Covid-19: Dino manda Bolsonaro fazer algo útil, após tentativa de sabotar ações no Maranhão.

 

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O presidente Bolsonaro escolheu o governador do Maranhão, Flávio Dino, neste domingo (10), para nas redes sociais começar sua campanha de sabotagem das medidas de enfrentamento e prevenção ao coronavírus adotadas pela maioria dos estados.

Em resposta ao ataque Flávio Dino mandou Bolsonaro procurar fazer algo útil. Ontem sábado (9), enquanto o Congresso Nacional e STF (Supremo Tribunal Federa) decretavam luto oficial pelo Brasil ultrapassar mais de 10 mil mortes, um vídeo com o presidente passeando de jet ski no Lago Paranoá em Brasília, viralizou e revoltou milhares de pessoas nas redes sociais.

O Maranhão que começou a crise com 232 leitos são mais de 1.000 atualmente. O quadro de crescimento de casos ainda continua em várias regiões do estado. Neste domingo o governo vai requisitar leitos de hospitais privados em São Luís e Imperatriz.

Flávio Dino recomenda a empresário preocupado com ‘morte de CNPJ’ que visite um Hospital

 

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O governador do Maranhão, Flávio Dino, propôs ao empresário que nesta quinta-feira (7), disse está preocupado com “mortes de CNPJ), que ele visite um hospital onde pessoas estão lutando pela vida. A declaração polêmica do empresário foi dada durante reunião constrangedora no STF (Supremo Tribunal Federal), com vários empresários levados pelo presidente Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes (Economia).

“Ao cidadão que perpetrou a frase sobre “morte de CNPJ”, faria bem uma visita a um hospital para conhecer PESSOAS que estão lutando pela vida. É possível defender empresas sem desprezar a vida. Basta ter cérebro e coração”, sugeriu Flávio Dino.

A reunião no STF foi agendada de última hora e não agradou ao presidente do STF, Dias Toffoli, e demais membros do Suprema Corte. A atitude de Bolsonaro e Paulo Guedes ao levar os empresários numa espécie de ‘Marcha na Praça dos Três Poderes”, do Palácio Planato ao STF onde se reuniram com o ministro Dias Toffoli, foi considerado pressão e tentativa de transferir a responsabilidade ao Supremo e aos governadores e prefeitos, do problemas na economia causados pela Pandemia da Covid-19.

Flávio Dino avisa Receita que pode fazer o que quiser, mas não aceita perseguição e ameaças

 

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Flávio Dino, governador do Maranhão, e Jair Bolsonaro, presidente da Republica

O governador Flávio Dino reagiu com indignação, porém com a certeza que não praticou nenhuma ilegalidade na aquisição e transporte dos respiradores da China para o Maranhão, onde estão sendo usados nas UTIs salvando vidas de contaminados do coronavírus. De acordo com o governador, a Receita Federal pode realizar o precedimento que quiser e não encontrará nenhuma ilegalidade.

“Maranhão não praticou nenhuma ilegalidade na compra de respiradores. Mercadorias são legais, existem, estão salvando vidas. A Receita pode abrir o procedimento que quiser e atenderemos às suas exigências. Só não aceitamos ameaças nem perseguições sem sentido”, reagiu Flávio Dino.

lulaA Receita decidiu abrir um procedimento contra o governo do Maranhão, por causa da operação que possibilitou a aquisição de 107 respiradores e outros equipamentos de maneira que impedisse o desvio, venda para outro país ou confisco pelo próprio governo brasileiro. No twitter o secretário Estadual de Saúde, Carlos Lula, disse: ‘terei orgulho de ser processado por tentar salvar vidas’.

Nos meios políticos a medida adotada pela Receita Federal foi recebida como retaliação do governo Bolsonaro, não só contra o governo do Maranhão, mas aos demais governadores, que assim como Flávio Dino, tem mantido uma posição e postura contrário ao presidente principalmente em relação ao enfrentamento do coronavírus.

Márcio Jerry em protesto classifica demissão de Mandetta de absurda

 

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Deputado federal Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara Federal

A demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (16), repercutiu negativamente entre os Congressistas. A mudança na pasta neste momento da crise da pandemia do coronavírus passou preocupar mais os parlamentares que entendem a medida como um risco maior para população brasileira.

A reação de parlamentares da bancada do PCdoB foi uma das mais fortes contra a mudança no Ministério da Saúde. Para o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA), vice-líder na Câmara, a demissão de Mandetta e sua equipe, em meio ao agravamento da pandemia do coronavírus, é grave.

“É mais uma decisão absurda de Jair Bolsonaro. Milhares e milhares de infectados, milhares de mortos. E o presidente genocida paralisa as ações trocando equipe do Ministério da Saúde”, protestou.

O oncologista Nelson Teich substitui Henrique Mandetta demitido por seguir as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) como manter o isolamento social para conter o avanço da pandemia, contrariando o que defende o presidente Jair Bolsonaro.

Flávio Dino sugere transporte de equipamentos de saúde no Avião Presidencial

 

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O governador, Flávio Dino, comentou na sua conta no twitter nesta quinta-feira (16), a estratégia do governo do Maranhão para adquirir 107 respiradores e outros equipamentos na China, para enfrentar o novo coronavírus no estado. A forma como foi realizada a aquisição e transporte do material repercutiu em jornais e nas redes sociais.

AviãoDe acordo com Flávio Dino nesse momento não há prioridade maior no país, e sugeriu ainda, a utilização do próprio avião presidencial para buscar equipamentos na China ou em outros países. O governo do Maranhão chegou a solicitar a ajuda do governo federal para o transporte dos equipamento, mas não obteve resposta.

STF garante a Estados e Municípios autonomia durante pandemia

 

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Foto: Reprodução

Em sessão através de videoconferência nesta quarta-feira (15), o pleno do Supremo Tribunal Federal, derrotou o governo Bolsonaro ao decidir por unanimidade dos ministros presentes, que Estados e Municípios podem decretar medidas de restrição e prevenção ao novo coronavírus, entre elas, o isolamento social.

No julgamento estavam em jogo medidas como: isolamento social; quarentena;  locomoção por rodovias, portos e aeroportos; interdição de atividades e serviços essenciais.

O autor da ação foi o partido PDT, nela afirma que o governo federal restringiu o poder de governadores e prefeitos para atuar contra a epidemia ao editar medida provisória que concentrou poderes no governo federal e permitiu à Presidência da República definir quais são as atividades consideradas essenciais que não podem ser suspensas.

A Advocacia-Geral da União (AGU) alegava que governadores e prefeitos não poderiam adotar medidas que afetassem serviços considerados essenciais pelo governo federal. Rejeitado pelos ministros do Supremo, que ratificou autonomia de estados e municípios para definir quais são os serviços atingidos por decretadas pelos governos locais.

Participaram da sessão os ministros: Dias Toffoli, Marco Aurélio (relator), Gilmar Mendes, Rosa Weber, Carmem Lucia, Luis Fux, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Ricardo Lewandovisc.

“Melhor ter responsabilidade do que irresponsabilidade”, Flávio Dino para Bolsonaro

 

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O presidente Bolsonaro ontem, quinta-feira (9), durante sua live semanal usou a decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, para tentar jogar novamente a população contra governadores e prefeitos.

Disse que recorrerá, mas que há algo positivo, segundo ele, a decisão responsabiliza os gestores estaduais e municipais pelo que acontecer. O governador do Maranhão, Flávio Dino, reagiu de modo claro e objetivo nas redes sociais sobre o que pensa de Bolsonaro em relação ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.

“Melhor ter responsabilidade do que irresponsabilidade”, Flávio Dino para Bolsonaro.

O presidente Bolsonaro é contra as medidas de prevenção adotadas pelos governadores, prefeitos com base em determinações e orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), Ministério da Saúde, Infectologistas e maioria dos profissionais de Saúde.

Onyx Lorenzoni e Osmar Terra são flagrados detonando Mandetta

 

Conspiração
Foto: Reprodução

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, e o deputado federal Osmar Terra foram flagrados conspirando contra o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, nesta quinta-feira (9). Onix é do mesmo partido de Mandetta e o deputado federal Osmar Terra, está de olho no ministério da Saúde.

A conversa foi ouvida pelo analista Caio Junqueira da CNN Brasil , após ter telefonado na manhã de hoje para Terra. O deputado atendeu ao telefonema, nada falou e não desligou, o que possibilitou que o diálogo de pouco mais de 14 minutos fosse ouvido.

Abaixo o trecho que eles falam sobre Mandetta:

Onyx: “Eu acho que esse contraponto que tu tá fazendo…”

Terra: “É complicado mexer no governo por que ele tá…”

Onyx: “Ele (Mandetta) não tem compromisso com nada que o Bolsonaro está fazendo.”

Terra: “E ele (Mandetta) se acha.”

Onyx: “Eu acho que (Bolsonaro) deveria ter arcado (com as consequências de uma demissão)…”

Terra: “O ideal era o Mandetta se adaptar ao discurso do Bolsonaro.”

Onyx: “Uma coisa como o discurso da quarentena permite tudo. Se eu estivesse na cadeira (de Bolsonaro)… O que aconteceu na reunião eu não teria segurado, eu teria cortado a cabeça dele…”

Terra: “Você viu a fala dele depois?”

Onyx: “Ali para mim foi a pá de cal. Eu já não falo com ele (Mandetta) há dois meses. Aí acho que é xadrez. Se ele sai vai acabar indo para a secretaria do Doria [João Doria, governador de São Paulo].”

Terra: “Eu ajudo, Onyx. E não precisa ser eu o ministro, tem mais gente que pode ser.”

(Informações: CNN Brasil)