonaro, às eleições 2022.

Braga Netto teria mandado avisar o deputado Arthur Lira (PP), presidente da Câmara Federal, no dia 8 de julho e pediu para comunicar a quem interessasse que não haveria eleições em 2022 sem voto impresso, no momento da fala ele estaria junto com os chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

As Forças Armadas são instituições de estado e devem proteger a Democracia. Então nunca é demais lembrar:

Constituição Federal, art. 5º, XLIV – constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado Democrático;

Lei de Segurança Nacional, Art. 17 – Tentar mudar, com emprego de violência ou grave ameaça, a ordem, o regime vigente ou o Estado de Direito. Pena: reclusão, de 3 a 15 anos. (…)

Art. 18 – Tentar impedir, com emprego de violência ou grave ameaça, o livre exercício de qualquer dos Poderes da União ou dos Estados. Pena: reclusão, de 2 a 6 anos. Escolham aí o tipo penal.

O ministro do STF, Roberto Barros, presidente do TSE, em postagem nas redes sociais disse que Braga Netto e Arthur Lira negaram o teor da matéria do Jornal o Estado de SP.

O deputado Arthur Lira também se manifestou nas redes sociais sobre a polêmica, porém seu posicionamento foi pouco esclarecedor.

O general Braga Netto (Chefe da Defesa), também se posicionou durante evento hoje em Brasilia, onde leu uma nota que disse que será publicada no site do Ministério da Defesa.

“Hoje foi publicada uma reportagem na imprensa que atribui a mim mensagens tentando criar uma narrativa sobre ameaça feitas por interlocutores a presidente de outro poder. O Ministro da Defesa não se comunica com os presidentes dos poderes por meio de interlocutores. Trata-se de mais uma desinformação que gera instabilidade entre os poderes da República em um momento que exige a união nacional”, destacou Braga Netto.

Continua em alta rejeição de Jair Bolsonaro e seu governo

Do Poder360

Segundo pesquisa pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira, dia 21, o presidente Bolsonaro e a sua gestão continuam com rejeição em alta.

Porém, as taxas se mantiveram estáveis em relação às do levantamento anterior, feito 15 dias antes, com variações dentro da margem de erro de 2 pontos percentuais.

56% avaliam Bolsonaro como ruim ou péssimo; 26%, o desempenho de Bolsonaro é bom ou ótimo; 15% o avaliam como regular.

Bolsonaristas buscam saída para desgaste após Fundão de R$ 5,7 bi

Da Folha de SP

Bolsonaristas que articularam e votoram em peso no Fundo Eleitoral de R$ 5,7 bilhões, tentam estancar o desgaste e já cogitam propor uma redução para R$ 4 bilhões, o dobro do valor da última eleição em 2019.

O objetivo é encontrar uma saída para o imbróglio sem contrariar o centrão.

Ontem segunda-feira, dia 19, durante entrevista à TV Brasil o presidente Bolsonaro considerou vetar o fundo.

“É uma cifra enorme, que no meu entender está sendo desperdiçada, caso ela seja sancionada. Posso adiantar para vocês que não será sancionada”, disse Bolsonaro.

Governistas lembram que em 2019, a proposta inicial era aumentar o fundo de R$ 1,7 bilhões para 3,8 bilhões, ficou em R$ 2 bilhões.

Bolsonaro é diagnosticado com obstrução intestinal e levado para SP

O presidente Jair Bolsonaro será internado na noite desta quarta-feira, dia 14, no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.

Ele deu entrado na madrugada de hoje no Hospital das Forças Armadas, em Brasilia, com dores abdominais. Após exames foi diagnosticado com obstrução intestinal.

Ainda internado em Brasília, uma foto dele acamado e um texto politizando as condições em que se encontra, foi postado na conta do presidente no instagram onde ataca o PSOL e o PT.

“o vice precisa ter afinidade política comigo”, Lula sobre perfil do vice em 2022

O ex-presidente Lula (PT), concedeu entrevista à Radio Bandeirantes, na manhã desta terça-feira, dia 13, falou sobre a crise em Cuba, privatização da Eletrobras, relação entre os poderes, candidatura a presidente e perfil do seu vice, entre outros temas.

Questionado sobre o perfil de um companheiro de chapa nas eleições 2022 para presidência da república, Lula disse que seu vice não poderá ser alguém antagônico político.

“..Se decidir ser candidato, primeiro o vice terá que ter afinidade política comigo, eu não posso chamar um antagônico. Preciso de uma pessoa que pense economia comigo, alguém com uma visão social parecida com a minha, tem que conhecer o povo pobre do país. Quando tomei posse em 2003, a primeira coisa que fiz foi botar os mistros num avião e visitar as regiões mais pobres do Brasil (..) Que seja de outro segmento qualquer, mas que tenha cabeça voltada para a questão social..”, disse Lula.

“o verde, azul e branco é lealdade à Pátria, não submissão a partidos ou facções”, diz Flávio Dino

Da Forum

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PSB), mandou um alerta a quem tenta fazer “uso político” das Forças Armadas.

“É fundamental que os militares lembrem que o verde, o azul e o branco do fardamento do Exército, Aeronáutica e Marinha identificam sua lealdade à Pátria, não submissão a partidos ou facções”, afirmou Dino em sua coluna na edição da revista Carta Capital deste final de semana.

No artigo intitulado “Política Sem Farda”, o governador defendeu a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) que restringe a participação dos militares da ativa na vida pública.

Dino defende no artigo que o governo Bolsonaro seria fruto do apoio institucional de militares e membros do Sistema de Justiça, extrapolando suas funções constitucionais.

“O arranjo político que atualmente governa o nosso país é fruto dessas crenças retrógradas”, afirma, referindo-se ao Positivismo do século 19, que defendia que “homens iluminados” governariam o país de forma técnica e baniriam a corrupção da política. “O resultado é o oposto do que alegavam. Vemos a multiplicação de denúncias de corrupção no exato momento em que os recursos públicos deveriam estar direcionados para salvar vidas”, afirmou, citando as denúncias investigadas pela CPI do Senado, envolvendo inclusive militares.

Dino lembra que, desde os anos 1930, há estabilidade do serviço público no Brasil como forma de tentar garantir impessoalidade dos atos do Executivo. E defende que esse cuidado deve ser maior entre militares e juízes – seus ex-colegas de profissão, desde que Dino abandonou a magistratura para iniciar a carreira política. Entre os militares, pois exercem o uso da força, “empregado segundo procedimentos legais e em favor do bem comum dos cidadãos”. E os juízes pois são “responsáveis por determinar o cumprimento da lei”.

O mito da participação dos militares na vida pública brasileira como algo saudável para o país seria baseado no Positivismo do século 19, “que lançou militares à política desde a República Velha”.

“As tentativas de supostamente anular os malefícios da política produziram governos autoritários, incompetentes para resolver os problemas nacionais e manchados pela ilegalidade, do começo ao fim”, afirma.