“antipolítica, extremismo de direita e bolsonarismo serão derrotados”, Dino sobre Eleições

Para o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), as eleições deste domingo, dia 15, será marcada pela derrota da antipolítica , extremismo de direita e o bolsonarismo.

O governador se manifestou hoje após sair da seção eleitoral em São Luís. Ele tão vez uma espécie de apelo a todos candidatos, para que aceitem o resultado das urnas.

Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil: Flávio Dino defende união

Lançado no inicio desta semana o Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil, mais uma etapa do movimento de oposição ao bolsonarismo, iniciado pelo ex-presidente Lula, no último dia 7 de setembro.

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), no evento defendeu a união das forças de esquerda, já a partir das eleições deste ano de 2020, para enfrentar o pleito em 2022.

Sérgio Moro, ex-juiz da Lava-Jato e ministro de Bolsonaro, será colunista da Crusoé

 

Sérgio Moro, ex- juiz da Lava-Jato e ministro do gooverno Bolsonaro/Foto: Reprodução

O portal O Antagonista, que comanda a Revista Crusoé, anunciou nesta segunda-feira (15), que o ex-ministro e ex-juiz federal Sérgio Moro será integrado ao veículo como novo colunista.

“Sem as amarras de magistrado e de ministro, Moro está livre para dizer o que pensa sobre o contexto nacional e dar a sua visão sobre os mais diversos assuntos que interessam ao Brasil”, diz o Antagonista.

O Antagonista ainda afirma que Moro irá “fazer história” na Crusoé. A estreia deve acontecer em 19 de junho. O portal e a revista ficaram conhecidos como ‘porta-vozes da Lava Jato’. (Revista Fórum) Aqui nota do Antagonista

“Ou nos unimos em 2020 ou pode nem haver 2022”, Eliziane sobre pandemia e bolsonarismo

 

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Senadora Eliziane Gama (Cidadani-MA)/Foto:Reprodução

A senadora Elizaene Gama (Cidadania-MA), líde do partidido no Senado, nesta terça-feira (2), defendeu a unidade para enfrentar e vencer a pandemia, e ainda, ameaça autoritária bolsonarista, que deseja o caos e rompimento instucional no país.

“..precisamos nos unir com quem divergimos.., nossa convergência tem que ser no ponto principal: a defesa irrestrita do estado democrático de direito..”, alerta Eliziane

Eliziane se referia a iniciativa da frente ampla e suprapartidaria lançada no final de semana formada por políticos e artistas de várias matizes. Para ela, a unidade precisa se consolidar agora durante a batalha contra o coronavírus e fortalecer a luta em defesa do Estado Democratico de Direitos.

Imagem negativa de Moro e Bolsonaro crescem e governo muda postura

 

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Ministro da Justiça Sérgio Moro e o presidente Jair Bolsonaro apresentam crescimento negativo de popularidade aponta pesquisa/Foto: Reprodução

A mudança de postura do governo Bolsonaro e aliados não é por acaso. Isso ficou mais claro após a queda do entendimento da prisão após condenação em 2ª instancia e consequentemente a liberdade de Lula.

O presidente Jair Bolsonaro percebendo a mudança do ambiente político escalou seu ministro da Justiça Sérgio Moro, o mais popular até que o próprio presidente, para atuar mais ativamente em defesa do governo no embate político com os principais adversários.

É interesse do presidente Bolsonaro formar dobradinha com o ministro Sérgio Moro como vice na sua chapa em 2022. O comportamento politico recente do ex-juiz da Lava Jato de certa forma confirma a estratégia do governo. Sérgio Moro continua o mais popular membro do governo, mas assim como Bolsonaro começa apresentar crescimento negativo da popularidade, como mostra pesquisa publicada nesta terça-feira (12) no El País.

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A Pesquisa Atlas destaca que é a primeira vez que a aprovação pessoal do ministro da Justiça se encontra abaixo dos 50%. Moro já havia perdido 10 pontos de apoio — de 60% para 50,4% — logo após a série de reportagens sobre a Lava Jato do site The Intercept Brasil.

A avaliação negativa (45,6%) está perto de ultrapassar a positiva (48,4%).

(Com informações DCM/247)

Flávio Dino defende frente contra Bolsonaro nas eleições de 2020

 

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Foto: Reprodução

O governador Flávio Dino (PCdoB), está defendendo uma frente de centro-esquerda para enfrentar o Bolsonbarismo nas eleições municipais em 2020. Ele intensificou as conversas com vários setores e lideranças do campo da esquerda e centro esquerda principalmente no Sul e Sudeste do país.

A ideia do governador do Maranhão vem obtendo simpatia de muita gente na esquerda, inclusive do PT em São Paulo. Se a frente prosperar e as urnas garantirem vitórias estratégicas no próximo ano, poderá estabelecer um cenário mais favorável para enfrentar Bolsonaro em 2022.

O assunto foi sobre a frente de centro-esquerda foi tratado ontem à noite, segunda-feira (9), no programa online “Painel Haddad”, cuja apresentação é do presidenciável Fernando Haddad.

Quando os bois morrem eu me sinto mais forte

 

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Ed Wilson Araújo

De tudo que foi dito e feito até agora pela velha política, galopando na besta fera da onda obscurantista, uma das instituições mais aviltadas é o Jornalismo. Basta ver o recente paredão montado no programa Roda Viva (TV Cultura!) para encurralar o diretor do The Intercept Brasil Glenn Greenwald.

Nada até hoje foi tão demolidor para a operação Lava Jato e o bolsonarismo como as revelações da Vaza Jato. Sergio Moro e Deltan Dallagnol enterraram na lama o Estado Democrático de Direito e jogaram na vala comum até mesmo os probos e republicanos juízes e procuradores.

O Jornalismo e a Ciência, na sua caminhada institucional, tiraram parte do poder da Igreja Católica sobre os documentos secretos mantidos em mistério pela guarda silenciosa dos monges. Nas páginas dos jornais, o poder sobre o conhecimento e o saber, há tempos restrito aos mosteiros, veio à luz nas manchetes e fotografias.

Por isso as conversas privadas de agentes públicos interessam à sociedade. O leitor, ouvinte, telespectador, internauta etc têm o direito de acessar alguns conteúdos secretos transitados entre juízes e procuradores, quando o interesse público está em jogo.

A justificativa é simples: certas conversas e as decisões ali tramadas são de amplo interesse coletivo, dizem respeito às reputações e decidem sobre a liberdade das pessoas, interferem na Economia e nas medidas sobre temas diretamente relacionados ao cotidiano de cada brasileiro.

Algumas deliberações tomadas pela operação Lava Jato incidiram concretamente na vida de milhões de brasileiros: fizeram um julgamento partidário de Lula, destruíram em parte as instituições, macularam famílias, debocharam da morte de entes queridos e mancharam a imagem da Justiça e do Ministério Público por inteiro, até mesmo dos operadores do Direito não incorporados ao lavajatismo.

Onde não há instituições brota a barbárie.

Quando Sergio Moro e Deltan Dallagnol tiveram as conversas reveladas houve várias reações, até acertarem o foco – atacar o Jornalismo.

Por isso o paredão contra Glenn Greenwald no Roda Viva e o foguetório na Feira Literária de Paraty. Agiram até mesmo contra Miriam Leitão, uma jornalista conservadora e expoente do liberalismo na mídia.

Trata-se de uma ofensiva não só contra o The Intercept Brasil e os seus parceiros, mas uma guerra declarada a um campo estratégico no contexto das mediações sociais – a Comunicação, em especial, o Jornalismo.

Após o aparelhamento de parte do Ministério Público e do Judiciário em conluio para sufocar a democracia no Brasil, a cúpula da operação Lava Jato está desmoralizada, exalando entre os corredores dos tribunais o enxofre do golpe.

Moro e Dallagnol ofenderam de modo vil os bons e honestos procuradores, juízes, ministros, desembargadores, promotores, delegados e outros servidores do Ministério Público e da Justiça do Brasil ciosos das suas funções republicanas.

Não por acaso o espírito lavajateiro cresceu junto com a onda bolsonarista embalada na mentira.

Os movimentos de contornos fascistas repetem uma tragédia anunciada. A ciência, a política e a estética livre são inimigos primordiais dos intolerantes, avessos à verdade e ao encantamento.

O espelho deles quebra quando encaram os fatos concretos da realidade.

Assim, fizeram campanha disseminando fake news. É uma forma de piorar as coisas. Se outrora manipulavam os fatos para distorcer os enredos, agora retrocedem ao nível da mentira deslavada.

A onda obscurantista é desumana. Os propagandistas de fake news, do terraplanismo e de outras aberrações como a ineficiência da vacina são capazes de negar até a própria existência, embora haja testemunhas oculares do parto e o registro do nascimento em cartório. Contra Descartes, diriam: “minto; logo, não existo”.

Vem daí o ataque à Ciência, campo de trânsito permanente do Jornalismo. Fascistas detestam a ordem lógica das narrativas.

Os movimentos de inspiração fascista são um terreno infértil, onde só brota o ódio e a intolerância. A verdade é uma ofensa. Eles não conseguem sequer lidar com um princípio básico do Iluminismo aplicado ao Jornalismo – a transparência, uma conquista da Modernidade no curso das revoluções burguesas.

Apesar de tudo isso, temos resistência! Vejamos, por exemplo, como se ergue e consolida a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD), uma auspiciosa organização de operadores do Direito focada em princípios republicanos.

Na mídia, o The Intercept Brasil deu um cavalo de pau nos meios tradicionais e alguns deles, apoiadores do golpe, tentam refazer caminhos porque conhecem a sabedoria das audiências.

No campo da mídia alternativa a Teia de Comunicação Popular do Brasil junta gente de todo canto do país. São jornalistas, ativistas, humanistas, comunicadores e comunicadoras que se recusam a bater continência para o pensamento único.

Do Maranhão, rufam a Agência Tambor e a Rádio Web Tambor.

A juventude lota as ruas para dizer não aos cortes de gastos na Educação. Nas universidades o Future-se é negado.

Existem alguns motivos para ficarmos tristes, mas temos outros tantos para revigorar as forças e seguir em frente lutando contra essa onda de obscurantismo que tenta negar a verdade, matar o Jornalismo e silenciar a arte livre.

Pras bandas do Maranhão estamos em tempos da morte dos grupos de bumba-meu-boi. Os batuques estão prenhes de trupiadas anunciando que no próximo ano haverá batizado. Banjos, maracás, pandeirões, matracas, zabumbas e os instrumentos de sopro anunciam fertilidade. Nos terreiros onde se cultuam os rituais da morte a dialética traduz ressurreição.

Aos meus amigos tristes só tenho palavras motivadoras. Essa chuva ácida vai passar. Já estamos no tempo das floradas de caju, manga e juçara. Vamos degustar arte, botar lenha na fogueira da razão, afirmar a Ciência e o Jornalismo como formas de conhecimento da realidade.

Viva a produção acadêmica (balbúrdia!) e a poesia. Maiakóvski, sempre bem lembrado, recomenda somar forças para atravessar as ameaças e as guerras […]

“rompê-las ao meio,

cortando-as


como uma quilha corta


as ondas.”

‘Chance da oposição em 2022 é um Projeto acima dos interesses partidários’ diz Flávio Dino

 

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Governador do Maranhão Flávio Dino/Foto: Reprodução

Em entrevista concedida à Revista Carta Capital, na mais recente publicação, o governador Flávio Dino (PCdoB), voltou revelar suas impressões e preocupações com o futuro do país.

Vários temas foram explorados na entrevista e analisados pelo governador do Maranhão, que passou a figurar entre os principais nomes da esquerda para disputa presidencial em 2022.

Sobre alternativa da oposição para restabelecer um dialogo mais proativo com a sociedade para o Brasil, Flávio Dino, demonstrou um cenário que necessita ser ampliado ainda muito. Ele tem alertado para a divisão implantada no Brasil entre bolsonaristas e os defensores da Constituição.

“Acho que ainda não conseguimos apontar um novo caminho. Temos exercido o direito de crítica e resistido bravamente a iniciativas deletérias do ponto de vista social e econômico, mas é nossa obrigação fazer mais. Como muitos setores despertaram para os riscos reais que o governo Bolsonaro representa, estamos em melhores condições do que em janeiro. Há uma marcada divisão no Brasil. De um lado situa-se o bolsonarismo e, de outro, aqueles que respeitam a Constituição.”

Ainda sobre qual a melhor estratégia da oposição para enfrentar o bolsonarismo, Flávio Dino, diz que será necessário um projeto nacional que deverá está acima dos interesses partidários.

“Sem dúvida, a união política é imprescindível. Resta discutir o modelo jurídico mais adequado. Para mim, o conceito de federações partidárias é bem interessante. A chance de a oposição vencer em 2022 depende de um projeto nacional desenhado em conjunto, acima dos interesses partidários.”