O mais recente boletim da Secretaria de Estado da Saúde, revelou que 78.984 pessoas estão recuperadas da Covid-19 no Maranhão. Já os casos ativos somam 18.345.
Os casos ativos seguem estáveis. A ocupação de leitos para coronavírus segue considerada baixa no estado.
A taxa de ocupação de leitos de UTI é de 62%. A de leitos clínicos, de 29%. Esses dados também reforçam o quadro de estabilidade no Maranhão.
A taxa de letalidade no Maranhão (2,53%) se mantém abaixo da média nacional (3,86%), como vem acontecendo desde o início da pandemia.
General Eduardo Pazzuello, ministro interino da Saúde/Foto: Reprodução
O ministro interino da Saúde, General Eduardo Pazuello, cancelou sua viagem ao Maranhão marcada para esta terça-feira (14).
Na agenda estava reunião com o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, que também é presidente do CONASS (Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Saúde).
O motivo do cancelamento não ficou claro, o que acabou sendo objeto de especulações, como: interferência de políticos maranhenses próximos a Bolsonaro e adversários de Flávio Dino, e também, a posição do governador do Maranhão em relação à polêmica envolvendo o ministro do STF Gilmar Mendes e as Forças Armadas.
Durante um debate on-line feito pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) apontou fortes críticas a falta de um novo ministro na pasta da Saúde. Segundo Mendes, a atual ocupação interina feita por um militar não condiz com os requisitos técnicos do cargo.
“Não podemos mais tolerar essa situação que se passa no Ministério da Saúde. Não é aceitável que se tenha esse vazio. Pode até se dizer: a estratégia é tirar o protagonismo do governo federal, é atribuir a responsabilidade a estados e municípios. Se for essa a intenção é preciso se fazer alguma coisa. Isso é péssimo para a imagem das Forças Armadas. É preciso dizer isso de maneira muito clara: o Exército está se associando a esse genocídio, não é razoável. É preciso pôr fim a isso”, pontuou.
Foram 1.259 ações realizadas pela Vigilância Sanitária durante a pandemia (Foto: Márcio Sampaio)
A Vigilância Sanitária do Estado desde o início da pandemia do novo coronavírus executou mais de 2.253 ações de fiscalização e apuração de denúncias, barreiras sanitárias e blitz para cumprimento dos decretos referentes ao combate à Covid-19.
Das ações realizadas, 1.259 foram de fiscalização e apuração de denúncias; 827 foram blitz realizadas em estabelecimentos através de parceria com a Polícia Militar e o Procon-MA para verificação do cumprimento das normas restritivas emitidas pelo Governo do Maranhão; 121 barreiras sanitárias realizadas em aeroportos; e 46 barreiras sanitárias realizadas no trânsito durante o período de lockdown.
Foram lavrados 1.330 termos de fiscalização, 347 termos de intimação exigindo o cumprimento de diretrizes sanitárias de enfrentamento a Covid-19; além de 1.445 autos de infração, com abertura de processos administrativos sanitários contra os que descumpriram os decretos ; e, interdição sanitária de seis estabelecimentos reincidentes ou que se recusaram a cumprir as determinações do Governo.
De acordo a Folha de SP, as equipes de imprensa que participaram nesta terça-feira (7), da coletiva no Palácio da Alvorada onde o presidente Bolsonaro anunciou que está com Covid-19, foram afastados e só retornarão às atividades após isolamento e exames.
Os veículos convidados para coletiva foram a CNN Brasil, Record e EBC. No final da entrevista o presidente tirou a máscara que estava usando. Mesmo com máscara, especialistas orientam distância miníma de 1,5 m.
” Espera um pouco que vou me afastar aqui para vocês verem minha cara. Estou bem, tranquilo, graças a deus“, disse Bolsonaro no final da entrevista.
A EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) através de nota informou que todos os profissionais que participara da transmissão foram afastados logo após o término. Eles retornarão oportunamente de acordo com exames que serão submetidos.
A CNN Brasil disse que o repórter Leandro Magalhães e o cinegrafista Carlos Alberto de Sousa ficarão isolados sete dias e retornarão após apresentarem resultados negativos para Covid-19.
A TV Record também afastou por sete dias o repórter Thiago Nolasco e todos os outros profissionais que tiveram contato com pessoas contaminadas, também retorno vai depender dos resultados dos exames.
vereador Carlos Bolsonaro e o presidente Bolsonaro/Foto: Reprodução
O vereador Carlos Bolsonaro, um dos filhos mais influentes e ativos defensores do presidente e seu governo cobrou os líderes dos outros poderes solidariedade ao presidente Jair Bolsonaro.
Após Bolsonaro informar que estava com suspeitas de covid-19, e que teria realizado um exame, milhares de pessoas passaram desejar sua ‘morte’ nas redes sociais.
“.. pessoas pedindo a morte do chefe do Executivo neste momento deveria ser motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros poderes..”, disse Carlos Bolsonaro.
A imensa quantidade de pessoas pedindo a morte do chefe do Executivo neste momento deveria ser motivo de solidariedade imediata dos líderes dos outros poderes, mas o que vemos novamente é a seletividade da indignação e ninguém chama os tais “desumanos” de robôs. Não terão êxito!
— Carlos Bolsonaro (@CarlosBolsonaro) July 7, 2020
O padre da cidade de Artur Nogueira, no interior de São Paulo, que, durante a missa, chamou Jair Bolsonaro de “bandido” e disse que quem votou nele deveria se confessar (assista aqui) divulgou uma extensa nota sobre o episódio.
Edson Adélio Tagliaferro afirmou que sua fala no vídeo que viralizou está “descontextualizada” e contou como estava se sentindo naquele dia:
“É bom que saibam reconhecer no padre um ser humano que também sofre as incoerências da vida, tem suas lutas interiores e desafios exteriores a enfrentar. Naquele dia específico, eu tive uma conversa acalorada com uma apoiadora do presidente da República. Isso talvez tenha sido decisivo para o ocorrido.” (O Antagonista)
De acordo com Site G1 a mulher que apareceu em uma reportagem do Fantástico, ofendendo um fiscal da Prefeitura do Rio durante uma inspeção na região da Barra da Tijuca, foi demitida na manhã desta segunda-feira (6), da empresa onde trabalhava por causa do episódio.
No fim de semana, Flávio Graça, superintendente de Inovação, Pesquisa e Educação em Vigilância Sanitária, Fiscalização e Controle de Zoonoses da Prefeitura do Rio de Janeiro, foi ofendido por um casal durante uma fiscalização.
“Cidadão não, engenheiro civil, formado, melhor do que você”, disse a mulher a um fiscal da Vigilância Sanitária.
A mulher que aparece ofendendo o fiscal foi demitida da TAESA, empresa privada da área de energia. De acordo com a empresa, o comportamento da ex-funcionária é incompatível com a da empresa.
NOTA DE POSICIONAMENTO OFICIAL
A TAESA é uma companhia comprometida com a segurança e a saúde não apenas de seus empregados, mas também com o bem-estar de toda a sociedade. Desde o início da pandemia da Covid-19, a Taesa implementou inúmeras iniciativas para proteger a saúde de seus profissionais e seus familiares, como o home-office para 100% do seu quadro administrativo, e a adoção de diversas outras medidas de proteção para as equipes que operam em campo.
A companhia não compactua com qualquer comportamento que coloque em risco a saúde de outras pessoas ou com atitudes que desrespeitem o trabalho e a dignidade de profissionais que atuam na prevenção e no controle da pandemia.
A TAESA tomou conhecimento do envolvimento de uma de suas empregadas em um caso de desrespeito às leis que visam reduzir o risco de contágio pelo novo coronavírus e compartilha a indignação da sociedade em relação a este lamentável episódio, sobretudo em um momento no qual o número de casos da doença segue em alta no Brasil e no mundo.
A TAESA ressalta que segue respeitando o isolamento e as mais rigorosas regras de prevenção ao coronavírus e que a empregada em questão desrespeitou a política vigente na empresa. Diante dos fatos expostos, a TAESA decidiu por sua imediata demissão.