‘Bolsonaro devia fazer conta ao invés de ficar falando besteiras na rua’ diz Weverton Rocha

 

Senador Weverton Rocha
Senador Weverton Rocha (PDT)/Foto: Reprodução

O senador Weverton Rocha (PDT-MA), durante a sessão ordinária desta terça-feira (6), a primeira após o recesso parlamenta, contribuiu para fazer coro às críticas a Bolsonaro, por senadores do Nordeste.

Para ele, enquanto Bolsonaro fica falando besteiras e dividindo o país ainda mais, questões sérias e importantes para o Brasil continuam sem avançar.

“.. impressiona como o presidente Bolsonaro trata toda uma reunião, como se achasse que apenas apertando um botão poderia dizer esqueça-os. Vamos anulá-los, tirá-los da Federação. O presidente Bolsonaro.., primeiro tem que fazer contas antes de ficar falando besteira no meio da rua. Ele precisa lembrar que no Senado o Norte e Nordeste somam 48 senadores, o suficiente para barrar qualquer coisa. Mas, não faremos porque temos responsabilidade..”, disse Weverton Rocha.

Flávio Dino diz que não é porque Bolsonaro não gosta dele, que deixará de recebê-lo no MA

 

dino e bolsonaro
Foto: Reprodução

O governador, Flávio Dino (PCdoB), após o presidente Jair Bolsonaro declarar seu ressentimento e preconceito com o Nordeste, de modo particular ao Maranhão, fez Flávio Dino passar ser presença mais frequente no noticiário político nacional.

Em entrevista ao Site Congresso Em foco, publicada neste sábado (27), Flávio Dino, fala sobre as declarações de Bolsonaro e sobre a possibilidade de recebê-lo no Maranhão. Para ele, não há nenhum problema em cumprir agenda ao lado de Bolsonaro.

“..não é porque ele não gosta de mim que vou deixar de cumprir o juramento que fiz de defender meu estado”, acrescentou Flávio Dino.

Questionado ainda sobre a declaração do presidente Bolsonaro, sobre a polemica envolvendo os governadores do Nordeste, ele disse que acredita que o presidente tem dado declarações polêmicas como essa apenas para ocupar a agenda pública com conflitos e, assim, esconder a falta de resultados do governo federal.

Weverton Rocha e Márcio Jerry assinam representação protocolada no MPF contra Bolsonaro

 

BOLSONARO
Foto: Reprodução

Foi protocolado nesta quinta-feira (25), junto ao Ministério Público Federal, uma representação contra Jair Bolsonaro, pelo que ele disse sobre governadores do Nordeste semana passada.

O deputado federal Márcio Jorge (PCdoB), um dos responsáveis pela iniciativa, anunciou no twitter à medida que foi assinado por onze parlamentares.

“Eu e mais 11 colegas parlamentares representamos ao Ministério Público Federal contra o presidente Jair Bolsonaro por “ato de improbidade administrativa e dano moral coletivo” no caso em que cometeu ato racista contra nordestinos e ameaçou estados”, disse Márcio Jerry no twitter.

Na fala de Bolsonaro vazada no sistema de som e tornado público através do vídeo divulgado pela TV Brasil, antes de um café da manhã com correspondentes internacionais em Brasília, o presidente foi enfático ao recomendar retaliação especialmente ao governador do Maranhão, ao qual classificou de o pior dos governadores ‘paraíbas’.

Assinaram a representação os senadores Fabiano Contarato (Rede-ES), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Humberto Costa (PT-PE), Weverton Rocha (PDT-MA), Veneziano Vital do Rêgo (PSB-PB), além dos deputado federais Márcio Jerry (PCdoB-MA), Daniel Almeida (PCdoB-BA), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Tadeu Alencar (PSB-PE), Edimilson Rodrigues (PSOL-PA) e Orlando Silva (PCdoB-SP).

Ruy Costa não libera PM para fazer segurança de Bolsonaro na Bahia, o povo foi proibido de participar

 

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A inauguração do Aeroporto de Vitória da Conquista, nesta terça-feira (23), dará muito ainda o que falar. Antes de embarcar para Bahia Bolsonaro lamentou no twitter, a não liberação da Polícia Militar, pelo governador Rui Costa, para fazer a segurança dele e sua comitiva.

aeroporto

A provocação de Bolsonaro não ficou sem resposta, também na manhã de hoje durante entrevista à uma emissora de rádio, Rui Costa, disse que “quem é impopular e tem medo de ir às ruas, tem que ficar no gabinete”.

O governador deu entender que sua decisão foi porque Bolsonaro transformou o evento do povo da Bahia em agenda do governo federal, para promovê-lo. Então ele que providenciem as forças de segurança federais para fazer sua segurança.

“Governante que gosta de aplausos e selfies, também precisa enfrentar protestos. Isso faz parte da democracia. Não posso ficar botando a polícia para bater em quem quer protestar”, disse Ruy Costa.

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Atiradores de elite posicionados para inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista na Bahia/Foto: Reprodução

Flávio Dino diz que não mudará postura política e ideológica só porque Bolsonaro não gosta

 

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Flávio Dino (PCdoB), Governador do Maranhão, e Jair Bolsonaro (PSL), Presidente da República/Foto: Reprodução

Em resposta a Jair Bolsonaro, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), declarou no domingo (21), em entrevista ao Site O Imparcial, que não tem medo de Bolsonaro e não recuará um milimetro da sua postura política e ideológica porque o presidente não gosta.

“Não é a opinião isolada do presidente da República, movido por ódio e preconceito, que vai afetar minha atuação. Não tenho medo de cara feia, de grito, não tenho medo de nada disso. Não tenho medo de ditador, de subditador, de projeto de ditador. Então, vou manter a minha atitude sempre respeitosa, sempre no plano político e ideológico, como faço, nunca no plano pessoal”, disse Dino. 

Na última sexta-feira (18), teve grande repercussão o vídeo em que Bolsonaro durante conversa com Onix Leronzoni aparece destilando ódio, preconceito e xenofobia ao Nordeste e determinando retaliação em particularmente a Flávio Dino. O governador do Maranhão disse que até mesmo na ditadura militar os governadores estaduais eram tratados com respeito.

Em carta Governadores repudiam fala de Bolsonaro orientando retaliação ao Nordeste

 

carta retaliação
Foto: Reprodução

19 de Julho de 2019

Nós governadores do Nordeste, em respeito à Constituição e à democracia, sempre buscamos manter produtiva relação institucional com o Governo Federal. Independentemente de normais diferenças políticas, o princípio federativo exige que os governos mantenham diálogo e convergências, a fim de que metas administrativas sejam concretizadas visando sempre melhorar a vida da população.

Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional. Aguardamos esclarecimentos por parte da presidência da República e reiteramos nossa defesa da Federação e da democracia.

RENAN FILHO – Governador do Estado de Alagoas

RUI COSTA – Governador do Estado da Bahia

CAMILO SANTANA – Governador do Estado do Ceará

FLÁVIO DINO – Governador do Estado do Maranhão

JOÃO AZEVÊDO – Governador do Estado da Paraíba

PAULO CÂMARA – Governador do Estado de Pernambuco

WELLINGTON DIAS – Governador do Estado do Piauí

FÁTIMA BEZERRA – Governadora do Rio Grande do Norte

(Revista Fórum)

De um ‘político’ brasileiro: “os pardos brasileiros são todos mau-caráter”

 

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Adilson Durante Filho/Foto: Reprodução

Da Revista Forum

O secretário-adjunto de Turismo de Santos (SP), Adilson Durante Filho, teve um áudio de uma conversa de WhatsApp divulgada, nesta quarta-feira (17), pelo programa Sucupira Conection, da Rádio da Vila. Nela, Adilson, que também e conselheiro e foi diretor de futebol do Santos Futebol Clube, afirma, entre outras frases racistas, que “os pardos brasileiros são todos mau-caráter”.

 

Em nota, Adilson Durante Filho se disse arrependido. Leia abaixo:

Com relação a um antigo áudio de alguns anos atrás que circula nas mídias sociais, de minha autoria, gostaria de expor que, em um momento de infelicidade e levado pela emoção, em decorrência de um fato que muito me abalou, acabei me expressando de forma absolutamente diversa das minhas crenças e modo de agir. Jamais tive a intenção de atingir quem quer que seja, até porque assim me manifestei em um pequeno grupo de supostos amigos de WhatsApp. Consigno que não tenho qualquer preconceito em razão de cor, raça ou credo, pois minha criação não me permitiria ser diferente. Peço, humildemente, desculpas a todos que se sentiram ofendidos, e expresso, por meio deste comunicado, meu mais profundo arrependimento quanto às palavras genericamente proferidas.

População da Baixada está revoltada com o deputado Edilázio Júnior

 

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Charge: Reprodução

Não convidem o deputado federal Edilázio Júnior e qualquer morador da Baixada Maranhense para curtirem juntos um reggae e saborearem uma jabiraca, arroz de jaçanã ou um bagre cozido.

A população da região não tem economizado nas criticas e xingamentos ao parlamentar após sua opinião sobre a construção do Cais da Península da Ponta D’Areia, ser divulgadas nas redes sociais com conotação preconceituoso às pessoas que mais serão beneficiadas com a obra. O deputado até já tentou se desculpar, mas não adiantou muita coisa.

Flávio Dino disse que “argumentos” de Edilázio foram negados e Cais seguirá adiante

 

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Governador Flávio Dino e o deputado federal Edilázio Júnior/Foto: Reprodução

O governador Flávio Dino se posicionou nas redes na noite desta sexta-feira (12), sobre a polêmica criada pelo deputado federal Edilázio em relação ao projeto de construção do Cais Flutuante São Luís-Alcântara.

Segundo Flávio Dino, em principio não acreditou que o deputado não queria “gente da classe C” transitando na área da Península, local do mais caro IPTU de São Luís.

“Ouvi quase sem acreditar que um deputado federal não quer “gente classe C” perto dele. Perto do “IPTU mais caro de São Luís”. Isso é um absurdo tão grande que desde logo informo que os “argumentos” do deputado estão rejeitados e o projeto do cais seguirá adiante”, disse Flávio Dino.

O deputado Edilázio Júnior, após repercussão negativa de vídeos em que aparece se posicionando contrário à construção do Cais na área da Península, e se referindo a maioria da população que será beneficiada de maneira considerada ‘preconceituosa’, emitiu uma nota pedindo desculpas e dizendo que foi mal interpretado.

Nota do deputado

Se por um acaso fui mal interpretado, peço desde já desculpas a todos aqueles que se sentiram ofendidos.

A bem da verdade, contudo, é necessário explicar que:

Há clara distorção em relação às declarações, quando tentam imputar a mim uma suposta postura contra os menos favorecidos de São Luís.

Eu sempre defendi os mais humildes, e prova disso foi o recente posicionamento a favor dos trabalhadores rurais e aqueles que dispõem do Benefício de Prestação Continuada (BPC) nas discussões sobre a Reforma da Previdência na Câmara Federal.

Em minha biografia e histórico de atuação parlamentar, sempre votei de forma contrária a aumento de impostos no Maranhão – que afetaram os mais humildes -, nas contas de energia elétrica, de internet, de TV por assinatura e de combustíveis, todos propostos e implantados pelo Governo.

Cabe ressaltar que meu posicionamento contrário à implantação de um terminal hidroviário naquela região, se dá pelo fato de a área possuir hoje forte vocação para o turismo. A vocação para o setor cresceu depois da construção do Espigão Costeiro, de bares e de restaurantes em toda a extensão da Península.

A região da Península, aliás, não dispõe sequer de estrutura para atender a demanda proposta, de 4 mil passageiros diários, em virtude da falta de transporte público e de logística na área.

Enfatizo que é de extrema importância a construção de um novo terminal hidroviário em São Luís com o itinerário proposto.

Por isso sugeri, na ocasião da audiência, a implantação do cais em região que já dispõe de serviço semelhante e estrutura, a exemplo do Portinho, na Praia Grande ou da Avenida Ferreira Gullar.

Até porque seria mais oneroso ao cidadão que pretende viajar para Alcântara e Baixada Maranhense, ter de se deslocar até a Península, uma vez que há um Terminal de Integração instalado na Praia Grande e que atende usuários de toda a Região Metropolitana de São Luís.

Por último, repudio as distorções criadas em torno do meu posicionamento e enfatizo que os ataques contra o meu mandato foram intensificados depois de eu ter ingressado com ações na Justiça, no Ministério Público e no Tribunal de Contas do Estado (TCE) contra o Governo Flávio Dino (PCdoB) por irregularidades em obras de rodovias estaduais e de má gestão de recursos públicos.

Deputado federal Edilázio Júnior