Flávio Dino, governador do Maranhão/Foto: Reprodução
O ex-juiz federal e governador do Maranhão, Flávio Dino, mandou um recado através do twitter neste domingo (30), ao ex-juiz da Lava Jato Sérgio Moro denunciado pelo The Intercept Brasil e outros setores da imprensa de cometer irregularidades e conduzir a Lava Jato com objetivos políticos e pessoais.
“Eu vejo, eu ouço. Agressões contra o Congresso Nacional e o Supremo, pedidos de “intervenção militar”, tentativas de desqualificar a liberdade de imprensa, defesa de ilegalidades absurdas e abjetas, brigas fascistas. É só uma questão de abrir bem os ouvidos para ouvir certinho”, destacou Flávio Dino.
A postagem de Flávio Dino foi motivada pela manifestação de Sérgio Moro também no twitter, para as pessoas que foram às ruas hoje em apoio a ele e o governo Bolsonaro.
“Eu vejo, eu ouço, eu agradeço. Sempre agi com correção como juiz e agora como Ministro. Aceitei o convite para o MJSP para consolidar os avanços anticorrupção e combater o crime organizado e os crimes violentos. Essa é a missão. Muito a fazer”, disse Sérgio Moro .
Neste domingo, a Folha de SP, em parceria com The Intercept Brasil divulgou que empreiteiro da OAS, Léo Pinheiro, só passou ter importância para Lava Jato quando decidiu incriminar Lula no caso do Triplex do Guarujá. Está semana Sérgio Moro deve voltara ao Congresso prestar explicações sobre as denuncias contra ele e a Lava jato.
Por considerarem graves as denuncias divulgadas pelo o The Intercept Brasil, sobre os diálogos entre o ex-juiz Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e os procuradores da Lava Jato, os Governadores do Nordeste divulgaram neste domingo (30), uma carta onde cobram apuração rápida, independe e transparente das evidencias de irregularidades praticas pelo atual ministro da Justiça e Força Tarefa.
CARTA DOS GOVERNADORES DO NORDESTE 30 de junho de 2019
ABUSOS DEVEM SER INVESTIGADOS As seguidas revelações de conversas e acordos informais entre membros do Judiciário e do Ministério Público, em Curitiba, divulgadas pelo TheIntercept.com e outros veículos de comunicação, são de muita gravidade. As conversas anormais configuram um flagrante desrespeito às leis, como se os fins justificassem os meios.
Não se trata de pequenos erros; são vidas de seres humanos e suas histórias que se revelam alteradas em julgamentos fora das regras constitucionais, legais e éticas. Todos sabem que um juiz deve ser imparcial e por isso não pode se juntar com uma das partes para prejudicar a outra parte. Acreditamos que a defesa da real imparcialidade dos juízes é um tema de alto interesse inclusive para eles próprios. Assim, manifestamos nossa confiança de que a imensa maioria dos magistrados e membros do Ministério Público que, com seriedade e respeito à lei fazem o verdadeiro combate à corrupção e outros crimes, podem apoiar as necessárias investigações nesse caso.
Agora, um dos trechos das conversas divulgadas destacam o Procurador Deltan Dallagnol sugerindo busca e apreensão na residência do hoje Senador pela Bahia, Jaques Wagner. E a justificativa do coordenador da Lava Jato? “Questão simbólica”, ou seja, ao lixo o direito. É mais uma revelação de extrema gravidade.
É inadmissível uma atuação que se denuncia ilegal entre membros do Ministério Público e do Judiciário, combinando previamente passos de uma importante investigação, com o intuito de perseguir e prender pessoas. Em discurso recente, na Cúpula Pan-Americana de Juízes, o Papa Francisco já demonstrou a sua preocupação com atos abusivos e de perseguição por meio de processos judiciais sem base legítima.Reivindicamos a pronta e ágil apuração de tudo, com independência e transparência. É preciso também avaliar o afastamento dos envolvidos. Defendemos, ainda, a revisão ou anulação de todo e qualquer julgamento realizado fora da legalidade.
Outrossim, sublinhamos a relevância de o Congresso Nacional concluir a votação do Projeto de Lei sobre Abuso de Autoridade.
Apoiamos firmemente o combate à corrupção, porém consideramos que também é uma forma de corrupção conduzir processos jurídicos desrespeitando deliberadamente a lei.
Sérgio Moro, durante jantar com senadores em Brasília/Foto: Reprodução
O jantar oferecido na noite de ontem quarta-feira (26), na residencia do senador Marcos Val (Cidadania-ES), em Brasília, para melhorar a ‘digestão’ na relação entre o Presidente do Senado Davi Alcolumbre (DEM), e o ministro da Justiça Sérgio Moro, não funcionou.
Apenas o ex-juiz da Lava jato compareceu ao ‘regabofe da união’, que aconteceu após o Senado Federal aprovar o projeto que Criminaliza o Abuso de Autoridade, que Sérgio Moro é contra.
Esta semana o senador Davi Alcolumbre, em entrevista ao site Poder 360 ao ser questionado sobre as publicações do The Intercept Brasil, que revelam conversas atribuídas ao então juiz Moro e o procurador Deltan Dallagnol e demais membros da Lava Jato, disse que se o ministro Moro fosse parlamentar estaria no conselho de ética, cassado ou preso.
Entre os presentes estavam a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), Esperidião Amin (PP-SC), Alvaro Dias (Podemos-PR), Soraya Thronicke (PSL-MS), Alvaro Dias (Podemos-PR) e Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).
O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) protocolou nesta terça-feira (25) na Câmara Federal, a convocação do ex-juiz Sérgio Moro para falar sobre as publicações do The Intercept Brasil. Ele foi convidado para uma audiência que seria realizada amanhã quarta-feira (26), mas cancelou alegando que viajaria aos Estados Unidos da América.
“Ministro @SF_Moro não veio à @camaradeputados , preferiu ir aos EUA fazer o que ainda não se sabe porque misteriosamente o Ministério não informou. Só aumenta a necessidade de sua convocação e a pauta a ser abordada”, disse Mércio Jerry no twitter.
Para Márcio Jerry, o ministro da Justiça Moro precisa explicar o conteúdo das mensagens, entre o ex-juíz e os procuradores responsáveis pela investigação na Lava Jato.
“..é urgente que se tome a atitude de convocar o Ministro da Justiça para que sejam dadas as explicações necessárias à sociedade brasileira”, alertou Jerry.
Se aprovada a convocação, Sérgio Moro, será obrigado a comparecer. Hoje à tarde, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara da Câmara Federal, ouvirá o jornalista e editor do Intercept Brasil, Glem Greenwald, às 15h, no plenário 10, sobre divulgação das conversas entre o ex-juiz Moro e procuradores da Lava Jato.
O desembargador Siro Darlan de Oliveira e o x-juiz Sérgio Moro/Foto: Reprodução
Brasil 247 –O desembargador Siro Darlan de Oliveira fez uma postagem no Facebook onde aponta que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, errou em citação em latim que fez neste domingo (24); “Moro, para zombar de suas conversações WhatsApp com o procurador Dallagnol, errou a lição de latim”, disse.
Veja a postagem completa:
O juiz Sérgio Moro, para zombar de suas conversações WhatsApp com o procurador Dallagnol, errou a lição de latim. Disse uma mentira literária, ainda que desvendada só por um espírito bizantino e levemente inútil como o meu.
Um pouco de cultura como diz o juiz, cultura não aprendida na Internet ou em coletâneas de citações latinas publicadas por algum togado ou algum professor universitário gaiato que talvez nem conheça uma conjugação em latim. Nos meus semestres de latim na Université de Perpignan, na França, frequentei um pouco lugares-comuns da Ars Poetica, de Horácio, no original, em exercícios de classe de latim.
A citação de Moro não é “direto de Horácio”, é direto da Internet ou de algum livrinho de citação. A lição, que faz autoridade, desse trecho de Horácio ostenta o futuro “parturient”, e não o presente “parturiunt” como escreve o curitibano. Horácio responde à questão: “Quid dignum […] feret?”. O futuro se impõe para se coadunar com o futuro usado na pergunta.
A citação com “parturiunt” (presente) convive na Internet e em alguns autores com o que Horácio realmente escreveu, “parturient” (futuro), porque, fora de contexto, como uma citação extraída de seu espaço semântico-poético, usada enquanto referência isolada, aceita bem o presente. Trata-se duma infidelidade para fins de citação. Pode-se fazer essa infidelidade. Como tantos outros professores, não a condeno, mas não se deve usar a ênfase arrogante, vaidosa e pseudoerudita: “direto de Horácio”. Direto de Horácio é “Parturient montes, nascetur ridiculus mus”, e não “Parturiunt…”, versão adulterada por antologias de citações.
Glen Greenwald falará sobre Vaza Jato na Comissão de Direitos Humanos/Foto: Reprodução
Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, estará na próxima terça-feira (25), na Câmara Federal, às 15h, onde falará sobre Vaza Jato que está revelando os bastidores da Lava Jato. No twitter o deputado Márcio Jerry, um dos autores do convite ao jornalista e editor do The Intercept, destaca a importância da audiência e está convocando todos para acompanhar.
O ministro Sérgio Moro também foi convidado para falar sobre o assunto. Porém, o ex-juiz da Lava Jato ainda não confirmou se comparecerá, a audiência com ele foi marcada para quarta-feira (26).
A audiência será na Comissão de Direitos Humanos e Minorias, os autores são os deputados Márcio Jerry (PCdoMA), Camilo Capiberibe (PSB-AP), Carlos Veras (PT-PE) e Túlio Gadelha (PDT-PE).
A turma do Bip Bip, em Copacabana, celebrando os 75 anos de Chico Buarque
Do Poder 360 – Uma paródia da musica de Chico Buarque ‘Quem te viu, Quem te vê” viralizou na internet. A letra ironiza Moro em relação as publicações do The Intercept Brasil sbre a Vaza Jato. O vídeo foi feito na última quarta-feira (19), aniversário de 75 anos de Chico Buarque, no Bip Bip, bar de esquerda em Copacabana, Rio de Janeiro.
Letra:
“Você era a mais bonita das galhofas dessa farsa Você era o queridinho e ele era seu comparsa Hoje a gente toda fala da verdade que está nua Suas noites são em claro porque tem mais falcatrua
“Hoje a casa caiu – laiá laiá – já vazaram você Glenn te viu, Glenn te vê Quem te enaltece só pode crer na TV Glenn é do Intercept e a culpa é do PT
Quando o Telegram rolava, você era o mais brilhante O showzinho da defesa e que in Fux we trust Pra Deltan deu tanta dica. Juiz Investigador Pelo que vi tudo indica que mentira é o senhor
Hoje a casa caiu – pra Dallagnol – já vazaram você Glenn te viu, Glenn te vê Quem te enaltece só pode crer na TV Glenn é do Intercept e a culpa é do PT
Hoje é só esperar mais lista com sua demagogia Quero mais que você vaze com sua conje e companhia E pra quem tá arrependido, por favor não dê na vista Bate palmas com vontade, faz de conta que é esquerdista
Hoje a casa caiu – desmoronou – já vazaram você Glenn te viu, Glenn te vê Quem te enaltece só pode crer na TV Glenn é do Intercept e a culpa é do PT”.
Ministro Sérgio Moro e o Senador Fabiano Contarato (Rede-ES), em audiência na CCJ do Senado/Foto: Reprodução
O ministro Sérgio Moro passou 9 horas respondendo questionamentos dos senadores na CCJ do Senado Federal, nesta quarta-feira (19), relacionados à troca de mensagens nada republicanas, entre o então juiz e os procuradores da Lava Jato.
A estratégia de Sérgio Moro foi desconstruir as publicações do Site Intercept Brasil, misturando com balanços da Operação Lava jato. Tudo parecia transcorrer bem, até que o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), ‘colocou o dedo na ferida’ e foi no cerne da questão: a ilegalidade na relação de Moro e os procuradores no andamento das investigações.
O senador Fabiano Contarato é ex-delegado de polícia, homossexual e está no seu primeiro mandato. Ele ocupa a vaga que antes estava Magno Malta derrotado nas últimas eleições.