Renado Feder escolhido para o MEC, e o presidente Bolsonaro/Foto: Reprodução
Renato Feder, 41 anos, escolhido para ser o quarto ministro da Educação do governo Bolsonaro, em menos de dois anos, defendeu a extinção do MEC, pasta que vai comandar, e a privatização da Educação, começando pelas Universidades, como destaca reportagem desta sexta-feira (3) da Folha de SP.
A proposta, que incluía a concessão de vouchers para as famílias matricularem os filhos em escolas privadas, está no livro Carregando o Elefante – como transformar o Brasil no país mais rico do mundo, de 2007.
A confirmação da saída de Weintraub do MInistério da Educação nesta quinta-feira (18), foi destacada numa rede social por políticos do Maranhão, num misto de alívio e criticas a gestão dele no MEC.
O mais controverso, improdutivo e polêmico ocupante da pasta no país ficou no cargo durante 14 mese.
Adeus, Weintraub ! Fica o registro do teu nome como o pior ministro da educação de todos os tempos. E já vais tarde ! Tchau !
Muito bem vinda a demissão de Abraham Weintraub, um dos piores ministro da Educação que o Brasil já teve. Esperamos que o critério de escolha do seu substituto seja a capacidade de apresentar resultados e reconstruir o Ministério, destruído por muita ideologia e nenhum trabalho.
Abraham Weintraub era o ministro q jamais poderia ter sido ministro. Não tinha compostura nem capacidade técnica p/ocupar tão importante pasta. Seu único legado é um recado ao governo: a sociedade está farta do radicalismo e de atentados à democracia. O Brasil merece respeito.
Caiu o ministro terraplanista que perseguiu as universidades, institutos federais, professores, pesquisadores, estudantes e fez do MEC uma balbúrdia. Leve seu ódio junto. Vai tarde! https://t.co/ZKqMRLGwi7
— Bira do Pindaré 🇧🇷 13 ❤️ (@BiradoPindare) June 18, 2020
Abraham Weintraub gravou e divulgou um vídeo ao lado do presidente Bolsonaro na tarde desta quinta-feira (18), para se despedir da titularidade do MEC. Simpático ao grupo ideológico e familiar do governo ele deve ocupar cargo no Banco Mundial.
No vídeo o semblante do presidente é de quem não está a vontade. A impressão é que apenas o corpo do presidente está presente, a cabeça estaria em outro lugar. Provavelmente na prisão do Queiroz.
Na sua fala Weintraub parece ter deixado a pasta na condição de celebridade.
“.. eu queria agradecer todo apoio e carinho que eu minha família estamos recebendo de vocês. Eu achava que tinham poucos Weintraubs no Brasil, mas, cada dia sinto que vocês fazem mais parte da minha família. Acho que hoje existem muitos wintraubs, obrigado..”, diz um trecho do dircurso de Weintraub.
Ministro da Educação, Abraham Weintraub/Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro e o ministério, Abraham Weintraub, ao que parece optaram pelo enfrentamento em relação a crise no setor de Educação. Nesta quinta-feira (30), quando as manifestações cresciam, o MEC decidiu divulgar uma nota onde diz que professores, alunos e até país ou responsáveis “não estavam autorizados a divulgar e apoiar protestos no horário escolar”.
Políticos usaram as redes sociais para se posicionarem sobre a medida.
“Difícil encontrar base constitucional e legal para essa inusitada afirmação. Lá vem novo recuo…”, lamentou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB).
“MEC estimula “denuncismo” nas universidades, para censurar protestos. As escolas não se calaram nem mesmo sob a Ditadura: não vai ser agora que se acovardarão, diante de um governo atrapalhado que sequer tem projeto pro país e se porta como uma fábrica de polêmicas!”, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
Abaixo a Nota do MEC
O Ministério da Educação reafirma que toda manifestação democrática e pacífica é direito de qualquer cidadão brasileiro. Entretanto, a Pasta condena práticas de coação para que estudantes e professores participem de eventos dessa natureza. Nos últimos dias, o MEC tem recebido denúncias via redes sociais e pelo sistema e-Ouv que confirmam essas denúncias. Até o momento, a Ouvidoria do Ministério já contabiliza 41 reclamações no órgão, além de diversas interações realizadas via Facebook do MEC e pelo Twitter do ministro Abraham Weintraub.
O MEC esclarece que nenhuma instituição de ensino pública tem prerrogativa legal para incentivar movimentos político-partidários e promover a participação de alunos em manifestações. Com isso, professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário escolar.
Os servidores públicos têm a obrigatoriedade de cumprir a carga horária de trabalho, conforme os regimes jurídicos federais e estaduais, e podem ter o ponto cortado em caso de falta injustificada. Ou seja, os servidores não podem deixar de desempenhar suas atividades nas instituições de ensino para participarem desses movimentos.
Cabe destacar também que a saída de estudantes, menores de idade, no período letivo precisa de permissão prévia de pais e/ou responsáveis e que estes devem estar de acordo com a atividade a ser realizada fora do ambiente escolar.”
Elmer Coelho Vicenzi /Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Da Revista Veja
A confusão que culminou na demissão do agora ex-presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Elmer Vicenzi, começou quando o ministro da Educação Abraham Weintraub pediu acesso a dados sigilosos de estudantes, solicitação que foi negada pelo procurador-chefe do órgão.
Segundo um ex-funcionário da pasta, durante a ausência do procurador, Vicenzi insistiu com o vice, que também negou o pedido e acabou demitido. A situação causou um tremendo mal-estar entre os procuradores do Inep, que fizeram uma greve geral.
Para completar a “fritura” de Elmer Vicenzi no órgão, circulou pelo Ministério da Educação (MEC), na quarta-feira 15, uma carta assinada pelo ex-presidente do Inep, Marcus Vinícius Rodrigues, solicitando que o sucessor retificasse suas declarações à Comissão de Educação da Câmara dos Deputados no dia 14 de março.
Na ocasião, o ex-policial afirmou que a comissão criada para avaliar questões no Enem seria “só mais uma comissão entre muitas que participam da elaboração da prova”. Rodrigues afirma na carta que as falas deixaram dúvidas sobre “o real trabalho realizado e os resultados obtidos pela comissão”.
O ministro da Educação, Abraham Weintraub, confirmou nesta terça-feira (30), o corte de recursos para universidades que, segundo ele, ao invés de melhorar o desempenho fazem ‘balburdia’. Em outras palavras, ‘que não rezam na cartilha do governo’.
“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo “balbúrdia”, terão verbas reduzidas”, disse o ministro da Educação Abraham Weintraub.
O governador do Maranhão, Flávio Dino, que também é professor de Direito Constitucional lamentou nas redes sociais a medida do governo Bolsonaro. E alertou para o flagrante desrespeito à Constituição Federal.
“Usar critérios ideológicos, e não técnicos, para cortar recursos de Universidades fere a regra constitucional da autonomia universitária (art. 207 da Constituição). Ou haverá novo recuo, ou nova derrota no Judiciário. Lamentável tanta confusão”, alertou Flávio Dino.
O presidente Jair Bolsonaro e Olavo de Carvalho/Foto: Reprodução
O presidente Jair Bolsonaro anunciou na manhã desta sexta-feira (26), em sua conta no twitter uma especie de fim das faculdades de Filosofia e Sociologia. Para ele e o ministro da Educação, Abraham Weintrab as duas áreas não contribuem para o contribuinte, e nem trazem retorno imediato.
O objetivo é priorizar cursos como: veterinária, engenharia e medicina”. É como investir em cursos de humanas fosse jogar fora o dinheiro do contribuinte.
O governador do Maranhão Flávio Dino, também no twitter nesta sexta-feira, numa especie de contraponto à posição do governo Bolsonaro, disse que no âmbito do estado manterá os ensinos de Filosofia e Sociologia. Para ele, sem pensamento crítico nenhuma sociedade se desenvolve.