Lula começa agenda no Nordeste, na próxima semana estará no MA

Da Folha de Pernambuco

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa nesto domingo dia 15, por Pernambuco uma agenda política no Nordeste para estreitar alianças com governadores e traçar estratégias para as eleições de 2022.

O objetivo da viagem é aparar arestas na construção de palanques locais e formar uma base de apoio mais ampla com apoio local de legendas como PSB, MDB, Cidadania, PP e Republicanos. Lula desembarca neste domingo (15) no Recife e fica na região até 26 de agosto, passando por Piauí, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte e Bahia.

Entre aliados do ex-presidente, a avaliação é que o apoio sólido dos governadores será crucial para barrar o avanço da máquina federal no Nordeste e atrair localmente apoios fora do campo da esquerda.

Em sua visita a estados do Nordeste, Lula trabalhará para amarrar o apoio de governadores da região e seus respectivos partidos aliados. Para isso, contudo, precisa desatar alguns nós na construção de palanques locais.

No Maranhão, Lula tem outro nó para desatar. Aliado de primeira hora, o governador Flávio Dino (PSB) trabalha o nome do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) para sua sucessão.

A candidatura, contudo, enfrenta resistências dentro do PT, que teria dificuldade em apoiar um tucano para o governo maranhense. Parte da cúpula do partido prefere que o candidato seja o senador Weverton Rocha (PDT-MA).

PoderData: 1 em cada 5 eleitores de Bolsonaro hoje votaria em Lula.

Pesquisa Poder360PoderData revela um dado ainda mais preocupante para o Palácio do Planalto, no 1º turno Lula (PT) herdaria o voto de 1 em cada 5 eleitores de Bolsonaro, que votaram em 2018.

No 2º turno o eleitorado de Bolsonaro está rachado: 49% o têm como candidato no momento, enquanto 48% escolheriam outro nome ou votariam em branco ou nulo. Outros 3% dizem não saber como responder.

Lula é o nome que mais absorve votos de quem votou em Bolsonaro.

A maioria dos eleitores de Haddad (PT) em 2018 mantém-se fiel ao partido: 67% votariam em Lula; 3% escolheriam Bolsonaro; 9% querem Ciro; 7%, Datena; 5%, Doria; 3%, Mandetta; 2% branco ou nulo e 5% que não sabem.

Lula venceria fácil Bolsonaro; Flávio Dino é aprovado por 74,4% no MA

Pesquisa Econométrica contratada e divulgada pelo Programa Ponto e Virgula, nesta quinta-feira, dia 29, revelou novos números sobre a corrida eleitoral ao governo do Maranhão e presidência da República.

Para a presidência, Lula venceria Bolsonaro com folga. O petista aparece com 59,5%; Bolsonaro tem 23,4%; Ciro Gomes 6,5%; Sérgio Moro 1,3%; João Dória 1,2% e Mandetta com 0,7%. Nenhum/Brando/Nulo são 3,6%; não sabe/não respondeu’ 3,9%.

A aprovação do governador Flávio Dino e sua atuação no enfrentamento à pandemia também foi medido: aprovam 74,4%; reprovam 24,3%. Não sabe 1,3%.

Para o governo do Maranhão, a ex-governadora Roseana Sarney lidera nos cenários Espontâneo e Estimulado.

A Ecometria também mediu o nível de rejeição dos pré-candidatos, a ex-governador Roseana Sarney também lidera com 48,2%.

A pesquisa ouviu 1.616 pessoas, entre 22 e 25 de julho, com margem de erro de 2,4 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiabilidade de 95%.

Bolsonaro e Centrão estão com ‘casamento’ marcado, mas ‘lua de mel pode melar’

Do Gustavo Uribe, da CNN

Sem agenda oficial definida no Nordeste, porém com previsão de inicio para o final deste mês de julho, o ex-presidente Lula (PT) deverá se reunir com lideranças do Centrão na região.

Os encontros deverão ocorre mesmo depois do presidente Bolsonaro abrir seu coração e o governo para o PP e declarar ‘amor eterno’ ao bloco político no Congresso.

“..Não vai ser um casamento pela internet. Eu conheço o Ciro. Integrei, mais da metade do meu tempo de parlamentar, o PP..”, disse Bolsonaro.

Na Bahia, Lula deve se encontrar com o vice-governador, João Leão (PP), há possibilidade da participação de integrantes da bancada estadual e federal.

Já em Pernambuco, o encontro deverá reunir deputados estaduais e federais. Havia inicialmente a possibilidade de viabilizar um encontro de Lula e Ciro Nogueira no Piauí, mas com o convite de Bolsonaro ao presidente do PP para ocupar a Casa Civil, a costura foi abandonada.

PSDB pode não lançar candidatura própria para presidente em 2022

Do Uol

O presidente do PSDB, Bruno Araújo (PE), disse nesta terça-feira, dia 19, em nome de uma unidade “distante da polarização” entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro, o partido não descarta abrir mão de candidatura própria na eleição presidencial de 2022.

“O PSDB está aberto até o último momento nas convenções de construir essa unidade no campo distante da polarização entre o presidente [Jair] Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente [Luiz Inácio] Lula [da Silva] (PT)”, disse Bruno Araújo ao jornal O Globo.

Até agora o PSDB tem quatro pré-candidatos disputando a indicação do partido para 2022: João Doria, governador de São Paulo; Eduardo Leite; governador do Rio Grande do Sul; Tasso Jereissati, senador pelo Ceará; e Arthur Virgílio Neto, ex-prefeito de Manaus.

Encontro de Lula e Dino aumenta especulação sobre possível chapa em 2022

O ex-presidente Lula (PT), destacou nas redes sociais o encontro na quinta-feira, dia 15, com Flávio Dino (PSB), governador do Maranhão e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia.

Flávio Dino entregou a Lula, o Plano de Recuperação Verde da Amazônia Legal, que deverá impactar positivamente milhões de moradores da região.

O governador Flávio Dino também divulgou o encontro com ex-presidente nas redes sociais, onde disse que os dois conversaram ainda sobre pandemia e políticas sociais.

“Fiz uma visita ao querido presidente @LulaOficial. Falamos sobre economia verde, combate à pandemia e medidas sociais que estamos adotando no Maranhão. Agradeço a acolhida fraterna e espero poder retribuir em breve”, disse Dino.

O encontro também serviu para aumentar as especulações sobre uma possível chapa presidencial com Lula e Dino.

No inicio desta semana em entrevista à Radio Bandeirantes, questionado sobre seu vice caso seja candidato, o ex-presidente Lula traçou um perfil que muitos viram uma descrição do governador Flávio Dino.

“..Se decidir ser candidato, primeiro o vice terá que ter afinidade política comigo, eu não posso chamar um antagônico. Preciso de uma pessoa que pense economia comigo, alguém com uma visão social parecida com a minha, tem que conhecer o povo pobre do país. Quando tomei posse em 2003, a primeira coisa que fiz foi botar os mistros num avião e visitar as regiões mais pobres do Brasil..”, disse Lula.

O governador Flávio Dino tem dito que disputará o Senado, mas nos meios políticos é cada vez maior o entendimento que Dino também se movimenta com objetivo de viabilizar a possibilidade da candidatura a vice de Lula.

“o vice precisa ter afinidade política comigo”, Lula sobre perfil do vice em 2022

O ex-presidente Lula (PT), concedeu entrevista à Radio Bandeirantes, na manhã desta terça-feira, dia 13, falou sobre a crise em Cuba, privatização da Eletrobras, relação entre os poderes, candidatura a presidente e perfil do seu vice, entre outros temas.

Questionado sobre o perfil de um companheiro de chapa nas eleições 2022 para presidência da república, Lula disse que seu vice não poderá ser alguém antagônico político.

“..Se decidir ser candidato, primeiro o vice terá que ter afinidade política comigo, eu não posso chamar um antagônico. Preciso de uma pessoa que pense economia comigo, alguém com uma visão social parecida com a minha, tem que conhecer o povo pobre do país. Quando tomei posse em 2003, a primeira coisa que fiz foi botar os mistros num avião e visitar as regiões mais pobres do Brasil (..) Que seja de outro segmento qualquer, mas que tenha cabeça voltada para a questão social..”, disse Lula.

PoderData: Lula cresce contra Bolsonaro vence todos no 2º turno

De acordo com Pesquisa PoderData, divulgada esta semana, Lula venceria todos os seus potenciais adversários em enventual 2º turno, se as eleições fossem hoje.

A vantagem do petista é mais ampla contra Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB).

Lula cresceu no cenário contra o presidente Jair Bolsonaro: ganharia por 55% a 32% no 2º turno. A diferença, de 23 pontos, é a maior desde março de 2021.

A pesquisa foi realizada no período de 5 a 7 de julho de 2021. A divulgação é em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes. Foram 2.500 entrevistas em 421 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos.