Celso de Mello diz que Bolsonaro mostra visão indigna para o cargo

 

IMG_20200226_105231
Presidente Jair Bolsonaro e o ministro do STF, Celso de Mello

O ministro do STF, Celso de Mello, reagiu com indignação com a atuação pessoal do presidente Jair Bolsonaro ao convocar a população para o dia 15 março se manifestarem contra o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal, com uma espécie de ‘novo AI-5’. Ele apontou crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos, caso confirmada a ação.

“O presidente da República, qualquer que ele seja, embora possa muito, não pode tudo, pois lhe é vedado, sob pena de incidir em crime de responsabilidade, transgredir a supremacia político-jurídica da Constituição e das leis da República”, disse Celso de Mello à Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O ministro Celso de Mello, próximo a deixar o STF, foi além, para ele.

“..em se confirmando o chamamento para um golpe, revela que o presidente desconhece o valor da ordem constitucional, ignora o sentido fundamental da separação de Poderes, e demonstra uma visão indigna de quem não está à altura do altíssimo cargo que exerce e cujo ato de inequívoca hostilidade aos demais Poderes da República traduz gesto de ominoso desapreço e de inaceitável degradação do princípio democrático!!!”, acrescentou o ministro.

(Revista Fórum)

Políticos reagem à convocação para manifestação anti-congresso

 

A manifestação do dia 15 de março conta o Congresso e defesa do governo, militares e extrema direita tem apoio do presidente Jair Bolsonaro. Um vídeo que teria sido divulgado pelo próprio presidente nas redes sociais causou reação de várias lideranças políticas que estão vendo no ato ameaça grave à Democracia e cobram das instituições providências.

ciro

Dino Reação

fernado henrique

Boulos

randolf

jandira Feg

Márcio Jerry condena ataque de Bolsonaro a Patricia Campos Mello

 

jerry
Deputado Federal, Márcio Jerry (PCdoB)/Foto: Reprodução

Partidos e políticos se pronunciaram nesta terça-feira (18), sobre a declaração ofensiva do presidente Jair Bolsonaro à jornalista Patrícia Campos Mello. Autora da reportagem publicada na Folha de SP sobre o esquema de mensagens falsas durante as eleições, ela teve a dignidade e honra atacada pelo presidente Jair Bolsonaro.

“..ela [Patrícia Campos Mello] queria dar o furo a qualquer preço contra mim..”, disse o presidente Bolsonaro

O deputado federal, Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal, se somou a outros deputados, senadores e partidos que repudiaram e condenaram a forma desrespeitosa contra a jornalista da Folha de SP e de certa forma a todas mulheres.

“.. espero que haja uma resposta desta Casa, das instituições brasileiras, porque não é possível que a gente aceite a normalização da barbárie, do vilipêndio, da esculhambação e do desrespeito a atitudes importantes, como a da imprensa”, disse Márcio Jerry.

 

Flávio Dino pediu audiência com Bolsonaro para tratar da BR 135

 

IMG-20200218-WA0028
Foto: Reprodução

Motoristas de Vans do Transporte Alternativo de Passageiros interditaram na manhã desta terça-feira (18), a BR-135, na altura do município de Miranda. O motivo são as péssimas condições de trafegabilidade na rodovia de responsabilidade do governo Bolsonaro.

O governador Flávio Dino, usou na manhã de hoje as redes sociais, para dizer que ainda ontem pediu uma audiência com presidente Bolsonaro, para falar sobre a estrada e pedir providencias.

“Ontem pedi ao presidente da República uma audiência para tratar sobre a péssima situação de estradas federais BRs no Maranhão. Desde o início do ano passado solicitações de obras foram feitas, mas com nenhum resultado. Na audiência, vou oferecer ajuda ao Governo Federal”, disse Flávio Dino no twitter.

Não é de agora os apelos ao governo federal para recuperar as rodovias federais no Maranhão. Ainda ano passado o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, conheceu in loco as condições da BR-135, mas por enquanto nenhuma providencia pratica foi adotada.

O governo se comprometeu usar o Exercito para realizar a recuperação da estrada, mas deve ocorrer apenas em no mês de julho. Enquanto isso, com a intensidade das chuvas e a situação precária da rodovia os problemas se agravarão, não sendo nenhuma surpresa se o transito na BR 135 ficar completamente inviabilizado.

Governadores criticam fala de Bolsonaro sobre miliciano morto na Bahia

 

ajustada_IMG_9440
Foto: Reprodução

Governadores de 20 estados elaboraram divulgaram nesta segunda-feira (17), uma carta “em defesa do pacto federativo”, na qual criticam declarações de Jair Bolsonaro, feitas no último fim de semana, sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na Bahia.

Os governadores citam recentes falas de Bolsonaro “confrontando os governadores” e “se antecipando a investigações policiais para atribuir graves fatos à conduta das polícias e seus governadores”.

Bolsonaro insinuou que pode ter havido queima de arquivo pela polícia da Bahia, o que foi rebatido pelo governador do estado, Rui Costa (PT).

Assinam a nota governadores de 20 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Sergipe, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia, Paraíba, Distrito Federal, Minas Gerais, Pará, Maranhão, Acre, Amapá, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Mato Grosso do Sul e Amazonas.

cartagovernadores

 

‘Morte de miliciano deveria ser assunto de polícia, não do presidente’, diz Flávio Dino

 

IMG_20200217_110059-1
Flávio Dino, governador do Maranhão, e Jair Bolsonaro, presidente da Republica

O governador, Flávio Dino (PCdoB), comentou também no final de semana a morte  do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, morto no último dia 9, na Esplanada (BA). O governador ainda mandou um recado para o presidente Jair Bolsonaro.

“Morte de miliciano acusado de crimes não deveria ser assunto do presidente da República, e sim da Polícia. O presidente da República deveria ter outras prioridades: desemprego; crescimento da economia; preço do gás de cozinha; educação e saúde, entre outros”, disse no twitter Flávio Dino.

No sábado 15, Bolsonaro se pronunciou pela primeira vez sobre a morte de Adriano. O presidente responsabilizou a “PM da Bahia, do PT”  pela morte do miliciano e ironizou: “Precisa dizer mais alguma coisa?”.

Na mesma entrevista, Bolsonaro chegou a chamar Adriano de herói da Polícia Militar quando justificava uma homenagem feita ao policial, em 2005, pelo seu filho Flávio Bolsonaro.

“Não tem nenhuma sentença transitada em julgado condenando capitão Adriano por nada, sem querer defendê-lo. Naquele ano ele era um herói da Polícia Militar”, afirmou o presidente.

(Informações Carta Capital)

Márcio Jerry cobra desculpas de Bolsonaro após Guedes discriminar empregadas domésticas

 

IMG_20200212_235056 (1)
Deputado Federal, Márcio Jerry (PCdoB), e Paulo Guedes (Ministro da Economia)

O deputado Márcio Jerry, vice líder do PCdoB na Câmara Federal, se somou aos inúmeros políticos que repudiaram mais uma declaração preconceituosa e infeliz do ministro Paulo Guedes (Economia), que nesta quarta-feira (12), ao defender a alta do dólar disse que ‘empregada doméstica estava indo para Disney, uma festa danada’.

“Incrível o nível degradado desse governo de Jair Bolsonaro. Um bando que tem aversão a pobres, cultua ditadores, mantém relações perigosas com criminosos/milicianos, detesta e persegue a educação e a ciência…”, disse Márcio Jerry.

O parlamentar se solidarizou com as empregadas domésticas do Brasil, e cobrou do presidente Bolsonaro, no minimo, um pedido de desculpas em nome do governo.

“E viva viva todas as empregadas domésticas do Brasil. O mínimo que o presidente Jair Bolsonaro poderia fazer agora seria pedir desculpas em nome do governo e repudiar publicamente a idiotice preconceituosa de seu principal ministro”, cobrou Jerry.

Quanta a declaração do ministro Paulo Guedes, que ao defender a alta do dólar aproveitou para externar todo seu preconceito em relação aos pobres, usando como exemplo, o fato de empregadas viajarem para Disney quando o dólar estava baixo, o deputado Márcio Jerry classificou da seguinte maneira.

“Que que é isso ??? Que sujeito boçal, quanta discriminação !!!..” definiu Márcio Jerry.