“Temos uma lei do Desarmamento vigente”, Flávio Dino sobre revogaço

Do G1

Cotado para o Ministério da Justiça e Segurança Pública no governo Lula, o ex-governador do Maranhã e senador eleito Flávio Dino (PSB) defendeu nesta quinta-feira (17) a revogação de decretos de Jair Bolsonaro que possibilitou o acesso a armas no Brasil.

“Temos uma lei vigente, o estatuto do desarmamento, que foi objeto de um desmonte por atos infralegais, decretos, portarias. Isso sem dúvida é um tema fundamental do grupo de trabalho, pois é um tema que o presidente Lula escolheu, e é um tema aprovado pela sociedade brasileira (…) O certo é que, daqui para frente, o conceito fundamental é da lei de 2003, do estatuto do desarmamento (…) Não pode ser algo descontrolado, não pode ser liberou geral, porque todos os dias os senhores noticiam tiros em lares, em vizinhança, em bares e restaurantes, de pessoas cuja observação está lá nas matérias dos senhores: possuía registro de CAC. Então, mostra que esse conceito realmente fracassou e aquilo que fracassou deve ser revisto””, disse Dino.

Flávio Dino integra o grupo técnico de Justiça e Segurança Pública de transição para o novo governo Lula.

Deputado revela supostas relações familiares do Clã Bolsonaro

A entrevista do deputado federal, Julian Lemos (União-PB), ex-aliado de Jair Bolsonaro (PL), concedida ao ‘podcast Arretado’ está repercutindo e mostram supostas crises nas relações familiares do presidente Jair Bolsonaro.

O deputado Julian Lemos em 2018 foi coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste, disse que a relação do presidente e a primeira-dama é de ‘fachada’. Ele também classifica de ‘sociopata’.

Federação e Sindicatos da PRF culpam Bolsonaro pela crise nas BRs

A Federação Nacional dos Agentes e Sindicatos da Polícia Rodoviária Federal em todo país, divulgaram nesta terça-feira, dia 1º, nota pública conjunta onde culpam o presidente Jair Bolsonaro (PL), pela dificuldade e desgaste da PRF, nas ações para desbloquear as BRs brasileiras.

“A postura do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, em manter o silêncio e não reconhecer o resultado das urnas acaba dificultando a pacificação do país, estimulando uma parte de seus seguidores a adotarem ações de bloqueios nas estradas brasileiras.”, diz trecho na nota da FENAPRF.

NOTA PÙBLICA

A Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais (FenaPRF) e os Sindicatos dos Policiais Rodoviários Federais de todo o Brasil reafirmam o compromisso com o Estado Democrático de Direito. O resultado das eleições de 2022 expressa a vontade da maioria da população e deve ser respeitado.

A postura do atual presidente da República, Jair Bolsonaro, em manter o silêncio e não reconhecer o resultado das urnas acaba dificultando a pacificação do país, estimulando uma parte de seus seguidores a adotarem ações de bloqueios nas estradas brasileiras.

Apesar disso, os PRFs seguem trabalhando diuturnamente para o restabelecimento do direito de ir e vir da população. Importa frisar que compete exclusivamente à gestão do Departamento de Polícia Rodoviária Federal providenciar e disponibilizar os meios e a organização do efetivo necessários para dar cumprimento à desobstrução das rodovias federais.

Nesse sentido, o sistema sindical dos PRFs segue cobrando uma postura firme da direção do DPRF, para prover os meios necessários para que a corporação cumpra suas funções constitucionais, garantindo assim o direito de ir e vir da população e resguardando a segurança e integridade dos policiais.

A Polícia Rodoviária Federal é um patrimônio da sociedade e seguirá firme na defesa da democracia, do respeito às leis e às decisões judiciais.

Brasília, 1º de novembro de 2022.

Brandão diz que não permitira desrespeito à democracia, ao anunciar liberação da BR 135

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB), anunciou na noite desta segunda-feira, dia 31, a liberação da BR 135,na entrada de São Luís. Insatisfeitos com a vitória de Lula, eleitores de Bolsonaro interditaram várias rodovias federais no país.

“A entrada de São Luís já foi desbloqueada pela nossa polícia. Seguimos atentos à situação no Maranhão e não permitiremos desrespeito com o processo democrático. Reforço que o momento é de união em prol do desenvolvimento e da pacificação do país (…) A principal entrada de São Luís não pode ser interditada nem qualquer outro trecho por quem desrespeita o resultado do processo democrático das eleições. O nosso governo tomará as medidas cabíveis, obedecendo o que a lei determina, para promover a segurança dos maranhenses (…) A interdição de rodovias em protesto à derrota nas urnas prejudica deslocamentos urgentes, a exemplo de quem precisa chegar a uma unidade de saúde. O Brasil já manifestou democraticamente o que deseja para os próximos 4 anos, e agora é hora de união, em prol de um futuro melhor”, disse Carlos Brandão.

No Maranhão foram registradas interdições na BR-010 em Açailândia, BR-230, em Balsas, e ainda, em Estreito na BR-010.

“É assédio religioso. Meu apoio à Eliziane”, reagiu Marina Silva

A evangélica e ex-ministra Marina Silva (Rede), se pronunciou em solidariedade e apoio à Senadora Eliziane Gama (Cidadania), na noite desta quarta-feira, dia 19, após tomar conhecimento da ‘nota de repúdio’ da Assembleia de Deus no Maranhão, depois que a senadora maranhense se posicionou em apoio à candidatura de Lula à presidência da república.

“..Bolsonaro e o bolsonarismo atingiram com ferida de morte as comunidades religiosas. Isso é ultrajante! É assédio religioso..”, disse Marina Silva.

A reação da Assembleia de Deus no Maranhão aconteceu após o encontro hoje de Lula com líderes evangélicos ocorrido hoje no Rio de Janeiro. A senadora Eliziane Gama foi uma das coordenadores do encontro.

No evento foi apresentada uma ‘Carta Compromisso com os Evangélicos’, onde Lula defendeu a liberdade religiosa e condenou o uso político da fé.

Deputado Yglésio Moysés do PSB declara voto em Bolsonaro

O deputado estadual, Ygésio Moisés (PSB), nesta terça-feira, dia 11, declarou voto em Bolsonaro. Ele é filiado ao mesmo partido que estão o governador Carlos Brandão e o ex-governador Flávio Dino, as maiores lideranças políticas no Maranhão.

Brandão e Dino coordenam a campanha de Lula no estado.

O deputado disse que foi filiado ao PT e que o presidente Bolsonaro é ‘maluco’, mas mesmo assim, tem bons nomes na sua equipe que estão realizando uma boa gestão.

.. vou votar no Bolsonaro! Por quê? Já fui do PT de 2011 a 2017 (…) Bolsonaro é um maluco, mas colocou um monte de gente com competência comparado aos seus antecessores, para fazer gestão..”, justificou o deputado.

Mas, o que pareceu na fala do parlamentar foi mais uma animosidade particular, em relação ao o ex-governador Flávio Dino, consolidado nas urnas a maior liderança política no Maranhão, que também poderá se tornar um dos mais importantes num eventual novo governo Lula.

O PSB é o principal partido da base de apoio nacional à candidatura de Lula, com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, como vice. É provável que a posição do deputado Yglésio provoque desdobramento no PSB do estado.

Campanha no MA, dia 12: “Lula, a esperança das crianças do Brasil”

Após ato de agradecimento e apoio a Lula no centro de São Luís, capital do Maranhão, na última segunda-feira, dia 3, o governador Carlos Brandão (PSB), o Senador eleito Flávio Dino (PSB) e o vice-governador Felipe Camarão (PT), no final de semana foi realizado um adesivaço na Praça Maria Aragão, que mobilizou grande número de apoiadores de Lula, que obteve no estado 68% dos votos para presidente no 1º turno.

O próximo movimento de campanha anunciado pela coordenação de campanha de Lula no Maranhão será quarta-feira, dia 12, ‘Dia da Criança’, com o ato “Lula, a esperança das crianças do Brasil”.

“Adesivaço neste sábado, na Praça Maria Aragão, foi muito bom. Agora vamos preparar o dia 12: “Lula, a esperança das crianças do Brasil”, destacou Flávio Dino.

O objetivo dos apoiadores do petista é ampliar o número de votos no Maranhão. O ex-presidente Lula venceu nos nove estados da região nordeste, o mesmo que já havia ocorrido em 2018, quando Fernando Haddad também venceu Jair Bolsonaro na região.