O governador Flávio Dino (PCdoB), comemorou nesta quarta-feira, dia 28, a decisão do STF sobre a realização do Censo 2021, atendendo ação do governo do Maranhão.
“Vitória do direito constitucional à informação, do respeito à ciência e da legalidade”, destacou Dino ao explicar a decisão do STF.
O Censo vai acontecer e não haverá apagão estatístico no Brasil. No vídeo, explico a vitória que tivemos hoje no Supremo, em favor de todos os entes da Federação e da sociedade >> pic.twitter.com/cPYZnlR9JZ
Na decisão do ministro Marco Aurélio, o governo Bolsonaro e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) terá que adotar medidas para efetuar o censo demográfico.
“Como combater desigualdades, instituir programas de transferência de renda, construir escolas e hospitais sem conhecimento das necessidades locais?”, questiona ministro do STF na decisão.
De acordo com o governo do Maranhão, a falta de pesquisa demográfica violaria o direito à informação e poderia dificultar a execução de políticas públicas.
Felipe Camarão, secretário de Educação do Maranhão/Foto: Reprodução
Com a taxa de 15,6%, entre pessoas de 15 anos ou mais, o Maranhão teve queda de 4 pontos percentuais em relação a 2014, que era 19,6%. O estado já foi o de maior taxa de analfabetismo no país, na casa dos 20%.
Os dados são do Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Continua Educação 2019, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geográfia e Estatística (IBGE).
Nas redes sociais o governador Flávio Dino comentou os dados revelados pelo IBGE. Segundo ele, ” depois de décadas com altíssimas taxas, o Maranhão está vivendo continua redução nas taxas de analfabetismo”.
Depois de décadas com altíssimas taxas, estamos vivendo no Maranhão uma redução contínua das taxas de analfabetismo. Muito a caminhar ainda, mas estamos na direção certa: valorizar a educação. pic.twitter.com/hAIRr0TN1t
A população analfabeta no estado mantém queda desde 2016, quando o percentual registrado foi de 16,7% entre as pessoas com 15 anos ou mais no Maranhão.
“Estamos em queda desse indicador tão vergonhoso para todos nós. Notadamente, ainda há muito para avançarmos, mas há um esforço deste governo com a política educacional inclusiva e democrática, Escola Digna, com ações efetivas em regime de colaboração com os municípios, o Pacto pela Aprendizagem e o programa Sim, Eu Posso!, ação estratégica que atacou o analfabetismo nos municípios com menores IDHs, oportunizando acesso à educação para todos”, destacou Felipe Camarão, secretário de Educação do Maranhão.
Conforme a Seduc (Secretaria de Estado da Educação), com base nos dados da Pnad Contínua Educação 2019, entre as faixas etárias avaliadas, o Maranhão chegou a uma queda de 8%, de 2016 para 2019, entre pessoas com 40 anos ou mais. Na faixa de 18 anos ou mais, nos últimos 4 anos, a diferença foi de 7,65%.
A senadora Eliziane Gama (Cidanadia-MA), demonstrou preocupação com o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do país em 2019, divulgado nesta quarta-feira (4), que ficou em 1,1%, primeiro ano do governo Bolsonaro.
De acordo com a senadora, o percentual de crescimento significa que a economia está igual a “voo de galinha”.
“Preocupante o resultado do PIB de 2019, divulgado hoje, que ficou em 1,1%, segundo o IBGE. Resultado menor do que em 2018 e 2017. Os números mostram que a economia continua em voo de galinha. E os resultados só não foram piores graças ao consumo das famílias brasileiras” disse Eliziane no twitter.
Segundo o IBGE, o patamar de crescimento do PIB, no primeiro ano do governo Bolsonaro, é o pior de recuperação da recessão já registrado no Brasil. A economia está no patamar de 2013.
Ainda de acordo com os dados, a maior contribuição para avanço do PIB veio do consumo das famílias que ficou em 1,8%.
Das 27 unidades da federação, nove tiveram redução da taxa de desemprego no quarto trimestre de 2019, frente aos três meses anteriores, mostram dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A taxa de desemprego nacional recuou para 11% no quarto trimestre de 2019, como divulgou o IBGE no fim de janeiro. O instituto informa nesta sexta-feira esses resultados detalhados por unidades da federação e regiões do país.
Os nove Estados com quedas relevantes do desemprego frente ao terceiro trimestre foram Maranhão (de 14,1% para 12,1%), Pará (11,2% para 9,2%), Alagoas (de 15,4% para 13,6%), Pernambuco (de 15,8% para 14%), Rio Grande do Sul (de 8,8% para 7,1%), Paraná (de 8,9% para 7,3%), Mato Grosso (de 8% para 6,4%), Ceará (de 11,3% para 10,1%) e Rio de Janeiro (de 14,5% para 13,7%). (Informações Valor Econômico)
Expectativa de vida de idosos vem aumentando ano a ano no Brasil – Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias
Em 2018, expectativa de vida era de 76,3 anos, um aumento em 3 meses e 4 dias, de 2017 para 2018. Desde 1940, já são 30,8 anos a mais que se espera que a população viva. Os dados são das Tábuas Completas de Mortalidade, divulgadas hoje pelo IBGE.
Para as mulheres, espera-se maior longevidade: 79,9 anos. Já a expectativa de vida ao nascer para os homens ficou em 72,8 anos em 2018. Mas essa diferença, chamada de “sobremortalidade masculina”, é mais acentuada conforme a faixa etária. Um homem de 20 a 24 anos tinha, em 2018, 4,5 vezes menos chances de chegar aos 25 anos do que uma mulher.
“Esse fenômeno pode ser explicado por causas externas, não naturais, que atingem com maior intensidade a população masculina”, explica o pesquisador do IBGE Marcio Minamiguchi, ressaltando que, em 1940, não havia essa discrepância evidente entre os sexos nos grupos mais jovens. “A partir de meados da década de 80 as mortes associadas às causas externas passaram a desempenhar um papel de destaque. É um fenômeno proveniente da urbanização e inclui homicídios, acidentes de trânsito e quedas acidentais, entre outros”, complementa.
Para ambos os sexos a maior esperança de vida ao nascer foi observada em Santa Catarina: 79,7 anos. Outros estados com valores elevados, acima dos 78 anos, são o Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. No outro extremo, está o Maranhão, com a expectativa em 71,1 anos, e o Piauí, em 71,4 anos. Ou seja, uma criança nascida no Maranhão, conforme a taxa de mortalidade observada em 2018, esperaria viver em média 8,6 anos a menos que uma criança nascida em Santa Catarina.
Cabe ressaltar que a expectativa de vida muda conforme o ano de nascimento da pessoa e o sexo. Por exemplo, quem está com 30 anos agora terá um tempo médio de vida diferente de quem acabou de nascer, é a chamada projeção de sobrevida.
• Aos 30 anos: 48,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 78,7 anos
• Aos 40 anos: 39,5 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 79,5 anos
• Aos 50 anos: 30,7 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 80,7 anos
• Aos 60 anos: 22,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 82,6 anos
• Aos 70 anos: 15,3 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 85,3 anos
• Aos 80 anos ou mais: 9,6 de expectativa de sobrevida, ou seja, expectativa de vida de 89,6 anos ou mais
O PIB do Maranhão apresentou em 2017 o 4º maior crescimento com alta de 5,3% entre todos os Estados brasileiros e o 2º no Nordeste em 207 de acordo com IBGE divulgou nesta quinta-feira (14) pelo IBGE. A alta foi de 5,3%.
O governador Flávio Dino comemorou o resultado e disse que os números de 2018 e 2019 serão muito bons também, apesar do momento de dificuldade da economia brasileira.
“Maranhão teve 4º maior crescimento do PIB em 2017, equivalendo a 4 vezes o crescimento do Brasil. Fruto da UNIÃO entre setor público e iniciativa privada, no campo e na cidade. Seguimos crescendo em 2018, 2019 e anos seguintes. E torcemos muito pela recuperação do Brasil inteiro” disse Flávio Dino.
O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de riquezas de um país, Estado ou cidade. Ou seja, quanto maior, melhor a economia.
O desempenho da economia maranhense também ficou também quatro vezes acima da média nacional, que cresceu 1,3%. O principal setor que puxou para cima o PIB maranhense foi o agronegócio.
O recém-divulgado documento do IBGE – Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2018 – é uma ótima oportunidade para se discutir os impactos sociais do golpe de Estado, de 31 de agosto de 2016[1].
Dentre os impactos, se destacam o retorno da concentração de renda, o aumento da pobreza monetária e não monetária e a relativa estagnação das condições da educação.
Para o primeiro ponto, o gráfico 1 é elucidativo. A razão entre os rendimentos volta a crescer, exatamente, no ano em que se consumou o golpe. Em 2016, já com a posse do governo golpista, o fim da política de valorização do salário mínimo e a aprovação da reforma trabalhista, em julho de 2017, que aumentou a proporção de trabalhadores por conta própria e sem carteira de trabalho, agravaram o grau de concentração de renda no Brasil.
Segundo a publicação do IBGE, as taxas de desocupação e de subutilização mostraram forte crescimento nos anos de 2015 a 2017, com maior força nos dois últimos anos da série.