A Carta de Jair Bolsonaro a Joe Biden, novo presidente dos EUA

Senhor Presidente,

Tenho a honra de cumprimentar Vossa Excelência neste dia de sua posse como 46º Presidente dos Estados Unidos da América.

O Brasil e os EUA são as duas maiores democracias do mundo ocidental. Nossos povos ~estão unidos por estreitos laços de fraternidade e pelo firme apreço às liberdades fundamentais, ao estado de direito e à busca de prosperidade através da liberdade.

Pessoalmente, também sou de longa data grande admirador dos Estados Unidos e, desde que assumi a Presidência, passei a corrigir os equivocos de governosn brasileiros anteriores, que afastaram o Brasil dos EUA, contrariando o sentimento de nossa população e os nossos interesses comuns.

Assim, inspirados nesses valores compartilhados, e sob o signo da confiança, nossos países têm construído uma ampla e profunda parceria.

No campo econômico, o Brasil, assim como os empresários de nossos dois países, tem interesse em um abrangente acordo de livre comércio, que gere mais empregos e investimentos e aumente a competitividade global de nossas empresas. Já temos como base os recentes protocolos de facilitação de comércio, boas práticas regulatórias e combate à corrupção, que certamente contribuirão para a recuperação de nossas economias no contexto pós-pandemia. A esses acordos se somam recente Memorando entre o Ministério da Economia do Brasil e o Eximbank, para estimular os financiamentos de projetos, e nosso Acordo de Cooperação para o Financiamento de projetos de Infraestrutura.

Na área de ciência e tecnologia, o potencial de cooperação é enorme, como ficou ilustrado pelo ambicioso plano de trabalho desenvolvido por nossa Comissão Mista e pela conclusão do Acordo de Salvaguardas Tecnológicas, que permitirá lançamentos espaciais a partir da base de Alcântara, no Brasil. O mesmo se aplica à área de defesa, com a conclusão de nosso Acordo de Pesquisa, Desenvolvimento, Teste e Avaliação.

Nas organizações econômicas internacionais, o Brasil está pronto para continuar cooperando com os EUA para a reforma da governança internacional. Isso se aplica, por exemplo, à OMC, onde queremos destravar as negociações e evitar as distorções de economias que não seguem as regras de mercado. Na OCDE, com o apoio dos EUA, o Brasil espera poder dar contribuição mais efetiva e aumentar a representatividade da organização. Nosso processo de acessão terá, também, impacto fundamental para as reformas econômicas e sociais em curso em nosso país.

Estamos prontos, ademais, a continuar nossa parceria em prol do desenvolvimento sustentável e da proteção do meio ambiente, em especial a Amazônia, com base em nosso Diálogo Ambiental, recém-inaugurado. Noto, a propósito, que o Brasil demonstrou seu compromisso com o Acordo de Paris com a apresentação de suas novas metas nacionais.

Para o êxito no combate à mudança do clima, será fundamental aprofundar o diálogo na área energética. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo e, junto com os EUA, é um dos maiores produtores de biocombustíveis. Tendo sido escolhido país líder para o diálogo de alto nível da ONU sobre Transição Energética, o Brasil está pronto para aumentar a cooperação na temática das energias limpas.

Brasil e Estados Unidos coincidem na defesa da democracia e da segurança em nosso hemisfério, atuando juntos contra ameaças que ponham em risco conquistas democráticas em nossa região. Adicionalmente, temos cooperado para impedir a expansão das redes criminosas e do terrorismo, que tantos males causam a nossos países da América Latina e do Caribe.

Necessitamos também continuar lado a lado enfrentando as graves ameaças com que hoje se deparam a democracia e a liberdade em todo o mundo e que se tornam mais prementes no mundo pós-Covid: o crime organizado transnacional; as distorções ao comércio mundial e ao fluxo de investimentos oriundas de práticas alheias ao livre mercado; e a instrumentalização de organismos internacionais por uma agenda também contrária à democracia.

Entendo que interessa aos nossos países contribuir para uma ordem internacional centrada na democracia e na liberdade, que defenda os direitos e liberdades fundamentais de todos e, muito especialmente, de nossos cidadãos. E estamos dispostos a trabalhar juntos para que esses valores fundamentais estejam no centro das atenções, seja bilateralmente, seja nos foros internacionais.

É minha convicção que, juntos, temos todas as condições para seguir aprofundando nossos vínculos e agenda de trabalho, em favor da prosperidade e do bem-estar de nossas ações.

O Brasil alcançou sua Independência em 1822, e os EUA foram o primeiro país a nos reconhecer. Em 1824, foram estabelecidas nossas relações diplomáticas. São dois marcos históricos cujo bicentenário, em futuro próximo, os brasileiros queremos celebrar com nossos amigos americanos.

Ao desejar a Vossa Excelência pleno êxito no exercício de seu mandato, peço que aceite, Senhor Presidente, os votos de minha mais alta estima e consideração.

JAIR BOLSONARO

Arthur Lira se reúne com Carlos Brandão e Eduardo Braide em SL

Em campanha para a Presidência da Câmara Federal, o deputado Arthur Lira (PP-PE), em passagem por São Luís, nesta terça-feira, dia 12, reuniu-se com o governador em exercício do Maranhão, Carlos Brandão (Republicanos), e o prefeito da capital, Eduardo Braide (Podemos).

Arthur Lira é o candidato do Palácio do Planalto, consequentemente do presidente Bolsonaro. Ele disputa a presidência da Câmara com o deputado, Baleia Rossi (MDB-SP), candidato apoiado pelo atual presidente, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Reprovação do governo Bolsonaro salta de 46% para 52% no inicio 2021

Aprovação do presidente Bolsonaro começou 2021 em queda, como mostra pesquisa PoderData divulgada nesta quinta-feira, dia 7, realizada de 4 a 6 de janeiro.

Subiu de 46% para 52% a taxa dos que desaprovam a administração federal.

Segundo o instituto PoderData, a taxa supera o momento ruim de Bolsonaro em novembro, quando recebeu muitas críticas de candidatos a prefeito de partidos de oposição.

Quanto a aprovação ela oscilou negativamente 3 pontos percentuais, de 47% para 44%.

Dino critica decisão de Bolsonaro, que suspendeu compra de seringas

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), mesmo em férias se mantém vigilante e ativo nas suas posições em relação ao governo Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 6, criticou a decisão do presidente que suspendeu a compra de seringas para vacinação contra a covid-19, sob alegação de anormalidade nos preços.

Para Dino, ‘decisão mais uma vez errada’, e mostrou como o governo deveria proceder.

“Decisão mais uma vez errada. O correto é usar o poder de requisição administrativa. Está na Constituição. E seria o caso de aplicar a Lei Delegada 4. Mas esta foi equivocadamente revogada em 2019 pela tal Lei da Liberdade Econômica”, criticou Flávio Dino no twitter.

Flávio Dino elogia reação de Rodrigo Maia e Baleia Rossi após Bolsonaro atacar Dilma

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), elogiou os deputados Rodrigo Maia (DEM) e Baleia Rossi (MDB), nesta terça-feira, dia 29, após se solidarizarem com a ex-presidente Dilma Rousseff, alvo de deboche e ironia do presidente Jair Bolsonaro.

“Importantes posições dos deputados Rodrigo Maia e Baleia Rossi sobre deboche de Bolsonaro com a presidenta Dilma. Há fronteiras de dignidade e decência que estão acima de quaisquer disputas ideológicas ou políticas”, destacou Dino.

Ontem segunda-feira, dia 28, o presidente Bolsonaro, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada, questionou a veracidade das torturas sofridas pela ex-presidente Dilma, durante o período da ditadura militar.

“Dizem que a Dilma foi torturada e fraturaram a mandíbula dela. Traz o raio X para a gente ver. Olha  que eu não sou médico, mas até hoje estou aguardando o raio X”, disse o presidente.

“O PT não comporá na Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro”, Gleisi Hoffmann

Do Uol

A deputada Gleisi Hoffmann, presidente nacional do PT, anunciou nas redes sociais, que o partido não comporá com candidaturas apoiadas pelo governo Bolsnaro, na eleição da Câmara Federal. A estratégia é construir alternativa junto com a oposição.

“O PT não comporá bloco para a mesa da Câmara com candidatura apoiada por Bolsonaro. Junto com a oposição construirá alternativa de bloco em defesa da democracia e uma candidatura que represente e debata um programa e uma agenda para derrotar Bolsonaro e tirar o país da crise”, anunciou Gleisi Hoffmann.

O PT que tem a maior bancada na Câmara, a posição da maioria é não compor com nenhum candidato à presidência da Câmara, ligado ou apoiado pelo governo Bolsonaro.

O deputado Arthur Lira (PP-AL) tentou negociar o apoio do PT, ele é o preferido do Palácio do Planalto.

Governo muda discurso após tentar negar doença e sabotar vacinação

O tom do discurso do presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, dia 16, durante lançamento do Plano Nacional de Imunização, chamou mais atenção da imprensa e dos presentes que a ação do governo em relação a doença.

O mesmo presidente que desde o início da crise sanitária chegou classificar a pandemia de “histeria” e a doença de “gripizinha”, hoje na solenidade no Palácio do Planalto, disse que o coronavírus “afligiu a todos desde o início”.

“Realmente, nos afligiu desde o início. Não sabíamos o que era esse vírus, como ainda não sabemos. Irmanados, estamos na iminência de apresentar uma alternativa concreta para nos livrarmos desse mal”, destacou Bolsonaro.

Ele ainda fez uma especie de ‘pedido de desculpas’, caso tenha havido algum excesso do governo durante a pandemia, segundo o presidente, foi no “afã de encontrar solução”.

“A grande força agora é a união para buscar a solução de algo que nos aflige há meses. Se algum de nós extrapolou ou até exagerou, foi no afã de buscar solução”, acrescentou o presidente.

Para Dino ‘termo de responsabilidade’ para tomar vacina, não faz menor sentido

O governador Flávio Dino (PCdoB, questionou nas redes sociais nesta terça-feira, dia 14, o “termo de responsabilidade” que o governo Bolsonaro pretende adotar, para que o cidadão assine ao se vacinar contra Covid-19.

Para Dino, o governo dar entender que pretende transferir aos brasileiros a total responsabilidade em relação a vacina. O que, segundo ele, legalmente ‘não faz o menor sentido”.

“.. o Poder Público não teria responsabilidade ao disponibilizar e aplicar uma vacina? Juridicamente não faz o menor sentido..”, alertou Dino.

O presidente Bolsonaro anunciou na noite de ontem, segunda-feira, dia 14, que assinará duas medidas provisória: uma para compra de vacinas contra a Covid-19, a outra que determinará que, qualquer vacina adotada no Brasil, não será obrigatória e que será exigido aos que tomarem um “termo de responsabilidade”.

A medida criticada por especialistas, não foi adotado em nenhuma parte do mundo.