“Bolsonaro será obrigado a andar na linha”, Dilma sobre processo de impeachment

A ex-presidente Dilma Rosseff (PT), foi às redes sociais nesta segunda-feira, dia 1º, apoiar a possibilidade de abertura de processo de impeachmente de Jair Bolsonaro, como último ato de Rodrigo Maia (DEM), na presidência da Câmara Federal.

“Como todos sabem, o processo de impeachment leva MESES. A abertura do processo amanhã como último ato de @RodrigoMaia poderá salvar vidas e colocar o país nos trilhos, Bolsonaro será obrigado a andar na linha. Ps.: Após aceito, o prosseguimento é obrigatório!!! #CoragemMaia“, disse Dilma no twitter.

Após reunião ontem, o DEM presidido por ACM Neto, abandonou o apoio a Baleia Rossi.

Irritado com a traição Rodrigo Maia ameaçou abrir processo de impeachment de Jair Bolsonaro. Ele deverá deixar o partido, depois de ser abandonado.

Quem são os candidatos às presidências da Câmara e Senado

A Câmara e o Senado vão eleger nesta segunda-feira (1) seus novos presidentes em uma disputa em que os dois candidatos do Planalto despontam como favoritos, o deputado Arthur Lira (PP-AL), e o senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Mas quem são, como votam, o que propõem, a que acusações respondem, como gastam os recursos públicos, que transparência dão aos seus mandatos e qual o patrimônio declarado por cada um dos oito parlamentares que concorrem na Câmara e dos quatro que disputam no Senado? Veja aqui no Congresso em foco

Márcio Jarry enquadra novamente Roberto Rocha

O deputado federal, Márcio Jerry (PCdoB), enquadrou novamente o senador Roberto Rocha (PSDB), nas redes sociais nesta quinta-feira, dia 28, após tentar fazer média com Bolsonaro, ao dizer que os eleitos na Câmara e Senado estarão comprometidos com as pautas prioritárias do Palácio do Planalto.

“Senador, a pauta prioritário do Bolsonaro é agredir a democracia, ofender jornalista, ajudar o coronavírus, atacar direitos dos trabalhadores, defender milicianos , entre outros graves e ilícitos cometimentos”, rebateu Márcio Jerry.

Para Roberto Roch, o presidente se transformou em tábua de salvação política, uma vez que está nos últimos dois anos do mandato de senador, e suas chances eleitorais não são nada animadoras no Maranhão. Por isso, tem feito de tudo para agradar Bolsonaro.

“Aquele que assumir a presidência, tanto da Câmara quanto do Senado, estará comprometido com a pauta prioritária do governo Bolsonaro, que, além da reforma tributária, inclui a reforma administrativa, o pacto federativo, dentre outras reformas estruturantes”, disse Rocha.

A eleição para o Presidente da Câmara dos Deputados e do Senado Federal ocorrerá em 1º de fevereiro de 2021, durante o dia de abertura da 3ª Sessão da 56ª Legislatura do Congresso Nacional. 

Para Dino conduta de Bolsonaro é incompatível com a de presidente da República

O governador Flávio Dino (PCdoB), classificou a conduta do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 27, ao atacar jornalistas, como “incompatível com a condição de presidente da República”.

“Ofender jornalistas, no exercício de suas funções, com palavras agressivas e obscenas, não é uma conduta compatível com a condição de presidente da República. Minha solidariedade aos ofendidos”, governador Flávio Dino.

Durante um encontro com artistas na tarde de hoje em Brasília, o presidente ao se referir à repercussão dos gastos do governo com comida em 2020, disse que o ‘leite condensado’, era para “enfiar no rabo imprensa”.

Justificativa da compra de leite condensado: “Vai pra puta que pariu, porra!”

Do Congresso em Foco

O presidente Jair Bolsonaro durante encontro com artistas numa churrascaria em Brasília, nesta quarta-feira, dia 27, voltou atacar a imprensa ao tentar justifica as compras do governo em 2020, reveladas pelo portal Metrópoles.

“Vai pra puta que pariu, porra. Essa imprensa de merda, é pra enfiar no rabo de vocês, de vocês da imprensa, essas latas de leite condensado aí”, vociferou Bolsonaro para dos presentes.

No total, os gastos alimentícios do governo federal em 2020 somaram mais de R$ 1,8 bilhão.

Atlas Político mostra que 53,6% defendem impeachment de Bolsonaro

O instituto Atlas Político divulgou no domingo, dia 24, pesquisa de opinião que mostra que já há uma maioria que defende o impeachment do presidente Jair Bolsonaro.

53,6% são favoráveis ao impedimento do mandatário, 41,5% são contra a medida. 4,9% não sabem.

Entre novembro e janeiro, a adesão à medida cresceu 9 pontos percentuais. A pesquisa foi feita entre os dias 20 e 24.

A pauta é mais forte no Nordeste, com 62% a favor, e no Centro-Oeste, com 58% a favor.

A região Norte é a mais resistente ao impedimento, com apenas 46% de adesão.

Em todas as regiões, a parcela favorável é maior que a contrária. Por gênero, mulheres (63%) defendem o impeachment, enquanto homens são contra (51%). (Revista Fórum)

Pesquisa Exame/Ideia mostra queda para 26% aprovação de Bolsonaro

Pesquisa Exame/Ideia após a crise na saúde em Manaus e a forma como o governo agiu em relação a vacinação contra a Covid-19, e divulgado nesta sexta-feira, dia 22, mostra que a aprovação do presidente Jair Bolsonaro caiu de 37% para 26%, a maior queda semanal desde o início de seu governo.

A desaprovação é maior entre as pessoas de maior renda e de maior escolaridade: entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, 58% não aprovam a gestão do presidente. No grupo dos que têm ensino superior, 64% desaprovam o governo federal.

A aprovação segue maior no Centro-Oeste com 36%, e os evangélicos. Nas outras regiões do Brasil, esse índice varia de 22% a 27%.

Entre os evangélicos, 38% apoiam o governo Bolsonaro, ante 20% dos católicos e 23% dos que declaram seguir outra religião. Aqui mais informações

Bolsonaro coloca mandato até 2022 nas ‘mãos de Deus’: “se Deus quiser”

O presidente Bolsonaro disse a apoiadores na manhã desta quinta-feira, dia 21, disse que “se Deus quiser” seu mandato vai até 2022.

“Lamento.., se Deus quiser vou continuar meu mandato e em 22 o pessoal escolhe. Tem muita gente para escolha. Eu espero que os bons se candidatem, não deixa os mesmos vim ser candidato”, disse Bolsonaro na saída do Alvorada.

A fala de Bolsonaro ocorre em meio o aumento da pressão por impeachment, reforçado pelo colapso na saúde em Manaus e os reflexos negativos para o governo em relação a vacinação contra o Covid-19.

A declaração de Bolsonaro foi transmitido com cortes por um site bolsonarista. (Da Folha de SP)